segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Uma reflexão

O blog anda devagar. Mas não morto. E A Culpa É Delas, claro.

A história de hoje aconteceu dia desses numa conversa entre amigos. O assunto entre dois craques e uma mocinha era a violência no Centro do Rio. Veja:

- Mas tá complicado andar pelo Centro do Rio depois das 18h - disse o Camisa 11.

- Po, nem fale. Um amigo meu foi roubado dia desses - acrescentou o Camisa 22.

Nisso, a mocinha entra na conversa:

- Eu li esses dias que os bandidos preferem assaltar os homens, e não as mulheres. Sabia disso?

- É mesmo, por quê?

E a danada explicou:

- É que quando o bandido vai assaltar o homem, ele sabe que o cara pode tentar reagir. Então, já vai preparado. Já quando a vítima é mulher, ele não sabe o que ela pode fazer, como ela vai reagir, é muito imprevisível, sabe?

Os craques se olharam.

- Calma aí, calma aí... não é só o bandido, não. Todos nós... não sabemos qual será a reação das mulheres... e em qualquer circunstância. Até porque, né?!... ninguém, ninguém mesmo, seja gente boa ou bandido, sabe do que uma mulher é capaz de fazer...

A mocinha apenas riu.

***
Maldade, muita maldade!

Aposto que as inimigas do blog discordam!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A pequena... furiosa

Alguns términos de namoro são trágicos, melancólicos. Mas acreditem: não precisa ser assim, minha gente. A história de hoje versa sobre isso.
Um dos nossos craques estava chegando numa festinha, numa sexta à noite. No carro, além da namorada, havia uma amiga dela.

Quando estavam estacionando avistaram um atacante, amigo da turma, deixando o local.
- Ei, Camisa 30!
- Fala, quanto tempo - respondou o atleta, aproximando-se.
- Não vai ficar na festinha?, o nosso amigo perguntou.
- Não... tá meio falido!

Neste momento, as amigas se olharam e falaram ao mesmo tempo:
- Ih... a Fulana deve estar na festa!

Fulana, caros leitores e inimigas do blog, é a ex-namorada do Camisa 30. O cara decidiu evitar encontrar com ela.

"Frouxo!", "Bobão!", "Cabeça fraca!". Temos certeza que nesta hora as inimigas do blog estão dedicando estes adjetivos ao Camisa 30, bravo guerreiro da noite.

Mas a gente explica. Certa vez, ele estava numa outra festinha e se interessou por uma mocinha. O flerte ganhou proporções quando a sapeca deu papo ao matador das quatro linhas do amor.

Lá pelas tantas, quando beijo era iminente... surgiu ela... Fulana, a ex-, braba como sempre. Aliás, a moça em questão é miúda. E por conta disso, não se sabe onde cabe tanta fúria. Pela estatura, poderia ser facilmente classificada como "mignon", "mignonzinho", sabe?. Mas, dado o temperamento, é melhor considerá-la a "Pequena Furiosa".

Sem pensar duas vezes, parou ao lado do Camisa 30, colocou a mão do braço dele e disparou:
- O que você pensa que está fazendo? Como assim? Hein?! Explica...

O atacante ficou sem jeito e foi socorrido pelas amigas dela. Isso mesmo, as meninas, amigas da Pequena Furiosa, puxaram-na.
- Calma, amiga. Para com isso!
- Ele não pode fazer isso.

E uma delas deu o últimato:
- Fulana, vocês terminaram há três meses... Controle-se!


***
Bem, depois disso, claro, o artilheiro da Copa do Mundo do Flerte passou a evitar os mesmos ambientes e, acredite, a fugir sempre que, mesmo de longe, avistasse a furiosa.

E a culpa é... claro, claro, vocês sabem!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Mocinha educada

É impressionante a educação e bom senso que têm algumas mocinhas de hoje em dia. Recentemente, dois amigos saíam do trabalho e tiveram prova disso.

O cenário era o seguinte: uma esquina do centro do Rio, daquelas que ficam bem ermas após das 21h.

Pois bem, era uma terça-feria e já passavam das 22h, quando dois bravos atacantes desse Brasilzão de Deus passaram caminhando traquilamente pela escuridão da tal esquina.

Na outra, do mesmo quarteirão, há um bar, onde esses craques e seus amigos costumam beber alguns copos do gélido líquido dourado após o duro expediente. Só que naquela terça, o barzinho-aconchegante- ideal-pro-chope-pós-trabalho estava ocupado. Era o ponto escolhido por uns 100 universitários para uma chopada de início de semestre.

Tudo bem. Fica pra próxima. E a esquina escura?

Bem... a tal esquina virou banheiro da garotada. Quando nossos amigos a dobraram, perceberam algo se movendo. E a atenção do ser humano, como se sabe, é aguçada. Se algo se move por perto, é quase inevitável não virar a cabeça para ver do que se trata, correto?

A cena que nosso amigos presenciaram era a seguinte: uma moça agachada entre dois carros e outras duas, uma atrás e outra na frente da mijona, fazendo a tal barreirinha e servindo de apoio. Na traseira de um dos carros, havia mais duas sapecas, com copos nas mãos e falando alto. Talvez esperando a vez.

A cena foi vista por uns três segundos. Não deu tempo sequer de um comentário entre os atletas. Antes disso, uma das moças olhou para os nossos amigos e soltou, em linguagem arrastada e alta:

- Pooooo, na moraalll: VAAAAAZZZAAAAA!


