sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A Mulher BR

Numa partida de futebol há 11 jogadores de cada lado. Próximo à linha lateral fica o técnico da equipe e o banco de reservas. Nesse banco ficam os jogadores que volta e meia entram durante o jogo para substituir um titular que se machucou, que levou um cartão amarelo ou que, simplesmente, não está atuando bem. Pois bem, mas vocês devem estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com Elas?! Calma, nos explicaremos!

É que hoje decidimos contar UMA história da famosa “Mulher BR”, ou seja, a “Mulher Banco de Reserva”.

A mulher BR é aquela que entra em ação quando uma titular sem condições de jogo, quando o cenário não é dos melhores etc. Enfim, a convocação, geralmente, surge por telefone e é precedida pela seguinte frase:

“E aí, tá fazendo o quê?”.

Por favor, meninas-pudicas-que-acham-que-toda-crítica-é-machismo, não taquem pedra antes da hora. Esse é apenas UM dos milhares tipos de mocinhas que estão por aí.

Prosseguindo... nosso camisa 11 há anos acionava a mesma mulher BR. Quando ficava sozinho em casa, lá ia ele ligar para a Mulher BR. Por vezes, quando voltava da noitada e passava perto da casa dela, ele dava aquela interfonada convocando para uma partidinha na escada do prédio. Perderam a conta de quantas aventuras já tinham protagonizado.

Um belo dia a consciência do nosso artilheiro o chamou para uma conversa:

- Pô, rapaz. Você só liga pra menina quando quer transar. Que tipo de homem você se tornou, hein? Ela tem sentimentos, diz que gosta de você e você fica aí, só usando a mocinha!

A consciência, em certo momento, pareceu ter encarnado o Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, e foi disparando em tom feroz:

- Tira essa cor, porque você não é o pica das galáxias. Você é moleque!

Nosso atacante parou para pensar. Reviu conceitos, lembrou dos momentos felizes ao lado da “BR” e, finalmente, decidiu procurá-la. O nosso personagem não queria a fama de canalha, calhorda ou coisa que o valha. Não que pensasse em colocá-la no time titular, mas queria mostrar para a mocinha que era um bom rapaz!

Um belo dia, determinado a levá-la para jantar, tomar um chope ou ir ao cinema, o Camisa 11 ligou para a Mulher BR.

- Oi, tudo bem? Como você tá?!
- Oi, que surpresa. To bem!, respondeu, entusiasmada.
- O que você acha de sairmos hoje para tomar um chope, ver um filme?, convidou o nosso craque, na tentativa de se redimir com sua consciência e mostrar para a menina que ele também tinha sentimentos, que se importava com ela.

É, prezados leitores, mas foi nesse exato momento que ela disparou a pérola:
- Hoje? Pô, to naqueles dias...

***

Se vocês repararem bem ele NÃO fez a proposta “vamos transar?” e nem proferiu a sentença “por favor, venha de saia!”. Ele, simplesmente, a convidou para um programinha a dois. Mas a Mulher BR não consegue acompanhar esse raciocínio e talvez nem tenha prestado atenção: ela só queria “aquilo” e ponto final!

Ok, ok, nosso atacante entendeu o recado. Por ele tudo bem! Ele queria um jantarzinho, ela não. E, como vocês sabem mesmo, a Culpa É Delas! Pronto!

O que se sabe é que depois desses acontecimentos, a consciência do nosso craque ficou um tempo sem importuná-lo! Ainda mais depois que nosso amigo decidiu dar o troco e encarnou o famoso Capitão Nascimento:

- Pede pra sair, pede pra sair!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Ela não tinha certeza...

Queridos e fiéis leitores, a história de hoje trata de um grande susto que muitos homens (despreparados) tomam ao longo da trajetória nas Olimpíadas da Azaração... Quando menos se espera, lá vem a moça e diz: "Oi, Você vai ser pai!".

Para quem nem imagina receber essa notícia e a tem de supetão, o susto pode ser fatal. Portanto, meninas, cuidado! Ainda mais no caso de hoje...

A trama se desenrola em um aconchegante bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro e um de nossos artilheiros foi testemunha ocular dos fatos. Em um prédio com cerca de 30 apartamentos, havia muitos jovens na idade das aventuras e descobertas. No 301, morava a mocinha dessa história. No auge de seus 16, 17 aninhos, era bonita e despertava muito interesse na rapaziada. Dona de curvas, ela já havia faturado alguns coleguinhas de adolescência...

