terça-feira, 30 de outubro de 2007

A Mulher Tarja Preta

Era mais uma sexta-feira no Rio de Janeiro e nosso artilheiro já previa uma bela partida. Depois do trabalho, passou em casa, tomou banhou, vestiu-se e partiu rumo ao gol. Naquele dia, uma amiga do nosso protagonista estava comemorando aniversário no Teatro Odisséa, na Lapa. E lá foi nosso craque, sempre propositivo e destemido.

Logo na chegada foi começando os trabalhos e pediu um chope: nada como o refrescante néctar de cevada para animar a disputa da famosa Copa do Mundo do flerte. Cumprimentou os amigos e a aniversariante. Bateu um pouco de papo aqui, acolá e antes que pedisse o terceiro chope avistou seu alvo: morena, alta e curvilínea! “Sensacional”, pensou nosso amigo, enquanto a observava dançando.

Mas, antes que pudesse puxar um papo com a moça, uma outra amiga resolveu alugá-lo. Sabe-se lá porque algumas mulheres adoram contar problemas com o ex em plena festa, numa sexta-feira, no Rio de Janeiro! Paciente, nosso Don Juan dos trópicos, ouviu os lamentos da mocinha e quando ela deu indícios de que começaria a falar dos problemas do “ex-ex”, pegou a tangente e partiu pro meio da pista de dança.

Alías, era lá que ela estava: A morena!

O primeiro contato foi o tradicional olhar “e aí, beleza?!”. Ela riu, levantou os braços e continuou dançando. Resoluto, nosso amigo partiu pra cima e puxou assunto. Depois de algumas frases em alto tom ao pé do ouvido, resolveram conversar num cantinho longe das caixas de som.

- “Você está sozinha?”, quis saber o craque.
-“É, minhas amigas foram embora”, disse.

O papo fluiu e pouco depois se entregaram aos beijos e abraços calientes. Conversaram sobre trabalho, música e as boas do final de semana, embora, por vezes, ela desse respostas que não se encaixavam nas perguntas. Lá pelas tantas, ela demonstrou aflição, fez cara de quem queria ir embora. O alvo daquela noite tinha um “tique nervoso”. Começou a coçar a nuca e morder o lábio inferior, ao esboçar uma despedida. Nosso camisa 9, então, tratou de sugerir uma esticada e ele sentiu que havia terreno para isso.

- “Fica mais um pouco”, pediu.
- “Eu preciso ir”, argumentou.
- “A gente podia dormir aqui pelo centro mesmo, o que acha?!”, soltou o protagonista recebendo um sorrisinho danado da moça.

Se agarraram, beijaram-se mais vezes e o fogo lastrou. Então, ela proferiu a frase que todos os atacantes das Olimpíadas da Azaração esperam ouvir numa hora dessas:

- “Vamos lá pra casa?!”

“É a glória, é o auge”, vibrou nosso personagem. Chegando na casa da mocinha, nosso amigo tratou de agir, atuando em todas as modalidades.

- “Ai, eu to quase naqueles dias. Não sei se vai ser legal”, disse, enquanto tomava um gole de água e um comprimido para dor de cabeça.
- “Eu que bebo e você que fica com dor de cabeça?”, brincou ele, para depois retomar os trabalhos: “Olha nem ligo pra essas coisas. Eu quero você”, retrucou.

No caminho para o quarto, ele reparou que duas prateleiras da estante dela estavam meio que quebradas, desarrumadas e algumas coisas no chão.

- “Ai, foi meu gato. Ele vive subindo aí”, justificou.

Gato, gata, bicho de pelúcia ou estimação pouco importava para nosso amigo. Ele só pensava no gol que estava por marcar. E a noite foi daquelas! A morena parecia não cansar e nosso amigo não esmoreceu, chegou junto. Que golaço!

De manhã, ele despertou lentamente e relaxaaaado. A moça estava ao computador fazendo algo. Ele a olhou, mexeu-se na cama. Ela percebeu os movimentos e foi em sua direção, deu um beijo no matador e caminhou para o banheiro.

-“Você é maravilhoso. Fazia tempo que não tinha uma noite dessas, finalmente bons ventos sopraram ao meu favor”, falou a presa.

