quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Rolou a tal da “alma do negócio”...

Proficientes leitores, sabemos que as certezas dessa vida são muito poucas. Se iremos passar o carnaval namorando ou solteiro no Rio de Janeiro? Não sabemos! (pode ser que o passemos solteiro em outro lugar!!). Será que aquele alvo vai aceitar o convite para sair? Não podemos imaginar! E se, por um acaso, um destacado artilheiro ficar com uma mocinha e depois pegar a amiga dela, será que a primeira vai ficar chateada? Pode ser que sim, pode ser que não. Quem pode prever a reação das mulheres hoje em dia?!

Enfim... neste post iremos falar um pouco sobre essa relação... digamos... de sociedade entre amigas. Bem, prestem atenção, não estamos falando outra vez da Amiga Ursa (Não lembra dela? Então confira o primeiro post do mês de outubro). O caso de hoje é outro. Estamos versando sobre algo corriqueiro na vida de quem vive por aí flanando pela noite boêmia. É que o camarada que vive solto, conhece uma aqui, outra acolá... aí certo dia entra no bar e dá de cara com as duas sentadas juntas e batendo papo.

Há também o caso de o atacante ficar saindo a Fulaninha, amiga da Ciclaninha. E depois de muito tempo, após parar de ficar com a Fulaninha, encontra com a Ciclaninha, bate um papo e.... gol!

E foi algo bastante parecido que aconteceu com o protagonista dessa história. No caso, nosso amigo acabou sendo interpelado de forma incisiva pela Fulaninha, a primeira amiga que ele tinha... digamos... se relacionado.

- “Po, camisa 11... logo a Ciclana? Tanta mulher nesse mundo e você tinha que ficar logo com ela?”, indagou a moça.

Nosso artilheiro ficou meio pensativo. Não sabia o que dizer. Depois de tentar contornar aquela situação constrangedora, ele se lembrou do dia em que ficou com a Ciclaninha.

Bem... tudo aconteceu numa noite de sexta-feira. Nosso personagem fora à uma festinha de aniversário e lá encontrou a tal da Ciclana. O diálogo inicial pouco importa. A verdade é que o craque nunca havia pensado em agarra-la, mas diante do cenário (sorrisos de bandeja, carícias inesperadas, elogios desconcertantes etc) acabou se interessando e caiu dentro.

Até porque não era nenhum pecado. Fazia tempo que ele não saía mais com a outra amiga. O que chamou atenção do atacante nessa história toda (fato que ele lembrou quando foi interpelado pela outra, a primeira), foi a frase que a Ciclaninha disparou logo após o primeiro beijo:

- Bem que a Fulana falou com você era bom nisso...

***
Exatamente, nobres companheiros! Rolou uma propaganda entre as amigas. Nas rodas de bate papo, a primeira mocinha costumava tecer elogios à atuação do nosso camisa 11. Meses depois, diante da Fulana, ele até pensou em responder àquela indagação sobre o “porque”, mas deixou pra lá. Afinal de contas, a rede balançou de fato, mas a culpa... ah... essa não era dele não! A situação é comparável àquele tento inesperado, quando um jogador chuta a bola pra dentro da área e depois de a pelota bater na trave, no goleiro e em dois zagueiros, encosta no joelho do atacante – que estava caído simulando um pênalti – e entra. Pronto: é gol!

Enfim... essas coisas acontecem... Mas meninas, muito cuidado, nossa crítica é apenas contra a interpelação na hora indevida, contra o questionamento sem sentido e contra aquelas “mil perguntas... que em vidas que andam juntas... ninguém faz”.

Concluindo, A Culpa É Delas aprova a propaganda! Divulguem, divulguem! Jamais censurem a “alma do negócio”!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Apesar dos contratempos...

Essa história mostra um pouco que a Política Social - mencionada nos último posts - é algo que precisa ser difundido e, principalmente, valorizado. Sim, as mocinhas precisam valorizar esse tipo de, digamos, “pacote de boas intenções”.

Há tempos, um de nossos artilheiros estava saindo com uma moça cheia de responsabilidades profissionais. Atarefada, ela trabalhava 10 horas por dia (não por querer, mas por exigência do estilo de trabalho mesmo). Pois bem, nosso craque começou a sair com certa freqüência com a mocinha e, juntos, passaram longas e tórridas noites de desenvolvimento e aplicação integrada da PSS.

Numa dessas, ela virou-se para o nosso camisa 11 e, mesmo sem saber, fez um balanço sobre o efeito positivo da Política Social do Sexo.

- Você acredita que meu chefe virou pra mim esses dias e me perguntou se eu estava de namorado novo?
- É mesmo?, quis saber mais o nosso amigo.
- Ele me disse assim: “Só pode. Você anda mais alegre, menos estressada. Seja lá quem for o cara, ele está te fazendo bem”, contou.

Pois bem... o desenvolvimento do Programa Contra o Mau Humor e Por Dias Melhores, que integra nossa política social, estava alcançando seu objetivo. Mas para surpresa do nosso centroavante, horas depois, a mocinha lançou um comentário altamente desestimulante. Típico, de quem não valoriza os esforços do nosso (uhmmm) “pacote de boas intenções”!

No dia seguinte, o casalzinho acordou e foi pra cozinha preparar algo para comer. Na noite anterior, nosso protagonista chegou à casa dela com vinho, pizza e muita vontade de... (Vcs sabem!). Pois bem, na manhã seguinte, a menina vira-se para o craque e solta a pérola:

- Abre esse vidro de azeitona pra mim.
- Claro, me dá aqui...
- Ai, pelo menos para uma coisa o homem serve...


***
UMA coisa???? Pelo menos para UMA coisa???

Vinho, pizza, e depois de uma noite daquelas, nosso politizado empreendedor da alegria feminina tem que ouvir uma coisa dessas?

É demais... A Culpa É Delas mesmo!!

Enfim.. apesar desses contratempos, nossos atacantes, conscientes de sua função e comprometidos com um futuro melhor, seguem difundindo os ideais da PSS. Por favor, meninas, colaborem. Estamos lutando por causas nobres e de incomensurável valor social.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Amarelinha nelas!!!

Mal começamos a debater a Política Social – explicada no último post - que estamos ajudando a difundir e uma matéria da Revista Isto É! nos chamou a atenção, surpreendendo-nos de forma... digamos... arrebatadora. Quem acessar o link: http://www.terra.com.br/istoe/ e procurar pela matéria “Mulheres no Ataque”, na editoria Comportamento, talvez perceba que é hora de intensificar a expansão dos trabalhos.

Artilheiros, o mundo precisa de vocês!

Quem puder ler a matéria, publicada na semana do dia 19 de dezembro, verá que algumas mocinhas estão calçando as chuteiras, como uma produtora carioca de 27 anos que foi ouvida pela repórter da revista. Na entrevista, ela dispara: “Primeiro, eu bebo um pouco. Depois, se estou numa fila de banheiro de um bar, puxo conversa. Eu já chego chegando, falando de pertinho que é para beijar logo”, diz ela.

Outra moça que concedeu entrevista à Isto É!, uma paulista de 29 anos, afirmou que não é de esperar pela iniciativa masculina. “Eu estava num show, olhei para o percussionista da banda e falei: Quero esse homem agora!”.

Na referida matéria, uma psicanalista doutora pela PUC e autora de um livro sobre ética do desejo, dá sua contribuição ao interpretar o fenômeno. Para ela tudo isso (o ataque do mulherio) faz parte de um processo de elaboração da identidade feminina que não pode ser visto como reação das mulheres ao poder masculino tradicional.

Não pode ser visto como o quê???? Faz parte de quê?? Nada disso... A Culpa É Delas diagnostica essa situação de forma baste fria e mais simples: elas estão sentindo na pele os problemas causados pelo fato de existir no mundo sete mulheres para cada um homem! E por conta disso, estão correndo atrás.

A turma do Blog aprova a idéia! Nada contra! As mulheres têm os mesmos direitos não é mesmo?!. E se continuarem a atuar dessa forma, já já vão ganhar uma vaga na seleção... Vai ser que nem o jogo das estrelas: com Marta e Obina no mesmo time! Amarelinha nelas!!!

***
Contudo, nobres leitores, vale salientar que estamos expandindo o número de atendimentos dentro do nosso pacote de boas intenções. E que, apesar de não reprovarmos a atitude das mocinhas que vão ao ataque, alertamos que a ânsia da mulherada pode causar problemas para quem está aguardando a vez e está prestes a ser alcançada pela tal da política social. Se der merda, vocês já sabem de quem será a culpa...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E salve a Política Social...

Prezados leitores, o assunto de hoje é sério e exige a compreensão de todos. Estatísticas dos mais importantes institutos de pesquisa do planeta mostram que há sete mulheres para cada homem no mundo. No Brasil, essa diferença diminui um pouco, mas ainda é preocupante: para cada homem há três mulheres.

Não! Não vamos fazer aquela velha piadinha: “três pra cada, é? Onde estão as minhas outras duas??!”. Não, queridos amigos do blog, não iremos fazer chalaça desse imbróglio. Esse é um assunto que requer muita atenção e seriedade. Os homens (e, principalmente, as mulheres) precisam entender que essa é uma questão de POLÍTICA SOCIAL.

A carência e a falta de sexo podem trazer múltiplos problemas para a nossa sociedade. Já reparou quando sua chefe fica meio estressada, começa a te passar tarefas sem sentido? O que você acha que pode ser? Sim, claro, podem ser muitas coisas (Ela pode, por exemplo, estar sob influência de uma queda na Bolsa de Valores... sim, pode!). Mas, segundo o IPACED (Instituto de Pesquisa A Culpa É Delas) esse tipo de comportamento alterado é causado pela falta de sexo em 91% dos casos. Veja, por exemplo, essa matéria da Reuters.

Vício em trabalho pode ser falta de sexo
Sem sexo, pessoas preferem trabalhar mais e fazer mais horas extras. http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL82429-5603,00.html

Temos certeza de que vocês já repararam quando aquela chata do seu trabalho ou da sua faculdade chega na segunda-feira com um sorrisão estampado no rosto. Pisam no pé dela e ela nem liga. Furam fila na frente dela e ela continua sorrindo. Mas como pode? Numa situação dessas, era para a chatonilda explodir, armar barraco, começar a gritar. Mas, não, meus caros. Ela apenas sorri. Muito simples a explicação para esse caso: durante o final de semana, a moça fora alcançada pela Política Social do SEXO (PSS).

Não é difícil entender isso. O complicado é que algumas pessoas não compreendem que os homens têm um papel fundamental nessa política e precisam desempenhar suas funções com liberdade, para que esse exercício, quase que cívico, alcance a desenvoltura necessária, mitigando o mau humor alheio.

Por isso, nobres leitoras, o Blog A Culpa É Delas alerta para o preconceito e discriminação que muitos homens, verdadeiros AGENTES SOCIAIS, sofrem por parte de algumas mulheres. A partir de hoje, diante dessas explicações cientificamente embasadas, não os classifiquem mais com palavras de baixo calão. Em vez de chama-los de “galinhas”, “mulherengos”, dizer que não prestam, dizer que não valem nada só porque estão disseminando essa Política Social (coisa da mais alta importância), por favor, usem termos mais adequados. A Culpa É Delas sugere algumas frases para você utilizar no momento em que flagrar aquele antigo flerte com outra: (Escolham a melhor!)

(a) Fico impressionada com sua dedicação!
(b) A luta continua, companheiro!
(c) Não pare! Ainda há muito trabalho pela frente!
(d) Você me enche de orgulho! És incansável na batalha!
(e) Minha chefe precisa de você!


****
Pronto... a Política Social está explicada. Esperamos que ela se expanda e que em breve, nosso planeta tenha mais sorrisos, que as colegas-casca-grossas-do-trabalho suspirem mais, que as chefes, irmãs mais velhas, tias encalhadas fiquem mais leves, aprazíveis. Portanto, mulheres desse nosso Brasil, em nome de dias melhores jamais ofereçam qualquer tipo de obstrução à essa política social. Estamos tentado salvar o mundo! Se não conseguirmos, vocês sabem de quem será a culpa!

Em breve, algumas histórias sobre os bons resultados da PSS.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Que saudade...

O casalzinho dessa história estava saindo há poucos meses. Haviam se conhecido durante uma viagem no feriado da Semana Santa e passaram a se encontrar todo o final de semana. Iam ao cinema, praia, churrasco de amigos em comum. Apesar de a mocinha ser um pouco mais nova que o rapaz - ela estava terminando o segundo grau e ele já tinha acabado a faculdade -, tudo levava a crer que aquele seria um romance de novela.

Quando passavam dias sem se ver, trocavam juras de que a saudade era gigante, estarrecedora. Dedicado àquele romance, nosso artilheiro fazia de tudo para agradar a moça. Buscava-a na escola quando possível, ajudava a fazer o dever de casa, presenteava-a, cobria-a de elogios etc. A mocinha gostava...