Nas rodas de amigos, quando o assunto era mulher o nome dessa distinta menina logo surgia. E seguidamente, a indagação:

- Ih... vc também comeu?!

Certo dia um burburinho tomou conta das conversas no play e nas esquinas do bairro: ela estava grávida!

Para aqueles que estavam na "linha de tiro", ou seja, os que podiam ser o pai daquela criança, a notícia lhes tirou o sono. O alívio para parte deles veio quando a moça apontou o dedo para um: "O pai é o fulaninho do 501".

O mundo quase veio abaixo. Foram dias difíceis, responsabilidade em dobro e muita cobrança em casa. A família da moça bateu na porta do apê do rapaz cobrando atitude de homem. Ao "pai" não havia alternativa. Ele assumiu o bebê, acompanhou a gestação e a criança, finalmente, veio ao mundo.

Quem viu o bebê tinha a mesma certeza da jovem mãe: é a cara do fulaninho do 501. Mas ele, jamais se conformou e tirou da manga sua última carta: um pedido de exame de DNA, uma das maiores invenções do mundo moderno.

Das lágrimas ao sorriso, o tal do teste deu negativo. O fulaninho do 501 não era o pai daquela criança. Sabe-se lá o que passou pela cabeça da moça naqueles dias, mas na dos outros colegas de prédio a expressão era uma só: FU-DEU!

Determinada a achar o pai de seu filho, ela girou a roleta e disparou: o pai é o ciclaninho do colégio. Coitado, pobre rapaz. Sua vida virou um mar de acusações e cobranças. E enquanto isso, a rapaziada do prédio voltou a respirar aliviada.

Como sabemos a vida é dura. E nesse caso, pelo menos foi para a família da moça. O segundo teste de DNA também deu negativo. Ou seja, o ciclaninho do colégio também não era pai daquela criança.

Segundo reza a escrita, depois das duas tentativas, a jovem mãe desistiu de encontrar o pai do bebê. Pelo menos, nenhum outro teste de DNA foi pedido após aquelas semanas, em que o aconchegante e pacato bairro do subúrbio carioca viveu dias turbulentos.

***

É, caros amigos, não é fácil encarar uma acusação dessas! E por mais que eles repetissem: "Eu sou inocente. Não fui eu, tio", ninguém acreditou. Salvos pelo teste de DNA, os dois jovens nunca mais foram os mesmos! Passaram a ter mais cuidado após "a novela da mocinha do 301".

E olha que ainda tem mulher que se ofende quando perguntamos: "Tem certeza que é meu?".

Depois dessa história, essa pergunta é totalmente cabível! Não hesitem em fazê-la.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

O que mata é a frasezinha . . .

Mulheres do Brasil, chegou a hora de dar um basta! Na boa, vamos cortar as frases desnecessárias nos diálogos entre vocês e a gente. Nós, homens de bem-artilheiros-jovens-boêmios, não agüentamos mais. Vocês podem até argumentar e dizer que tem homem que pisa na bola, fala que vai ligar no dia seguinte e não liga... Mas esses não são da nossa estirpe. Portanto, nos sentimos bastante a vontade para realizar uma crítica ampla.

***

Tem uma frase tradicional para o término de relação. Seja o tipo de romance que tenha sido, essa frase aparece em 90% dos desfechos.

- Então tá. Acho que vai ser melhor assim. Mas ó, quero continuar sendo sua amiga, me liga de vez em quando!

* Não, mocinha! Não iremos ligar. A relação "acabou de terminar" e a probabilidade de seqüelas (ciúme, rancorzinho, etc) é enorme! Namoro ou casinho que terminou e logo virou amizade, na verdade, deixou de ser romance há muito tempo.

O Blog A Culpa É Delas sugere a substituição da frase acima, pela seguinte:

- Então tá. Acho que vai ser melhor assim. Foi legal, mas esse é o fim! Tentamos e não deu certo, então, é melhor evitar contato nas próximas semanas!

***

Essa frase é freqüentemente proferida, por algumas meninas, momentos antes do abate. Tentando se passar por pudica, elas tentam segurar suas vontades mais lascivas no início do vuco-vuco. E quando já não agüentam mais, pedem a realização de seus impulsos obscenos.... só que floreia tal demanda, enchendo-a de eufemismos. Nessas horas, as moças sempre soltam essa pérola:

- Eu quero que você faça uma coisa comigo. Algo que eu nunca fiz com ninguém!