Ela foi ao banho e enquanto isso, ele começou a preparar a camisinha para a próxima “partidinha”. Procurou na carteira, no bolso da calça e só depois lembrou que havia deixado uma ou duas em cima da cabeceira dela.

Esticou-se para pegar a embalagem do preservativo. A gaveta estava entreaberta e a camisinha acabou caindo dentro. A riqueza de detalhes desse momento pode até causar estranheza aos nossos leitores, mas serve para reconstruir o momento em que nosso centroavante viu o sonho virar pesadelo, quando nosso amigo sentiu-se naquele lugar onde “o filho chora e a mãe não ouve”. Dentro da gaveta, amigos, havia duas caixas de remédio: um era Diazepan, o outro Clorpromazina. Em volta da caixa uma enorme TARJA PRETA. O desespero de nosso baluarte aumentou quando ele deu uma rápida lida na bula do Clorpromazina, onde dizia: “substância anti-psicótica clássica ou típica. Sendo uma substância protótipa no tratamento de pacientes esquizofrênicos”.

- “Anti-psicótica? PQP... peguei uma Mulher Tarja Preta”, exclamou.

À luz da manhã, ele começou a reparar no interior do quarto da moça. Embaixo da cama havia livros de auto-ajuda. Levantou-se rapidamente e foi até à cozinha da Mulher Tarja Preta, também conhecida com MTP. Procurou no outro quarto e não achou nenhum gato. Foi até o computador e viu que havia uma janelinha do msn aberta. Nela, a última frase da MTP: “to saindo com um homem maravilhoso. Ele tá aqui em ksa.... axu que vai virar caso sério, amiga!”.

Nossa! A sensação foi a mesma que ser atingido por um “canhão” do Roberto Carlos (o lateral que ajeita meião em lances decisivos). Ele, então, parou para pensar na noite anterior.

- Será que realmente tinha alguma amiga dela lá? Ou será que ela é uma dessas loucas que vagam sozinhas? Ontem ela tomou remédio pra dor de cabeça ou será que era um desses tranquilizantes? Ela me disse que estava quase naqueles dias, ou seja: pode rolar uma TPM! Céus, imagine a MTP de TPM?!?!

Nosso craque não pensou duas vezes, antes que ele tivesse um surto psicótico diante de tantas dúvidas ou que ela saísse do banheiro gritando e com uma tesoura na mão, ele vestiu a calça e meteu o pé.

***
É, caros, essa foi por pouco! O protagonista até que achou a moça interessante Mas, analisando depois, percebeu que algumas coisas que ela falava não tinham nexo. Quando ele achou que havia encontrado uma mulher bonita, independente e “disposta”, descobriu que ela era também Tarja Preta. A MTP é aquela que além de ser louca, consegue te enlouquecer também, mas no sentido literal da palavra. Aí, não dá, né?! Como dizem por aí: “É difícil arrumar pouso nessa guerra dos sexos”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Ela tinha uma fantasia, já ele...

Amigos e amigas do Blog a história a seguir é surpreendente. Por causa de uma demanda do trabalho, um dos nossos artilheiros começou a entrevistar os amigos sobre as fantasias sexuais de homens e mulheres. Queria saber o que Elas preferem, o que Eles não curtem muito, o que Elas consideram imprescindível, enfim....

Uma das amigas do nosso craque contou-lhe uma história, que ouviu na mesa do bar recentemente. Vamos aos fatos:

A mocinha da nossa história estava toda serelepe para encontrar com rapazinho que estava saindo. Ela tinha uma fantasia e queria realizá-la a qualquer custo.

Sabendo que seu par já estava em casa, ela foi ao seu encontro. A fantasia dela era a seguinte: encontrar seu atacante usando apenas uma gabardine, sem nadinha por baixo.

E foi isso que ela fez.

Quando o camarada abriu a porta, ela, mais que depressa, abriu a gabardine para ele. Surpreso e consternado ao mesmo tempo, ele soltou:

- “Pelo-amor-de-Deus, vai embora! Minha avó morreu e minha família toda está aqui”, disparou.


***
Jovens, jovens, que história triste! Ter fantasia é ótimo, sem dúvidas. Mas, peralá, né! É preciso o mínimo de cuidado, senão tudo pode dar errado...

