segunda-feira, 31 de março de 2008

A Cinderela do século XXI

Ai.. ai.. tem gente que não acredita nos contos de fadas ou no mundo das fantasias. Acham que as grandes histórias são pura ficção. Que nada!!! Recentemente um dos nossos artilheiros conheceu um personagem quase que encantado e reviveu à moda carioca atos da literatura mundial. Era a Cinderela, só que um pouco moderninha... digna do século XXI.

O problema é que no transcorrer da trama ele acabou ficando com um fardo que não lhe cabia. Levou a fama, mas a culpa, bem, vocês sabem bem de quem é!

Era fim de ano e dois dos nossos artilheiros resolveram disputar um amistoso no meio de semana, apesar de trabalharem no dia seguinte. Foram pra guerra em plena quarta-feira. Bem... o cenário era favorável: uma festa de formatura de um tradicional colégio na Zona Sul do Rio.

Eles não conheciam nenhuma das formandas. Conseguiram os convites graças a um amigo que era amigo do promoter. Resumidamente: tratava-se de um FESTÃO e os artilheiros estavam escalados. Tudo o que vocês puderem imaginar era liberado. Da cerveja ao Whisky, passando pela vodka importada e pelo energético.

Lá pelas 3hs da manhã, um dos nossos artilheiros, o Camisa 11, decidiu se poupar e foi embora. Seu companheiro de ataque, o Camisa 22, permaneceu, confiante e persistente. Esse atacante é um daqueles que fazia jus à pérola do ex-presidente corintiano: “O jogo só acaba quando termina” (hahaha). Ou da frase melhorada, que os atuais jogadores vivem utilizando: “O jogo só acaba quando o juiz apita”.

Ainda que isolado no ataque, foi em busca do tento. Não chegou a balançar as redes, mas a bola bateu na trave.

Ao avistar uma vítima em potencial, puxou assunto e... bingo. Em minutos o novo casal já estava aos beijos. A movimentação na área adversária foi grande, era mão aqui, mão acolá... o som da festa, no entanto, ainda os faziam lembrar que estavam próximos da pista de dança. Nosso matador continuou com os trabalhos que lhe era permitido no ambiente até que, num surto indescritível, a mocinha exclamou: “nossa, é tarde, preciso ir!”.

E com uma rapidez típica do Robinho, deu um beijo no artilheiro e se virou, indo de encontro ao seu grupo de amigas.

Calma, amigos. Até aí nada demais, certo? Pois é. Mas o que aconteceu nesse momento é de deixar qualquer um sem reação. Com o movimento brusco que a mocinha fez, não se sabe como, saltou de sua roupa o sutiã. A peça parecia ter vida e em segundos foi parar no chão da pista. Nosso artilheiro não sabia o que fazer, pensou em gritá-la. Mas ela já havia sumido em meio à fumaça (Seria o medo de virar abóbora??). Então ele voou em cima da peça íntima e guardou-a. Apesar do esforço para devolver o sutiã, perdeu a mocinha de vista.

***
Na volta para casa vocês já podem imaginar, né?

O sol surgia no horizonte, quando nosso “Camisa 22” com um sutiã na mão entrou no busão a caminho de casa. Ao seu lado, e na contramão astral, dezenas de pessoas estavam em direção ao trabalho.

Pois bem, imaginem vocês que aqueles cidadãos pensaram do nosso nobre amigo? “Tarado”... “maníaco sexual”... “pervertido”, talvez tenha balbuciado a velhinha sentada próxima ao trocador. A expressão facial armada diante do nosso matador, ao menos, traduzia isso!

A Cinderela se descuida, não volta para buscar o que lhe pertence e o nosso “príncipe-artilheiro” é quem leva a fama indesejada? É justo, mocinhas?

quinta-feira, 27 de março de 2008

Artilheiro é artilheiro!

Caros leitores e leitoras, o último post balançou o imaginário alheio. A repercussão foi tamanha, que além de comentários no blog, recebemos e-mail com confissões, espanto, curiosidade e pedidos de ajuda. A vida é mesmo uma caixinha de surpresa, quem diria que um tema como esses pudesse despertar alguns desejos e sopitar outros?!

Foram muitas as manifestações e resolvemos destacar no post de hoje a reação da mocinha que protagonizou o último post. Ela mesma, estamos falando da "dona do Vitoroororrrrrr".

Logo após ler a história, ela telefonou para um dos artilheiros. Ponderou, opinou, e finalmente elogiou a iniciativa e a construção literária.

- "Ficou legal sim, gostei", disse ela

O artilheiro riu e fez um comentário, prosseguindo o papo.
- Foi uma grande homenagem, vc não acha?!