Certa vez, o conceito de saudade ficou meio confuso, pelo menos para nosso amigo. Era uma sexta-feira e eles haviam marcado de ir ao cinema no final da tarde/início da noite. Por volta das 17h, ele ligou para ela para acertar os detalhes.

- Oi, querida, tudo bem?
- Oi, meu amor. Que saudade, onde você está?
- To em casa. Vamos ao cinema hoje?
- Vamos sim. To ansiosa e com muita saudade de você...
- Eu também. A gente pode se encontrar em uma hora, o que você acha?
- Acho ótimo. Você passa aqui em casa?
- Então... meu pai ainda não chegou com o carro... Se você quiser a gente pode se encontrar direto no cinema, eu vou de ônibus e te encontro lá... acho que meu pai só deve chegar umas oito da noite... O que você prefere fazer?
- É... faz o seguinte... quando seu pai chegar você me liga...


***
Peralá... e a saudade??? Onde foi parar a P@##$%#¨$% da saudade???

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Seu nome é...

Os doces anos na faculdade reservaram também, e para muitos, algumas histórias tristes. Nem só de churrascos, choppadas e azaração foram aqueles saudosos períodos. O personagem da nossa história é a prova viva disso.

Certa vez os colegas de turma marcaram de tomar uma cerveja num sábado à noite. Escolheram um bar na Barra da Tijuca e se esbaldaram com o líquido dourado. Durante as horas que passaram no bar, tudo aconteceu na mais perfeita paz. O problema foi a volta pra casa.

Depois que saíram do bar, seguiram em comboio. Alguns moravam perto, outros estavam de carona. No meio do caminho, pararam em um posto de gasolina, na avenida à beira-mar, para comprar umas cervejas. Bateram um papo, riram mais um pouco, até que nosso artilheiro sentiu o cheiro de gol.

A prima de uma colega da turma, uma paulistinha de 20 e poucos anos estava (digamos) oferecendo muitos sorrisos para nosso amigo. Sagaz, ele tratou de realizar uma aproximação estratégica e puxou assunto.

De filosofia às últimas da TV, nosso camarada encantou a moça com seu verbo. Estudioso das táticas de sedução, nosso atacante em pouco tempo conquistou a moça e o vuco-vuco começou.

Como estavam relativamente próximos de casa (nosso protagonista mora no prédio ao lado onde mora o “primo”), resolveram ir andando. De esquina e esquina paravam para uns amassos, ainda que lights já que o “primo” estava ao redor. Ao avistar um banquinho, o casal decidiu parar para curtir o visual e trocar beijos e mais beijos: “love in the air”.

Começaram a conversar sobre a vida, sobre faculdade, futuro... Nosso predestinado galanteador arrancava risos da mocinha e falava sobre as doçuras de ser solteiro do Rio de Janeiro.

Tudo corria às mil maravilhas naquele efêmero romance até que (jamais se soube o porque) a moça virou-se para nosso personagem e fez uma pergunta daquelas dignas de vestibular:

- Mas, me diga uma coisa: qual o meu nome?

“P@#$#@$%#%¨”, pensou nosso Don Juan carioca. Numa hora daquelas, depois de inúmeras latas de cerveja, tendo ela dito o nome uma única vez, como ele poderia lembrar?

A reação do nosso amigo foi a mesma de um atacante flagrado em impedimento: fingiu que não era com ele.

- “Então.. como estava te dizendo, tem uma boate muita legal aqui por perto”, disse o matador, na tentativa de tomar as rédeas da conversa.
- “Qual o meu nome?”, insistiu a paulista.
- “Seu nome, né?!. Eu sei o seu nome, to querendo é te falar da night do Rio, senta aí e fica calma...”

Foi em vão.
- “Ou você me diz meu nome ou eu vou embora”, disparou

Diante da inércia do artilheiro que, por mais que fizesse força, não conseguia lembrar o nome da menina de forma alguma, a paulistinha explodiu:

- Você é um filho da p@#$%@#$¨$%&. Só quer me comer e nem sabe a p!$@#$@ do meu nome! Vocês homens são todos iguais, não prestam mesmo!

Amigos, nobres amigos, o que fazer numa hora dessas?:

(a) Sair correndo de volta pra casa
(b) Chutar todos os nomes que vierem à cabeça
(c) Tentar argumentar: “poxa... eu fumo maconha desde os 13 anos, tenho problemas na minha memória seletiva... por falar nisso, quem sou eu?
(d) Enfiar a porrada no primo por não ter avisado que a prima era descontrolada
(e) Respondê-la: “Mas eu nunca disse que prestava...”
(f) Qualquer coisa que a fizesse parar de gritar


***

Fiéis leitores, nosso amigo ficou sem reação. O que será que aconteceu no passado da moça para ela ficar tão “P da vida” por ele não lembrar a P@#$@#%#$ do nome dela? A verdade é que não fazia a menor diferença... haviam acabado de se conhecer... e depois de muito álcool, esse esquecimento é totalmente compreensível... mas, vá entender as mulheres... oh, missão difícil!!!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Agoniza, mas não morre!

O post de hoje é mais uma homenagem que, humildemente, esse blog faz. Como todos vocês devem saber, no domingo (02/12) é Dia Nacional do Samba. Nada mais justo deixar registrado nesse canal virtual nossa paixão por esse estilo musical que embala nossos dias e noites e dá ritmo a grande parte das nossas histórias.

“A ambição cruzou o mar, trazida pelo invasor”. Mas isso não foi tudo. Nos porões dos navios invasores, os europeus também traziam escravos. E esses, levavam consigo, além da força e um sonho de liberdade, um ritmo mágico. O primeiro destino dos “negros ritmistas” foi a Bahia. Lá, nas poucas horas de descanso a que tinham direito, formavam uma roda, dançavam e cantavam para se divertir. Era a forma que encontravam para continuar ligados à mãe África.

Nas festas na senzala, imitavam os passos que seus senhores davam nos grandes bailes (era o início do mestre-sala e da porta-bandeira). Apesar do regime rigoroso, sempre houve alegria durante a batucada. No início do século passado, alguns desses ex-escravos deixaram o recôncavo baiano e vieram para o Rio de Janeiro. Muitos foram morar nos morros do Centro, em especial o Morro do Estácio, de onde surgiu a primeira escola de samba.

Uma parte desse grupo chama a atenção: as Tias Baianas. Eram negras, quituteiras e ficaram famosas por organizar festas em seus quintais. A mais famosa de todas, é Tia Ciata, que morou durante anos na Praça Onze e reza a lenda que uma de suas mandingas curou feridas que o então presidente da República, Venceslau Brás, tinha em uma das pernas e que não cicatrizava de jeito nenhum.

Às vezes, as rodas de música nas casas das tias duravam dias (talvez daí tenha começado a se formar o conceito de boêmia no Rio de Janeiro...). E apesar do preconceito que o samba sofria naquele tempo, gente de todo o tipo subia o morro, fosse pra dançar, provar o tempero das comidas das baianas ou para alguma consulta religiosa que as tias ofereciam.

Nos quintais do Morro do Estácio, o ritmo se modificou e foram surgindo outras formas de aproveitá-lo. A música se expandiu por outros morros, chegou ao asfalto e foi se aperfeiçoando até chegar ao que é hoje.

Se não fosse pelas tias baianas, dificilmente o samba teria se desenvolvido desse jeito e teria tomado a forma que tanto nos encanta. É por isso, amigos, que a gente não cansa de repetir: A Culpa É Delas!

Viva o samba!


Rapidinha
Um dos nossos atacantes estava saindo com uma mocinha. Bonita, legal, mas um pouco diferente... digamos.. do perfil “musico-cultural” do nosso amigo. Há exatos doze meses, às vésperas do Dia Nacional do Samba, ela liga para o artilheiro e faz um convite pralá de mais ou menos:

- Tava pensando de a gente amanhã ir ao shopping dar um volta, ver um filme. O que você acha?
- Dá não. Amanhã eu vou andar de trem... vou fazer o trajeto Central-Oswaldo Cruz... Quer ir?
- De trem? Ah não... deixa pra outro dia...


***
Ela perdeu um dia agradável. O convite foi feito, mas.... É, vocês sabem, a Culpa É Delas! E para as mocinhas que vão ao Trem do Samba esse ano, preparem-se: nossos “artilheiros-sambistas” estarão pelos vagões. É melhor não desafinar o gingado, senão vão virar post, hein!!!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Pimenta no orkut dos outros é refresco...

Amigos e amigas deste blog, as histórias a seguir não são exclusividade dos artilheiros deste pequeno espaço, temos certeza. O advento da internetnos impôs uma nova forma de comunicação. Os derivados virtuais,outras coisas. Umas boas, outras más, depende do ponto de vista. Diante da nossa humilde análise, são coisas boas, e a possibilidade determos esse blog é uma delas. Mas tudo depende do modo de usar. Aí éque está a questão. Muitas moças são autênticas “Joselitas Cibernéticas”, e para incansáveis jogadores do Brasileirão da Azaração, percalços, por elas criados, podem influenciar na classificação para a Libertadores.

Mas como somos jogadores com Raça, Amor e Paixão, não deixamos a peteca cair. Mas nos últimos tempos, o Orkut se tornou um autêntico obstáculo...

Ah, aquela noite...
Um de nossos centroavantes tinha saído com uma de suas conquistas.Moça agradável, nível superior, inteligente, bonita, tudo muito legal.Passaram a noite juntos depois de duas saídas, e a coisa foi, digamos, boa. Mas completamente normal. O encontro ocorrera numa sexta-feira e o fim de semana passou voandopara nosso protagonista, que flanou por diversos eventos.

Pois bem... na segunda-feira, o jovem resolve consultar seu Orkut e eis que... Sim. A moça tinha localizado o rapaz. Mas apenas encontrar o matador não foi suficiente para ela. A mocinha deixou um recado: "Sabia que ia te achar aqui. Virtualmente, vc é lindo, mas prefiro vccomo na noite passada... Adorei, quero de novo! Bjs" Amigos e amigas, existem certas coisas que não devem ser compartilhadas com os outros. Mesmo que moça não tenha sido totalmente explícita, não é de bom tom colocar coisas assim na internet, com todos tendo acesso à leitura. Privacidade já!

O amor na foto
O jovem em questão, nessa história, havia se mudado para um novobairro há pouco tempo. Resolvera sair pelas novas bandas, e conhecernovas pessoas. Na primeira noite, matador como de costume, avistou umalvo e o tiro foi certeiro. A morena sob sua mira era bonita, era uma boa conquista.
Depois dos beijos e abraços, combinaram de se encontrar dois dias depois. Saíram, dormiram juntos, e a coisa até então ia rolando bem. Nesse meio tempo, coisa de poucos duas, ela adicionou o artilheiro no orkut. Apesar de deixar recados um tanto desnecessários, a moça até que não era das piores nesse quesito.

Dias depois de terem se visto três vezes (Atenção: eu disse TRÊS vezes), o artilheiro comenta com um amigo do trabalho sobre a conquista e mostra o orkut da mocinha para o amigo, que tratou de fazer sua avaliação. Aí veio a surpresa: ao abrir as fotos da moçoila, o amigo tomou um susto daqueles: havia uma montagem da menina e de nosso artilheiro...

Sim, sim, amigos, a moça "roubou" uma foto dele no orkut e fez uma colagem, com os dois juntos. (ai, que medo... respirem fundo!!!!!)

Como se não bastasse, a legenda vinha agravar tudo: "E no meio detanta gente, tinha vc"

Resultado: Nosso matador nunca mais deu as caras, temeroso em se aprofundar com o projeto de possessiva virtual.

***
Por essas e outras, A Culpa é Delas vem por meio deste democrático espaço virtual alertar: Pensem duas vezes antes de saírem dando, no bom sentido, é claro, o orkut de vocês. No primeiro momento, não digam que tem orkut. Prevenir é melhor que remediar. E para a mulherada, segue o apelo: "pelamordedeus", menos, mocinhas, menos!!!!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ela era uma fanfarrona!

A história de hoje é uma viva lembrança dos anos de adolescência (Ô, tempinho difícil!!). Não sabemos o que leva algumas mulheres a tal atitude, e apesar de reprovarmos essas ações, elas continuam fazendo. Procuramos alguns adjetivos para classificar a moça do post de hoje, mas eram todos de baixíssimo calão. Ia pegar mal!

O cenário é típico da adolescência: festinha de rua em comemoração ao dia de São João. Naquela época, os hoje atacantes eram uma espécie de seleção sub-15. Ávidos pelo conhecimento, eles lançavam-se nesses terrenos com a esperança de se dar bem pela primeira vez na vida.

Nessa fase, os integrantes do grupinho, que tinham entre 14 e 15 anos, sonhavam com as meninas mais velhas. Aquele que conseguisse pegar uma de 17 anos era considerado o Rei da Rua.

