quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Muito prazer, eu sou o...

Tem coisas que, sinceramente, podem ser evitadas. Com o jeitinho brasileiro que herdamos, então, nem se fala... Nossa história de hoje mostra que, no caso, a mocinha abriu mão totalmente do tal jeitinho e criou um cenário daqueles para um dos nossos artilheiros... Vamos aos fatos:

Nosso grande baluarte da azaração estava com a corda toda quando adentrou no Renascença, naquele sábado de setembro. O samba comia solto desde às seis da tarde e a cerveja, como sempre, estava no ponto àquela hora da noite.

Seguindo a cartilha do bom solteiro carioca, nosso amigo fez uma “ronda” pelo ambiente até achar o melhor lugar para se posicionar. Naquele dia, Luiz Carlos da Villa sacudia a galera com seus sambas memoráveis.

Atento à música e à uma atraente mocinha de vestidinho roxo, que dançava a sua frente, nosso nobre atacante preparou o ataque fulminante: aproximou-se do alvo e a convidou para dançar.

Entre um passo e outro, ele foi se apresentando e querendo saber mais da mocinha sorridente. Ela gostou dos avanços do craque e também salpicava algumas perguntas sobre o camisa 11.

Nessa altura, o personagem dessa história, que já havia bebido bastante, conseguia arrumar tranquilamente suas idéias e conversava no mais perfeito equilíbrio. No entanto, seus impulsos eram cada vez mais sugestivos. E a moça estava no mesmo barco. Depois de mais algumas frases ao pé do ouvido, o matador partiu pra cima e faturou um beijo.

A vontade dos dois era tamanha, que por alguns segundinhos eles se “desligaram” da música e se dedicavam apenas ao contato físico intenso. Parecia beijo de casal apaixonado (Alias, reza a lenda que o primeiro beijo de um casal é geralmente o que carrega mais vontade), com acréscimo do fator mão boba.

Pois bem... tudo ia na mais perfeita interação até que a menina lembrou de um detalhe... um pequenino detalhe.

- “Ai.. sabe o que é.. é que hoje é aniversário da minha prima. Estamos comemorando aqui. Minha mãe, meu pai, meus avôs estão todos aqui ó, nessa mesa perto da gente. Vamos ali que vou te apresentar o pessoal”, informou a donzela.

***
Salve-se quem puder! Imaginem a cena, leitores camaradas: nosso amigo mal lembrava o nome da menina e já foi logo conhecendo a avó dela, o primo mais novo, a vizinha que ela considera irmã. Detalhe: cheio de cerveja na idéia!

Custava a moça, na hora que o protagonista partiu pra cima, ajeitar o meio-de-campo e dizer: “vamos ali pro outro lado da roda?”

Mas, não! O atacante teve driblar, com o talento magistral tal qual Andrade desarmava os adversários na década de 80, o constrangimento que algumas perguntinhas traziam. Uma tia da moça, por exemplo, quis saber: “E aí, há quanto tempo vocês se conhecem?”

Valha-me Deus!

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