quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A Possessiva - Parte II

Continuando a história do último post, segue o drama:

Nosso amigo não percebeu os sinais e continuou a manter contato com a moça. Aquela noite demorou a acabar, depois do samba no Largo de São Francisco da Prainha, o casalzinho esticou no Beco do Rato, na Lapa. Depois de beijos, abraços e algumas cervejas atingiram "aquele" estágio de interação e deram "aquela" esticadinha a mais.

Depois disso, trocaram telefones. A atração era recíproca, nosso artilheiro não nega. Mas o carnaval chegou e cada um ficou de um lado. Ele permaneceu no Rio de Janeiro atrás dos mais diversos blocos; ela, viajou com os amigos.

A distância durante a folia, no entanto, não aplacou a vontade. Voltaram a se falar pós-festejos e marcaram de se ver na quinta-feira depois da quarta de cinzas. Um resistente bloco de carnaval desfilou próximo à Câmara Municipal e atrás da batucada estava o casal dessa história.

Ele encontrou um amigo e logo apresentou à moça. Sentaram-se e começaram a tomar uma cerveja enquanto o bloco concentrava. Pouco depois, ele encontrou um conhecido. Este estava acompanhado da namorada e da irmã.

Pois bem, o espaço na mesa já não era mais o adequado, então, todos ficaram em pé saboreando o gélido líquido levemente dourado e com espumas refrescantes. Nesse momento surgiu o segundo sinal:

- Você não vai me apresentar seus amigos?, questionou o "chicletinho".
- Po.. Meu amigo te apresentei. Esse outro é apenas conhecido. Essas meninas eu nunca tinha visto antes, encerrou o assunto o camisa 11.

Enfim, vida que segue. Para um bom matemático da night carioca ou simples pessoa sensata acostumada com as badalações noturnas a situação que se configurou era equilibrada: três mulheres e três homens.

Mas não, amigos! As possessivas não conseguem enxergar isso.

Nosso protagonista, enquanto interagia com o pessoal sobre o samba campeão daquele ano, virou-se algumas vezes e falava baixinho com o amigo que estava solteiro. Na maior parte do tempo, o incentivava a puxar assunto com a irmã do conhecido.

Mas, não, amigos! As possessivas não conseguem entender isso!

Depois da terceira ou quarta fala ao pé do ouvido, ela virou-se para o personagem dessa história e decretou:

- Se você continuar olhando para frente, eu vou começar a olhar para os lados.

O atacante balançou. Afinal de contas, o que estava passando por aquela mente? Sorridente, ele preferiu ironizar, embora tenha percebido que o romance de carnaval havia perdido o brilho. E a culpa não era dele!

- Vivemos em um país livre, minha cara! Você pode olhar para onde quiser, pra cima, pra baixo, pra esquerda e pra direita, disse, segurando um riso.

Entre um gole e outro, o camisa 11 só pensava em uma coisa: será que saindo correndo pela rua do lado, ela iria atrás e aos berros de "você é meu"?

Conteve-se e preferiu continuar com as ironias. Na hora de se despedir, foi claro com a mocinha:

- Olha, acho que você está exagerando. É melhor cada um ir para o seu lado.
- Não, que isso. Eu estava só brincando. Não falei sério. Você achou que fosse sério?, tentou argumentar a grudenta.

- Pensa no que você fez. To indo, porque senão perco o metrô.

Dias depois, a possessiva iniciou investidas via SMS: "Precisamos conversar". "Me dê mais uma chance" e coisas do tipo. Uns dez dias depois e cansado daquela situação, nosso protagonista prometeu que na segunda-feira seguinte daria uma resposta. Ela aguardou o prazo e nosso amigo deu sua posição, por mensagem de telefone: "Não rola mais. Acho melhor as coisas ficarem como estão: cada um de um lado".

Invocada, ela respondeu com fardas: "Que pena. Você que sai perdendo".

O mocinho deste post riu e sentiu-se aliviado, achando que aquele era o fim da história.

Mas não, amigos! As possessivas não sabem interpretar as despedidas!

Nos dias que seguiram, a moça descobriu o orkut do rapaz. Deixou em sua página algumas mensagens carinhosas e trechos de músicas de Celine Dion, Mariah Carey, Norah Jones e coisas do gênero. Vasculhou as comunidades, e deixava scraps do tipo: "uhm.. vc gosta de ir no lugar tal, é? Eu tb... Mtos beijos!"

Três semanas depois o destino colocou a possessiva e nosso matador cara-a-cara mais uma vez. Bem, o destino e a euforia incontrolável da moça.

Isso vocês só vão entender no próximo post. Aguardem!

***
Amigos, amigos... Como assim a moça o ameaça no segundo encontro?

"Se você continuar olhando para frente...": a frase ficou na cabeça do mocinho por dias e dias. Ligações, mensagens, scraps... a possessiva usou toda a tecnologia disponível para sufocá-lo. Embora tenha vacilado ao ignorar o primeiro sinal, o camisa 11 recuperou-se e retomou o domínio do jogo: chutou pra escanteio e pediu substituição.

Por hora, fiquem com mais um conselho: se logo no início ela COBRAR ser apresentada aos amigos, saia correndo. Quem merece exibição é troféu e faixa de campeão.

6 comentários:

Cris disse...

Que isso!!! essa mulher é um saco!

Patrícia disse...

Mulher chata pra cacete !!!
Mas, se eu "criar" um blog "A culpa é deles !" te conto váaaaaarias histórias de homens possessivos também...a imperfeição é do ser humano e não das mulheres !

Bruno disse...

Feriadão chegando, sol escaldante e night bombando... só mesmo uma possessiva poderia estragar isso!!! PQP! blog tá maneiríssimo!!! Parabénssss, brother

vanessa disse...

então, a possessiva foi chata mesmo, mas pior que isso é homem grudento q fica beijando a gente o tempo todo nos lugares..ai q saco
sai pra lá.
rss

Ellen disse...

Por isso que tem mulher bonita e solteirona por aí, reclamando da vida. Não sabem se controlar e depois culpam o mundo por não ter ninguém que preste pra elas... tadinhas!
Vamos ver como isso acaba.

Anônimo disse...

Que bixa chata, não largua mesmo hem.
eu sou possessiva mas nõa sou assim não sou muito controlda.
As boas mulheres estao soltiras......