Aí, meus nobres, a mocinha salpicou uma de suas pérolas:
- Grande só o Vitor.

***
Pois bem... o senso de grandeza vai de cada um. Mas o que mais nos chamou a atenção foi como algumas mulheres confundem as coisas.

Se vocês repararem bem, o blog não as trata como um todo. Não dizemos que "as mulheres são isso", eu "são aquilo outro".

Temos o cuidado de dizer "algumas" mulheres, um "certo grupinho" de mulheres ou então "a mocinha em questão...". Revelamos a vocês a existência da A Mulher Tarja Preta, da Mulher-objeto e da A Amiga Ursa , por exemplo. Nunca dissemos que as mulheres são todas assim.

No entanto, pudemos reparar que o tratamento generalizado é oferecido aos homens. Pior, é oferecido aos artilheiros. Dizemos isso com base nos comentários do último post. Algumas chegaram a declarar que os "aparelhos-de-fornicação-solitária" são até melhores que a conjunção carnal. Segundo a idéia de certas moças, os artilheiros deixam a desejar em alguns casos.

Vamos lá, mocinhas... os artilheiros são diferenciados. A idéia inicial é que artilheiro é aquele que mete gol em todo jogo. Em partes é verdade. Mas não é só isso. No conceito "A Culpa É Delas", artilheiros, amigas e inimigas do blog, são aqueles jogadores diferenciados, que habilmente se livram da marcação cerrada, estão sempre dispostos dentro da área e quando têm a chance não a disperdiçam. E, por favor, não pensem que artilheiros são apenas os que por meio desse território livre da internet compartilham histórias. Nada disso. Há muitos por aí. Basta faro para encontrá-los ou talento para ser encontrada por algum deles.

Agora, se tem gente que confunde cabeça-de-área com artilheiro, a culpa não é nossa! Mas não é "merrrrmo"!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Ah... o paliativo....

Hoje resolvemos tocar (no bom sentido) em um assunto que é uma espécie de tabu para alguns mocinhos e mocinhas.

Nosso protagonista saiu esses dias para jantar com uma amiga. Conversaram sobre a vida, os amigos em comum, sobre os beijos que outrora trocavam, enfim, sobre muitas coisas.

Depois do jantar, foi deixá-la em casa. Parou o carro em frente à casa da mocinha e ficou batendo papo.

Lá pelas tantas começaram um papo sobre carência, pegação e coisas afins.

A mocinha, então, fez uma confissão.

- “Olha... pra te falar a verdade a última pessoa que eu beijei foi você”.
- “Mas isso tem cinco meses!! Como pode?”
- “Sei lá, não procuro”.

Nosso amigo ficou intrigado. Como poderia uma mocinha de seus 20 e poucos anos, atraente, interessante, cheia de assunto e humor ficar tanto tempo sozinha?

Para sua surpresa, as confissões continuaram.

- “Nem precisa procurar hoje em dia...”
- “É mesmo”, concordou a moça.
- “Você não sente falta de ter alguém?”, provocou ele.
- “Ah, mas eu tenho o Vitor...”, disse esclarecendo o assunto.

Nosso nobre discípulo de Baco não se deu por satisfeito. Quem é esse cara, que eu nunca ouvi falar?, pensou.

- “Quem é Vitor, seu ex?”

E respondeu com a naturalidade de quem diz: “Por favor, fecha a porta” ou então “Que calor, né?!”. A mocinha soltou a pérola:

- “Meu vibrador”.

***
Opa... opa... calma, calma... Cada um na sua... sem problemas com isso. Achamos legais as manifestações manuais (se é que vocês me entendem), mas depois não vá reclamar que o tempo passou e que “ele” não te chamar para sair!!!!

Os homens também têm seus paliativos e jamais abandonam a guerra.

Ah... só por curiosidade: sabem porque o... como posso dizer... o... bem... o objeto se chamava Vitor?

Porque quando ela apertava o “on”, ele Vitooooorororororororoooorrrrrrrrrrr!

quinta-feira, 20 de março de 2008

Ela não sabia perder...

Nunca sabemos qual será a reação da “ex” quando ela te flagrar com outra. Recentemente um dos nossos artilheiros foi ao “Escravos da Mauá” e encontrou uma “ex”. A reação dela pode até ser considerada normal: ela, que estava acompanhada, cumprimentou nosso amigo de longe e friamente. Durante o samba, olhava para trás tentando encontrar o personagem e lascava beijos ardentes no atual.

Bem... isso é previsível... Mas, hoje, iremos contar algo que aconteceu há anos com outro artilheiro deste blog. Os fatos se enquadram na categoria “história triste”.

