sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Agoniza, mas não morre!

O post de hoje é mais uma homenagem que, humildemente, esse blog faz. Como todos vocês devem saber, no domingo (02/12) é Dia Nacional do Samba. Nada mais justo deixar registrado nesse canal virtual nossa paixão por esse estilo musical que embala nossos dias e noites e dá ritmo a grande parte das nossas histórias.

“A ambição cruzou o mar, trazida pelo invasor”. Mas isso não foi tudo. Nos porões dos navios invasores, os europeus também traziam escravos. E esses, levavam consigo, além da força e um sonho de liberdade, um ritmo mágico. O primeiro destino dos “negros ritmistas” foi a Bahia. Lá, nas poucas horas de descanso a que tinham direito, formavam uma roda, dançavam e cantavam para se divertir. Era a forma que encontravam para continuar ligados à mãe África.

Nas festas na senzala, imitavam os passos que seus senhores davam nos grandes bailes (era o início do mestre-sala e da porta-bandeira). Apesar do regime rigoroso, sempre houve alegria durante a batucada. No início do século passado, alguns desses ex-escravos deixaram o recôncavo baiano e vieram para o Rio de Janeiro. Muitos foram morar nos morros do Centro, em especial o Morro do Estácio, de onde surgiu a primeira escola de samba.

Uma parte desse grupo chama a atenção: as Tias Baianas. Eram negras, quituteiras e ficaram famosas por organizar festas em seus quintais. A mais famosa de todas, é Tia Ciata, que morou durante anos na Praça Onze e reza a lenda que uma de suas mandingas curou feridas que o então presidente da República, Venceslau Brás, tinha em uma das pernas e que não cicatrizava de jeito nenhum.

Às vezes, as rodas de música nas casas das tias duravam dias (talvez daí tenha começado a se formar o conceito de boêmia no Rio de Janeiro...). E apesar do preconceito que o samba sofria naquele tempo, gente de todo o tipo subia o morro, fosse pra dançar, provar o tempero das comidas das baianas ou para alguma consulta religiosa que as tias ofereciam.

Nos quintais do Morro do Estácio, o ritmo se modificou e foram surgindo outras formas de aproveitá-lo. A música se expandiu por outros morros, chegou ao asfalto e foi se aperfeiçoando até chegar ao que é hoje.

Se não fosse pelas tias baianas, dificilmente o samba teria se desenvolvido desse jeito e teria tomado a forma que tanto nos encanta. É por isso, amigos, que a gente não cansa de repetir: A Culpa É Delas!

Viva o samba!


Rapidinha
Um dos nossos atacantes estava saindo com uma mocinha. Bonita, legal, mas um pouco diferente... digamos.. do perfil “musico-cultural” do nosso amigo. Há exatos doze meses, às vésperas do Dia Nacional do Samba, ela liga para o artilheiro e faz um convite pralá de mais ou menos:

- Tava pensando de a gente amanhã ir ao shopping dar um volta, ver um filme. O que você acha?
- Dá não. Amanhã eu vou andar de trem... vou fazer o trajeto Central-Oswaldo Cruz... Quer ir?
- De trem? Ah não... deixa pra outro dia...


***
Ela perdeu um dia agradável. O convite foi feito, mas.... É, vocês sabem, a Culpa É Delas! E para as mocinhas que vão ao Trem do Samba esse ano, preparem-se: nossos “artilheiros-sambistas” estarão pelos vagões. É melhor não desafinar o gingado, senão vão virar post, hein!!!

4 comentários:

Caroline disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Calma aeeee!! O samba tem influência sim dos ritmos africanos, mas não veio da africa meus queridos!!

muita calma nessa hora!!!

Anônimo disse...

ah tá, primeiro nasceu o samba e depois o samba de roda?????? helooooouuuu!!!!

Estava Perdida no Mar disse...

ah...esse aí eu sei ate quem foi...hahahahaha. Tadinha da branquela