terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Não dava pra imaginar...

A história de hoje se passa, em partes, na “laje do samba”, ou melhor: no terraço do Clube Santa Luzia, pertinho do aeroporto Santos Dumont, onde às sextas-feiras o batuque rola solto. Como de costume, nesse dia, nosso artilheiro estava soltinho, soltinho. Depois de circular pelo ambiente, beber uma cervejinha e jogar papo fora com os amigos, o protagonista desta história encontrou uma velha conhecida. Tratava-se de uma efêmera paixonite do ano anterior.

Eles já se conheciam há alguns anos e depois de “investir” algumas vezes, nosso amigo, finalmente, conseguiu conquistá-la. Foram uns três ou quatro meses de romance e um término sem muito sentido. As coisas pareciam ir bem entre os dois, mas a pequena, ao que parece, não estava muito afim. Sabe-se mesmo é que na última vez que estiveram juntos, ela decidiu pôr um fim na relação e soltou a frase:

“Ah... sei lá... você é certinho, bonzinho demais...”

Seja lá qual fosse o conceito de “certinho, bonzinho” dela, nosso craque não gostou muito da frase. Apesar dos pesares não era motivo para tristeza e ele não perdeu tempo correndo atrás. Tocou a bola pra frente.

Tanto que quando se reencontraram naquele samba às margens da Guanabara, o personagem tratou de cumprimentá-la e procurou saber como andava a vida. Segundo a própria, ela estava namorando, terminando a faculdade e acabara de conseguir um emprego novo...

“Que legal, fico feliz... então é isso. A gente se vê”, despediu-se o camisa 11.

Ao deixar o círculo de amigos onde estava a Fulaninha, seu ex-flerte, ele deparou-se com uma recente conquista: uma mulher bem mais velha que ele, morena, com um corpão daqueles e sorriso largo. Que balzaca!!

Nosso amigo seguiu seu rumo e parou metros adiante, virando-se para observar um pouco mais aquela coroa. Ele a conheceu no Rio Scenarium, numa quinta à noite. Ela estava dançando sozinha e “toda toda”. Nosso amigo não perdeu tempo. Começou a puxar assunto, falou ao pé do ouvido e faturou olhares e sorrisos insinuantes. Depois de muito desenrolo, a balzaca anunciou que ia embora e despediu-se do protagonista com um provocante beijo no canto da boca. Arrepiou geral e nosso amigo ficou durante dias na expectativa.

Até que não demorou muito, dias depois voltou a encontrá-la num samba e, finalmente, concluiu o ataque. Não houve como escapar daquela vez: nosso atacante fisgou a coroa.

“PQP... essas mulheres se conhecem??”, exclamou o personagem ao voltar à realidade.

Pois é... nosso atacante tomou um susto. A coroa e a fulana estavam num maior papo. A apreensão aumentou ainda mais quando percebeu que elas estavam cochichando e olhando para ele.

“O que será que elas tanto falam??”, perguntou-se o craque.

Enfim... a resposta ele saberia minutos depois. Logo que terminou a conversa com a mocinha, a balzaca do corpo modelado começou a andar na direção do nosso nobre amigo.

“E aí, beleza?”, iniciou a conversa o centroavante;
“Tudo. E com você?”, ela deu seqüência.
“Na paz.. como sempre!”, respondeu para em seguida ouvir a expressão reveladora.
“Ó... só pra você ficar sabendo: eu sou a MÃE da fulana... a MÃE”, disse a coroa, virando-se e voltando ao encontro da... da... FILHA.


***
Como ele poderia imaginar? Mãe e filha... Qual seria a responsabilidade do nosso artilheiro em todo o episódio?

Até hoje, o protagonista encontra as duas pela noite carioca.. Certa vez, a filha soltou: “é né... você conhece minha mãe”.

É claro que ele tratou de mudar o assunto. Fora esse dia, o que rola normalmente é um cumprimento no melhor estilo “finge que não sabe e eu finjo que não sei...”

Pois bem... se no ano anterior, a pequena tivesse sido mais receptiva, levado o craque em casa, apresentado à família – ainda que de maneira informal -, ele teria conhecido a “sogra” e a relação não chegaria a tal ponto. Mas tudo bem, ela não quis. Era um direito dela.

Deu no que deu... mãe e filha... e o craque saiu dessa sem culpa nenhuma!

3 comentários:

vanessa disse...

putz

não dava pra imaginar...


é filho, o mundo é pequeno.rs.

Fernanda disse...

Amigo...sua vida é praticamente uma novela do Manoal Carlos ! Abs e parabéns pelo Blog.

Anônimo disse...

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