terça-feira, 11 de setembro de 2007

A Possessiva – Parte III

O fim da trilogia da “menina-babaloo”

Preparem-se, caros leitores, chegou a hora do desfecho desse psico-drama:

A possessiva e suas investidas já haviam virado piada quando nosso grande atacante adentrou na Lapa, em plena segunda-feira de março. Não, meninas, o protagonista não é um vagabundo. O motivo para estar no berço da boêmia jáno início da semana era nobre: o aniversário de uma amiga, em uma taberna na rua Mem de Sá.

Logo que chegou pediu um chope e foi cumprimentar os presentes. Bateu papo numa rodinha, deu umas boas risadas. “Como a vida é maravilhosa”, pensava.

Nesse momento, sentiu seu celular vibrar. Era uma mensagem. O camisa 11 ficou ansioso. Abriu um sorrisinho e deu mais um gole no gélido líquido. Ao ler a mensagem, um susto. A mensagem o atingiu como um soco no estômago.(Preparem-se, amigos, iremos reproduzir o texto que nosso amigo recebeu).
“Olhe para a primeira mesa, na primeira fila!”.

Vocês devem imaginar o que nosso amigo fez. Não, ele não olhou. Ao contrário, correu para o fundo do boteco e tentou esconder-se atrás da tulipa. Mas não foi suficiente. Um mísero minuto depois, ela ligou para ele, que determinado a dar um basta na história a atendeu:
- Poxa, vem aqui embaixo falar comigo!

O nosso personagem respirou fundo, desceu as escadas e foi ao encontro da possessiva.
- E aí, tudo certo?, disse o artilheiro dando o pontapé inicial na conversa.
- Melhor agora, disparou a moça, tal qual Júnior Baiano na canela de seus adversários.

Ele riu para descontrair, mas pressentiu o pior. Só não sabia que o pior viria na terceira frase dela:
- Volta pra mim.

Pára tudo! Volta pra quem? Calma aí, voltar o quê, donzela?! Hein?! Hã?!

É, prezados. Ela soltou essa pérola...

A série de elogios e pedidos de reviver uma história que nunca aconteceu continuou por alguns minutos.
- Acredita em mim: eu gosto de você, me dá mais uma chance!

Dito isso, a moça tentou provar que realmente gostava do atacante (Não que ele duvidasse!), e fez uma confissão daquelas:
- Olha, eu estava passando por aqui de ônibus, te vi atravessando a rua e entrando nesse bar. Saltei e vim aqui te ver. Eu estava indo para o aniversário de um amigo na rua do lado, mas preferi vir atrás de você.

O caso era sério, pior do que ele imaginava! Nosso atacante por instantes pensou que estava usando aquele "famoso" desodorante, que a propaganda dizia que as mulheres avançavam. Só que para seu terror, apenas ela, a possessiva, era atingida pelos efeitos da atração. Que pesadelo!

O camisa 11 deixou o discurso amistoso de lado e foi direto: a distância era o melhor para os dois. Pediu que ela fosse embora, disse que estava namorando e que nunca mais o procurasse. Ela concordou em ir embora, mas com a condição de que ele pensasse com carinho nela. Nosso protagonista não respondeu.

Finalmente retornou às rodinhas de papo e às tulipas de chope. Por momentos chegou a achar graça de toda aquela situação e comentou com os camaradas as loucuras da possessiva. As horas passaram e os assuntos foram variando: futebol, trabalho, política, carnaval e mulher.

Três horas depois o telefone do nosso amigo volta a tocar. (O quê? Vocês não acreditam?? Mas era sim, caros leitores... era a possessiva novamente). O artilheiro, então, entregou o telefone para que um amigo atendesse.
- Oi... Ele foi ao banheiro, liga depois!, despistou o amigo, que em seguida caiu na gargalhada. Não conseguia se conter.
- Pára de rir, cara! Ela vai perceber que é mentira, repreendeu o Camisa 11.
- Hahahahahaha... ela disse que está te vendo, tá no outro lado da rua!

E era verdade. A possessiva estava atrás de uma banca de jornal do outro lado da rua, observando nosso artilheiro. Atrevida, foi ao encontro do nosso craque. Só que, resoluto, ele a ignorou e ela foi embora.

***

Bem, esse poderia ser o fim dessa história. Mas nosso atacante continua a freqüentar as noites do Rio de Janeiro e a Possessiva, pelo que se sabe, está solta por aí. Só que depois dessa, nosso amigo prometeu nunca mais ignorar os sinais. E se um reencontro acontecer, o protagonista promete deixar as chuteiras temporariamente de lado e se transformar em velocista. A Culpa É Delas propõe: Por um mundo sem sufoco, não ignore os sinais!

3 comentários:

vanessa disse...

comoassim
???

rsss

q doida.


"só virando velocista mesmo,rsrssr"

ellen disse...

Ela não é possessiva, é maluca mesmo! E dependente... e chata!

Credo meeeeeeeeesmo, sai fora!

Coitadinho do camisa 11...

Patrícia disse...

Verdade !!! O título do post está errado...a mulher é MALUCA !