Depois de algum tempo de relacionamento (eu disse relacionamento, no qual os dois são livres e fazem o que bem entendem da vida) com uma moça, nosso atacante deixou o romance em banho-maria. Se distanciou da jovem, mal se viam, os encontros aconteciam de forma bem esporádica, ainda que ela continuasse o procurando. Ele queria novos ares, mas ela não conseguia compreender o destino.

Nesse meio-tempo, reviveu uma relação com uma ex-namorada.

Nessa retomada de namoro, a outra chegou a procurá-lo algumas vezes. Decidido a não fazer aquilo, não voltou a encontrá-la, apesar de algumas mensagens e emails.

O problema, meus jovens camaradas, é que ela não sabia perder.

Certa vez, nosso apaixonado amigo passeava com a namorada pelas ruas da Lapa. Ziguezagueando pelas ruas do centro da boêmia nacional, o artilheiro é avistado por seu recente affair.

Pior: a ex se depara com a atual.

A primeira frase da mocinha já foi em alto som. A voz dela ecoava pela Lapa gritando o nome de nosso jovem. Atento à bomba que começava a explodir, ele acelerava o passo pelas ruas da Lapa, tal como o Papaléguas correndo do Coyote. Só que, ao contrário do fantástico desenho, o Coyote foi mais rápido...

Bem... aí começa a história triste. A ex partiu pra cima do centroavante, que com um braço tentava proteger a atual e com outro tentava afastar a outra. Não demorou muito e uma rodinha parou em volta para assistir à cena.

Uma puxava cabelo, a outra gritava e o artilheiro tentando apaziguar a situação. Amigos, a coisa tinha ares de arena romana: Mulheres brigando no meio de uma roda, e a torcida em volta urrando, se deliciando com toda a situação. Um verdadeiro Vale-Tudo em plena Lapa. Um menage à trois da pancadaria.

A ex grudou no pescoço do nosso amigo e ele a afastou. Como prêmio de consolação, ela agarrou a camisa do nobre rapaz e a puxou, rasgando-a de ponta a ponta (nosso personagem ressalta que gostava tanto da camisa...).

Sem força para continuar a peleja, a ex desistiu, deu um passo pra trás e foi embora. E nosso atacante foi para casa com um enorme abacaxi para descascar.

***

Pessoas desse Brasil amado, pra que isso?!

Perdeu, perdeu. Não precisa esculachar! Nem de um lado, nem de outro.

Nosso amigo perdeu a blusa que tanto gostava, mas saiu da Lapa sob os olhares de “caramba, duas mulheres brigando por ele!”.

E a culpa é de quem??

Ah tá...

quinta-feira, 13 de março de 2008

Docinho...

Amigos, queridas leitoras e inimigas do Blog, o “doce” é algo insuportável. Jogo de sedução é uma coisa e pode ser usado como tática de guerrilha amorosa, mas doce é a P#$#&$¨*#”@”!!!!!

Em pleno carnaval carioca, num bloco que tomou as ruas do Arco do Teles, no Centro da Cidade, um de nossos artilheiros deparou-se com o tal do “doce”.

O bloco já se preparava para entrar na reta final. Os músicos estavam agitando os instrumentos na altura da “Visconde alguma coisa”, que fica atrás do CCBB.

Ao olhar para trás, nosso amigo viu uma mocinha sendo agarrada por um ser musculoso e de camisa regata. Por um instante, pensou que estava vendo as braçadas de Rebeca Gusmão. Mas que nada, era um pitboy pescoçudo jogando os braços sobre a mocinha.

Nosso artilheiro parou, comprou uma cerveja no ambulante e ficou vendo a cena. O fortão puxava de um lado, puxava do outro, tentava beijar na base da força e a moça se abaixava. Lá se foram cinco minutos até que ele soltou os braços. Enfim, a moça estava livre!

Mas péra, péra, péra... O que será que ela fez?

(a) Correu desesperadamente
(b) Sentou na calçada e chorou
(c) Desmaiou
(d) Nenhuma dessas!

Acertou quem arriscou a opção (d).

Quando o fortão tirou os braços da pequena, ela colocou as duas mãos no peitoral do rapaz, deu um sorrisinho, uma leva alisada no material e fez aquela carinha de quem faz “doce”.

Não tardou e na tentativa seguinte, o fortão ganhou o que buscava: o beijo da mocinha.

***
Meninas, menos... menos...

Excesso de doce na idéia, corta o efeito do investimento...

Será que elas acham que o “doce” atrai paixão, relacionamento sério, vida conjugal?!