* "Pera lá"... sinceramente, quem acredita? Qual o problema se vocês, meninas, gostam de algo que possa parecer não-convencional? Preocupar-se com "o que ele vai pensar" é pura perda de tempo! Se o cara achar o pedido um horror, quanto antes melhor. Concordam?!

***

Para encerrar o post de hoje juntamos três frases impactantes. Essas desculpas estão entre as mais odiadas.

Geralmente elas ocorrem no seguinte contexto: O casalzinho já saiu algumas vezes e depois de um tempo voltam a se encontrar. O rapaz, sempre propositivo, "chega" na mocinha. Ela, tentando pegar a tangente, solta as pérolas:

Desculpa odiada nº 1: - Ah, não... não rola! Sei lá! Você é muito bonzinho!

* P#@@#$%¨&&... Como assim?!? Será que nosso atacante teria que ser mau caráter?

Desculpa odiada nº 2: - Não dá mais. Não quero que você seja válvula de escape para quando eu estiver mal por causa do fulaninho. Ainda gosto dele.

* Não sabe brincar, não desce pro play. Será que elas nunca ouviram isso?!

Desculpa odiada nº 3: - "Olha. Acho que você gosta mais de mim do que eu de você. Mas quero continuar sendo sua amiga".

* Essa talvez seja a campeã. Elas pedem um cara que goste delas, mas quando o encontram elas falam isso. Das duas uma: ou não sabem pedir, ou não sabem o que querem!

***

Depois de ler todas essas frasezinhas e relembrar tantas outras que já ouvimos nessa longa trajetória pela Copa do Mundo do Flerte, poderíamos até nos sentir pra baixo, desanimados e (como diria o amigo de Joseph Climber) sem vontade de cantar uma bela canção. Mas não! Salve, salve a data: hoje é SEXTA-FEIRA!

Então, leitor amigo, prepare os uniformes, amarre as chuteiras. A partida está para começar. E se uma "frasezinha" dessa aparecer no meio da noite, não titubeie: mostre o cartão vermelho e mande o time de fora aquecer!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

O Amigo Guerreiro

Temos que reverenciar aqueles que se sacrificam pelos outros. Quando as peças do jogo parecem não encaixar e a conta promete ficar desigual, lá estão eles dispostos a salvar a noite dos camaradas. O post de hoje é uma homenagem a esse tipo, o chamado "Amigo Guerreiro".

Em um de seus "reveillons" por esse país, o nosso camisa 9, que acabara de acordar e almoçar, voltava ao quarto da pousada para um demorado banho de água gelada. Ele estava na Bahia e a única coisa que se via pelos arredores era diversão, azaração e muita música.Já dentro do box, ouve uns gritos: eram seus amigos (três matadores nessa Copa do Mundo do flerte) gritando seu nome da porta da pousada.

- Qual foi, fera?, nosso atacante pergunta, após sair do banho.- Desce aí, desce aí que tem coisa boa pra gente!, instigam.Nosso artilheiro que não era bobo atendeu prontamente à convocação.

Vestiu um short, e de toalha dobrada na nuca desceu as escadas. Seus amigos não estavam blefando e ao chegar na portaria, o protagonista teve uma bela visão.

Os três amigos estavam conversando com quatro mulheres e o papo ia "de vento em popa". Com a chegada do nosso camisa 9, o número da conta ficava par. As conversas iniciais começaram e um audacioso convite feito pelos rapazes colocou aqueles oito corpos dentro do quarto da pousada.

Papo vai, papo vem e nada de rolar o primeiro beijo. Apesar do cenário equilibrado, um deles teria que fazer uso da intrepidez humana: entre as quatro havia uma INHA (Dúvida? Consulte o post do dia 17/08).

Nosso camisa 9 sempre admirou a "guerreiragem" e coragem de um dos daqueles três amigos que estavam na viagem. E esse amigo não iria decepcioná-lo. A cena é daquelas: eram quatro homens e quatro mulheres dentro de um quarto.

Na cabeça de cada um rodava a pergunta: "Po, vou nessa ou naquela ali?" (...) "Que dúvida. Será melhor chegar na loirinha ou nessa morena?".

O que faltava, queridos leitores?

E foi nesse momento de incertezas e veleidades, que o "Amigo Coragem" cumpriu seu papel histórico e fundamental para a alegria de todos os outros.

Sem dar mais tempo para papo furado, ele tomou atitude. Com admirável ação e desenvoltura, lá foi o "amigo coragem" para cima da INHA. Foi a deixa... no beijo do primeiro casal todos os outros se formaram rapidamente e começou a pegação generalizada.