Imagina se a família do protagonista visse a cena: a moça lá, peladona, balançando as coisinhas??. De fato iriam pensar: “nem nessas horas ele toma jeito”.

Pois é... vocês sabem: A Culpa É Delas!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Carioca, poeta e boêmio...

Igual ao “poetinha vagabundo” essa terra não viu. O Blog A Culpa É Delas pede licença a todos que antes de nós têm o direito de prestar esse tributo para fazer uma simples homenagem àquele que com toda maestria e propriedade retratou em versos, páginas e refrões a magia do carioca, o encanto das garotas de corpos dourados e a grandiosidade do amor.

Se vivo, Vinícius de Moraes teria completado 94 anos nesse mês, no dia 19 mais precisamente. Amante incorrigível, errante por necessidade, dono de um brilho imprescindível. Nesse mundo hoje, diante do que vemos e ouvimos: que falta faz Vinícius. Bem, para os apreciadores da boa arte, deixou seu recado: “Mas tudo isso não adianta nada... se nesta selva escura e desvairada... não se souber achar a grande amada... para viver um grande amor!”

Culto de berço, carioca por natureza e boêmio em sua essência, o nosso poeta plural e diplomata flanou pelo mundo por décadas atrás do grande amor. Para encontrá-lo nas mulheres, por exemplo, conquistou os mais variados tipos: altas, baixas, loiras, morenas, independentes, confusas, determinadas, ambiciosas... Buscou tanto que casou-se quase que DEZ vezes. Diante de tantas tentativas e términos, quem sabe o que ele diria se perguntássemos de quem foi a culpa? Talvez respondesse como no Soneto da Inspiração: “A culpa é de te amar”. Bem, nesse caso e resumindo, fica claro: A Culpa É Delas.

Folganças à parte, em lembrança ao mestre Vinícius de Moraes deixaremos aqui registrada uma das mais belas criações de sua vasta e apaixonante obra, que nos foi deixada como uma espécie de herança:

Cartão Postal

Rio de Janeiro
Meu "Riozinho" de Janeiro
Minha São Sebastião do Rio de Janeiro
Cidade bem amada!
Aqui está o teu poeta para dizer-te que te amo,
Te amo do mesmo antigo amor
Que nada no mundo, nem mesmo a morte poderá nos separar

Quero brincar com a minha cidade

Quero dizer bobagens
E falar coisas de amor à minha cidade
Dentro em breve ficarei sério e digno, provisoriamente
Quero dizer a minha cidade que ela leva enorme vantagem

Sobre todas as outras namoradas que tive!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ela podia ter roubado meu coração...

Algumas de nossas leitoras vivem nos dizendo que adoramos contar vantagens (o que é algo totalmente descabido: apenas contamos nossas histórias). E para provarmos que o propósito do blog não é o que elas dizem, iremos contar uma história pra lá de triste, na qual nosso artilheiro foi, literalmente, ludibriado. Ah, denodados leitores, a culpa, vocês sabem muito bem de quem é, né?

Bem, vamos aos fatos: nosso nobre artilheiro fazia sua pré-night na lojinha de conveniência de um posto de gasolina, próximo à sua casa. Cervejada rolando, amigos por perto, até que, em meio ao bate-papo com os camaradas, a “FULANINHA” foi apresentada ao nosso craque. (Como uma espécie de alerta, até poderíamos quebrar nosso protocolo e citar o nome dela, mas nosso protagonista, realmente, não se lembra mais).

Ele estava numa noite feliz: brincava, arrancava risos dos amigos. Andava de um lado para o outro, sempre interagindo com grandes companheiros da missão noturna. Para a estranheza do camisa 9, a “vítima em potencial” o seguia a medida que ele circulava pelo recinto. Ele ia comprar mais cerveja e ela ia atrás. Parava para bater papo no canto esquerdo da roda, e lá estava ela. Exímio matador da pequena área, nosso personagem resolveu conhecer a moça.