Pois bem. E lá estavam, futuros goleadores em busca de aventura. Nessa época, uma bola na trave já era digna de "ola"! O nosso personagem não parava de olhar para uma mocinha que, junto com seu grupinho de amigas, chamava a atenção de quem passasse.

Ela era mais velha que nosso amigo. Acreditamos que ela teria entre 18 e 20 anos. Depois olhar incisivamente para ela, por um instante, o protagonista achou que tinha tirado a sorte grande.

Separados por alguns metros, a bela jovem correspondia aos olhares, ria para nosso amigo, parecia até que sinalizava para ele. Para delírio dos amigos do nosso personagem, a moça começou a andar na direção dele.

Quanta emoção!!! A única coisa que ele conseguia pensar era: “Meu Deus, e agora? O que vou falar com ela?”.

- “Oi”, disse a menina.

Era o ápice da adolescência. Nosso pequeno amigo vislumbrou um futuro de glória. Naqueles poucos segundos, vôou em pensamentos imaginando-se nos braços da atraente mocinha mais velha. (Há quem diga que ele chegou a fantasiar uma chegada triunfal à rua, sendo aplaudido pelos amigos sob os gritos de “Ele é o cara”, “O mais sinistro do Brasil”, "É o rei, é o rei").

- “Tá sozinho?”, ela quiser saber.
- “To”, respondeu o mocinho, quase que ofegante.

Pois bem, o nosso projeto de craque respondeu à moça e deu prosseguimento à conversa. Só que para consternação do atleta miniatura, a mocinha disparou:

- “Então vai continuar!”, disse ela, virando-se e sumindo na multidão.


***
Desnecessário! A mocinha era uma tremenda fanfarrona. Toda a inocência do menino ficou comprometida depois do episódio. Aí, hoje, elas querem reclamar... Fala sério!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O Golpe do Pijama

Crueldade. Não existe outro termo para definir a ação de algumas mulheres durante o “esquenta”. Cientistas de todo o mundo não se cansam de pesquisar, embora não encontrem uma resposta, o por que de algumas mocinhas armarem a retranca quando o atacante recebe lançamento perfeito, deixa o último zagueiro pra trás e fica cara a cara com o goleiro. Por que será, sublimes leitores?! Por que será?!

É... nós ainda não descobrimos. O que passa é que numa quarta-feira de junho, nosso personagem foi a um show da Fundição Progresso acompanhado de uma menina que havia conhecido há pouco tempo.

Durante a semana trocaram e-mails, telefonemas e tudo deixava a crer que naquela noite rolaria o primeiro beijo do casal. Pois bem, as suspeitas se confirmaram logo cedo. Ao pisar na “Fundiça”, o mocinho partiu pra dentro. Beijos para cá, beijos pra lá e nem se prestava atenção no show.

A interação entre o casal recém formado foi incrível. Em determinado momento a mocinha chegou a pular no colo do rapaz, cruzando as pernas da cintura no atacante, que a essa hora já estava com o time pronto para entrar em campo.

O casal deixou a Fundição antes mesmo de o show terminar. Foram para o carro dela, onde aconteceram os primeiros lances da partida. Mas até, então, nada de gol. Para alegria geral da Confraria do Solteiros Cariocas, ela fez aquela (a mais esperada) proposta:

- “Que ir lá pra casa?”, disparou.

E lá foram eles.

Ao entrar na sala do apartamento da moça, nosso protagonista foi logo mostrando disposição. Levou-a para o sofá, tirou a blusa. Tirou a dela também, mordeu a nuca. Quando levantou-se para tirar a calça, ela cadenciou o jogo:
- “Vou pegar uma água”, disse a mocinha.

OK. Nosso matador continuou a tirar a calça, ligou o som e folheou um livrinho que estava na mesa de centro. A presa saiu da cozinha, passou na frente do nosso atleta e foi ao banheiro.

O atacante estava impaciente. Não via a hora de chegar à marca do pênalti e entrar com bola e tudo. Ahhh, leitores preciosos, segundos depois, nosso amigo sentiu-se como se um balde de gelo tivesse sido jogado sobre ele.

A moça saiu do banheiro vestindo um pijaminha amarelo. Exatamente, ela aplicou o “Golpe do Pijama”!

- “Vem, vamos dormir!”, ela convidou.

Ele não estava acreditando. Ficou alguns segundos paralisado pensando no que ele poderia ter feito para merecer aquilo. Não satisfeita, a mocinha dessa história deitou-se depressa na cama, cobriu-se com o edredon e virou conchinha. Pronto, se auto embalou para ninar.

***
Peralá... Ninguém desafia um atacante nato dentro da pequena área e sai vitorioso. O jogador respirou fundo e traçou seu esquema ofensivo. Afinal de contas, ele é brasileiro: não desiste nunca! Deitou-se ao lado da mocinha e iniciou com intrepidez e desenvoltura alguns trabalhos manuais. Por fim, conseguiu “animar” a mocinha e a partida, enfim, pôde ter seu tão esperado início. Mas o golpe do pijama ficou marcado para sempre em sua memória!

É isso, prezados! Não abandonem a luta. Se o golpe do pijama surgir em meio à noite, não se desespere. Dentro da área é você quem manda!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Questão de jurisprudência...

Não é de hoje que a mulherada reclama dos homens. Algumas dizem que eles são saidinhos, atrevidos, escorregadios e blá, blá, blá... Pois bem, o que elas não param para analisar é que jurisprudências permitem algumas atitudes. E a brecha é criada por elas mesmo!!!! Nós, homens de bem-boêmios-solteiros, sabemos das regras.

A história de hoje fala um pouco sobre isso e aconteceu com o pai de um amigo do blog. Em alguma roda de samba dessa vida, lá estava ele: curtindo a música e analisando o cenário. Por todos os lados havia sorrisos, mulher e refrões entoados com vontade...

Enquanto saboreava o gélido líquido precioso (por favor, não confunda as coisas. Não estamos nos referindo à água), avistou seu alvo. Ela era bonita, balsaca e correspondeu aos olhares do nosso amigo, um exemplar “Velha Guarda” do circuito samba-cerveja-mulher.

Lá pelas tantas, o protagonista partiu pra cima. Papo pra cá, papo pra lá e o assunto começou a ganhar desenvoltura. Pois bem, nosso personagem causou efeito positivo em seu alvo e não demorou muito para que passassem aos beijos e abraços.

Ao final do samba, as intenções já estavam postas à mesa e a única dúvida era: no meu apartamento ou no seu? (ai.. ai.. quem disse que a vida é fácil?)

E, para surpresa do nosso artilheiro, a moça lançou uma frase impactante, só que totalmente ressemantizada.

- “Bem que a gente podia fazer uma foda mágica!”, sugeriu ela.

Enquanto exibia o tradicional sorriso bobo, característico dessas horas, nosso atacante pensava:

- Uhmm... será que ela ta querendo passar a madrugada inteira na atividade e, depois, o resto da semana sob o encanto da nossa “partidinha”?!

Enfim... para não deixar a proposta passar, o protagonista coçou a cabeça preparando-se para responder. Mas, antes mesmo que encontrasse uma reposta à altura, a mocinha completou.

- É... foda mágica: a gente transa e depois você desaparece!


***
Não nos cansaremos de repetir: “é a glória, é o auge!”. Pois bem, caras leitoras, é preciso respeitar a jurisprudência aberta por essa nobre cidadã. A foda mágica é uma realidade e não se pode lutar contra isso. Se depois vocês insistirem em tachar os homens de atrevidos, escorregadios, mal intencionados, por favor, lembrem-se que a culpa não é deles. Há brechas nas regras dessa Copa do Mundo...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

A Mulher Tarja Preta

Era mais uma sexta-feira no Rio de Janeiro e nosso artilheiro já previa uma bela partida. Depois do trabalho, passou em casa, tomou banhou, vestiu-se e partiu rumo ao gol. Naquele dia, uma amiga do nosso protagonista estava comemorando aniversário no Teatro Odisséa, na Lapa. E lá foi nosso craque, sempre propositivo e destemido.

Logo na chegada foi começando os trabalhos e pediu um chope: nada como o refrescante néctar de cevada para animar a disputa da famosa Copa do Mundo do flerte. Cumprimentou os amigos e a aniversariante. Bateu um pouco de papo aqui, acolá e antes que pedisse o terceiro chope avistou seu alvo: morena, alta e curvilínea! “Sensacional”, pensou nosso amigo, enquanto a observava dançando.

Mas, antes que pudesse puxar um papo com a moça, uma outra amiga resolveu alugá-lo. Sabe-se lá porque algumas mulheres adoram contar problemas com o ex em plena festa, numa sexta-feira, no Rio de Janeiro! Paciente, nosso Don Juan dos trópicos, ouviu os lamentos da mocinha e quando ela deu indícios de que começaria a falar dos problemas do “ex-ex”, pegou a tangente e partiu pro meio da pista de dança.

Alías, era lá que ela estava: A morena!

O primeiro contato foi o tradicional olhar “e aí, beleza?!”. Ela riu, levantou os braços e continuou dançando. Resoluto, nosso amigo partiu pra cima e puxou assunto. Depois de algumas frases em alto tom ao pé do ouvido, resolveram conversar num cantinho longe das caixas de som.

- “Você está sozinha?”, quis saber o craque.
-“É, minhas amigas foram embora”, disse.

O papo fluiu e pouco depois se entregaram aos beijos e abraços calientes. Conversaram sobre trabalho, música e as boas do final de semana, embora, por vezes, ela desse respostas que não se encaixavam nas perguntas. Lá pelas tantas, ela demonstrou aflição, fez cara de quem queria ir embora. O alvo daquela noite tinha um “tique nervoso”. Começou a coçar a nuca e morder o lábio inferior, ao esboçar uma despedida. Nosso camisa 9, então, tratou de sugerir uma esticada e ele sentiu que havia terreno para isso.

- “Fica mais um pouco”, pediu.
- “Eu preciso ir”, argumentou.
- “A gente podia dormir aqui pelo centro mesmo, o que acha?!”, soltou o protagonista recebendo um sorrisinho danado da moça.

Se agarraram, beijaram-se mais vezes e o fogo lastrou. Então, ela proferiu a frase que todos os atacantes das Olimpíadas da Azaração esperam ouvir numa hora dessas:

- “Vamos lá pra casa?!”

“É a glória, é o auge”, vibrou nosso personagem. Chegando na casa da mocinha, nosso amigo tratou de agir, atuando em todas as modalidades.

- “Ai, eu to quase naqueles dias. Não sei se vai ser legal”, disse, enquanto tomava um gole de água e um comprimido para dor de cabeça.
- “Eu que bebo e você que fica com dor de cabeça?”, brincou ele, para depois retomar os trabalhos: “Olha nem ligo pra essas coisas. Eu quero você”, retrucou.

No caminho para o quarto, ele reparou que duas prateleiras da estante dela estavam meio que quebradas, desarrumadas e algumas coisas no chão.

- “Ai, foi meu gato. Ele vive subindo aí”, justificou.

Gato, gata, bicho de pelúcia ou estimação pouco importava para nosso amigo. Ele só pensava no gol que estava por marcar. E a noite foi daquelas! A morena parecia não cansar e nosso amigo não esmoreceu, chegou junto. Que golaço!

De manhã, ele despertou lentamente e relaxaaaado. A moça estava ao computador fazendo algo. Ele a olhou, mexeu-se na cama. Ela percebeu os movimentos e foi em sua direção, deu um beijo no matador e caminhou para o banheiro.

-“Você é maravilhoso. Fazia tempo que não tinha uma noite dessas, finalmente bons ventos sopraram ao meu favor”, falou a presa.

Ela foi ao banho e enquanto isso, ele começou a preparar a camisinha para a próxima “partidinha”. Procurou na carteira, no bolso da calça e só depois lembrou que havia deixado uma ou duas em cima da cabeceira dela.

Esticou-se para pegar a embalagem do preservativo. A gaveta estava entreaberta e a camisinha acabou caindo dentro. A riqueza de detalhes desse momento pode até causar estranheza aos nossos leitores, mas serve para reconstruir o momento em que nosso centroavante viu o sonho virar pesadelo, quando nosso amigo sentiu-se naquele lugar onde “o filho chora e a mãe não ouve”. Dentro da gaveta, amigos, havia duas caixas de remédio: um era Diazepan, o outro Clorpromazina. Em volta da caixa uma enorme TARJA PRETA. O desespero de nosso baluarte aumentou quando ele deu uma rápida lida na bula do Clorpromazina, onde dizia: “substância anti-psicótica clássica ou típica. Sendo uma substância protótipa no tratamento de pacientes esquizofrênicos”.

- “Anti-psicótica? PQP... peguei uma Mulher Tarja Preta”, exclamou.

