sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Histórias do "Santiago"

Todo artilheiro tem seu campo preferido. O do "baixinho", por exemplo, é o Maraca. O artilheiro da pequena área cansou de balançar as redes, em formato de véu de noiva, do glorioso estádio jornalista Mário Filho.

Bem... o campo preferido de um de nossos artilheiros é o distinto Hotel Santiago (Nome fictício), um motelzinho na Lapa. (Calma, calma... antes de falar que é ruim - só por ser na Lapa - é melhor conhecer antes... olha o pré-conceito!!!!!)

O Santiago fica em lugar estratégico. Afinal de contas, é na Lapa que nosso artilheiro desenvolve grandes atuações. Depois de umas garrafas e outras, nada de dirigir para casa. O papo era sempre o mesmo: "acho melhor ficarmos por aqui mesmo... tem um lugar aqui pertinho..."

São incontáveis os tentos que nosso craque marcou nesse memorável ambiente.

O problema é que de tanto freqüentar aquela "pequena área", ele começou se tornar figura conhecida... da atendente.

Certa vez, entrando no referido motelzinho - que ultimamente alterou a tabela, deixando o preço salgado, salgado -, ele foi supreendido.

Nosso amigo estava com um alvo novo. Era a terceira tentativa de marcar o gol. A mocinha, por sua vez, fazia jogo duro e se fechava na retranca. Por vezes, se mostrava insegura em participar do "joguinho". Nosso amigo, então, paciente e compreensivo como sempre, tratou de acalmá-la.

Passando em frente ao seu campo preferido ele soltou:

- "Esse lugar aqui ó. Parece ser legal. Se você não se sentir bem, a gente sai", disse nosso amigo.
- "Parece? não sei..."

Nisso, nosso matador colocou a mão sobre o ombro na moça. Ela demonstrou que estava decidida e caminhou junto com ele... rumo ao "campinho".

Como estavam a pé, tinham que pagar pelo quarto antes de entrar. (É, amigos, tem disso na Lapa...)

Nosso amigo puxou o cartão. Aí, a atendente, antes que o pegasse, disparou:

- "Boa noite, sr. Camisa 11!", cumprimentou a atendente, dizendo o nome do artilheiro.
- "opa... um quarto, por favor".

A caminho do cafofo, a mocinha quis saber:

- "Ela falou seu nome? como ela sabe seu nome? você vem aqui sempre?".

***
Se não fosse o gingado carioca, a indecisão da moça teria voltado à cena e aquela noite entraria para o ranking das histórias tristes!

- "Ela deve ter lido no cartão! Você está linda, sabia?", disse o camisa 11.

Pronto. A moça abriu um sorriso, ajeitou o cabelo e apertou a mão do nosso matador bem forte.

Ufa... e a busca pelo milésimo continua!

2 comentários:

Vê Guimarães disse...

KKKKKK! Mulher é tudo igual mesmo. QUando tem de ser integligente, tira da bolsa uma máscara de ingênua e faz dela um adereço. Parabéns pelo blog, simples, objetivo e realista.
Beijocas e passa lá no meu tb, linkei vocês.

Thá disse...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Boa, boa! =P