Ela foi receptiva. Disse que era estudante, recém chegada de Vitória e conhecia poucas pessoas no bairro. Poucos minutos de conversa depois, mas com muitas cervejas na mente, nosso centroavante foi indagado:

- “Onde será a NOSSA noitada?”, disparou a moça. (hã?!, como?!, será tão fácil assim?!?)
- “Pô, eu vou pra TAL LUGAR. Você vai comigo?”, correspondeu o artilheiro. - “Só se você me levar para trocar de roupa em casa”, condicionou.

A maldade já imperava a mente do matador e as intenções não paravam de borbulhar.
- “Mas é claro!”, decretou o baluarte.

Ela era loira, alta, magrinha, seios fartos, tatuagem nas costas: um mulherão. Mas também tinha uma outra característica, nem tão interessante. Bem, vida que segue.

Os dois entraram no carro, a casa dela ficava a 1km do posto. Na porta do prédio da loira os primeiros beijos, bons, quentes começaram a acontecer... e ela o convidou para subir.

-“Tirei a sorte grande”, pensou nosso amigo.

Subiram se pegando fervorosamente pela escada, entraram pelo apartamento e mais pegação. Foram para o quarto dela e aí, expectadores do Blog, a maldade dela.... SIM... a maldade dela começava a imperar.

Nosso craque foi com tudo, mas quando a moça estava só de calcinha, ela sentenciou:

- “AGORA NÃO. VAMOS ESPERAR ATÉ O FIM DA NOITE. QUERO MUITO VOCÊ”, disse.

Como pode?! Logo o nosso artilheiro, um intrépido desbravador, foi cair no conto do “ainda não é a hora”.

Pois bem, ele conformou-se e ficou vendo DVD, enquanto ela se arrumava. Passaram por outro posto de gasolina, encontraram uns amigos e foram para a festinha. Beberam todas, muitas, muitas mesmo. Tantas, que nosso camisa 9 balançou e ameaçou dar “Game Over”. E quando não se esperava mais nada, ele deu um “Continue”: pegou o carro, chegou até a casa da mocinha e subiram... Pega daqui, mão ali, boca acolá... e eis que ela foge de novo:

- “Peraí, vou fazer algo para comermos”.

O camisa 9 ainda pensou “ainda precisa?”, mas aceitou a proposta. Sentou-se no sofá, esperou, esperou, (ô, comida demorada). Esperou tanto que acabou dormindo no sofá.

Era um domingo e poucos minutos depois acordou, olhou o relógio para seu desespero: estava atrasado para o trabalho. Meio tonto ainda, não acreditava que tinha perdido um “vuco-vuco”, mas não tinha tempo para lamentar.

Levantou rápido, pegou suas coisas (???) no móvel da sala e se mandou. Quando chegou em casa viu que não tinha condições de ir trabalhar. Ligou para o trabalho e negociou chegar mais tarde. Ok!

Horas depois, ao levantar veio O SUSTO. Um de seus celulares havia sumido.

- “Será que perdi na noitada? Não eu me lembro de ter subido para a casa da FULANINHA com os dois”, tentava se lembrar.

De tarde, começou a ligar para seu número desaparecido, até que, de noite, alguém atendeu.

- “Não, eu comprei esse celular hoje em uma loja de conserto”, informou a voz do outro lado da linha.

- “Onde é essa loja?”, questionou o atacante.

Nosso artilheiro estava possesso de raiva. Entrou na loja, chamou o dono.

- “Você vendeu um aparelho tal tal tal hoje?”, quis saber o craque
- “Vendi Sim! Uma moça loira, alta. Com uma tatuagem nas costas me vendeu. Disse que era um presente de um namorado, mas que para esquecê-lo estava se desfazendo”, argumentou.
***

Pois é, amigos. Ela podia ter roubado o coração, os pensamentos, o vigor da juventude nas noites em claro, mas preferiu ROUBAR o celular do nosso camisa 9. Em tempo: nosso artilheiro conseguiu recuperar o celular na lojinha, o dono era honesto e desfez o negócio ao ser avisado do roubo. A danada jamais voltou a ser vista. Cuidado, jogadores, muito cuidado!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Elas fazem lobby... elas gooostam!

Sabemos que o mundo não seria melhor se todas as mulheres fossem “diretas”. É preciso o contraponto, principalmente, para dar aquele equilíbrio. Mas estamos achando a maior graça de algumas indiretas que estamos recebendo desde que o Blog foi ao ar.

