sexta-feira, 25 de abril de 2008

A carona

Sabe aquela galera que conta uma história e depois diz: "cara, isso foi escatológico..." ? O que lhe vem à sua cabeça ao ouvir a frase?

Pois bem... a expressão vem da palavra escatologia, que nos remete a coisas que devem acontecer no final dos tempos, no "desfecho" do mundo...

É sobre isso que vamos falar... o que nosso amigo viveu certo dia foi algo digno do final dos tempos... algo que só poderia ser aceito mesmo na última hora do último dia do último ano do último século da humanidade...

E que fique claro: nosso atacante não teve qualquer envolvimento com a moça dessa história. Vamos aos fatos!!!

Depois de uma noitada na Lapa, nosso centroavante matador encontrou com uma amiga, que estava acompanhada de outras colegas. Foram ao Arco-Íris, tradicional bar da região, para bebericar as saideiras e expulsadeiras...

Durante o papo uma das mocinhas, amiga da amiga, disse que morava perto do atacante e cavou uma carona. Nada demais! É sempre bom fazer boas ações. A mocinha morava no caminho mesmo, então, nosso artilheiro ofereceu a carona!

Lá pelas quatro da matina pagaram a conta e foram embora. A mocinha comentou que a noite foi mais ou menos, que teria aproveitado mais, mas estava se sentido meio mal.

- "Acho que bebi demais!", disse ela.
- "Isso é normal... amanhã tem mais", prosseguiu o assunto o simpático jogador.

No meio do trajeto, a mocinha começou a acariciar a própria barriga com movimentos circulares, com a outra mão enxugava a testa.

Nosso amigo temeu pelo pior, fechou os vidros e ligou o ar-condicionado. Minutos depois, a menina pareceu estar melhor, mas continuava a acariciar a própria barriga. (Vocês sabem o que acontece quando esfregam a lâmpada, né?!)

A música ambiente e o gélido ar criavam um clima de tranqüilidade dentro do carro. No entanto, tudo mudou em segundos. Das profundezas da PU$@ Q#$ P@%$# surgiu um futun dos diabos. Queridos leitores, era um odor capaz de fazer criança chorar! Uma fungada profunda e os pelinhos do nariz seriam consumidos. Nosso protagonista só pensava em uma coisa: C@#$#¨&*&*, meu estofado!. O personagem ficou sem graça, mas mesmo assim desceu os vidros do carro.

A malandreca, por sua vez, percebeu que o artilheiro tinha sacado a origem da fragrância e sem medo de ser feliz salpicou:

- "Que horror, né?! Deve ter algum esgoto aberto por aqui..."

***
Que isso, minha gente?! Sabemos que todos podem passar por isso... não vamos discutir aqui se é questão de educação, necessidade e coisas afins... E ninguém é mais homem ou mais mulher que o próximo se bater no peito e assumir: "sim, fui eu!"

Mas jogar a culpa para cima de qualquer outra coisa ou pessoa é demais!

Ela poderia ter pedido desculpa, argumentado que a cerveja fermentou demais, poderia ter ficado calada, poderia ter simulado um sono súbito, mas não! Ela preferiu se livrar da culpa que todos sabemos de quem é...

Sinistro, minha gente, sinistro... isso sim foi escatológico... Por pouco uma das trombetas do apocalipse não tocou...

3 comentários:

Anônimo disse...

Nooooooooooooossa Senhooooooraaaaaaaaaaaa...
Depois reclamam de mim, mas td bem...
Isso me fez lembrar uma fabulosa passagem de um dos artilheiros, quando o mesmo visitava o Shopping das Carnes... O banheiro ficou INTERDITADO!!!
Só se ouvia a galera perguntando o que o artilheiro teria feito com ela...ahuahuahuahuahuahua

Sem mais.....rs

CP

Paulo Cesar disse...

hahahahahahahhaa.... sensacional... essa mocinha aí marcou o artilheiro...

abs

Diego Peixoto disse...

caraleo! que situação, mas se sou eu, e não tivesse nenhuma "intenção" com ela, na hora do esgoto falava, NÃO, FOI TU QUE PEIDOU MESMO!! AUhauHuAHuaHuaauA

abs primo!