Foi um tal de beijar uma, respirar um pouco, beijar a outra, que, por sinal, era melhor ainda. Nosso camisa 9 foi "frio" como todo artilheiro consagrado: atacou apenas duas meninas (que em sua opinião eram as mais bonitas).

Lembranças desses dias são as mais agradáveis. Ficou faltando o gol, nosso craque reconhece. Mas diante da situação foi feito o que dava. É que dois dos amigos voltariam de ônibus para o Rio ainda naquela tarde e não podiam demorar muito na pousada. O vuco-vuco final, então, ficou marcado para maistarde, só que, apenas, para metade deles. As meninas se despediram e prometeram ao camisa 9 e seu "Amigo Guerreiro" que passariam de noite na pousada.

***

Salve, salve o Amigo Coragem! Valente guerreiro da azaração! Figura indispensável e sempre bem-vinda. Se não fosse ele o que seria de nós?

Bem, essa história nos faz analisar um outro lado: se o cenário fosse o inverso, se entre os quatro personagens houvesse um INHO. Será que alguma delas iria partir pra cima e salvar a tarde das amigas?

Será que alguma de vocês poderia responder a questão? Ok, ok, vocês tem a primavera inteira para pensar!

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mocinha distraída...

O problema, amigos, é o descuido. E por causa dele, nosso amigo foi obrigado a ver uma cena, que acredito que todos nós dispensaríamos. E a mocinha, descuidada, foi a grande autora de toda a situação.

Nosso artilheiro acabara de entrar no motel com a mocinha. Naquela empolgação da chegada ele já partiu para cima com tudo, tal qual Maradona contra a Inglaterra na Copa de 86.

Começou pelos trabalhos manuais e logo passou aos beijos e mordidas por toda parte. Sua camisa e calça já tinham voado pelo quarto. Moça correspondia e fazia uso das unhas.

O vuco-vuco foi evoluindo, mas a mocinha resolveu dar uma parada.
- Calma aí, tenho que ir ao banheiro antes, disse.

Ele já estava na pequena área, pronto para balançar as redes e, forçadamente, teve que voltar a jogada. "Tudo bem. Vai ter segundo tempo e prorrogação", pensou nosso amigo.

Enquanto sua companhia estava no banheiro deu um pulo no frigobar e pegou uma cerveja. Perfilou as camisinhas na cabeceira da cama e ligou o som. Nisso a moça abre a porta do banheiro. O faro do atacante atiçou: era a hora do gol!

Já despida e ainda à porta, ela provocou nosso protagonista:
- Agora eu sou toda sua!

Ele permaneceu deitado, enquanto ela, engatinhando, ia a seu encontro. Relaxado, o artilheiro ficou admirando-a, passou a mão pelo rosto da menina e foi deslizando pelo corpo quando... (Eh, amigos, é nessa hora que entra o tal do descuido).

O matador olhou para o vidro no teto, a fim de contemplar sua conquista por inteira, e notou que havia um pedaço de papel higiênico preso às nádegas da moça.

Ele achou graça, embora tenha cortado um pouco o clima. Respirou fundo, abraçou-a forte e pensou alto:
- Que rabinho, hein!, em tom irônico.

A moça ouviu e completou de primeira:
- E você ainda nem me viu rebolando...

***
Caros leitores, como vos falei antes, o problema é o descuido. Mas artilheiro que se preza não perde gol cara-a-cara. Nosso amigo contornou a situação e deu prosseguimento à partida. Apesar dos pesares, não se pode desistir. E a vocês, meninas, deixamos um recado: um descuido na pequena área pode ser fatal! Não imaginem, depois, que a culpa é nossa!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A Possessiva – Parte III

O fim da trilogia da “menina-babaloo”

Preparem-se, caros leitores, chegou a hora do desfecho desse psico-drama:

A possessiva e suas investidas já haviam virado piada quando nosso grande atacante adentrou na Lapa, em plena segunda-feira de março. Não, meninas, o protagonista não é um vagabundo. O motivo para estar no berço da boêmia jáno início da semana era nobre: o aniversário de uma amiga, em uma taberna na rua Mem de Sá.

Logo que chegou pediu um chope e foi cumprimentar os presentes. Bateu papo numa rodinha, deu umas boas risadas. “Como a vida é maravilhosa”, pensava.

Nesse momento, sentiu seu celular vibrar. Era uma mensagem. O camisa 11 ficou ansioso. Abriu um sorrisinho e deu mais um gole no gélido líquido. Ao ler a mensagem, um susto. A mensagem o atingiu como um soco no estômago.(Preparem-se, amigos, iremos reproduzir o texto que nosso amigo recebeu).
“Olhe para a primeira mesa, na primeira fila!”.