Se vocês, nobres leitores, repararem bem algumas distintas menininhas fazem lobby o tempo todo. Para quem tem namorada ou algo parecido e de vez em quando topa aquele passeio no shopping (amigos, fujam desse tipo de programa. É altamente prejudicial), sempre rola a velha tática da “paradinha” que, nesses casos, precede o lobby. A idéia da visita ao shopping é para ir ao cinema ou comer algo na praça de alimentação, mas quando elas passam em frente daquela loja que adoram, elas dão aquela “paradinha” (Tal qual Romário antes de cobrar um pênalti). E com aquela cara de “menor abandonado” proferem:

- Linda essa blusinha, né?! Pena que tá cara...

Nossa, que indireta!E tem gente que nem percebe. Dá pra acreditar?!

Mas tem pior. Têm aquelas que te convidam no dia (sagrado) do futebol com a rapaziada para ir na festa de uma amiga dela. Tipo aquelas festinhas na casa da aniversariante, com foundie e um monte de gente que você nunca viu. Caramba, é dia do futebol! É lógico que você vai negar. Aí quando você está a sós com ela, naquela clima, ela faz o “lobby do mal”.

- Uhm... tá me dando uma dor de cabeça.
- Logo agora?
- É... tava pensando aqui... você não que ir na festa da minha amiga... eu fiquei chateada, sabe?! Aí começou uma dor de cabeça...

Golpe baixo! Baixíssimo!!! Se você já sofreu com o “lobby do mal”, não fique irritado: não és o único.

Bem, mas hoje vamos dividir com vocês a “cavadinha”, uma outra espécie de lobby, que algumas mocinhas andam fazendo para figurar no A Culpa É Delas. É impressionante como algumas mulheres enrolam para pedir o que querem.

Umas garantem que nem lêem o blog, mas em um descuido fatal se entregam:
- “Nossa!!! Aquela história na Fundição aconteceu mesmo?”
- “Ué, você lê o blog?”
- “Ah.. só li esse dia”, tenta despistar.

Pois é, caros leitores. Elas estão impossíveis!

Há outros tipos. A tradicional “mulher cavadinha” tem sempre a mesma reação ao comentar nossas histórias. Elas conhecem o blog, reclamam de alguns posts, mas, ainda assim, aprontam com nossos protagonistas.

Certo dia, uma das vítimas dos nossos artilheiros, percebendo uma mancada, pediu:
- Ó... não quero virar post por isso, olha lá, hein!!
- Tudo bem. Nem estava pensando nisso, afirmou convicto o atacante.

Irreverente e sempre determinado, nosso craque resolveu por uma pilha e ameaçava a mocinha a cada escorregada. Bem, mas a “Mulher Cavadinha” não se conforma em não ser retratada em nossas histórias. Tempo depois, essa mesma menina começou a interagir sobre os posts:
- “Aquela da “Amiga Ursa” foi com você? Tenho certeza que foi”, instiga.
- “A gente não fala sobre isso”, bate o martelo o rapaz.

Percebendo que o protagonista não vai dar linha ao assunto, ela dá a cartada final. Para a nossa surpresa, a “Mulher Cavadinha” revela sua vontade:
- Tá bom, então escreve o post. Mas só porque quero ver o que você acha do assunto, pra saber como você vai abordar...
***
Ok, ok, meninas! Para não dizer que não fazemos a vontade de vocês. Aí está nossa singela homenagem. Cavar um espacinho no blog até que foi fácil, difícil mesmo é dividir a tal da conta!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A Pé de Freezer!

Amigos, amigos não se deixem enganar. O post de hoje é na verdade um alerta contra a "Pé de Freezer", figura que leva azar ao seu clube do coração justo naqueles dias que ele não pode perder. Bem, respeitamos quem pensa diferente, mas futebol é paixão nacional e com paixão não se brinca!!

Todo dia de jogo, torcedores como nós, artilheiros da night carioca, fazem seu ritual a caminho do estádio. Muitas horas antes, começam as ligações. Os amigos querem saber onde se encontrar e a resposta está na ponta da língua: "no lugar de sempre, ora!".

