quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Na ofensiva ou na defensiva?!

No futebol, quando um time joga fora de casa, geralmente, ele atua mais recuado, comedido. Até porque pode ser surpreendido pelo mandante do campo, acostumando com os caminhos do gramado. Parece que na Copa do Mundo da Azaração é o inverso. Nesse carnaval, um de nossos atacantes traçou um paralelo com duas situações de gol que surgiram e a atuação das duas mocinhas foi totalmente diferente.

Pois bem, o primeiro caso aconteceu no ano passado. Em um dos campi da UFRJ, a UNE organizava um encontro nacional de mulheres. Nosso artilheiro, que era aluno de um dos cursos de pós-graduação da referida universidade, passou no campus para encontrar uns amigos. Diante do cenário, decidiu passar no bar para tomar uma cerveja e ver o movimento. Era mulher pra tudo quanto é lado.

Algumas, inclusive, o olhavam de forma estranha, como se dissessem: “O que esse homem opressor do sexo feminino está fazendo aqui?”.

Bem, ele desviava os olhares, com a habilidade do Ronaldo, nos velhos tempos. Em determinado momento, deparou-se com uma mocinha, de pele bem branca e incontrolável sorriso. Foi até lá, convidou pra dançar forró e depois das apresentações tradicionais, tascou-lhe um beijo. Ela era de Caxias do Sul e se encantara com a iniciativa carioca.

No dia seguinte, o último do congresso, ele a encontrou na Lapa. Entraram num boteco, onde rolava uma música ao vivo. A moça, que estava “atuando” fora de casa, aproximou-se do pé do ouvido do nosso personagem e disparou.

“Amanhã eu vou embora. Essa é minha última noite aqui. E por eu ser do Sul, me sinto muito a vontade em dizer que gostaria de passar minha última noite no Rio com você”.

(Adorável, a mocinha, não?!)

Pois bem. Pedido feito, pedido aceito. Tudo aconteceu às mil maravilhas e atuando fora de casa, a moça, no caso, foi pro ataque.

Andando no tempo e chegando até esse carnaval, o mesmo atacante conhece uma morena sensacional e de curvas inesquecíveis. Se conheceram uma semana antes do carnaval e durante a folia se reencontraram num bloco. A temperatura era quente entre o casal.

Na hora de ir embora, o vuco-vuco começou ainda no estacionamento. Nosso atacante achou que tudo poderia rolar ali mesmo. Mas foi só impressão. No caminho, a mocinha voltou a dar indícios que estava apta ao jogo. Detalhe: ela era carioca também, portanto, estava jogando em casa.

Decidido, nosso amigo ligou a seta do carro e entrou no motel.

- “Ei.... ei... Que isso?? Que isso??”, dizia a donzela.
- “Ué!! Vamos entrar...”, esclareceu o centroavante, que parou o carro e ficou por quase um minuto apenas olhando pra ela.

Jogando em casa e a moça recua o jogo, na hora de partir pro gol?

Pois bem... ela disfarçou e soltou a pérola:

- Tá bom. Mas só pra gente tomar um banho...

***
Noooosa Senhora das Retrancas, que isso?! Pra que o doce?! Pra que disfarçar cara-a-cara com o destino?

Ela “queria” e mandou essa de tomar banho?!? Dentro do centro de lazer e entretenimento, no entanto, a moça bateu um bolão..... digno de Copa do Muuuuundo!!!

Mas essas atitudes deixam nossos artilheiros confusos. Afinal de contas, é melhor jogar em casa na ofensiva ou na defensiva? E se o jogo for fora?

Ai... ai... essa nem o Velho Zagallo saberia responder...

** Amigas e inimigas do blog, não estamos reclamando. Apenas tentando entender. Será pedir muito?! **

4 comentários:

Di Senra disse...

Falaí meu camarada.
Tudo bem com você?
To passando aqui pra dizer que me amarrei no seu texto... vc continua porreta.
abs
Diego

Estava Perdida no Mar disse...

mulherconfusa

tem 13 letras camaradagem...

Anônimo disse...

Ah gente eu sei que vocês não entendem, mas´às vezes nem a gente entende. É difícil reconhecer as vontades, a criação da gente ainda é muito machista, assim como a maioris da sociedade, mas estamos evoluindo né??? Uma mulher dessas há uns tempos, nem tanto tempo assim até, atrás ia fechar a cara e mesmo com muita vontade não ia querer entrar no motel, ou se entrasse ia logo ser tachada como piranha...
É difícil ser mulher minha gente!!!

Senhoritas XXX disse...

Como disse a colega anônima: é difícil ser mulher!
Nossa sociedade ainda é muito machista para aceitar mulheres com iniciativa.
A gatinha sulista partiu pro ataque porque sabia que nunca mais ia ver o artilheiro. Se fosse pra rolar namoro ela não teria a mesma desenvoltura.