segunda-feira, 14 de abril de 2008

A cobrança da Ciclana

A revelação de Fulana causou turbulências na relação de Ciclana com o artilheiro. Foram semanas complicadas até que Ciclana pudesse absorver a idéia e perceber que os três eram pessoas livres e descompromissadas e que não havia motivo para achar que, por algum instante, pudesse ter rolado um triângulo.

A vida seguiu e o tempo tratou de cicatrizar qualquer ranhura.

Meses depois o nosso "Camisa 100" partiu para o Guanabara, em Botafogo. Era noite de quarta-feira e o samba ia rolar soltinho, soltinho no clube que fica à beira da baía. Na chegada, fez uns contatos com amigas e amigos, convidando-os para a roda.

Lá pelas tantas, quem aparece? Exato: Ciclana chegou acompanhada de uma amiga em comum e de um conhecido dessa amiga.

Não se sabe o que passou pela cabeça de Ciclana, mas ela era outra pessoa. Amável e puxando assunto, mal parecia a mocinha que há meses evitava conversar com o nosso amigo e discípulo de Baco.

Quase no fim do samba, Ciclana soltou uma piadinha para o centroavante. Era inacreditável! Como aquilo estava acontecendo?!

O Camisa 100 deixou as dúvidas de lado no segundo seguinte e partiu para dentro de seu alvo. Isso, amigos, gol... Gol do nosso ágil e destemido personagem!

Até aí tudo bem, certo?! Certo.

Semanas depois, ele convidou ciclana para tomar um vinho na casa dele. A mocinha aceitou e a grande noite estava anunciada.

Eles entraram no quarto do atacante, apreciaram o Cabernet Sauvignon e o pré-aquecimento estava no início quando a conviva ensaiou uma provocação.

- "Então quer dizer que foi aqui que você trouxe a Fulana, né?"
- "É. Você sabe que sim", disse o atacante soltando com maestria o sutiã da moça.
- "Ela me disse. Inclusive falou que vocês deram sete!".
- "Esquece isso. Tem gente que fala demais", tentou desconversar o atacante, mordendo a orelha de Ciclana.

Amigos, nobres amigos e leitores fiéis. A mocinha não só não esqueceu todo aquele papo de meses atrás, como ficou mexida com a tal revelação exagerada. Para se sentir "sei-lá-o-quê", Ciclana disparou:

- "Se você deu sete com ela, vai ter que dar 14 comigo. O dobro, eu quero o dobro", cobrou.

***
Sinceramente, a mocinha devia estar achando que o instrumento era de borracha. Só pode!

A Fulana fala o que quer, inventa, aumenta e o artilheiro é que tem que ir pro sacrifício?!

Graças a Deus, nosso nobre guerreiro carioca/espartano tinha o dom da fala e contornou a situação com bom papo e uma atuação de gala!

É como diz o chavão remixado pelo A Culpa É Delas: "aprecie, mas sem comparação!"

5 comentários:

Finalista do Carioca disse...

Ahhh, o artilheiro tem méritos para repetir o gol, mas a danada da Ciclana também podia estar carente, na seca e etc..

O importante foi o camisa 100 não pisar na bola no quesito atuação.

E outra, sem essa de se medir "boas fodas" com o número de partidas.. Ai ai ai...

GANDULA disse...

SE FOSSE O VICTOR NÃO A DEIXARIA NA MÃO!!!!!!!!!!!!KKKKKKKKKKKKKK

Ponta esquerda disse...

Vitor sempre "deixa na mão", gandula... hahahahaha!!! Artilheiros preciso encontrar vcs na night carioca... bjoos

Vitor disse...

Ponta esquera, não só deixo marca nas mãos, como em várias partes da anatomia feminina. E tem mais ponta esquerda, preciso encontrar é tal de Ciclana, pra deixar na mão dela e ver o que acontece... Sugerir 14?! Isso é que é fêmea!

Anônimo disse...

Ciclana sempre quis o camisa 100, só que o orgulho não deixava ela assumir.

Mas e aí, deu quantas???