Vai entender, né?!

sábado, 8 de março de 2008

A torcida e o artilheiro

Algumas leitoras reagem revoltadas aos nossos posts. Isso nos leva a um pensamento: a verdade dói.

Polêmicas à parte, resolvemos explorar - com um post, claro - uma indagação que foi feita aos artilheiros, certa vez, nesse maravilhoso canal virtual.

Ameaçando um tiro tal qual Roberto Carlos (o ex-lateral da seleção, que ajeita meião nas cobranças de falta), a leitora colocou nossos destemidos atacantes na barreira: “Será que não houve, uma vez sequer, uma mocinha que balançou o coração dos artilheiros?”. Foi mais ou menos essa a pergunta da leitora curiosa.

Pois bem: atacante tem seus dias de lateral desatento ou sem sorte... aquele jogador que corre, corre, corre... e quando menos espera vê o atacante adversário tomar seu espaço em campo e correr em direção à área.

Um de nossos atacantes estava certo que havia encontrado o grande amor. O gosto era o mesmo... pela música, lugares, pensamentos, estilo de vida ou programas. E o sentimento era tal qual o de uma torcida pelo atacante artilheiro, em dia de clássico no Maraca.

A relação era bastante equilibrada e tudo que estava ao alcance do artilheiro, ele fazia para agradar sua “torcida querida”. E o inverso também acontecia.

Ele, que era avesso aos compromissos, apresentou e, com orgulho, a “torcida” aos seus amigos, aos companheiros de clube e aos “técnicos”, que são aqueles que orientam os jogadores para que se tornem craques.

Era tudo perfeito. O que podia dar errado, se a mocinha e nosso personagem se encaixavam perfeitamente?

Depois de meses fora das competições, dedicado apenas à “torcida querida”, ele notou que a “Ola” já não era a mesma. Percebeu que o canto havia desafinado e que os fogos já não tinham a mesma intensidade.

O dedicado artilheiro, então, descobriu que toda aquela animação, que era feita para ele nos meses anteriores, passou a ser destinada a outro atacante... um jogador experiente, que outrora já havia atuado para aquela “torcida querida”.

Naquele momento, todo o esforço, dedicação em campo, horas de treino foram por água abaixo... valeram de nada!

***
Bem... nosso amigo perdeu o torneio... mas, ao contrário do que possam pensar, manteve o tradicional estilo de jogo... não mudou de clube, nem de camisa. Muito menos abandonou os camaradas de ataque. O que mudou foi a torcida e, então, ele voltou aos torneios (As “mocinhas-de-bem” agradecem!).

E desde o acontecido, ele “muda de calçada quando aparece uma flor e dá risada do grande amor”.

E aí, amigas e inimigas do Blog, vale a pena abandonar a Copa do Mundo?!

terça-feira, 4 de março de 2008

O conselho da mocinha

Dando uma salpicada nos debates entre homens e mulheres, o post de hoje lembra do caso de uma mocinha que era o interesse em pessoa. Bem, se lá no fundinho ela não era assim, o comentário que ela disparou numa noite de sexta-feira não deixou dúvida quanto à sua índole.

A história é a seguinte:

Certa vez, um de nossos artilheiros foi a uma festinha de aniversário, num bar, no centro do Rio. Cervejinha aqui, caipirinha acolá... mulher bonita passando pra lá, passando pra cá... e o artilheiro assistindo a tudo atentamente.

Ao lado do nosso amigo, estavam duas meninas: uma loira e uma morena. Serelepes, elas comentavam o tempo todo sobre um carinha que havia acabado de “chegar” na morena.

Depois da cantada, ele foi ao banheiro. Na volta, ficou próximo das meninas, talvez tomando coragem para continuar a sessão de elogios, cumprimentos e blá blá blá...

Nosso atacante, nesse momento, tornou-se um legítimo torcedor. Mais próximo da duplinha de moças, ele tentava ouvir o que elas diziam, pra entender o raciocínio delas e na expectativa de antecipar o final da história (e salve o corporativismo masculino!!!).

Mas para seu espanto, ele mais uma vez ouviu uma sórdida frase proferida em tom angelical.

A festa já estava se aproximando do fim e o rapaz-conquistador em questão, mexia no bolso para pegar o celular. Nisso, tirou algumas coisas que estavam no bolso: um papelzinho, que acabou caindo no chão, e uma chave de carro.

A amiga loira abriu um sorriso e disparou sem dó:

- Pega... pega ele, que depois ele dá uma carona pra gente.

***
Doeu no estômago essa, hein?!

E depois dizem que são os homens que só pensam "naquilo"... Ao menos, o nosso "naquilo" é muito melhor... (com ou sem trocadilho... a escolha é do leitor!!!)