terça-feira, 25 de setembro de 2007

Ela não tinha certeza...

Queridos e fiéis leitores, a história de hoje trata de um grande susto que muitos homens (despreparados) tomam ao longo da trajetória nas Olimpíadas da Azaração... Quando menos se espera, lá vem a moça e diz: "Oi, Você vai ser pai!".

Para quem nem imagina receber essa notícia e a tem de supetão, o susto pode ser fatal. Portanto, meninas, cuidado! Ainda mais no caso de hoje...

A trama se desenrola em um aconchegante bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro e um de nossos artilheiros foi testemunha ocular dos fatos. Em um prédio com cerca de 30 apartamentos, havia muitos jovens na idade das aventuras e descobertas. No 301, morava a mocinha dessa história. No auge de seus 16, 17 aninhos, era bonita e despertava muito interesse na rapaziada. Dona de curvas, ela já havia faturado alguns coleguinhas de adolescência...

Nas rodas de amigos, quando o assunto era mulher o nome dessa distinta menina logo surgia. E seguidamente, a indagação:

- Ih... vc também comeu?!

Certo dia um burburinho tomou conta das conversas no play e nas esquinas do bairro: ela estava grávida!

Para aqueles que estavam na "linha de tiro", ou seja, os que podiam ser o pai daquela criança, a notícia lhes tirou o sono. O alívio para parte deles veio quando a moça apontou o dedo para um: "O pai é o fulaninho do 501".

O mundo quase veio abaixo. Foram dias difíceis, responsabilidade em dobro e muita cobrança em casa. A família da moça bateu na porta do apê do rapaz cobrando atitude de homem. Ao "pai" não havia alternativa. Ele assumiu o bebê, acompanhou a gestação e a criança, finalmente, veio ao mundo.

Quem viu o bebê tinha a mesma certeza da jovem mãe: é a cara do fulaninho do 501. Mas ele, jamais se conformou e tirou da manga sua última carta: um pedido de exame de DNA, uma das maiores invenções do mundo moderno.

Das lágrimas ao sorriso, o tal do teste deu negativo. O fulaninho do 501 não era o pai daquela criança. Sabe-se lá o que passou pela cabeça da moça naqueles dias, mas na dos outros colegas de prédio a expressão era uma só: FU-DEU!

Determinada a achar o pai de seu filho, ela girou a roleta e disparou: o pai é o ciclaninho do colégio. Coitado, pobre rapaz. Sua vida virou um mar de acusações e cobranças. E enquanto isso, a rapaziada do prédio voltou a respirar aliviada.

Como sabemos a vida é dura. E nesse caso, pelo menos foi para a família da moça. O segundo teste de DNA também deu negativo. Ou seja, o ciclaninho do colégio também não era pai daquela criança.

Segundo reza a escrita, depois das duas tentativas, a jovem mãe desistiu de encontrar o pai do bebê. Pelo menos, nenhum outro teste de DNA foi pedido após aquelas semanas, em que o aconchegante e pacato bairro do subúrbio carioca viveu dias turbulentos.

***

É, caros amigos, não é fácil encarar uma acusação dessas! E por mais que eles repetissem: "Eu sou inocente. Não fui eu, tio", ninguém acreditou. Salvos pelo teste de DNA, os dois jovens nunca mais foram os mesmos! Passaram a ter mais cuidado após "a novela da mocinha do 301".

E olha que ainda tem mulher que se ofende quando perguntamos: "Tem certeza que é meu?".

Depois dessa história, essa pergunta é totalmente cabível! Não hesitem em fazê-la.

3 comentários:

guilherme disse...

Q puta ... não tenho mais nada a dizer, a não ser o fato de ter muita pena dos pais dela.

vanessa disse...

pouurraa
essa mocinho do 301 hein

acho que vcs tem mais é que perguntar mesmo, se não tiverem confiança na moçoila se ela tem certeza da paternidade...

bom
minha mãe diz que " filho de puta tira mãe da culpa" pq a criança nasce com a cara do pai... só que neste caso o dito popular falhou né, já que a acriança era a cara do rapaz do 501 e o DNA comprovou que ele não era o pai...

Anônimo disse...

Bem, tudo seria mais simples se ambos agissem com mais responsabilidade, certo?Mas não quero dar lição de moral em ninguém, lone disso.Seria como o roto falar do esfarrapado.Eu passei pela situação da moça, com a diferença de que eu tinha certeza da paternidade, pois eu não me relacionava com outra pessoa.Confesso que eu me senti extremamente humilhada ao ser forçada a fazer um exame de DNA, mas hoje vejo que foi a melhor saída, afinal, eu despojei o sujeito e os seus nobilíssimos familiares do benefício da dúvida...hohoho
Detalhe:nossa filha não é parecida fisicamente com nenhum de nós dois.Mendel explica...
( haverá algum culpado?Ou melhor: existirá algum não-culpado?)