sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sua vez...

Amigos, leitores e simpatizantes do blog, cuidado: há um novo golpe na praça.

Depois de revelarmos as táticas femininas em alguns golpes como o "da saidinha" e o "da autista", aquele em que a mulher fica olhando para o teto sem emitir som quando o garçom chega com a conta. Aí cabe ao cara bancar tudo, em quanto a mocinha permanece estática fingindo que não está percebendo o que está acontecendo.

Pois bem, a nova prática ardilosa é o "deixa essa comigo".

Esses dias um de nossos nobres artilheiros foi ao cinema com uma bela moça. Ela mora sozinha, trabalha, pensava em ter um filho sem marido. Era uma mulher independente. Assunto é o que não faltava. A mocinha sempre surgia com um tema distinto. Uns até que eram dispensáveis. Em certo momento, nosso amigo ameaçou iniciar um debate sobre a lei do impedimento se a pequena continuasse a falar sobre os problemas dos tibetanos no século XXI.

Enfim... o casalzinho foi ao cinema. Escolheram o filme e na hora de pagar os ingressos, a mocinha deu um passo à frente e surpreendeu:

- "Não. Deixa que eu pago"
- "Que isso, não precisa"
- "Faço questão", disse a mocinha retirando da bolsa uma carteirinha de estudante falsa.

Nosso amigo, que tinha uma carteirinha verdadeira, mostrou a sua e a sapeca pagou duas meias, algo em torno de R$ 14.

O atacante ficou sem graça inicialmente, mas gostou de ver que a moça tinha atitude. Não fez corpo mole. Disse que ia pagar as entradas e pagou sem titubear.

O filme foi bem mais ou menos, mas a companhia era agradável. Ambos deixaram a sala de exibição satisfeitos e resolveram comer algo para fechar a noite.

Nosso matador nem imaginava, mas o golpe estava por vir.

Foram a um restaurante próximo pediram um chope e voltaram a papear. Lá pelas tantas a moça decidiu pedir algo para comer. Dispensou os petiscos e entradas e pediu uma carne. Nosso amigo topou. A fome não era tanta, mas a jantinha iria cair bem.

Cuidado, amigos, isso também pode acontecer com vocês. Nunca se esqueçam: a mulher é capaz de enganar o diabo...

Quando a conta chegou, a mocinha pegou a bolsa e nosso amigo pensou surpreso: "Que isso... essa mulher vai querer pagar a conta?"

Mas não, amigos. Havia chegado a hora do golpe. A mocinha pegou a bolsa, levantou-se e soltou:

- "Agora é sua vez.... vou ao banheiro rapidinho, tá?", mesclando o golpe do "deixa essa comigo" com o da "saidinha", aquele em que a mulher sai da mesa, vai ao banheiro, vai fumar um cigarro justamente quando o garçom traz a conta.

***
"Como assim minha vez?", pensou nosso destemido jogador.

A espertalhona fez questão de pagar o cinema e tirou R$ 14 do bolso. Na cabeça dela essa foi a vez dela. A conta do restaurante beirou os R$ 60. Cerca de quatro vezes mais. E na cabeça da danada, essa era a vez do atacante.

Mundinho injusto esse, vocês não acham?!

Nosso amigo saiu preparado para bancar o que fosse preciso, como sempre faz. Sem essa de "minha vez e sua vez". Sob uma ótica fria, ele deixou de gastar a grana do cinema. Mas o que o incomodou foi a jogada que a mocinha forçou: para parecer uma mulher pra frente, independente e libertária, ela fez questão de mostrar que, assim como os homens, também podia pagar a conta, que não se incomodava em pagar a entrada do cinema de seu acompanhante. Só que justo a "vez dela" era a mais barata. Ê laiá....

quarta-feira, 18 de junho de 2008

A virgem da Tijuca...

A história que vamos publicar hoje aconteceu com um amigo de um de nossos artilheiros. Rapaz desenvolto e criado no meio da boemia tijucana, há tempos conheceu Fulana, uma danada com ar de puritana.

Na primeira parte dessa história ele é mero expectador.

