sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A Possessiva – Parte I

Uma pessoa que seja freqüentadora da noite carioca, solteira e em busca de aventuras sabe muito bem que por sua vida passam as mais diversas pessoas. Algumas dessas relações são boas e deixam saudades, outras, embora igualmente agradáveis, são vividas e terminam no “FIM” (parece redundante, mas acreditem: não é). Outras relações acabam sendo ruins e tudo que mais se espera é que elas caiam no esquecimento. E o que será que faz com que as relações dêem errado? A reposta é uma só: as próprias pessoas. E no nosso caso, vocês sabem de quem é a culpa!!!

Pois bem, iremos contar hoje a história de um tipo de mulher que faz o relacionamento se esgotar ainda mesmo no início: as possessivas!

Amigos do blog, tenham cuidado com as possessivas. Em alguns momentos, elas são capazes de proferir ameaças. Enfim, vamos ao post:

Era uma sexta-feira estrelada. Dentre duas semanas, o carnaval estaria colorindo a Cidade Maravilhosa. Nosso protagonista curtia um samba no Largo de São Francisco da Prainha. Cerveja na mão, passinhos pro lado e música no coração. Dirigindo-se ao habitual lugarzinho onde costuma ficar durante aquela roda de samba, encontrou um grande e velho amigo. No grupinho, havia também algumas sorridentes meninas. Elas dançavam e cantavam ao som de “Água de chuva no mar”.

Nosso artilheiro se aproximou e cumprimentou o amigo, num gesto bastante peculiar e de forma que se fez notar pelas meninas, que àquela hora já estavam na mira. Minutos depois, como quem não quer nada, sacou uma garrafa de cerveja e encheu o copo de uma das moças.

- Oi, você é amiga do “Camisa 7”, né?!
- É, estudamos juntos na faculdade...
- Uhm, interessante...

Nosso grande baluarte ignorou o sinal (mulher bonita, atraente depois dos vinte e poucos e sem namorado = problema ou, em 0,001% dos casos = a grande chance da sua vida). Otimista, ele deixou o papo correr solto e minutos depois, os dois se transformaram em mais um casalzinho na multidão. O beijo era bom e o contato físico, cada vez mais intenso.

Nosso “camisa 11”, então, decidiu dar uma volta para tentar encontrar outros amigos e colocar o papo em dia. Avisou a decisão à moça, prometendo voltar logo.

E assim o fez. Vinte minutos depois retornou e, de cara, recebeu uma cobrança da mocinha. Mal sabia ainda, mas ela era mais um exemplar de “Mulher Possessiva”.

Com um sorriso desconfiado no rosto, a menina tascou:
- Onde você estava?
- Ué, dei uma volta na praça para encontrar alguns amigos...
- Olha só se você sumir de novo, eu te largo aí, hein, disse em tom que não dava para perceber se era brincadeira ou realidade.
- Duvido, brincou o protagonista, minutos antes de ser informado pelo amigo, que em sua ausência a “possessiva” quis saber seu paradeiro por duas vezes.

***
Amigos do Blog, essa história é grande (assim como o sentimento de posse da mocinha). Nos próximos dias iremos contar a continuação da trama entre a Possessiva e nosso camisa 11! Por hora, fiquem com a lição: primeiro dia não é dia de cobranças. Se algo parecido acontecer, avise que vai ao banheiro e nunca mais volte! Inicialmente, as possessivas parecem inofensivas... mas depois, só Deus sabe quantas ligações, mensagens e perseguições elas são capazes! Fiquem atentos, amigos!

Um comentário:

Ellen disse...

Hehehe, possessivas são um saco (e possessivos tbm), mas olha a situação: carnaval, pegação comendo solta, o camisa 11 dá uns beijos na garota e vai dar uma volta... o que queria que ela pensasse? óbvio que ela achou que ele ia pegar outras por aí! mas carnaval não é época de cobranças, verdade seja dita!
Depois reclamam e falam das micaretas... tsc tsc!
Vamos esperar a continuação da história.