À luz da manhã, ele começou a reparar no interior do quarto da moça. Embaixo da cama havia livros de auto-ajuda. Levantou-se rapidamente e foi até à cozinha da Mulher Tarja Preta, também conhecida com MTP. Procurou no outro quarto e não achou nenhum gato. Foi até o computador e viu que havia uma janelinha do msn aberta. Nela, a última frase da MTP: “to saindo com um homem maravilhoso. Ele tá aqui em ksa.... axu que vai virar caso sério, amiga!”.

Nossa! A sensação foi a mesma que ser atingido por um “canhão” do Roberto Carlos (o lateral que ajeita meião em lances decisivos). Ele, então, parou para pensar na noite anterior.

- Será que realmente tinha alguma amiga dela lá? Ou será que ela é uma dessas loucas que vagam sozinhas? Ontem ela tomou remédio pra dor de cabeça ou será que era um desses tranquilizantes? Ela me disse que estava quase naqueles dias, ou seja: pode rolar uma TPM! Céus, imagine a MTP de TPM?!?!

Nosso craque não pensou duas vezes, antes que ele tivesse um surto psicótico diante de tantas dúvidas ou que ela saísse do banheiro gritando e com uma tesoura na mão, ele vestiu a calça e meteu o pé.

***
É, caros, essa foi por pouco! O protagonista até que achou a moça interessante Mas, analisando depois, percebeu que algumas coisas que ela falava não tinham nexo. Quando ele achou que havia encontrado uma mulher bonita, independente e “disposta”, descobriu que ela era também Tarja Preta. A MTP é aquela que além de ser louca, consegue te enlouquecer também, mas no sentido literal da palavra. Aí, não dá, né?! Como dizem por aí: “É difícil arrumar pouso nessa guerra dos sexos”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Ela tinha uma fantasia, já ele...

Amigos e amigas do Blog a história a seguir é surpreendente. Por causa de uma demanda do trabalho, um dos nossos artilheiros começou a entrevistar os amigos sobre as fantasias sexuais de homens e mulheres. Queria saber o que Elas preferem, o que Eles não curtem muito, o que Elas consideram imprescindível, enfim....

Uma das amigas do nosso craque contou-lhe uma história, que ouviu na mesa do bar recentemente. Vamos aos fatos:

A mocinha da nossa história estava toda serelepe para encontrar com rapazinho que estava saindo. Ela tinha uma fantasia e queria realizá-la a qualquer custo.

Sabendo que seu par já estava em casa, ela foi ao seu encontro. A fantasia dela era a seguinte: encontrar seu atacante usando apenas uma gabardine, sem nadinha por baixo.

E foi isso que ela fez.

Quando o camarada abriu a porta, ela, mais que depressa, abriu a gabardine para ele. Surpreso e consternado ao mesmo tempo, ele soltou:

- “Pelo-amor-de-Deus, vai embora! Minha avó morreu e minha família toda está aqui”, disparou.


***
Jovens, jovens, que história triste! Ter fantasia é ótimo, sem dúvidas. Mas, peralá, né! É preciso o mínimo de cuidado, senão tudo pode dar errado...

Imagina se a família do protagonista visse a cena: a moça lá, peladona, balançando as coisinhas??. De fato iriam pensar: “nem nessas horas ele toma jeito”.

Pois é... vocês sabem: A Culpa É Delas!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Carioca, poeta e boêmio...

Igual ao “poetinha vagabundo” essa terra não viu. O Blog A Culpa É Delas pede licença a todos que antes de nós têm o direito de prestar esse tributo para fazer uma simples homenagem àquele que com toda maestria e propriedade retratou em versos, páginas e refrões a magia do carioca, o encanto das garotas de corpos dourados e a grandiosidade do amor.

Se vivo, Vinícius de Moraes teria completado 94 anos nesse mês, no dia 19 mais precisamente. Amante incorrigível, errante por necessidade, dono de um brilho imprescindível. Nesse mundo hoje, diante do que vemos e ouvimos: que falta faz Vinícius. Bem, para os apreciadores da boa arte, deixou seu recado: “Mas tudo isso não adianta nada... se nesta selva escura e desvairada... não se souber achar a grande amada... para viver um grande amor!”

Culto de berço, carioca por natureza e boêmio em sua essência, o nosso poeta plural e diplomata flanou pelo mundo por décadas atrás do grande amor. Para encontrá-lo nas mulheres, por exemplo, conquistou os mais variados tipos: altas, baixas, loiras, morenas, independentes, confusas, determinadas, ambiciosas... Buscou tanto que casou-se quase que DEZ vezes. Diante de tantas tentativas e términos, quem sabe o que ele diria se perguntássemos de quem foi a culpa? Talvez respondesse como no Soneto da Inspiração: “A culpa é de te amar”. Bem, nesse caso e resumindo, fica claro: A Culpa É Delas.

Folganças à parte, em lembrança ao mestre Vinícius de Moraes deixaremos aqui registrada uma das mais belas criações de sua vasta e apaixonante obra, que nos foi deixada como uma espécie de herança:

Cartão Postal

Rio de Janeiro
Meu "Riozinho" de Janeiro
Minha São Sebastião do Rio de Janeiro
Cidade bem amada!
Aqui está o teu poeta para dizer-te que te amo,
Te amo do mesmo antigo amor
Que nada no mundo, nem mesmo a morte poderá nos separar

Quero brincar com a minha cidade

Quero dizer bobagens
E falar coisas de amor à minha cidade
Dentro em breve ficarei sério e digno, provisoriamente
Quero dizer a minha cidade que ela leva enorme vantagem

Sobre todas as outras namoradas que tive!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ela podia ter roubado meu coração...

Algumas de nossas leitoras vivem nos dizendo que adoramos contar vantagens (o que é algo totalmente descabido: apenas contamos nossas histórias). E para provarmos que o propósito do blog não é o que elas dizem, iremos contar uma história pra lá de triste, na qual nosso artilheiro foi, literalmente, ludibriado. Ah, denodados leitores, a culpa, vocês sabem muito bem de quem é, né?

Bem, vamos aos fatos: nosso nobre artilheiro fazia sua pré-night na lojinha de conveniência de um posto de gasolina, próximo à sua casa. Cervejada rolando, amigos por perto, até que, em meio ao bate-papo com os camaradas, a “FULANINHA” foi apresentada ao nosso craque. (Como uma espécie de alerta, até poderíamos quebrar nosso protocolo e citar o nome dela, mas nosso protagonista, realmente, não se lembra mais).

Ele estava numa noite feliz: brincava, arrancava risos dos amigos. Andava de um lado para o outro, sempre interagindo com grandes companheiros da missão noturna. Para a estranheza do camisa 9, a “vítima em potencial” o seguia a medida que ele circulava pelo recinto. Ele ia comprar mais cerveja e ela ia atrás. Parava para bater papo no canto esquerdo da roda, e lá estava ela. Exímio matador da pequena área, nosso personagem resolveu conhecer a moça.

Ela foi receptiva. Disse que era estudante, recém chegada de Vitória e conhecia poucas pessoas no bairro. Poucos minutos de conversa depois, mas com muitas cervejas na mente, nosso centroavante foi indagado:

- “Onde será a NOSSA noitada?”, disparou a moça. (hã?!, como?!, será tão fácil assim?!?)
- “Pô, eu vou pra TAL LUGAR. Você vai comigo?”, correspondeu o artilheiro. - “Só se você me levar para trocar de roupa em casa”, condicionou.

A maldade já imperava a mente do matador e as intenções não paravam de borbulhar.
- “Mas é claro!”, decretou o baluarte.

Ela era loira, alta, magrinha, seios fartos, tatuagem nas costas: um mulherão. Mas também tinha uma outra característica, nem tão interessante. Bem, vida que segue.

Os dois entraram no carro, a casa dela ficava a 1km do posto. Na porta do prédio da loira os primeiros beijos, bons, quentes começaram a acontecer... e ela o convidou para subir.

-“Tirei a sorte grande”, pensou nosso amigo.

Subiram se pegando fervorosamente pela escada, entraram pelo apartamento e mais pegação. Foram para o quarto dela e aí, expectadores do Blog, a maldade dela.... SIM... a maldade dela começava a imperar.

Nosso craque foi com tudo, mas quando a moça estava só de calcinha, ela sentenciou:

- “AGORA NÃO. VAMOS ESPERAR ATÉ O FIM DA NOITE. QUERO MUITO VOCÊ”, disse.

Como pode?! Logo o nosso artilheiro, um intrépido desbravador, foi cair no conto do “ainda não é a hora”.

Pois bem, ele conformou-se e ficou vendo DVD, enquanto ela se arrumava. Passaram por outro posto de gasolina, encontraram uns amigos e foram para a festinha. Beberam todas, muitas, muitas mesmo. Tantas, que nosso camisa 9 balançou e ameaçou dar “Game Over”. E quando não se esperava mais nada, ele deu um “Continue”: pegou o carro, chegou até a casa da mocinha e subiram... Pega daqui, mão ali, boca acolá... e eis que ela foge de novo:

- “Peraí, vou fazer algo para comermos”.

O camisa 9 ainda pensou “ainda precisa?”, mas aceitou a proposta. Sentou-se no sofá, esperou, esperou, (ô, comida demorada). Esperou tanto que acabou dormindo no sofá.

Era um domingo e poucos minutos depois acordou, olhou o relógio para seu desespero: estava atrasado para o trabalho. Meio tonto ainda, não acreditava que tinha perdido um “vuco-vuco”, mas não tinha tempo para lamentar.

Levantou rápido, pegou suas coisas (???) no móvel da sala e se mandou. Quando chegou em casa viu que não tinha condições de ir trabalhar. Ligou para o trabalho e negociou chegar mais tarde. Ok!

Horas depois, ao levantar veio O SUSTO. Um de seus celulares havia sumido.

- “Será que perdi na noitada? Não eu me lembro de ter subido para a casa da FULANINHA com os dois”, tentava se lembrar.

De tarde, começou a ligar para seu número desaparecido, até que, de noite, alguém atendeu.

- “Não, eu comprei esse celular hoje em uma loja de conserto”, informou a voz do outro lado da linha.

- “Onde é essa loja?”, questionou o atacante.

Nosso artilheiro estava possesso de raiva. Entrou na loja, chamou o dono.

- “Você vendeu um aparelho tal tal tal hoje?”, quis saber o craque
- “Vendi Sim! Uma moça loira, alta. Com uma tatuagem nas costas me vendeu. Disse que era um presente de um namorado, mas que para esquecê-lo estava se desfazendo”, argumentou.
***

Pois é, amigos. Ela podia ter roubado o coração, os pensamentos, o vigor da juventude nas noites em claro, mas preferiu ROUBAR o celular do nosso camisa 9. Em tempo: nosso artilheiro conseguiu recuperar o celular na lojinha, o dono era honesto e desfez o negócio ao ser avisado do roubo. A danada jamais voltou a ser vista. Cuidado, jogadores, muito cuidado!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Elas fazem lobby... elas gooostam!

Sabemos que o mundo não seria melhor se todas as mulheres fossem “diretas”. É preciso o contraponto, principalmente, para dar aquele equilíbrio. Mas estamos achando a maior graça de algumas indiretas que estamos recebendo desde que o Blog foi ao ar.

Se vocês, nobres leitores, repararem bem algumas distintas menininhas fazem lobby o tempo todo. Para quem tem namorada ou algo parecido e de vez em quando topa aquele passeio no shopping (amigos, fujam desse tipo de programa. É altamente prejudicial), sempre rola a velha tática da “paradinha” que, nesses casos, precede o lobby. A idéia da visita ao shopping é para ir ao cinema ou comer algo na praça de alimentação, mas quando elas passam em frente daquela loja que adoram, elas dão aquela “paradinha” (Tal qual Romário antes de cobrar um pênalti). E com aquela cara de “menor abandonado” proferem:

- Linda essa blusinha, né?! Pena que tá cara...

Nossa, que indireta!E tem gente que nem percebe. Dá pra acreditar?!

Mas tem pior. Têm aquelas que te convidam no dia (sagrado) do futebol com a rapaziada para ir na festa de uma amiga dela. Tipo aquelas festinhas na casa da aniversariante, com foundie e um monte de gente que você nunca viu. Caramba, é dia do futebol! É lógico que você vai negar. Aí quando você está a sós com ela, naquela clima, ela faz o “lobby do mal”.

- Uhm... tá me dando uma dor de cabeça.
- Logo agora?
- É... tava pensando aqui... você não que ir na festa da minha amiga... eu fiquei chateada, sabe?! Aí começou uma dor de cabeça...

Golpe baixo! Baixíssimo!!! Se você já sofreu com o “lobby do mal”, não fique irritado: não és o único.

Bem, mas hoje vamos dividir com vocês a “cavadinha”, uma outra espécie de lobby, que algumas mocinhas andam fazendo para figurar no A Culpa É Delas. É impressionante como algumas mulheres enrolam para pedir o que querem.

