quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Seu nome é...

Os doces anos na faculdade reservaram também, e para muitos, algumas histórias tristes. Nem só de churrascos, choppadas e azaração foram aqueles saudosos períodos. O personagem da nossa história é a prova viva disso.

Certa vez os colegas de turma marcaram de tomar uma cerveja num sábado à noite. Escolheram um bar na Barra da Tijuca e se esbaldaram com o líquido dourado. Durante as horas que passaram no bar, tudo aconteceu na mais perfeita paz. O problema foi a volta pra casa.

Depois que saíram do bar, seguiram em comboio. Alguns moravam perto, outros estavam de carona. No meio do caminho, pararam em um posto de gasolina, na avenida à beira-mar, para comprar umas cervejas. Bateram um papo, riram mais um pouco, até que nosso artilheiro sentiu o cheiro de gol.

A prima de uma colega da turma, uma paulistinha de 20 e poucos anos estava (digamos) oferecendo muitos sorrisos para nosso amigo. Sagaz, ele tratou de realizar uma aproximação estratégica e puxou assunto.

De filosofia às últimas da TV, nosso camarada encantou a moça com seu verbo. Estudioso das táticas de sedução, nosso atacante em pouco tempo conquistou a moça e o vuco-vuco começou.

Como estavam relativamente próximos de casa (nosso protagonista mora no prédio ao lado onde mora o “primo”), resolveram ir andando. De esquina e esquina paravam para uns amassos, ainda que lights já que o “primo” estava ao redor. Ao avistar um banquinho, o casal decidiu parar para curtir o visual e trocar beijos e mais beijos: “love in the air”.

Começaram a conversar sobre a vida, sobre faculdade, futuro... Nosso predestinado galanteador arrancava risos da mocinha e falava sobre as doçuras de ser solteiro do Rio de Janeiro.

Tudo corria às mil maravilhas naquele efêmero romance até que (jamais se soube o porque) a moça virou-se para nosso personagem e fez uma pergunta daquelas dignas de vestibular:

- Mas, me diga uma coisa: qual o meu nome?

“P@#$#@$%#%¨”, pensou nosso Don Juan carioca. Numa hora daquelas, depois de inúmeras latas de cerveja, tendo ela dito o nome uma única vez, como ele poderia lembrar?

A reação do nosso amigo foi a mesma de um atacante flagrado em impedimento: fingiu que não era com ele.

- “Então.. como estava te dizendo, tem uma boate muita legal aqui por perto”, disse o matador, na tentativa de tomar as rédeas da conversa.
- “Qual o meu nome?”, insistiu a paulista.
- “Seu nome, né?!. Eu sei o seu nome, to querendo é te falar da night do Rio, senta aí e fica calma...”

Foi em vão.
- “Ou você me diz meu nome ou eu vou embora”, disparou

Diante da inércia do artilheiro que, por mais que fizesse força, não conseguia lembrar o nome da menina de forma alguma, a paulistinha explodiu:

- Você é um filho da p@#$%@#$¨$%&. Só quer me comer e nem sabe a p!$@#$@ do meu nome! Vocês homens são todos iguais, não prestam mesmo!

Amigos, nobres amigos, o que fazer numa hora dessas?:

(a) Sair correndo de volta pra casa
(b) Chutar todos os nomes que vierem à cabeça
(c) Tentar argumentar: “poxa... eu fumo maconha desde os 13 anos, tenho problemas na minha memória seletiva... por falar nisso, quem sou eu?
(d) Enfiar a porrada no primo por não ter avisado que a prima era descontrolada
(e) Respondê-la: “Mas eu nunca disse que prestava...”
(f) Qualquer coisa que a fizesse parar de gritar


***

Fiéis leitores, nosso amigo ficou sem reação. O que será que aconteceu no passado da moça para ela ficar tão “P da vida” por ele não lembrar a P@#$@#%#$ do nome dela? A verdade é que não fazia a menor diferença... haviam acabado de se conhecer... e depois de muito álcool, esse esquecimento é totalmente compreensível... mas, vá entender as mulheres... oh, missão difícil!!!

9 comentários:

DUDU disse...

Sem dombar da dúvida letra (E): Mas eu nunca disse que prestava....
Sempre sincero !!!

DUDU disse...

Sem sombra de dúvida:
Letra (E): Mas eu nunca disse que prestava....
Sempre sincero !!!

Cam disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cam disse...

Meninos,

Saber o nome é o mínimooooo, coisinha básica!
Mas depois do leite derramado só resta optar pela E), afinal o artilheiro realmente não disse que prestava!

Ale disse...

Sugerindo outra opção:
"Eu fiquei tão encantado com sua beleza que não prestei atenção quando você me disse seu nome. Me perdoe." (Finaliza com um beijo na mão ou na boca, conforme ela permitir)

Anônimo disse...

Antes dela fazer a pergunta eu já pergunto o nome td dela, é batata!!! Ela vai falar o nome, e dps vc diz q sua prima tem o nome igual.
Sempre dá certo!!!

Anônimo disse...

Oppss!!!!! Eu queria me refirir ao sobrenome!!!!

Fernanda Andrade disse...

O blog é ótimo, mas essa história é de chorar de rir ! Fico imaginando a cara do "perna-de-pau" que perdeu de fazer o gol por uma bobeira dessas (risos). Bjs e boa sorte na próxima :-)
PS: Eu nem me espanto mais...Muito dificil pra vcs pensarem e fazerem gol ao mesmo tempo. Hahahaha

Anônimo disse...

Uma simulação de contusão, convulsão, ou algo trágico, seria uma ótima estratégia de jogo. (E tb uma história hilária!!)


Ass: Perna de pau.