segunda-feira, 6 de agosto de 2007

“Soltinha, soltinha”

Em algumas situações, poucos seres são unidos como os homens. Já ouviram falar que amizade de homem é mais sincera? Pois bem, às vezes nem precisa ser amigo de verdade para contar com o “corporativismo” do grupo. Basta estar do mesmo lado, intenção e propósito. A história de hoje mostra isso e de quebra fala sobre uma atitude lamentável que os seres humanos costumam cometer. Nesse caso, coube à mulher da história tal feito. Ao fim do post, vocês hão de entender. Lá vai:

Era quinta pra sexta e já passava da uma da manhã. Mesmo tendo que trabalhar no dia seguinte, dois amigos decidiram tomar uma “saidera”. Estavam pelo Recreio dos Bandeirantes e optaram por um boteco numa distinta localidade chamada Terreirão. O cenário não era dos melhores, mas a idéia era só beber uma cervejinha e falar da vida. Uma banda tocava Rock´nrol, enquanto pessoas das mais diversas pulavam tentando manter o corpo em equilíbrio. Eram poucos os sóbrios.

Apesar da intenção inicial, o velho ditado “soldado no quartel quer trabalho” veio à tona (Anotem: a night é o nosso quartel). No centro do bar, um grupo de mocinhas logo chamou atenção dos nossos personagens. Alías, não só de nossos personagens. O pessoal da banda se reveza tocando e azarando.

Apesar das opções, quis o destino (ou sabe-se lá o que mais?!) que as moças se interessassem por nossos artilheiros. Um deles, depois de intensa troca de olhares e gestos, abriu o placar. A idéia, como já foi dito, era tomar uma cerveja, mas naquela altura estavam abrindo a terceira e o imaginário voava.

- Esse barzinho tá animado hoje, né?! Impressionante!, começa o mocinho.
- Aah... quase não venho aqui... Caí de pára-quedas. Quem é você mesmo, hein?, responde o alvo, transparecendo sua condição etílica.

O papo correu sem muito sentido. Ela é arquiteta, ele jornalista. Palavras soltas, assuntos diversos e.... um beijo no salão. Minutos depois, o mocinho dá dois passos à frente e inicia um papo com o amigo, queria saber como andavam as “negociações” com o outro alvo. Nisso, o garçom do boteco (trajando calça jeans, casaco de moleton, e toca preta) se aproxima da tal arquiteta. Troca três, quatro palavras e tasca um beijo!

- Que isso, cara! A mulher ta pegando outro!
- Eita, eita... Que situação!

Caros leitores, o que fazer num momento como esse?
(a) Azarar a amiga dela
(b) Tirar satisfação com a traíra
(c) Sair correndo
(d) Sentar e chorar
(e) Outros ou tudo isso acima ao mesmo tempo

Enfim... Nosso camisa 11 não se abalou. Continuou na dele, bebendo cerveja e rindo da desgraça. Mas a surpresa foi ainda maior. A moça ressurgiu em sua frente e o tirou para dançar. Meio sem jeito acabou dando uns passos. Nisso, ele vê o garçom se aproximando. Ciente que o entorno era um lugar hostil para ele, deu aquela catucada no ombro do garçom e lançou:

- Ae, amigão. Dança com ela aqui.
- Nada. É a sua vez!

Não demorou muito para a moça roubar mais um beijo do nosso atacante. Dez minutos depois ela foi para os braços do garçom, enquanto o camisa 11 tomava uma cerva. Enfim, o troca-troca durou até às 3h30. O outro amigo obteve êxito na investida e também marcou gol, pegando a amiga da “arquiteta soltinha, soltinha”.

No dia seguinte, a dupla tentava entender os fatos.
- Cara, eu acho que ela estava pegando o cara e eu me meti no meio. Ou será que o cara que pegou depois?
- Ah, isso nem importa.
- Lógico que importa. Se eu tiver beijado depois, ele é o corno da noite!, diz em tom de brincadeira.

O amigo, então, começa a rir e completa:
- A amiga dela me disse que ela é casada!
- Coitado do corno!

(Gargalhada geral)

***
Imaginem, meus nobres, se o “corno (o verdadeiro) enfurecido” invade o bar e resolve arrumar uma quizumba? Respondam de coração: de quem seria a culpa? .... Ah tá...

Sabemos a importância que o corno tem na sociedade. Então, por favor, mais respeito com os galhudos! Eles têm coração...

5 comentários:

Anônimo disse...

acho que nesse caso a culpa é do corno que ficou em casa... se a soltinha estava soltinha é pq nada demais lhe prendia ao lar...

CP disse...

Bem, pela proximidade do local e volúpia demonstrada pelos personagens, propor uma visita ao swing do Café Paris não seria nada de absurdo..rsrsrsr

E deixem o corno quieto, não atrapalhem o sono do cara!!!!

Anônimo disse...

Café Paris.....que nada....ela merecia uma visitinha a Boate 2 a 2....a verdadeira "Cornolandia" Carioca.....mas 'e claro, se existe corno 'e porque a culpa 'e delas.....

Papangu Bate-Bola disse...

Vem cá, a culpa sempre é delas!!!

Estava Perdida no Mar disse...

Não era 4 por 4?