***
Os craques, que não pararam um segundo para ver a cena, se entreolharam e riram. Fazer o quê?

Ou seria o caso de dizer: "desculpe-nos, senhoritas, nem percebemos que entramos equivocadamente no banheiro feminino!" ???

Pois é, inimigas do blog, sem qualquer caretice, quem está errado tem que pisar macio.

Quem ouve coisas desse tipo, até poderia devolver a grosseria. E se a mocinha fosse xingada de... (o que vcs preferirem, tá?!), a culpa seria de quem?! Ah tá...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O último apito

Queridos leitores e inimigas do blog, o "A Culpa É Delas" completa hoje quatro anos de vida.

São 48 meses usando este espaço virtual para mostrar as peripécias e travessuras do incrível mundo cor de rosa.


Apesar do momento feliz, a história de hoje não é nada, nada alegre. Sejam fortes! Lá vai:



Talentoso que só, nosso Camisa 11 entrou, em dezembro de 2007, numa partida daquelas. Veloz pelos flancos e com presença de área ganhou uma importante dividida e marcou um golaço na Copa do Mundo do Flerte. Foi saudado pela multidão, arrancou aplausos e provocou sorrisos extasiados. Era a glória. Só não podia imaginar que aquele gol, aquela conquista era também o seu auge.

E como se sabe, não existe para aonde subir após o último degrau. Ao se dar conta da máxima, perdeu os sentidos e... aaaaaah!... recebeu uma entrada criminosa. Nem viu de onde veio.

"Falta, falta", gritaram desesperados seus amigos de ataque.

Era cena de filme, com ambulâncias em volta e a imprensa tentando registrar lance a lance.

Nosso craque tentou voltar, mas acabou impedido pelo departamento médico. A contusão era grave e nosso gênio da pequena área precisou ficar em recuperação intensiva. Repouso total e longe, muito longe dos gramados. Foram meses, anos assim...

Os companheiros de ataque rezavam e pediam pela saúde do jogador a São Baixinho, o craque dos gols impossíveis. Uma corrente de fé e esperança tomou a equipe. Todos acreditavam em seu retorno.

Mas a notícia fatal emergiu das profundezas do inacreditável para desconforto de uma nação de amigos e fãs.

A contusão é, sim, mais grave do que se imaginava e nosso Camisa 11 corre o risco de nunca se recuperar. Ciente do drama, viu o fantástico sonho do milésimo gol acabar. E diante de tantos acontecimentos, só lhe restou uma saída: abandonar a carreira e deixar a Copa do Mundo do Flerte àqueles que, de forma sagaz e valente, conseguem fugir das faltas mais duras. Nosso craque não conseguiu.

Em breve, assim que dizer "sim", nosso Camisa 11 se juntará ao seleto grupo de artilheiros-boêmios-cariocas-aposentados desse Brasilzão de Deus.

Pendurou as chuteiras, mas não de mãos vazias. Exibe, orgulhoso, seu troféu... uma argolinha de dedo feita a ouro...


***

É isso, queridos e amados leitores, este valoroso blog comunica, não sem dor, a aposentadoria de mais um craque. E quando os artilheiros abandonam a Copa do Mundo do Flerte, vocês sabem, a Culpa é Delas.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Onde a dor não tem razão

Naquela tarde, a resenha, o famoso bate-papo na gíria dos boleiros, era sobre um atacante que, tentou ser artilheiro, mas atuou como mais um perna de pau desse Brasilzão.

O cara, vejam caros leitores, resolveu levar a ex-namorada para casa. Dormiu com a moça, relembrou os bons velhos tempos e... foi acordado, ai, ai, ai, pela atual... num daqueles FlaxFlus que nem o experiente MacGyver ou um ninja-samurai das arapucas seriam capazes de se livrar.

Diante do flagrante, o atacante mal das pernas não tentou dar uma de esperto. Pelo contrário: admitiu a culpa, aceitou o golpe e sugeriu que, a partir dali, cada um seguisse seu caminho. Era o fim!

E quem disse, que a mocinha se deu por satisfeita?

É que tem um tipo de mulher, amigos do blog e fieis leitores, que não sabe perder, vocês devem saber! A doida, num elã que Freud e Balzac explicam, começou a quebrar o apartamento do cara... quadros, TV, armário, pratos e copos etc.

Pois bem, o grupo que estava na tal resenha falando do caso passou a debater a reação da "danada, traída e invocada, destruidoras de patrimônio".

Foi aí (ai meu São Baixinho, o santo dos gols impossíveis!!!) que uma mocinha da roda resolveu defender a sapeca feroz.

- Pooo... o cara trai a mulher e simplesmente diz que vai terminar?? E vocês não querem que ela faça nada?
- Ué... claro que não. Ele vacilou e terminou o namoro. Queria que ele pedisse perdão ou sugerisse viver com as duas?
- Vocês são muito engraçados...
- É só um ponto de vista, calma - disse um outro amigo na roda.

E, então, a defensora das chifradas, disparou... daquele jeito: sem medo e sem piedade:

- É por isso que eu digo: se não doi no coração, TEM QUE DOER NO BOLSO!


***
A lógica da moça, claro, gerou medo e o assunto rapidamente foi trocado. Vai que... enfim!

Faz algum sentido isso, inimigas do blog?