Dois amigos do craque tijucano estavam conversando sobre a puritana. Um deles disse:

- To na dúvida, cara. Não sei se namoro a Fulana ou Ciclana.
- Ah, mermão... isso é de cada um.
- Gosto da Ciclana, mas po, tirei a virgindade da Fulana. Foi algo especial.
- O quê? Você o quê?
- Po... cara... vc sabe.. eu e ela... nós...
- Cara.. que nada eu sai com ela há seis meses, transamos e ela me disse que tinha sido a primeira vez dela..

Os amigos acabaram chegando num entendimento: a moça havia mentido, talvez para os dois. O rapazinho que estava pensando em namorar, então, acabou desistindo da idéia e tocou a vida em outra direção.

Nosso destemido atacante da Tijuca entrou em cena meses depois. Após flertar com a danada, embicou numa relaçãozinha.

Quando os amigos souberam que ele estava saindo com a puritana, logo trataram de contar a história sobre a virgindade da moça. Ok, nosso amigo não ligou e continuou levando o romance às mil maravilhas.

O difícil foi segurar o riso quando foram para cama pela primeira vez. Os abraços foram ficando intensos, espaço entre os corpos nem existia mais. Os beijos pareciam que iam tomar todo o corpo, o atacante, então, abriu a porta do quarto e entrou com a mocinha, que ávida pelo "choque" o olhou com olhos de ternura. Destinado a cumprir sua missão e balançar as redes, lançou-a na cama.

A danada, então, puxou nosso craque, abraçou-o bem forte e disse:

- Vai devagar... essa é a minha primeira vez.

***

Filha da P$#¨$%%&!!!!!

Pra que mentir... mentir pra quê?

sábado, 7 de junho de 2008

É hoje o dia....

Distintos leitores, hoje irei lhes contar a história de Cucuco (como assim é chamado por Cucuca, sua noiva, pelo menos até o momento em que escrevo esse post).

Apesar de ter nascido no movimentado bairro de Ramos, foi na tranqüila (nem sempre) Ilha do Governador que desenvolveu suas habilidades de matador da noite carioca.

Os amigos de infância - Cabeça, Stanley, Raquete etc - garantem que Cucuco abalava as estruturas da iluminada La Playa (quem nunca foi??).

O caso, meus queridos, é que depois de pouco mais de 30 anos de torneios, competições e edições da Copa do Mundo flerte, nosso amigo está pendurando as chuteiras. Por volta das 17h30 desse sábado de sol, ele levará Cucuca ao altar. Emocionados, alguns de nossos artilheiros estarão por lá, acompanhando os últimos momentos da carreira desse experiente atleta (Sim, artilheiros são fiéis. Uma vez no altar, dão adeus até aos amistosos).

A história dos Cucucos começou há mais de quatro anos, foram colegas de trabalho. No dia do primeiro beijo, que aconteceu semanas após o início do flerte, nosso craque da Ilha foi ousado. Segundo Cucuca, depois de uns 20 minutos de beijos e braços, ele chamou-a pra dentro do carro. Num impulso incomensurável, foi logo abrindo a calça.

Cucuca não acreditou na cena. Exigiu que ele se recompusesse e saiu do carro. A própria conta que ficou assustada com o drible e por causa disso, embora já encantada com o molejo do centroavante, fez uma promessa:

- "Não vou pra cama com ele tão cedo".

E ela cumpriu. Nosso amigo só balançou as redes meses e meses depois, quando os rumores de namoro já ecoavam pelas arquibancadas dessa vida.

Bem, amigos, os torneios da azaração se despedem de um craque. E a culpa.... a culpa é da Cucuca... toda dela... só dela!

***
E para encerrar esse post, lembro-vos do grande samba que a União da Ilha, escola da terra do nosso "ex-atacante", levou à avenida no carnaval de 1982: "É hoje o dia da alegria, e a tristeza nem pode pensar em chegar..."

Valeu, Cucucos... Felicidades!

domingo, 1 de junho de 2008

O telefone é uma arma

Valorosos leitores a história de hoje não é apenas um post, é um desabafo. "Santa paciência, tem moça que não tem noção".

Nosso artilheiro seguia sua rotina de partidinhas agitadas, além da busca pelo milésimo gol, quando conheceu a "lorinha".

A mocinha é bonita, alta, magra, loira com os cabelos encaracolados e... sem noção.

