terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ela só queria moleza…

Muitos homens tacham certas mulheres de interesseiras. Seja por causa da conta bancária do sujeito, ou no acesso a locais que ele possa proporcionar, é fato que há mulheres por aí que, quando querem algum tipo de relacionamento, colocam como determinante certos interesses (de ordem bastante questionável). Para não nos chamarem de machistas ou opressores do sexo oposto, deixamos claro que sabemos que não são todas assim, embora haja um número significativo dessa espécie. No "causo" de hoje, o personagem encontrou pela frente um tipo bem comum nessa cidade: a famosa Maria Gasolina.

A história se passou há alguns anos. Nosso protagonista saracoteava pela noite da Zona Norte do Rio de Janeiro, quando avistou uma morena bastante atraente e que o provocava com uma sucessão de olhares diretos. Não havia margem à dúvida: ela era o alvo da noite!

A aproximação foi muito tranqüila: a moça estava bastante receptiva (o que ajuda bastante!!). Além disso, tinham algumas coisas em comum: estudavam mesma faculdade, faziam o mesmo curso, e compartilhavam alguns amigos. Depois de um quarto de hora dedicado ao papo, a conquista se consumou.

Trocaram telefones, se falaram nos dias seguintes e combinaram uma saída no fim de semana. Numa sexta-feira, nosso “camisa 7” recebe a ligação da moça. Ela estava na faculdade, lembrou dele e decidiu convidá-lo para a um churrasco de uns amigos dela em Santa Teresa. “Por quê não?”, pensou nosso artilheiro.

Foram ao churra e depois rumaram para a Lapa, onde passaram a noite pelos bares locais. Na hora de ir embora, mesmo estando a pé, nosso personagem prontificou-se em levar a mocinha em casa. Ela aceitou a proposta e rumaram para Bonsucesso, bairro não tão longínquo, mas de difícil acesso e permanente risco.

Durante o trajeto, o papo emendava um no outro até que a moça lançou:

- Na próxima vez, é melhor você vir de carro, é mais fácil para voltar, disparou.
- Mas eu não tenho carro, sequer dirijo, respondeu o jovem rapaz.

Ela não gostou da notícia. Fez uma cara que era um misto de espanto e decepção. Diante daquela reação, o “camisa 7” perguntou se havia algum problema. Fora do habitual feminino, ela foi direta:

- Não tem nenhum problema com você, pelo contrário. Mas é complicado eu ficar me deslocando por aí de ônibus, ou mesmo de táxi, como hoje. Vai ser mais difícil para a gente se ver, sentenciou.

Sendo assim, nosso personagem disse que ia embora, e mandou o tradicional "a gente se fala então".

Três semanas depois, a menina voltou a procurá-lo. Disse que queria sair e prometeu tentar pegar o carro da avó para se encontrarem. Ela demonstrava querer o rapaz, mas desconforto era tudo que ela não desejava. Encontraram-se algumas vezes.

Eis que um dia, o casal se reencontra na faculdade e a mocinha, então, decide ir ao encontro dele. Sabe-se lá Deus como, mas a moça obteve uma informação preciosa: o artilheiro tinha uns ingressos para a festa mais badalada do momento, uma festa à fantasia na região serrana.

Depois de alguns rodeios, ela pediu dois ingressos para o jovem.

- Mas, como você vai à festa? Não há mais vaga no ônibus, tô até tentando arrumar uma van, disse ele.
- Ah... posso ir com você na van. Tem algum problema?, insistiu a menina.
Foi, então, depois de um “filminho” passar por sua cabeça, que nosso amigo disparou:
- Poxa... é complicado você ficar andando por aí de van, ônibus…

***

O casal da história voltou a se falar nesse dia, mas o nosso matador manteve-se firme e não deu nenhum ingresso para a menina. Vaga no busão ou na van, não havia mesmo. Ela pareceu não acreditar nos fatos, e depois disso, parou de procurá-lo.

Amigos e amigas do blog, nosso guerreiro tinha reservado os ingressos para seus amigos. Afinal, desde quando se cogita trocar a companhia dos amigos em função de um rabo de saia que considera um bem material para prolongar a relação?

O que ela queria mesmo era moleza. Festinha boa e de graça, com direito ao cara pegando na porta de casa, e por aí vai. Para nós, vocês sabem: A Culpa é Delas! E se querem moleza, é melhor esperar Cosme e Damião trazer Maria Mole.

***
você também teve o desprazer de conhecer uma Maria Gasolina? Então, conte-nos sua história: aculpaedelas@gmail.com

4 comentários:

Ellen disse...

Não vejo dessa forma, apesar de saber que a mulher atribui naturalmente ao homem o dever de ter carro pra levá-la em casa e tal... mas sair a pé é ruim de qualquer forma, ainda mais qdo se pretende voltar tarde. Até pra sair com os amigos é ruim. Vcs também arrumam coisa pra culpar as mulheres hein! vou te contar! hehe..

Carlinhos disse...

Se a mulher quer andar de carro, que trabalhe para comprar um.. huaHUAHua... fica dependendo da gente tem que saber que tudo tem seu preço.... é isso!

Bruna disse...

O grande problema é que as mulheres acham normal o cara ter o carro e ir buscá-las em casa... eu tenho o meu e quando quero sair com alguém faço de questão de ir dirigindo...

Anônimo disse...

Querem pegar mulher bonita? Tem que pagar o preço. Afinal, esta estória de um amor e uma cabana é coisa de índio. Conforto é importante sim e ir de ônibus pro motel é uma furada.