sexta-feira, 11 de julho de 2008

São Paulo, torpedo e mentiras...

Certa vez, um de nossos artilheiros foi almoçar com os amigos do trabalho: bolinho de bacalhau de entrada e cabrito com arroz e brócolis de prato principal. Espetacular!

O prazeroso almoço foi interrompido por uma mensagem de telefone.

- "Oi, lindo. Estou com saudades. Já chegou de São Paulo?", dizia a mensagem.

Como estava almoçando nosso amigo deixou para responder mais tarde. E entre uma garfada e outra no cabrito ele lembrava da estória de "ir pra São Paulo".

Há tempos ele estava saindo com uma menina... era bonita, tinha um beijo daqueles, bom gosto para se vestir, mas deixava a desejar em outros aspectos. Intelectualmente havia um abismo entre eles.

Um pouco cansado das exaustivas tentativas da moça, ele resolveu dar um tempo nessa relação. Só que, vocês hão de concordar, quando alguém pede um tempo, na verdade, quer dizer que tudo acabou. E não era esse o caso. Então nosso artilheiro teve a idéia de dizer que estava indo para São Paulo passar dez dias trabalhando. Nesse tempo, sem a pressão da mocinha, ele poderia decidir se iria continuar com ela ou dar um basta.

No dia do almoço citado acima, esses dez dias já tinham vencido e a moça voltou à cena, ainda que por meio eletrônicos.

Vinte minutos após receber a primeira mensagem, surgiu outra e outra dois minutos depois. Elas diziam o seguinte:

- "Oi, gato. Não vai responder não? Sabia que é muito feio deixar uma mulher sem resposta?".

- "Você é ou está se fazendo de difícil? Você tem namorada?".

O número que enviava as mensagens era um número desconhecido, mas como ele só tinha dito para uma mocinha que iria para São Paulo, ele tinha certeza que ela era autora das mensagens.

Outros dois torpedos surgiram. Dessa vez, em tom de cobrança: "Vai responder ou não?"

Afim de dar um basta, ele respondeu: "Sim. Tenho namorada".

Inicialmente ela respondeu: "Bom... então não quero mais nada com vc".

Incomodado em encerrar o casinho por mensagem de celular, ele resolveu ligar para a mocinha. Só que ligou para o celular dela e não para o que estava enviando os torpedos.

- "Oi, fulana, tudo bem?", disse nosso amigo.
- "Oi, como foi de viagem?"
- "Bem... vem cá, é vc que está me enviando umas mensagens?"
- "Eu? eu não, por quê? Que mensagens?", disse como se não soubesse de nada.
- "Nada.. deixa pra lá. Depois a gente se fala", disse o craque, encerrando a ligação.

***
Mal sabia que nosso craque tinha certeza que era ela que estava mandando os torpedos: só ela pensava que nosso camarada estava em São Paulo!

Horas depois, um amigo do artilheiro ligou para o número misterioso e descobriu que pertencia a uma amiga de trabalho da fulana. E as msgs não pararam.. Em uma delas a moça, mesmo depois de saber do estado civil do centroavante, disparou: "Você quer ser meu?... beijos".

[se outra mensagem surgir, a gente jura que conta pra vocês]

Mas, por que será que ela não assumiu a autoria dos torpedos?

Mentira por mentira... a dela selou o fim do romance...

3 comentários:

Musa de Caminhoneiro disse...

Por que diabos algumas moçoilas ainda acreditam que enganam os rapazes com chamadas e ligações anônimas? Esse tipo envergonha a classe...

junão disse...

É fera braba.... só da um artilheiro nos posts!!!!

abs

Anônimo disse...

Mente descaradamente pra menina e reclama que ela não revela a personalidade???
Que tal um pouco de coragem pra assumir o fim da relação?
Homens, sempre covardes...