Umas garantem que nem lêem o blog, mas em um descuido fatal se entregam:
- “Nossa!!! Aquela história na Fundição aconteceu mesmo?”
- “Ué, você lê o blog?”
- “Ah.. só li esse dia”, tenta despistar.

Pois é, caros leitores. Elas estão impossíveis!

Há outros tipos. A tradicional “mulher cavadinha” tem sempre a mesma reação ao comentar nossas histórias. Elas conhecem o blog, reclamam de alguns posts, mas, ainda assim, aprontam com nossos protagonistas.

Certo dia, uma das vítimas dos nossos artilheiros, percebendo uma mancada, pediu:
- Ó... não quero virar post por isso, olha lá, hein!!
- Tudo bem. Nem estava pensando nisso, afirmou convicto o atacante.

Irreverente e sempre determinado, nosso craque resolveu por uma pilha e ameaçava a mocinha a cada escorregada. Bem, mas a “Mulher Cavadinha” não se conforma em não ser retratada em nossas histórias. Tempo depois, essa mesma menina começou a interagir sobre os posts:
- “Aquela da “Amiga Ursa” foi com você? Tenho certeza que foi”, instiga.
- “A gente não fala sobre isso”, bate o martelo o rapaz.

Percebendo que o protagonista não vai dar linha ao assunto, ela dá a cartada final. Para a nossa surpresa, a “Mulher Cavadinha” revela sua vontade:
- Tá bom, então escreve o post. Mas só porque quero ver o que você acha do assunto, pra saber como você vai abordar...
***
Ok, ok, meninas! Para não dizer que não fazemos a vontade de vocês. Aí está nossa singela homenagem. Cavar um espacinho no blog até que foi fácil, difícil mesmo é dividir a tal da conta!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A Pé de Freezer!

Amigos, amigos não se deixem enganar. O post de hoje é na verdade um alerta contra a "Pé de Freezer", figura que leva azar ao seu clube do coração justo naqueles dias que ele não pode perder. Bem, respeitamos quem pensa diferente, mas futebol é paixão nacional e com paixão não se brinca!!

Todo dia de jogo, torcedores como nós, artilheiros da night carioca, fazem seu ritual a caminho do estádio. Muitas horas antes, começam as ligações. Os amigos querem saber onde se encontrar e a resposta está na ponta da língua: "no lugar de sempre, ora!".

E lá vamos nós, apaixonados e sempre acreditando na vitória. Só que, adaptando Carlos Drumond de Andrade, "no meio do caminho tinha uma pé de freezer". Elas surgem, geralmente em dias de clássico, quando tudo pode acontecer no Maracanã.

Nossos craques estavam temerosos, sabiam que Elas poderiam estar por perto. E bastou um minuto de jogo para que elas se revelassem: "AAAAaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh!".

Não sabemos o que passa na cabeça das "Pé de Freezer", mas quando o ataque adversário ameaça a nossa zaga, elas abrem o berreiro. Na verdade basta que a bola seja alçada na área, ainda que sem perigo de gol. Talvez pensem que com o grito irão afastar nossos antagonistas. (Bem, é bem capaz que um dia isso realmente aconteça). Ao final dos gritos, as "Pé de Freezer" sempre soltam a pérola: "Ai, desculpa, mas eu não consigo (deixar de gritar)".

Exatamente, nobres! No último clássico, elas estavam lá na arquibancada e pior, estavam ao lado dos nossos personagens. (Opa, opa não estamos dizendo que todas as mulheres dão azar ao time. Por isso iremos mostrar como identificar as Pé de Freezer).

O grito é praticamente o mesmo que elas dão quando aquela famosíssima grife resolve fazer uma super-liquidação. A mulherada chega na porta da loja seis horas antes de abrir. E quando o sinal verde aparece: "AAAAaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh!". Sacou?!

Vocês já perceberam isso? É uma loucura. Parece que seriam capazes de matar um bicho com o grito. Podem até duvidar, mas o ambulante que vendia cerveja na frente delas no momento do ataque adversário, perdeu o equilíbrio após o temido grito.

A "Pé de Freezer", geralmente, não entende muito de futebol. Ela vai ao estádio porque alguém disse que tá virando "modinha" ou porque depois do jogo ela vai para alguma night e o estádio fica no caminho, alguns amigos estarão por lá, enfim...

E quando o nosso time tá ganhado e elas começam a pegar os celulares e ligar para os amigos que torcem pro time que está perdendo????

- Iááááá.... tá perdendo!, zoam, esquecendo que o jogo tem, pelo menos 90 minutos.

É, camaradas, isso é quase uma senha para a virada do adversário!

As Pé de Freezer se superam e são capazes de perguntas do tipo: "Quanto tá o jogo?". Elas esquecem que há um placar enorme nas laterais ou ao fundo do campo. Há outras frases que bem caracterizam a Pé de Freezer:

- Putz, não tem replay?.

- Pó, daqui nem dá pra ver a perna do camisa 8.

- Me explica de novo aquela coisa de impedimento?

A dor de ouvir isso só não é maior que deixar o Maraca após uma derrota. Meus amigos e amigas, por tardes de domingo mais alegres e um início de semana sem gozações alheias, evitem levar as Pé de Freezer ao estádio!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A Amiga Ursa

Amigos e amigas do blog, nós, do É Culpa Delas!, somos incansáveis estudiosos do comportamento feminino. Ao contrário do que algumas pensam, não queremos encontrar um erro nas mulheres. Pelo contrário!

A história de hoje versa sobre namoro, andar acompanhado e a "Amiga Ursa". Não sabemos direito até que ponto uma aliança de compromisso é capaz de alterar os sentidos das mocinhas e de que forma isso pode atrair algumas delas.

Bem... que as mulheres competem entre si muito mais do que os homens, não há sombra de dúvidas. Vocês, fiéis leitoras, certamente concordam com isso. Reza a lenda que uma mulher, quando vai sair com um homem, não se arruma para ele, e sim, para que as outras mulheres a vejam linda e maravilhosa.

O problema é quando essa competição entre elas chega até nós, humildes representantes do sexo masculino e caçadores por natureza, tal qual a ciência comprovou recentemente.

Artilheiros da nossa estirpe estão sempre em busca do gol, mas quando resolvemos sossegar passamos a atuar na defesa, ou seja, começamos a manter uma relação fixa com uma única pessoa. Empiricamente essa atividade também é conhecida como "namoro".

Em um belo outono carioca, nosso protagonista resolveu experimentar esse tipo de relação. Conheceu uma mocinha agradável, que despertou seu mais profundo interesse. Pronto, trocaram juras e decidiram namorar. Os leitores deste blog hão de convir que a fidelidade existe. Só não entendemos por que quando estamos namorando, a mulherada resolve "cair em cima", mais do que o habitual. É impressionante!

Mas prestem atenção: uma coisa é ser alvo de uma mulher que cruza nosso caminho por acaso, outra coisa é ser cortejado por uma das melhores amigas da "primeira dama". É, nobres, foi exatamente isso que aconteceu com nosso atacante.

Certo dia, devidamente autorizado por sua companheira, o personagem desta história foi a um ensaio de um bloco de carnaval na Lapa. Chegando lá, encontrou uma das amigas mais próximas de sua namorada.

A festa rolou no melhor estilo: muita animação, muita euforia, e o nosso protagonista, fazendo jus à fama, entornou um volume considerável do gélido líquido amargo e levemente dourado.
Lá pelas tantas, quando até Pierrot e Colombina já tinha ido prum inferninho, a amiga da namorada encontra nosso craque e começam a papear. Minutos depois, foram dançar. Por que não? Afinal de contas, trata-se da amiga da "primeira dama". É preciso ser simpático.

O nosso gladiador não demonstrava nenhuma intenção, apesar de a moça ser deveras atraente e, estando em avançado nível de consumo alcoólico, propícia a um contato mais íntimo.

Para que fique claro: somos artilheiros sempre em busca do gol, mas jogamos limpo, seguindo as regras do jogo. E se estamos namorando, não há porque atuar em outros campos.

Já quase na hora de ir embora, a moça oferece uma carona ao nosso jovem. Ele não vê mal algum em aceitar. Entram no carro e, no meio do caminho, ela o convida para uma saideira em um barzinho ali perto. Boêmio e especialista em proferir a frase "Ué, por que estão jogando água no chão do bar?", nosso amigo aceita a convocação.

Depois de algumas saideiras, a moça, bêbada, senta-se ao lado dele, e começa a se aproximar de modo perigoso. E eis que ela manda:

- Você é muito legal, a fulana teve sorte de te encontrar - dispara, colocando a mão na perna do rapaz.

- Que nada... sou como qualquer outro - minimiza o jovem.

Seguiram-se mais alguns elogios, a danadinha se transforma na Amiga Ursa, aquela que ataca o macho da outra. Num lance de desenvoltura, dirige-se a ele com a intenção de beijá-lo. Ele tenta afastá-la, mas ela insiste.

- Não esquenta, estamos só nós dois, ninguém tem que ficar sabendo - diz a moça usando seu poder de persuasão.

- Não tá certo, deixa isso quieto - pede ele.

Mas a menina era insistente. Não ficou quieta e manteve-se determinada a alcançar seu objeto de cobiça: o namorado da amiga!

Depois de algumas carícias e palavras insinuantes ao ouvido, o rapaz sucumbiu. Nosso protagonista, diante de tamanha tentação, cometeu a infidelidade. Ou melhor, foi levado a cometer o ato falho. (Ele errou, mas a culpa... É, vocês sabem...)

Após saciar seu desejo, a Amiga Ursa proferiu uma frase que nosso craque jamais esqueceu. Para ele, era a prova cabal de sua má intenção.

- Ai, se a fulana souber, ela me mata. Eu a adoro, ela ia se decepcionar muito - afirmou em simulado tom de arrependida.

***

É, incomparáveis leitores, por que será que Elas, por vezes, atacam os comprometidos e pior: o namorado da amiga?

(a) Por pura tara. Freud explica.
(b) É instinto da Amiga Ursa.
(c) Porque elas sabem que o comprometido não vai ficar em cima.
(d) É um jeito de sentir superior à amiga traída.
(e) Porque não tinha mais o que fazer, o comprometido tava ali na frente, então, vai ele mesmo!

* Meninas, será de grande valia a ajuda de vocês, ok?! Queremos, do fundo do coração entender essas razões. As tímidas podem enviar a resposta para aculpaedelas@gmail.com. Seu sigilo é garantido!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A Mulher BR

Numa partida de futebol há 11 jogadores de cada lado. Próximo à linha lateral fica o técnico da equipe e o banco de reservas. Nesse banco ficam os jogadores que volta e meia entram durante o jogo para substituir um titular que se machucou, que levou um cartão amarelo ou que, simplesmente, não está atuando bem. Pois bem, mas vocês devem estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com Elas?! Calma, nos explicaremos!

É que hoje decidimos contar UMA história da famosa “Mulher BR”, ou seja, a “Mulher Banco de Reserva”.

A mulher BR é aquela que entra em ação quando uma titular sem condições de jogo, quando o cenário não é dos melhores etc. Enfim, a convocação, geralmente, surge por telefone e é precedida pela seguinte frase:

“E aí, tá fazendo o quê?”.

Por favor, meninas-pudicas-que-acham-que-toda-crítica-é-machismo, não taquem pedra antes da hora. Esse é apenas UM dos milhares tipos de mocinhas que estão por aí.

Prosseguindo... nosso camisa 11 há anos acionava a mesma mulher BR. Quando ficava sozinho em casa, lá ia ele ligar para a Mulher BR. Por vezes, quando voltava da noitada e passava perto da casa dela, ele dava aquela interfonada convocando para uma partidinha na escada do prédio. Perderam a conta de quantas aventuras já tinham protagonizado.

Um belo dia a consciência do nosso artilheiro o chamou para uma conversa:

- Pô, rapaz. Você só liga pra menina quando quer transar. Que tipo de homem você se tornou, hein? Ela tem sentimentos, diz que gosta de você e você fica aí, só usando a mocinha!

A consciência, em certo momento, pareceu ter encarnado o Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, e foi disparando em tom feroz:

- Tira essa cor, porque você não é o pica das galáxias. Você é moleque!

Nosso atacante parou para pensar. Reviu conceitos, lembrou dos momentos felizes ao lado da “BR” e, finalmente, decidiu procurá-la. O nosso personagem não queria a fama de canalha, calhorda ou coisa que o valha. Não que pensasse em colocá-la no time titular, mas queria mostrar para a mocinha que era um bom rapaz!

Um belo dia, determinado a levá-la para jantar, tomar um chope ou ir ao cinema, o Camisa 11 ligou para a Mulher BR.

- Oi, tudo bem? Como você tá?!
- Oi, que surpresa. To bem!, respondeu, entusiasmada.
- O que você acha de sairmos hoje para tomar um chope, ver um filme?, convidou o nosso craque, na tentativa de se redimir com sua consciência e mostrar para a menina que ele também tinha sentimentos, que se importava com ela.