E lá vamos nós, apaixonados e sempre acreditando na vitória. Só que, adaptando Carlos Drumond de Andrade, "no meio do caminho tinha uma pé de freezer". Elas surgem, geralmente em dias de clássico, quando tudo pode acontecer no Maracanã.

Nossos craques estavam temerosos, sabiam que Elas poderiam estar por perto. E bastou um minuto de jogo para que elas se revelassem: "AAAAaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh!".

Não sabemos o que passa na cabeça das "Pé de Freezer", mas quando o ataque adversário ameaça a nossa zaga, elas abrem o berreiro. Na verdade basta que a bola seja alçada na área, ainda que sem perigo de gol. Talvez pensem que com o grito irão afastar nossos antagonistas. (Bem, é bem capaz que um dia isso realmente aconteça). Ao final dos gritos, as "Pé de Freezer" sempre soltam a pérola: "Ai, desculpa, mas eu não consigo (deixar de gritar)".

Exatamente, nobres! No último clássico, elas estavam lá na arquibancada e pior, estavam ao lado dos nossos personagens. (Opa, opa não estamos dizendo que todas as mulheres dão azar ao time. Por isso iremos mostrar como identificar as Pé de Freezer).

O grito é praticamente o mesmo que elas dão quando aquela famosíssima grife resolve fazer uma super-liquidação. A mulherada chega na porta da loja seis horas antes de abrir. E quando o sinal verde aparece: "AAAAaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh!". Sacou?!

Vocês já perceberam isso? É uma loucura. Parece que seriam capazes de matar um bicho com o grito. Podem até duvidar, mas o ambulante que vendia cerveja na frente delas no momento do ataque adversário, perdeu o equilíbrio após o temido grito.

A "Pé de Freezer", geralmente, não entende muito de futebol. Ela vai ao estádio porque alguém disse que tá virando "modinha" ou porque depois do jogo ela vai para alguma night e o estádio fica no caminho, alguns amigos estarão por lá, enfim...

E quando o nosso time tá ganhado e elas começam a pegar os celulares e ligar para os amigos que torcem pro time que está perdendo????

- Iááááá.... tá perdendo!, zoam, esquecendo que o jogo tem, pelo menos 90 minutos.

É, camaradas, isso é quase uma senha para a virada do adversário!

As Pé de Freezer se superam e são capazes de perguntas do tipo: "Quanto tá o jogo?". Elas esquecem que há um placar enorme nas laterais ou ao fundo do campo. Há outras frases que bem caracterizam a Pé de Freezer:

- Putz, não tem replay?.

- Pó, daqui nem dá pra ver a perna do camisa 8.

- Me explica de novo aquela coisa de impedimento?

A dor de ouvir isso só não é maior que deixar o Maraca após uma derrota. Meus amigos e amigas, por tardes de domingo mais alegres e um início de semana sem gozações alheias, evitem levar as Pé de Freezer ao estádio!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

A Amiga Ursa

Amigos e amigas do blog, nós, do É Culpa Delas!, somos incansáveis estudiosos do comportamento feminino. Ao contrário do que algumas pensam, não queremos encontrar um erro nas mulheres. Pelo contrário!

A história de hoje versa sobre namoro, andar acompanhado e a "Amiga Ursa". Não sabemos direito até que ponto uma aliança de compromisso é capaz de alterar os sentidos das mocinhas e de que forma isso pode atrair algumas delas.

Bem... que as mulheres competem entre si muito mais do que os homens, não há sombra de dúvidas. Vocês, fiéis leitoras, certamente concordam com isso. Reza a lenda que uma mulher, quando vai sair com um homem, não se arruma para ele, e sim, para que as outras mulheres a vejam linda e maravilhosa.

O problema é quando essa competição entre elas chega até nós, humildes representantes do sexo masculino e caçadores por natureza, tal qual a ciência comprovou recentemente.

Artilheiros da nossa estirpe estão sempre em busca do gol, mas quando resolvemos sossegar passamos a atuar na defesa, ou seja, começamos a manter uma relação fixa com uma única pessoa. Empiricamente essa atividade também é conhecida como "namoro".