Depois de conversarem rapidamente ao telefone num sábado desses da vida, eles marcaram um encontro para a terça-feira seguinte.

A expectativa era grande. Nosso artilheiro há tempos queria marcar aquele golzinho. E como primeiro contato foi bastante agradável, nosso amigo deu corda.

Levou a moça para jantar, conversou sobre a vida, contou-lhe seus projetos pessoais e, é claro, passou horas ouvindo a mocinha contar suas histórias.

Nosso amigo gostou da lorinha, mas achou-a um pouco diferente de seu estilo. Contudo, resolveu dar uma chance à pequena. O problema é que ela não tinha noção. No meio da conversa, nosso amigo provocou o assunto sobre casinhos e namoros. A moça respondeu que era solteira e quis saber o estado civil do atleta. Ele foi direto e sincero:

- "Sou enrolado, sabe como é!", disse, destemido.

No dia seguinte, havia uma mensagem dela no celular do craque: "Gostei muito de ontem".

Beleza. É normal.

Só que não era, jovens. Em menos de uma semana foram 27 ligações e 18 mensagens de telefone. Nosso amigo ficou incomodado (Com motivo, certo?!). Ele, como todo trabalhador desse Brasil, é um cara ocupado e dificilmente faz planos para suas saídas. Ainda mais sendo um jogador enrolado e partidas atravessadas. Para ele, as coisas tem que simplesmente acontecer, fluir. Sem mesmo que o segundo encontro tivesse acontecido, o matador resolveu pôr um basta na relação. Se antes mesmo do segundo encontro a mulher já estava sufocando, imagina depois que as redes balançassem?

Pois bem...

De saco cheio, ele explicou ao telefone:
- "Caramba, você está me ligando muito, você não acha?".
- "É que quero te ver...", disse ela.
- "Poxa.. te avisei antes: sou um cara meio enrolado, não faço planos pra essas coisas", esquivou-se.

A conversa continuou com aquela promessa vazia: "nos vemos qualquer dia desses". Três horas depois, P&#@ Q#$ P@#@$, mais uma mensagem pipoca no celular do atacante:
- "Que tal fazermos algo interessante hoje à noite... beijos".

Nosso amigo já tinha esclarecido que iria trabalhar até tarde e que não iria sair. Ainda assim ele quis saber:
- "O que você acha interessante?".

Ela, por sua vez, mandou:
- "Não sei. Mas a resposta é sim ou não? Estou em casa afim de fazer algo, mas preciso de companhia".

Antes mesmo que ele a respondesse, ela mandou outra mensagem:
- "Preciso saber logo. Porque se a resposta for sim vou esperar, se for não vou dormir".

Tenha dó. Nosso amigo, então, tentou encerrar o papo:
- "É melhor não me esperar. Vou sair tarde e tenho que trabalhar cedo amanhã".

A moça ligou um minuto depois. Disse que a mensagem veio inelegível e queria saber o que o bamba havia escrito. Com toda a paciência desse mundo e sem querer ser grosseiro, ele explicou (MAIS UMA VEZ) que não podia. Ok, conversar terminada.

Que nada. Dez minutos depois surge outra mensagem:

- "Amanhã saio do trabalho às 17h15 da tarde. Gostei muito de conversar com você."

***
Saaaaaai da frente, chatonilda!

Mocinhas, sinceramente, depois de mandar 18 mensagens e ligar 27 vezes prum cara e ele não marcar o segundo encontro, vocês continuariam procurando-o?

NÃO. Correto? Então pronto... se diante dos fatos, ela ainda insiste é porque quer... a Culpa É Delas mesmo... Vocês podem até argumentar que o artilheiro deveria esclarecer que não queria mais vê-la. Só que esse não é o caso. Ele só não queria ser pressionado e explicou isso pra sapeca. Mas ela é sem noção e não entendeu. Portanto, minhas nobres inimigas do blog, mais uma vez a culpa é delas!

Mas por que será que a loirinha continuou atrás do craque:
(a) Porque ele manda bem
(b) Porque, como diz o post de hoje, ela é sem noção
(c) Porque ela achava emocionante trocar mensagens com o craque
(d) Porque é masoquista
(e) E quem é capaz de entender?