É, prezados leitores, mas foi nesse exato momento que ela disparou a pérola:
- Hoje? Pô, to naqueles dias...

***

Se vocês repararem bem ele NÃO fez a proposta “vamos transar?” e nem proferiu a sentença “por favor, venha de saia!”. Ele, simplesmente, a convidou para um programinha a dois. Mas a Mulher BR não consegue acompanhar esse raciocínio e talvez nem tenha prestado atenção: ela só queria “aquilo” e ponto final!

Ok, ok, nosso atacante entendeu o recado. Por ele tudo bem! Ele queria um jantarzinho, ela não. E, como vocês sabem mesmo, a Culpa É Delas! Pronto!

O que se sabe é que depois desses acontecimentos, a consciência do nosso craque ficou um tempo sem importuná-lo! Ainda mais depois que nosso amigo decidiu dar o troco e encarnou o famoso Capitão Nascimento:

- Pede pra sair, pede pra sair!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Ela não tinha certeza...

Queridos e fiéis leitores, a história de hoje trata de um grande susto que muitos homens (despreparados) tomam ao longo da trajetória nas Olimpíadas da Azaração... Quando menos se espera, lá vem a moça e diz: "Oi, Você vai ser pai!".

Para quem nem imagina receber essa notícia e a tem de supetão, o susto pode ser fatal. Portanto, meninas, cuidado! Ainda mais no caso de hoje...

A trama se desenrola em um aconchegante bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro e um de nossos artilheiros foi testemunha ocular dos fatos. Em um prédio com cerca de 30 apartamentos, havia muitos jovens na idade das aventuras e descobertas. No 301, morava a mocinha dessa história. No auge de seus 16, 17 aninhos, era bonita e despertava muito interesse na rapaziada. Dona de curvas, ela já havia faturado alguns coleguinhas de adolescência...

Nas rodas de amigos, quando o assunto era mulher o nome dessa distinta menina logo surgia. E seguidamente, a indagação:

- Ih... vc também comeu?!

Certo dia um burburinho tomou conta das conversas no play e nas esquinas do bairro: ela estava grávida!

Para aqueles que estavam na "linha de tiro", ou seja, os que podiam ser o pai daquela criança, a notícia lhes tirou o sono. O alívio para parte deles veio quando a moça apontou o dedo para um: "O pai é o fulaninho do 501".

O mundo quase veio abaixo. Foram dias difíceis, responsabilidade em dobro e muita cobrança em casa. A família da moça bateu na porta do apê do rapaz cobrando atitude de homem. Ao "pai" não havia alternativa. Ele assumiu o bebê, acompanhou a gestação e a criança, finalmente, veio ao mundo.

Quem viu o bebê tinha a mesma certeza da jovem mãe: é a cara do fulaninho do 501. Mas ele, jamais se conformou e tirou da manga sua última carta: um pedido de exame de DNA, uma das maiores invenções do mundo moderno.

Das lágrimas ao sorriso, o tal do teste deu negativo. O fulaninho do 501 não era o pai daquela criança. Sabe-se lá o que passou pela cabeça da moça naqueles dias, mas na dos outros colegas de prédio a expressão era uma só: FU-DEU!

Determinada a achar o pai de seu filho, ela girou a roleta e disparou: o pai é o ciclaninho do colégio. Coitado, pobre rapaz. Sua vida virou um mar de acusações e cobranças. E enquanto isso, a rapaziada do prédio voltou a respirar aliviada.

Como sabemos a vida é dura. E nesse caso, pelo menos foi para a família da moça. O segundo teste de DNA também deu negativo. Ou seja, o ciclaninho do colégio também não era pai daquela criança.

Segundo reza a escrita, depois das duas tentativas, a jovem mãe desistiu de encontrar o pai do bebê. Pelo menos, nenhum outro teste de DNA foi pedido após aquelas semanas, em que o aconchegante e pacato bairro do subúrbio carioca viveu dias turbulentos.

***

É, caros amigos, não é fácil encarar uma acusação dessas! E por mais que eles repetissem: "Eu sou inocente. Não fui eu, tio", ninguém acreditou. Salvos pelo teste de DNA, os dois jovens nunca mais foram os mesmos! Passaram a ter mais cuidado após "a novela da mocinha do 301".

E olha que ainda tem mulher que se ofende quando perguntamos: "Tem certeza que é meu?".

Depois dessa história, essa pergunta é totalmente cabível! Não hesitem em fazê-la.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O que mata é a frasezinha . . .

Mulheres do Brasil, chegou a hora de dar um basta! Na boa, vamos cortar as frases desnecessárias nos diálogos entre vocês e a gente. Nós, homens de bem-artilheiros-jovens-boêmios, não agüentamos mais. Vocês podem até argumentar e dizer que tem homem que pisa na bola, fala que vai ligar no dia seguinte e não liga... Mas esses não são da nossa estirpe. Portanto, nos sentimos bastante a vontade para realizar uma crítica ampla.

***

Tem uma frase tradicional para o término de relação. Seja o tipo de romance que tenha sido, essa frase aparece em 90% dos desfechos.

- Então tá. Acho que vai ser melhor assim. Mas ó, quero continuar sendo sua amiga, me liga de vez em quando!

* Não, mocinha! Não iremos ligar. A relação "acabou de terminar" e a probabilidade de seqüelas (ciúme, rancorzinho, etc) é enorme! Namoro ou casinho que terminou e logo virou amizade, na verdade, deixou de ser romance há muito tempo.

O Blog A Culpa É Delas sugere a substituição da frase acima, pela seguinte:

- Então tá. Acho que vai ser melhor assim. Foi legal, mas esse é o fim! Tentamos e não deu certo, então, é melhor evitar contato nas próximas semanas!

***

Essa frase é freqüentemente proferida, por algumas meninas, momentos antes do abate. Tentando se passar por pudica, elas tentam segurar suas vontades mais lascivas no início do vuco-vuco. E quando já não agüentam mais, pedem a realização de seus impulsos obscenos.... só que floreia tal demanda, enchendo-a de eufemismos. Nessas horas, as moças sempre soltam essa pérola:

- Eu quero que você faça uma coisa comigo. Algo que eu nunca fiz com ninguém!

* "Pera lá"... sinceramente, quem acredita? Qual o problema se vocês, meninas, gostam de algo que possa parecer não-convencional? Preocupar-se com "o que ele vai pensar" é pura perda de tempo! Se o cara achar o pedido um horror, quanto antes melhor. Concordam?!

***

Para encerrar o post de hoje juntamos três frases impactantes. Essas desculpas estão entre as mais odiadas.

Geralmente elas ocorrem no seguinte contexto: O casalzinho já saiu algumas vezes e depois de um tempo voltam a se encontrar. O rapaz, sempre propositivo, "chega" na mocinha. Ela, tentando pegar a tangente, solta as pérolas:

Desculpa odiada nº 1: - Ah, não... não rola! Sei lá! Você é muito bonzinho!

* P#@@#$%¨&&... Como assim?!? Será que nosso atacante teria que ser mau caráter?

Desculpa odiada nº 2: - Não dá mais. Não quero que você seja válvula de escape para quando eu estiver mal por causa do fulaninho. Ainda gosto dele.

* Não sabe brincar, não desce pro play. Será que elas nunca ouviram isso?!

Desculpa odiada nº 3: - "Olha. Acho que você gosta mais de mim do que eu de você. Mas quero continuar sendo sua amiga".

* Essa talvez seja a campeã. Elas pedem um cara que goste delas, mas quando o encontram elas falam isso. Das duas uma: ou não sabem pedir, ou não sabem o que querem!

***

Depois de ler todas essas frasezinhas e relembrar tantas outras que já ouvimos nessa longa trajetória pela Copa do Mundo do Flerte, poderíamos até nos sentir pra baixo, desanimados e (como diria o amigo de Joseph Climber) sem vontade de cantar uma bela canção. Mas não! Salve, salve a data: hoje é SEXTA-FEIRA!

Então, leitor amigo, prepare os uniformes, amarre as chuteiras. A partida está para começar. E se uma "frasezinha" dessa aparecer no meio da noite, não titubeie: mostre o cartão vermelho e mande o time de fora aquecer!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O Amigo Guerreiro

Temos que reverenciar aqueles que se sacrificam pelos outros. Quando as peças do jogo parecem não encaixar e a conta promete ficar desigual, lá estão eles dispostos a salvar a noite dos camaradas. O post de hoje é uma homenagem a esse tipo, o chamado "Amigo Guerreiro".

Em um de seus "reveillons" por esse país, o nosso camisa 9, que acabara de acordar e almoçar, voltava ao quarto da pousada para um demorado banho de água gelada. Ele estava na Bahia e a única coisa que se via pelos arredores era diversão, azaração e muita música.Já dentro do box, ouve uns gritos: eram seus amigos (três matadores nessa Copa do Mundo do flerte) gritando seu nome da porta da pousada.

- Qual foi, fera?, nosso atacante pergunta, após sair do banho.- Desce aí, desce aí que tem coisa boa pra gente!, instigam.Nosso artilheiro que não era bobo atendeu prontamente à convocação.

Vestiu um short, e de toalha dobrada na nuca desceu as escadas. Seus amigos não estavam blefando e ao chegar na portaria, o protagonista teve uma bela visão.

Os três amigos estavam conversando com quatro mulheres e o papo ia "de vento em popa". Com a chegada do nosso camisa 9, o número da conta ficava par. As conversas iniciais começaram e um audacioso convite feito pelos rapazes colocou aqueles oito corpos dentro do quarto da pousada.

Papo vai, papo vem e nada de rolar o primeiro beijo. Apesar do cenário equilibrado, um deles teria que fazer uso da intrepidez humana: entre as quatro havia uma INHA (Dúvida? Consulte o post do dia 17/08).

Nosso camisa 9 sempre admirou a "guerreiragem" e coragem de um dos daqueles três amigos que estavam na viagem. E esse amigo não iria decepcioná-lo. A cena é daquelas: eram quatro homens e quatro mulheres dentro de um quarto.

Na cabeça de cada um rodava a pergunta: "Po, vou nessa ou naquela ali?" (...) "Que dúvida. Será melhor chegar na loirinha ou nessa morena?".

O que faltava, queridos leitores?

E foi nesse momento de incertezas e veleidades, que o "Amigo Coragem" cumpriu seu papel histórico e fundamental para a alegria de todos os outros.

Sem dar mais tempo para papo furado, ele tomou atitude. Com admirável ação e desenvoltura, lá foi o "amigo coragem" para cima da INHA. Foi a deixa... no beijo do primeiro casal todos os outros se formaram rapidamente e começou a pegação generalizada.

Foi um tal de beijar uma, respirar um pouco, beijar a outra, que, por sinal, era melhor ainda. Nosso camisa 9 foi "frio" como todo artilheiro consagrado: atacou apenas duas meninas (que em sua opinião eram as mais bonitas).

Lembranças desses dias são as mais agradáveis. Ficou faltando o gol, nosso craque reconhece. Mas diante da situação foi feito o que dava. É que dois dos amigos voltariam de ônibus para o Rio ainda naquela tarde e não podiam demorar muito na pousada. O vuco-vuco final, então, ficou marcado para maistarde, só que, apenas, para metade deles. As meninas se despediram e prometeram ao camisa 9 e seu "Amigo Guerreiro" que passariam de noite na pousada.

***

Salve, salve o Amigo Coragem! Valente guerreiro da azaração! Figura indispensável e sempre bem-vinda. Se não fosse ele o que seria de nós?

Bem, essa história nos faz analisar um outro lado: se o cenário fosse o inverso, se entre os quatro personagens houvesse um INHO. Será que alguma delas iria partir pra cima e salvar a tarde das amigas?

Será que alguma de vocês poderia responder a questão? Ok, ok, vocês tem a primavera inteira para pensar!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mocinha distraída...

O problema, amigos, é o descuido. E por causa dele, nosso amigo foi obrigado a ver uma cena, que acredito que todos nós dispensaríamos. E a mocinha, descuidada, foi a grande autora de toda a situação.

Nosso artilheiro acabara de entrar no motel com a mocinha. Naquela empolgação da chegada ele já partiu para cima com tudo, tal qual Maradona contra a Inglaterra na Copa de 86.

Começou pelos trabalhos manuais e logo passou aos beijos e mordidas por toda parte. Sua camisa e calça já tinham voado pelo quarto. Moça correspondia e fazia uso das unhas.

O vuco-vuco foi evoluindo, mas a mocinha resolveu dar uma parada.
- Calma aí, tenho que ir ao banheiro antes, disse.

Ele já estava na pequena área, pronto para balançar as redes e, forçadamente, teve que voltar a jogada. "Tudo bem. Vai ter segundo tempo e prorrogação", pensou nosso amigo.