Em um belo outono carioca, nosso protagonista resolveu experimentar esse tipo de relação. Conheceu uma mocinha agradável, que despertou seu mais profundo interesse. Pronto, trocaram juras e decidiram namorar. Os leitores deste blog hão de convir que a fidelidade existe. Só não entendemos por que quando estamos namorando, a mulherada resolve "cair em cima", mais do que o habitual. É impressionante!

Mas prestem atenção: uma coisa é ser alvo de uma mulher que cruza nosso caminho por acaso, outra coisa é ser cortejado por uma das melhores amigas da "primeira dama". É, nobres, foi exatamente isso que aconteceu com nosso atacante.

Certo dia, devidamente autorizado por sua companheira, o personagem desta história foi a um ensaio de um bloco de carnaval na Lapa. Chegando lá, encontrou uma das amigas mais próximas de sua namorada.

A festa rolou no melhor estilo: muita animação, muita euforia, e o nosso protagonista, fazendo jus à fama, entornou um volume considerável do gélido líquido amargo e levemente dourado.
Lá pelas tantas, quando até Pierrot e Colombina já tinha ido prum inferninho, a amiga da namorada encontra nosso craque e começam a papear. Minutos depois, foram dançar. Por que não? Afinal de contas, trata-se da amiga da "primeira dama". É preciso ser simpático.

O nosso gladiador não demonstrava nenhuma intenção, apesar de a moça ser deveras atraente e, estando em avançado nível de consumo alcoólico, propícia a um contato mais íntimo.

Para que fique claro: somos artilheiros sempre em busca do gol, mas jogamos limpo, seguindo as regras do jogo. E se estamos namorando, não há porque atuar em outros campos.

Já quase na hora de ir embora, a moça oferece uma carona ao nosso jovem. Ele não vê mal algum em aceitar. Entram no carro e, no meio do caminho, ela o convida para uma saideira em um barzinho ali perto. Boêmio e especialista em proferir a frase "Ué, por que estão jogando água no chão do bar?", nosso amigo aceita a convocação.

Depois de algumas saideiras, a moça, bêbada, senta-se ao lado dele, e começa a se aproximar de modo perigoso. E eis que ela manda:

- Você é muito legal, a fulana teve sorte de te encontrar - dispara, colocando a mão na perna do rapaz.

- Que nada... sou como qualquer outro - minimiza o jovem.

Seguiram-se mais alguns elogios, a danadinha se transforma na Amiga Ursa, aquela que ataca o macho da outra. Num lance de desenvoltura, dirige-se a ele com a intenção de beijá-lo. Ele tenta afastá-la, mas ela insiste.

- Não esquenta, estamos só nós dois, ninguém tem que ficar sabendo - diz a moça usando seu poder de persuasão.

- Não tá certo, deixa isso quieto - pede ele.

Mas a menina era insistente. Não ficou quieta e manteve-se determinada a alcançar seu objeto de cobiça: o namorado da amiga!

Depois de algumas carícias e palavras insinuantes ao ouvido, o rapaz sucumbiu. Nosso protagonista, diante de tamanha tentação, cometeu a infidelidade. Ou melhor, foi levado a cometer o ato falho. (Ele errou, mas a culpa... É, vocês sabem...)

Após saciar seu desejo, a Amiga Ursa proferiu uma frase que nosso craque jamais esqueceu. Para ele, era a prova cabal de sua má intenção.

- Ai, se a fulana souber, ela me mata. Eu a adoro, ela ia se decepcionar muito - afirmou em simulado tom de arrependida.

***

É, incomparáveis leitores, por que será que Elas, por vezes, atacam os comprometidos e pior: o namorado da amiga?

(a) Por pura tara. Freud explica.
(b) É instinto da Amiga Ursa.
(c) Porque elas sabem que o comprometido não vai ficar em cima.
(d) É um jeito de sentir superior à amiga traída.
(e) Porque não tinha mais o que fazer, o comprometido tava ali na frente, então, vai ele mesmo!

* Meninas, será de grande valia a ajuda de vocês, ok?! Queremos, do fundo do coração entender essas razões. As tímidas podem enviar a resposta para aculpaedelas@gmail.com. Seu sigilo é garantido!