sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Ô sufoco!

A história de hoje aconteceu com um amigo do blog. Nesse post, vemos que artilheiro não escolhe campo ou adversário. Diante do desafio, parte pra cima em busca do que o brasileiro gosta: GOL! O problema é o excesso de zagueiros...

Nosso amigo estava em uma boate da Zona Sul carioca e lá pelas tantas avistou uma bela mocinha. Bonita, ela dançava e sorria para nosso protagonista, que preparou o drible e foi com tudo.

- oi!, iniciou o papo.

O alvo foi receptivo e depois de alguns minutinhos de conversa eles já estavam num vuco-vuco daqueles.

A noite estava às mil maravilhas e o casalzinho dessa história aproveitava cada minuto, entre um passo e um beijo. No finalzinho da festa, quando o dia já pensava em nascer. O centroavante convidou a moça para “esticar” o encontro. Mas a mocinha, fez um contra-proposta.

- Motel? não... não me sinto à vontade em motel... vamos lá pra casa!,
- Sua casa?, perguntou o jogador, com um largo sorriso no rosto.
- É. Eu moro na “Mangueirinha” (*nome fictício para representar um perigoso morro carioca), lançou a donzela.

Nesse momento, nosso camarada balançou. “Pô, subir o morro é complicado”, pensou, considerando, em seguida, que uma recusa ao convite poderia parecer um não à moça, o que não era o caso. "Eu quero marcar esse gol, só não quero subir o morro", articulava em pensamentos.

Para ele, negar o convite poderia acabar com suas chances, até mesmo num futuro próximo! No segundo seguinte, ele lembrou que artilheiro não pode tremer diante da área. Mesmo se o campo for careca ou estiver encharcado, matador que é matador tem que deixar o seu na rede. Ainda que a torcida adversária seja maior e que o juiz esteja mal intencionado, artilheiro que é artilheiro altera o placar.

- Então, tá. Vamos!, sentenciou nosso personagem.

A subida foi tensa, mas o protagonista desse post em nenhum momento pensou em desistir. Os problemas pareceram ter desaparecido quando adentraram na casa da mocinha. O clima esquentou e as roupas foram logo descartadas.

Beijo aqui, mão acolá e vuco-vuco generalizado. Quando a relação parecia chegar ao ápice, uma voz surge da sala.

- “Ô.. p%$#&*... de quem é essa calça aqui? Quem ta aí, fulaninha?”.

De dentro do quarto, a mocinha resmunga.

- “Putz, meu irmão tá aí. Ele não vai gostar disso...”, disse para nosso atacante, para em seguida dirigir-se ao irmão: “É um amigo meu, calma ae”

(Irmão??? Esse tipo é, na verdade, um zagueirão inconveniente!!)

A moça saiu do quarto e pegou os pertences de nosso destemido jogador. Pelo sim pelo não, ele se arrumou e meteu o pé do “Morro da Mangueirinha”, com as pernas ainda bambas, mas aptas a tirá-lo do perigo.


***
Gente, gente... que isso?! É testar demais a capacidade de um atacante. O personagem ainda ofereceu uma alternativa mais viável e confortável. Mas, não. Ela não quis.

Mocinhas, adrenalina é bom, mas em doses cavalares pode ser prejudicial. Cuidado... artilheiro tem coração, família e outros gols a marcar....

Um descuido maior ou “sabe-se lá o quê” e a Copa do Mundo teria acabado para esse nosso nobre amigo.

Graças a Deus tudo terminou bem, mas se o cenário tivesse sido outro, vocês sabem de quem seria a culpa, né?!

2 comentários:

o personagem disse...

Sensacional. Se a história não fosse minha, não acreditaria. Ô sufoco!!! hahahahahaha

Anônimo disse...

Ta certo, saiu da zona sul artilheiro playboy ja bambeia...