Enquanto sua companhia estava no banheiro deu um pulo no frigobar e pegou uma cerveja. Perfilou as camisinhas na cabeceira da cama e ligou o som. Nisso a moça abre a porta do banheiro. O faro do atacante atiçou: era a hora do gol!

Já despida e ainda à porta, ela provocou nosso protagonista:
- Agora eu sou toda sua!

Ele permaneceu deitado, enquanto ela, engatinhando, ia a seu encontro. Relaxado, o artilheiro ficou admirando-a, passou a mão pelo rosto da menina e foi deslizando pelo corpo quando... (Eh, amigos, é nessa hora que entra o tal do descuido).

O matador olhou para o vidro no teto, a fim de contemplar sua conquista por inteira, e notou que havia um pedaço de papel higiênico preso às nádegas da moça.

Ele achou graça, embora tenha cortado um pouco o clima. Respirou fundo, abraçou-a forte e pensou alto:
- Que rabinho, hein!, em tom irônico.

A moça ouviu e completou de primeira:
- E você ainda nem me viu rebolando...

***
Caros leitores, como vos falei antes, o problema é o descuido. Mas artilheiro que se preza não perde gol cara-a-cara. Nosso amigo contornou a situação e deu prosseguimento à partida. Apesar dos pesares, não se pode desistir. E a vocês, meninas, deixamos um recado: um descuido na pequena área pode ser fatal! Não imaginem, depois, que a culpa é nossa!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A Possessiva – Parte III

O fim da trilogia da “menina-babaloo”

Preparem-se, caros leitores, chegou a hora do desfecho desse psico-drama:

A possessiva e suas investidas já haviam virado piada quando nosso grande atacante adentrou na Lapa, em plena segunda-feira de março. Não, meninas, o protagonista não é um vagabundo. O motivo para estar no berço da boêmia jáno início da semana era nobre: o aniversário de uma amiga, em uma taberna na rua Mem de Sá.

Logo que chegou pediu um chope e foi cumprimentar os presentes. Bateu papo numa rodinha, deu umas boas risadas. “Como a vida é maravilhosa”, pensava.

Nesse momento, sentiu seu celular vibrar. Era uma mensagem. O camisa 11 ficou ansioso. Abriu um sorrisinho e deu mais um gole no gélido líquido. Ao ler a mensagem, um susto. A mensagem o atingiu como um soco no estômago.(Preparem-se, amigos, iremos reproduzir o texto que nosso amigo recebeu).
“Olhe para a primeira mesa, na primeira fila!”.

Vocês devem imaginar o que nosso amigo fez. Não, ele não olhou. Ao contrário, correu para o fundo do boteco e tentou esconder-se atrás da tulipa. Mas não foi suficiente. Um mísero minuto depois, ela ligou para ele, que determinado a dar um basta na história a atendeu:
- Poxa, vem aqui embaixo falar comigo!

O nosso personagem respirou fundo, desceu as escadas e foi ao encontro da possessiva.
- E aí, tudo certo?, disse o artilheiro dando o pontapé inicial na conversa.
- Melhor agora, disparou a moça, tal qual Júnior Baiano na canela de seus adversários.

Ele riu para descontrair, mas pressentiu o pior. Só não sabia que o pior viria na terceira frase dela:
- Volta pra mim.

Pára tudo! Volta pra quem? Calma aí, voltar o quê, donzela?! Hein?! Hã?!

É, prezados. Ela soltou essa pérola...

A série de elogios e pedidos de reviver uma história que nunca aconteceu continuou por alguns minutos.
- Acredita em mim: eu gosto de você, me dá mais uma chance!

Dito isso, a moça tentou provar que realmente gostava do atacante (Não que ele duvidasse!), e fez uma confissão daquelas:
- Olha, eu estava passando por aqui de ônibus, te vi atravessando a rua e entrando nesse bar. Saltei e vim aqui te ver. Eu estava indo para o aniversário de um amigo na rua do lado, mas preferi vir atrás de você.

O caso era sério, pior do que ele imaginava! Nosso atacante por instantes pensou que estava usando aquele "famoso" desodorante, que a propaganda dizia que as mulheres avançavam. Só que para seu terror, apenas ela, a possessiva, era atingida pelos efeitos da atração. Que pesadelo!

O camisa 11 deixou o discurso amistoso de lado e foi direto: a distância era o melhor para os dois. Pediu que ela fosse embora, disse que estava namorando e que nunca mais o procurasse. Ela concordou em ir embora, mas com a condição de que ele pensasse com carinho nela. Nosso protagonista não respondeu.

Finalmente retornou às rodinhas de papo e às tulipas de chope. Por momentos chegou a achar graça de toda aquela situação e comentou com os camaradas as loucuras da possessiva. As horas passaram e os assuntos foram variando: futebol, trabalho, política, carnaval e mulher.

Três horas depois o telefone do nosso amigo volta a tocar. (O quê? Vocês não acreditam?? Mas era sim, caros leitores... era a possessiva novamente). O artilheiro, então, entregou o telefone para que um amigo atendesse.
- Oi... Ele foi ao banheiro, liga depois!, despistou o amigo, que em seguida caiu na gargalhada. Não conseguia se conter.
- Pára de rir, cara! Ela vai perceber que é mentira, repreendeu o Camisa 11.
- Hahahahahaha... ela disse que está te vendo, tá no outro lado da rua!

E era verdade. A possessiva estava atrás de uma banca de jornal do outro lado da rua, observando nosso artilheiro. Atrevida, foi ao encontro do nosso craque. Só que, resoluto, ele a ignorou e ela foi embora.

***

Bem, esse poderia ser o fim dessa história. Mas nosso atacante continua a freqüentar as noites do Rio de Janeiro e a Possessiva, pelo que se sabe, está solta por aí. Só que depois dessa, nosso amigo prometeu nunca mais ignorar os sinais. E se um reencontro acontecer, o protagonista promete deixar as chuteiras temporariamente de lado e se transformar em velocista. A Culpa É Delas propõe: Por um mundo sem sufoco, não ignore os sinais!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A Possessiva - Parte II

Continuando a história do último post, segue o drama:

Nosso amigo não percebeu os sinais e continuou a manter contato com a moça. Aquela noite demorou a acabar, depois do samba no Largo de São Francisco da Prainha, o casalzinho esticou no Beco do Rato, na Lapa. Depois de beijos, abraços e algumas cervejas atingiram "aquele" estágio de interação e deram "aquela" esticadinha a mais.

Depois disso, trocaram telefones. A atração era recíproca, nosso artilheiro não nega. Mas o carnaval chegou e cada um ficou de um lado. Ele permaneceu no Rio de Janeiro atrás dos mais diversos blocos; ela, viajou com os amigos.

A distância durante a folia, no entanto, não aplacou a vontade. Voltaram a se falar pós-festejos e marcaram de se ver na quinta-feira depois da quarta de cinzas. Um resistente bloco de carnaval desfilou próximo à Câmara Municipal e atrás da batucada estava o casal dessa história.

Ele encontrou um amigo e logo apresentou à moça. Sentaram-se e começaram a tomar uma cerveja enquanto o bloco concentrava. Pouco depois, ele encontrou um conhecido. Este estava acompanhado da namorada e da irmã.

Pois bem, o espaço na mesa já não era mais o adequado, então, todos ficaram em pé saboreando o gélido líquido levemente dourado e com espumas refrescantes. Nesse momento surgiu o segundo sinal:

- Você não vai me apresentar seus amigos?, questionou o "chicletinho".
- Po.. Meu amigo te apresentei. Esse outro é apenas conhecido. Essas meninas eu nunca tinha visto antes, encerrou o assunto o camisa 11.

Enfim, vida que segue. Para um bom matemático da night carioca ou simples pessoa sensata acostumada com as badalações noturnas a situação que se configurou era equilibrada: três mulheres e três homens.

Mas não, amigos! As possessivas não conseguem enxergar isso.

Nosso protagonista, enquanto interagia com o pessoal sobre o samba campeão daquele ano, virou-se algumas vezes e falava baixinho com o amigo que estava solteiro. Na maior parte do tempo, o incentivava a puxar assunto com a irmã do conhecido.

Mas, não, amigos! As possessivas não conseguem entender isso!

Depois da terceira ou quarta fala ao pé do ouvido, ela virou-se para o personagem dessa história e decretou:

- Se você continuar olhando para frente, eu vou começar a olhar para os lados.

O atacante balançou. Afinal de contas, o que estava passando por aquela mente? Sorridente, ele preferiu ironizar, embora tenha percebido que o romance de carnaval havia perdido o brilho. E a culpa não era dele!

- Vivemos em um país livre, minha cara! Você pode olhar para onde quiser, pra cima, pra baixo, pra esquerda e pra direita, disse, segurando um riso.

Entre um gole e outro, o camisa 11 só pensava em uma coisa: será que saindo correndo pela rua do lado, ela iria atrás e aos berros de "você é meu"?

Conteve-se e preferiu continuar com as ironias. Na hora de se despedir, foi claro com a mocinha:

- Olha, acho que você está exagerando. É melhor cada um ir para o seu lado.
- Não, que isso. Eu estava só brincando. Não falei sério. Você achou que fosse sério?, tentou argumentar a grudenta.

- Pensa no que você fez. To indo, porque senão perco o metrô.

Dias depois, a possessiva iniciou investidas via SMS: "Precisamos conversar". "Me dê mais uma chance" e coisas do tipo. Uns dez dias depois e cansado daquela situação, nosso protagonista prometeu que na segunda-feira seguinte daria uma resposta. Ela aguardou o prazo e nosso amigo deu sua posição, por mensagem de telefone: "Não rola mais. Acho melhor as coisas ficarem como estão: cada um de um lado".

Invocada, ela respondeu com fardas: "Que pena. Você que sai perdendo".

O mocinho deste post riu e sentiu-se aliviado, achando que aquele era o fim da história.

Mas não, amigos! As possessivas não sabem interpretar as despedidas!

Nos dias que seguiram, a moça descobriu o orkut do rapaz. Deixou em sua página algumas mensagens carinhosas e trechos de músicas de Celine Dion, Mariah Carey, Norah Jones e coisas do gênero. Vasculhou as comunidades, e deixava scraps do tipo: "uhm.. vc gosta de ir no lugar tal, é? Eu tb... Mtos beijos!"

Três semanas depois o destino colocou a possessiva e nosso matador cara-a-cara mais uma vez. Bem, o destino e a euforia incontrolável da moça.

Isso vocês só vão entender no próximo post. Aguardem!

***
Amigos, amigos... Como assim a moça o ameaça no segundo encontro?

"Se você continuar olhando para frente...": a frase ficou na cabeça do mocinho por dias e dias. Ligações, mensagens, scraps... a possessiva usou toda a tecnologia disponível para sufocá-lo. Embora tenha vacilado ao ignorar o primeiro sinal, o camisa 11 recuperou-se e retomou o domínio do jogo: chutou pra escanteio e pediu substituição.

Por hora, fiquem com mais um conselho: se logo no início ela COBRAR ser apresentada aos amigos, saia correndo. Quem merece exibição é troféu e faixa de campeão.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A Possessiva – Parte I

Uma pessoa que seja freqüentadora da noite carioca, solteira e em busca de aventuras sabe muito bem que por sua vida passam as mais diversas pessoas. Algumas dessas relações são boas e deixam saudades, outras, embora igualmente agradáveis, são vividas e terminam no “FIM” (parece redundante, mas acreditem: não é). Outras relações acabam sendo ruins e tudo que mais se espera é que elas caiam no esquecimento. E o que será que faz com que as relações dêem errado? A reposta é uma só: as próprias pessoas. E no nosso caso, vocês sabem de quem é a culpa!!!

Pois bem, iremos contar hoje a história de um tipo de mulher que faz o relacionamento se esgotar ainda mesmo no início: as possessivas!

Amigos do blog, tenham cuidado com as possessivas. Em alguns momentos, elas são capazes de proferir ameaças. Enfim, vamos ao post:

Era uma sexta-feira estrelada. Dentre duas semanas, o carnaval estaria colorindo a Cidade Maravilhosa. Nosso protagonista curtia um samba no Largo de São Francisco da Prainha. Cerveja na mão, passinhos pro lado e música no coração. Dirigindo-se ao habitual lugarzinho onde costuma ficar durante aquela roda de samba, encontrou um grande e velho amigo. No grupinho, havia também algumas sorridentes meninas. Elas dançavam e cantavam ao som de “Água de chuva no mar”.

Nosso artilheiro se aproximou e cumprimentou o amigo, num gesto bastante peculiar e de forma que se fez notar pelas meninas, que àquela hora já estavam na mira. Minutos depois, como quem não quer nada, sacou uma garrafa de cerveja e encheu o copo de uma das moças.