Vocês devem imaginar o que nosso amigo fez. Não, ele não olhou. Ao contrário, correu para o fundo do boteco e tentou esconder-se atrás da tulipa. Mas não foi suficiente. Um mísero minuto depois, ela ligou para ele, que determinado a dar um basta na história a atendeu:
- Poxa, vem aqui embaixo falar comigo!

O nosso personagem respirou fundo, desceu as escadas e foi ao encontro da possessiva.
- E aí, tudo certo?, disse o artilheiro dando o pontapé inicial na conversa.
- Melhor agora, disparou a moça, tal qual Júnior Baiano na canela de seus adversários.

Ele riu para descontrair, mas pressentiu o pior. Só não sabia que o pior viria na terceira frase dela:
- Volta pra mim.

Pára tudo! Volta pra quem? Calma aí, voltar o quê, donzela?! Hein?! Hã?!

É, prezados. Ela soltou essa pérola...

A série de elogios e pedidos de reviver uma história que nunca aconteceu continuou por alguns minutos.
- Acredita em mim: eu gosto de você, me dá mais uma chance!

Dito isso, a moça tentou provar que realmente gostava do atacante (Não que ele duvidasse!), e fez uma confissão daquelas:
- Olha, eu estava passando por aqui de ônibus, te vi atravessando a rua e entrando nesse bar. Saltei e vim aqui te ver. Eu estava indo para o aniversário de um amigo na rua do lado, mas preferi vir atrás de você.

O caso era sério, pior do que ele imaginava! Nosso atacante por instantes pensou que estava usando aquele "famoso" desodorante, que a propaganda dizia que as mulheres avançavam. Só que para seu terror, apenas ela, a possessiva, era atingida pelos efeitos da atração. Que pesadelo!

O camisa 11 deixou o discurso amistoso de lado e foi direto: a distância era o melhor para os dois. Pediu que ela fosse embora, disse que estava namorando e que nunca mais o procurasse. Ela concordou em ir embora, mas com a condição de que ele pensasse com carinho nela. Nosso protagonista não respondeu.

Finalmente retornou às rodinhas de papo e às tulipas de chope. Por momentos chegou a achar graça de toda aquela situação e comentou com os camaradas as loucuras da possessiva. As horas passaram e os assuntos foram variando: futebol, trabalho, política, carnaval e mulher.

Três horas depois o telefone do nosso amigo volta a tocar. (O quê? Vocês não acreditam?? Mas era sim, caros leitores... era a possessiva novamente). O artilheiro, então, entregou o telefone para que um amigo atendesse.
- Oi... Ele foi ao banheiro, liga depois!, despistou o amigo, que em seguida caiu na gargalhada. Não conseguia se conter.
- Pára de rir, cara! Ela vai perceber que é mentira, repreendeu o Camisa 11.
- Hahahahahaha... ela disse que está te vendo, tá no outro lado da rua!

E era verdade. A possessiva estava atrás de uma banca de jornal do outro lado da rua, observando nosso artilheiro. Atrevida, foi ao encontro do nosso craque. Só que, resoluto, ele a ignorou e ela foi embora.

***

Bem, esse poderia ser o fim dessa história. Mas nosso atacante continua a freqüentar as noites do Rio de Janeiro e a Possessiva, pelo que se sabe, está solta por aí. Só que depois dessa, nosso amigo prometeu nunca mais ignorar os sinais. E se um reencontro acontecer, o protagonista promete deixar as chuteiras temporariamente de lado e se transformar em velocista. A Culpa É Delas propõe: Por um mundo sem sufoco, não ignore os sinais!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

A Possessiva - Parte II

Continuando a história do último post, segue o drama:

Nosso amigo não percebeu os sinais e continuou a manter contato com a moça. Aquela noite demorou a acabar, depois do samba no Largo de São Francisco da Prainha, o casalzinho esticou no Beco do Rato, na Lapa. Depois de beijos, abraços e algumas cervejas atingiram "aquele" estágio de interação e deram "aquela" esticadinha a mais.

Depois disso, trocaram telefones. A atração era recíproca, nosso artilheiro não nega. Mas o carnaval chegou e cada um ficou de um lado. Ele permaneceu no Rio de Janeiro atrás dos mais diversos blocos; ela, viajou com os amigos.

