terça-feira, 22 de abril de 2008

O rótulo

Essa vida de artilheiro não é fácil. Um jogador com esse naipe está sempre sendo cobrado. Dirigentes, companheiros de time e a torcida sempre esperam muito de suas atuações. O pior é que não há como fugir dessa realidade. Até porque, ser artilheiro não é uma opção. É questão de vocação!

Mas vamos lá... hoje decidimos falar sobre um tipo de cobrança, muitas das vezes enrrustida, que os centroavantes recebem. Especificamente falaremos do “rótulo” que algumas buscam!

Nosso Camisa 11 flanava pelo Democráticos, na Lapa, quando reencontrou uma velha conhecida. Fazia uma semana que eles não se viam ou se falavam. Até três semanas atrás eram um casal intenso. Costumavam se ver de três a quatro vezes da semana, trocavam elogios e estavam lado a lado por todos os cantos. Depois de três meses de relação, tiveram um desentendimento bobo e ficaram uns dias sem se falar, muito também pela correria do dia-a-dia.

A mocinha, então, telefonou para nosso amigo. Disse que as coisas não estavam bem e era melhor cada um ir pro seu lado. O nosso amigo, um legítimo discípulo de Casanova, não quis polemizar. Estava cansado de tentar entende-la. Aceitou o fim do romance e prosseguiu a vida.

Uma semana depois eles se reencontraram no Demo. Bateram um papinho superficial e minutos depois ela começou a soltar pérolas.

- “Ainda penso muito na gente. Você é muito especial pra mim”, confessou a mocinha.

Até aí tudo bem. O problema é que ela estava comprometida. Isso mesmo. A moça deste post interrompeu a relação com nosso atacante e, dias depois, começou um namoro.

O matador argumentou, quis entender como pôde terminar o romance e logo embarcar num namoro com outra pessoa. Foi aí, meus amigos, que ela disparou a confissão.

- “É que você não queria namorar”.

***
Ou seja: ela queria um rótulo.

Nosso nobre artilheiro dava atenção, carinho, dedicação (Não chegava a ser que nem a Casa Bahia, mas...), fazia as vontades da moça, apresentou aos amigos, viajaram juntos, cozinhavam juntos. Tinham uma relação intensa e com respeito mútuo.

Mas isso não era suficiente para ela. A mocinha deixou claro que queria o rótulo de namoro para emoldurar a relação com o atacante. Todo aquele papinho de que “as coisas não estavam bem” era puro embuste. Um discurso canhestro para encobrir seu real desejo.

Separada do nosso personagem, ela conseguiu o que queria: um namorado para chamar de seu. Mas acabou sem a pessoa, como a própria confessou, que mais gostava!

Não deu pra entender a necessidade nefanda da moçoila!

Queridas leitoras e inimigas do blog será que vale a pena?!

5 comentários:

Kika® disse...

É rapazes... Vivemos comprando sapatos de marca que nos machucam os pés, em vez de comprar aquela sapatilha deliciosa de usar na feirinha charmosa da esquina... Mas, vai entender.

Gostei do blog. A culpa é, em igual número, nossa também...

Anônimo disse...

Ah... perae... Qual o problema dela querer namorar, já que ela gostava tando do camisa 11?
Não não, a culpa NÃO é dela!

Anônimo disse...

Muito bom!!!

Concordo em gênero número e grau!!!

Adorei essa expressão "Rótulo"

Parabens pelo blog!!!

Jovem disse...

Reposta ao comentário do primeiro anônimo: Não há problema em namorar... mas se ela optou por isso e com outro cara, pq é que foi dizer ao camisa 11 que gostava dele, que sentia falta?

Pelo que me pareceu na história, ela só foi revelar a vontade de namorar quando o romance acabou...

ae é sinistro....

Anônimo disse...

É mais um dos muitos casos de indecisão feminina que vemos por aí. Elas n sabem o que querem, acham q sempre tá faltando algo, mas dps que se arrependem, dizem q vc FALTOU em algo...
Jovens, jovens...

abs