- Oi, você é amiga do “Camisa 7”, né?!
- É, estudamos juntos na faculdade...
- Uhm, interessante...

Nosso grande baluarte ignorou o sinal (mulher bonita, atraente depois dos vinte e poucos e sem namorado = problema ou, em 0,001% dos casos = a grande chance da sua vida). Otimista, ele deixou o papo correr solto e minutos depois, os dois se transformaram em mais um casalzinho na multidão. O beijo era bom e o contato físico, cada vez mais intenso.

Nosso “camisa 11”, então, decidiu dar uma volta para tentar encontrar outros amigos e colocar o papo em dia. Avisou a decisão à moça, prometendo voltar logo.

E assim o fez. Vinte minutos depois retornou e, de cara, recebeu uma cobrança da mocinha. Mal sabia ainda, mas ela era mais um exemplar de “Mulher Possessiva”.

Com um sorriso desconfiado no rosto, a menina tascou:
- Onde você estava?
- Ué, dei uma volta na praça para encontrar alguns amigos...
- Olha só se você sumir de novo, eu te largo aí, hein, disse em tom que não dava para perceber se era brincadeira ou realidade.
- Duvido, brincou o protagonista, minutos antes de ser informado pelo amigo, que em sua ausência a “possessiva” quis saber seu paradeiro por duas vezes.

***
Amigos do Blog, essa história é grande (assim como o sentimento de posse da mocinha). Nos próximos dias iremos contar a continuação da trama entre a Possessiva e nosso camisa 11! Por hora, fiquem com a lição: primeiro dia não é dia de cobranças. Se algo parecido acontecer, avise que vai ao banheiro e nunca mais volte! Inicialmente, as possessivas parecem inofensivas... mas depois, só Deus sabe quantas ligações, mensagens e perseguições elas são capazes! Fiquem atentos, amigos!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ela só queria moleza…

Muitos homens tacham certas mulheres de interesseiras. Seja por causa da conta bancária do sujeito, ou no acesso a locais que ele possa proporcionar, é fato que há mulheres por aí que, quando querem algum tipo de relacionamento, colocam como determinante certos interesses (de ordem bastante questionável). Para não nos chamarem de machistas ou opressores do sexo oposto, deixamos claro que sabemos que não são todas assim, embora haja um número significativo dessa espécie. No "causo" de hoje, o personagem encontrou pela frente um tipo bem comum nessa cidade: a famosa Maria Gasolina.

A história se passou há alguns anos. Nosso protagonista saracoteava pela noite da Zona Norte do Rio de Janeiro, quando avistou uma morena bastante atraente e que o provocava com uma sucessão de olhares diretos. Não havia margem à dúvida: ela era o alvo da noite!

A aproximação foi muito tranqüila: a moça estava bastante receptiva (o que ajuda bastante!!). Além disso, tinham algumas coisas em comum: estudavam mesma faculdade, faziam o mesmo curso, e compartilhavam alguns amigos. Depois de um quarto de hora dedicado ao papo, a conquista se consumou.

Trocaram telefones, se falaram nos dias seguintes e combinaram uma saída no fim de semana. Numa sexta-feira, nosso “camisa 7” recebe a ligação da moça. Ela estava na faculdade, lembrou dele e decidiu convidá-lo para a um churrasco de uns amigos dela em Santa Teresa. “Por quê não?”, pensou nosso artilheiro.

Foram ao churra e depois rumaram para a Lapa, onde passaram a noite pelos bares locais. Na hora de ir embora, mesmo estando a pé, nosso personagem prontificou-se em levar a mocinha em casa. Ela aceitou a proposta e rumaram para Bonsucesso, bairro não tão longínquo, mas de difícil acesso e permanente risco.

Durante o trajeto, o papo emendava um no outro até que a moça lançou:

- Na próxima vez, é melhor você vir de carro, é mais fácil para voltar, disparou.
- Mas eu não tenho carro, sequer dirijo, respondeu o jovem rapaz.

Ela não gostou da notícia. Fez uma cara que era um misto de espanto e decepção. Diante daquela reação, o “camisa 7” perguntou se havia algum problema. Fora do habitual feminino, ela foi direta:

- Não tem nenhum problema com você, pelo contrário. Mas é complicado eu ficar me deslocando por aí de ônibus, ou mesmo de táxi, como hoje. Vai ser mais difícil para a gente se ver, sentenciou.

Sendo assim, nosso personagem disse que ia embora, e mandou o tradicional "a gente se fala então".

Três semanas depois, a menina voltou a procurá-lo. Disse que queria sair e prometeu tentar pegar o carro da avó para se encontrarem. Ela demonstrava querer o rapaz, mas desconforto era tudo que ela não desejava. Encontraram-se algumas vezes.

Eis que um dia, o casal se reencontra na faculdade e a mocinha, então, decide ir ao encontro dele. Sabe-se lá Deus como, mas a moça obteve uma informação preciosa: o artilheiro tinha uns ingressos para a festa mais badalada do momento, uma festa à fantasia na região serrana.

Depois de alguns rodeios, ela pediu dois ingressos para o jovem.

- Mas, como você vai à festa? Não há mais vaga no ônibus, tô até tentando arrumar uma van, disse ele.
- Ah... posso ir com você na van. Tem algum problema?, insistiu a menina.
Foi, então, depois de um “filminho” passar por sua cabeça, que nosso amigo disparou:
- Poxa... é complicado você ficar andando por aí de van, ônibus…

***

O casal da história voltou a se falar nesse dia, mas o nosso matador manteve-se firme e não deu nenhum ingresso para a menina. Vaga no busão ou na van, não havia mesmo. Ela pareceu não acreditar nos fatos, e depois disso, parou de procurá-lo.

Amigos e amigas do blog, nosso guerreiro tinha reservado os ingressos para seus amigos. Afinal, desde quando se cogita trocar a companhia dos amigos em função de um rabo de saia que considera um bem material para prolongar a relação?

O que ela queria mesmo era moleza. Festinha boa e de graça, com direito ao cara pegando na porta de casa, e por aí vai. Para nós, vocês sabem: A Culpa é Delas! E se querem moleza, é melhor esperar Cosme e Damião trazer Maria Mole.

***
você também teve o desprazer de conhecer uma Maria Gasolina? Então, conte-nos sua história: aculpaedelas@gmail.com

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Não pode ser sério...

Um dia desses, nosso personagem conversava com uns amigos à mesa do bar. Uma mocinha, então, iniciou um discurso ofensivo à atual geração de homens. Irritada com alguma relação recém acabada ou um flerte indesejado, ela começou a questionar a qualidade dos jovens de hoje em dia.

Decidimos partilhar com vocês, queridos leitores, algumas das idéias centrais do discurso da distinta moça:

- Esses homens de hoje em dia são todos iguais: não têm nada na cabeça!

- Eles só falam amenidades. Um dia desses um cara veio conversar sobre “Malhação” (a novelinha global) comigo. É mole?!

A moça então, se sentido “A” revolucionária dos sexos, começou a conquistar simpatizantes. Logo o discurso foi ganhando novas vozes:

- É isso mesmo! São uns fúteis. Só querem se exibir. Não tem sequer um pouquinho de conteúdo. Ah, gente... conteúdo é tudo, né?!

- Ai... o carinha veio conversar comigo e não conseguia articular um pensamento sequer. Uma mente super vazia.

- Os homens dominam pela força, as mulheres são muito mais inteligentes. É só dar espaço pra gente que vocês vão ver...

Nosso camisa 11, então, por alguns instantes mergulhou em pensamentos. Apenas fisicamente à mesa, sua mente o levou a uma recente passagem de sua vida: era dezembro de 2005, e ele estava numa micareta em Niterói.

Nosso amigo estava no evento a trabalho. Observava o ambiente, mas não deixava a labuta de lado. Em determinado momento, viu de longe um cidadão bastante à vontade na festa: robusto e com definições físicas visíveis, usava uma sunga de praia vermelha e um chapéu de marinheiro apenas.

Havia acabado de se despedir de menina que o beijara descontroladamente, quando uma outra se aproximou. Trocaram olhares. Sem se conter, a menina passou a mão no tórax do “marinheiro de sungão”, começando pelo peito e indo até a cintura, dando aquela deslizada pelo abdômen do moço.

Nosso craque ficou estupefato: “é sério isso?”.

A menina tascou um beijo em seu alvo, enquanto dava algumas apertadelas nas poucas partes do indivíduo que estavam cobertas pelo pano vermelho.

Como a rapidez de um estalo, voltou aos dias atuais e viu-se novamente à mesa de bar com os amigos e com a “revolucionária dos sexos” reclamando da futilidade masculina.

E diante desse cenário, mais uma vez se perguntou: “é sério isso?”.

Eh, nobres leitores, se amiga de nosso artilheiro estiver realmente correta, precisamos resolver uma dúvida. Traçando um paralelo entre a cena que nosso camisa 11 assistiu na micareta e o discurso de sua amiga, o que será que pensou a moça antes de beijar o “marinheiro de sungão”?

(a) – Nossa, ele é da Marinha do Brasil. Deve ser um cara super responsável.
(b) – Ele está sem blusa para protestar contra a máfia dos abadás. Que rapaz politizado, vou pegar!
(c) – Uhm.. Essa sunga vermelha deixa claro que ele é Bombeiro, e o chapéu mostra que é também um marinheiro. Que exemplo de dignidade e esforço!
(d) – Pelo olhar dele dá pra ver que se trata de um cara sincero. E esse visual despojado é típico de homem inteligente! Esse é pra casar!
(e) – Nossa... que volume na sunga dele!!! Deve ser uma arma. Aposto que ele é um policial infiltrado para investigar o consumo de drogas nas micaretas. Ai, ai... adoro homens corajosos!

***
Agora é com vocês, camaradas! Ajudem-nos a achar essa resposta!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Trinta dias e seus efeitos...

Eh, queridos leitores, o blog completou um mês de vida. Resolvemos fazer um registro especial pela data. É que temos notado algumas modificações no dia-a-dia “pós-A Culpa é Delas”. Os amigos têm elogiado e estão sempre comentando. Algumas amigas torcem o nariz, outras concordam. Resta-nos saber o que nossos leitores de norte a sul do País, Alemanha, E.U.A, Canadá e etc estão achando (Uhuhuhuuuu!!!). Bem teremos tempo pra isso!

Dando um corte na enrolação e na massagem no ego, deixaremos que os diálogos travados nesses últimos trinta dias lhes mostrem o efeito “A Culpa É Delas”. Valeu!

Esse caso é de um amigo pedindo aquela história especial. Uma evidente demonstração do “efeito participativo” (muito comum entre os homens de bem), que é aquele que agrega os personagens:

Amigo - Moleque, posta uma história com a Fulaninha. Posta, que eu comento... (risos)!!
Camisa 9 – Pô cara, tem várias! Tem a do carro, a lá de casa...
Amigo- Aquela na cama dos pais da minha ex, lembra?!
Camisa 9 – Ah... sei.. aquela que você entrou no quarto, viu a camisinha no chão e chutou pra debaixo da cama pra sua namorada não perceber?
Amigo - ÉÉÉ, essa mesmo. Posta ela cara. Posta ela que eu quero comentar.

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Nas mulheres as reações foram as mais diversas, como não poderia deixar de ser, né?!. Teve moça dizendo que pagar a conta do motel era um absurdo, umas reforçaram que pagam pelo menos meia e outras garantiram que já tinha quitado a conta toda. E falando em colocar grana pra jogo, analisem esse caso:

Em um recente sábado, nosso craque levou duas amigas à quadra da Verde e Rosa. Entrando no estacionamento, a moça que estava no carona solta uma pérola, numa clara exposição do “efeito paliativo”, que é aquele que só ameniza, não resolve o problema:

Mocinha - O estacionamento é cinco? Deixa que eu pago!
Camisa 11 - Não, que isso?!. Deixa comigo!
Mocinha - Não. Nada disso. Vou pagar essa senão depois você bota no blog que a gente não paga nada!

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Papo de uma amiga do blog, crítica voraz da atuação dos artilheiros, sobre o andamento de nosso canto na internet. Nessa, notamos o “efeito clássico”, ou seja, é aquele onde as mulheres fingem, mas no fundo sabem que não vivem sem:

Amiga do blog: Esse blog mostra muito bem o que vocês são: Um bando de cafajestes!
Camisa 7: Discordo. O blog apenas retrata situações vividas pelos homens, e a análise fica a cargo de cada um. Para nós, a culpa é sempre delas!
Amiga: Ás vezes nós temos culpa, mas aposto que vocês são sempre os maiores responsáveis por tudo o que acontece.
Camisa 7: Se você não gosta do teor do blog então, pode deixar de lê-lo.
Amiga: Ah não! É machista, mas é legal!

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Ai, ai... Muitas emoções nesses 30 dias e 11 posts. Bem, nobres leitores, se o número de histórias aumentar vocês já sabem de quem é a culpa, né?!