A distância durante a folia, no entanto, não aplacou a vontade. Voltaram a se falar pós-festejos e marcaram de se ver na quinta-feira depois da quarta de cinzas. Um resistente bloco de carnaval desfilou próximo à Câmara Municipal e atrás da batucada estava o casal dessa história.

Ele encontrou um amigo e logo apresentou à moça. Sentaram-se e começaram a tomar uma cerveja enquanto o bloco concentrava. Pouco depois, ele encontrou um conhecido. Este estava acompanhado da namorada e da irmã.

Pois bem, o espaço na mesa já não era mais o adequado, então, todos ficaram em pé saboreando o gélido líquido levemente dourado e com espumas refrescantes. Nesse momento surgiu o segundo sinal:

- Você não vai me apresentar seus amigos?, questionou o "chicletinho".
- Po.. Meu amigo te apresentei. Esse outro é apenas conhecido. Essas meninas eu nunca tinha visto antes, encerrou o assunto o camisa 11.

Enfim, vida que segue. Para um bom matemático da night carioca ou simples pessoa sensata acostumada com as badalações noturnas a situação que se configurou era equilibrada: três mulheres e três homens.

Mas não, amigos! As possessivas não conseguem enxergar isso.

Nosso protagonista, enquanto interagia com o pessoal sobre o samba campeão daquele ano, virou-se algumas vezes e falava baixinho com o amigo que estava solteiro. Na maior parte do tempo, o incentivava a puxar assunto com a irmã do conhecido.

Mas, não, amigos! As possessivas não conseguem entender isso!

Depois da terceira ou quarta fala ao pé do ouvido, ela virou-se para o personagem dessa história e decretou:

- Se você continuar olhando para frente, eu vou começar a olhar para os lados.

O atacante balançou. Afinal de contas, o que estava passando por aquela mente? Sorridente, ele preferiu ironizar, embora tenha percebido que o romance de carnaval havia perdido o brilho. E a culpa não era dele!

- Vivemos em um país livre, minha cara! Você pode olhar para onde quiser, pra cima, pra baixo, pra esquerda e pra direita, disse, segurando um riso.

Entre um gole e outro, o camisa 11 só pensava em uma coisa: será que saindo correndo pela rua do lado, ela iria atrás e aos berros de "você é meu"?

Conteve-se e preferiu continuar com as ironias. Na hora de se despedir, foi claro com a mocinha:

- Olha, acho que você está exagerando. É melhor cada um ir para o seu lado.
- Não, que isso. Eu estava só brincando. Não falei sério. Você achou que fosse sério?, tentou argumentar a grudenta.

- Pensa no que você fez. To indo, porque senão perco o metrô.

Dias depois, a possessiva iniciou investidas via SMS: "Precisamos conversar". "Me dê mais uma chance" e coisas do tipo. Uns dez dias depois e cansado daquela situação, nosso protagonista prometeu que na segunda-feira seguinte daria uma resposta. Ela aguardou o prazo e nosso amigo deu sua posição, por mensagem de telefone: "Não rola mais. Acho melhor as coisas ficarem como estão: cada um de um lado".

Invocada, ela respondeu com fardas: "Que pena. Você que sai perdendo".

O mocinho deste post riu e sentiu-se aliviado, achando que aquele era o fim da história.

Mas não, amigos! As possessivas não sabem interpretar as despedidas!

Nos dias que seguiram, a moça descobriu o orkut do rapaz. Deixou em sua página algumas mensagens carinhosas e trechos de músicas de Celine Dion, Mariah Carey, Norah Jones e coisas do gênero. Vasculhou as comunidades, e deixava scraps do tipo: "uhm.. vc gosta de ir no lugar tal, é? Eu tb... Mtos beijos!"

Três semanas depois o destino colocou a possessiva e nosso matador cara-a-cara mais uma vez. Bem, o destino e a euforia incontrolável da moça.

Isso vocês só vão entender no próximo post. Aguardem!

***
Amigos, amigos... Como assim a moça o ameaça no segundo encontro?

"Se você continuar olhando para frente...": a frase ficou na cabeça do mocinho por dias e dias. Ligações, mensagens, scraps... a possessiva usou toda a tecnologia disponível para sufocá-lo. Embora tenha vacilado ao ignorar o primeiro sinal, o camisa 11 recuperou-se e retomou o domínio do jogo: chutou pra escanteio e pediu substituição.

Por hora, fiquem com mais um conselho: se logo no início ela COBRAR ser apresentada aos amigos, saia correndo. Quem merece exibição é troféu e faixa de campeão.