segunda-feira, 28 de julho de 2008

A reunião de família

A história de hoje passa por um clima família, mas a cobrança/ameaça é comum às relações mais cotidianas entre homens e mulheres.

Há alguns meses, o avô de um de nossos artilheiros completou 91 anos. A família toda, então, resolveu passar um final de semana juntos, em um sítio na Região Serrana. Era gente de todas as idades: tios, tias, primas, namoradas dos primos, pai, mãe e irmãos...

No sábado à tarde, o primo adolescente sacou de uma mochila um Playstation. Os demais primos, da mesma idade ou próximo, logo se escalaram para um partidinha de Winning Eleven, um atrante joguinho eletrônico de futebol... Ah... o futebol... além de paixão nacional é capaz de reunir gerações.

Pois bem... horas se passaram e a cada instante um membro da família se aproximava da rodinha de video-game. Os tios, que na infância se divertiram com o Tele-Jogo, o pai do Atari, acharam o Playstation a maior das invenções. A cada lance, soltavam um elogio ao jogo.

Alías, era um cena bonita: pai contra filho, tio contra sobrinho, primo contra primo!

Todos queriam jogar com seus times do coração e logo a rivalidade começou a crescer:

- "Vai dar Flu", diziam uns.
- "Que nada. É Mengão!", defendia outra parte.

A verdade é que o grupo ficou por mais de três horas na frente da telinha completamente entretido. Não teria causado nenhum problema se... se não fosse a hora do almoço!

Irritadas, porque a maioria dos homens - vovô estava dormindo uma hora dessas - não estava à mesa, as tias, mães e primas começaram as provocações.

- "Ô, gente, como é que é? O almoço tá na mesa?", disparou tia Fulana.

- "Calma ae, mãe! Tá no finalzinho...", resmungou um primo.

Era um momento único. Pela primeira vez em anos, as gerações haviam se integrado daquela forma. Naquele momento, todos se entendiam, se divertiam e buscavam o gol. Nesse caso, no sentido denotativo mesmo!

Mas elas não entendiam isso.

Depois de dez minutos de chamadas e mais chamadas, o clima esquentou.

A primeira foi tia Ciclana:
- Se não desligar, eu vou jogar água nesse video-game!

Tia Beltrana endossou:
- Se não vier agora, niguém mais vai comer. Vou trancar a panela na cozinha!

Mas foi tia Ciclana que pegou pesado. Direcionando ao marido, o grande tio Camisa 68, ela detonou:

- "Ô, Velha Guarda, se não vier logo, hoje não tem, hein!!"

***

Como pode minha, gente?

Um momento tão especial e Elas não conseguem compreender?? Qual será o problema?

Tio Camisa 68 foi o primeiro a levantar e, pressionado, acabou com a brincadeira da galera: "Bora, gente... ficou sério!".

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Valeu por você existir!!

Jovens do Brasil, ontem foi o Dia do Amigo!

Em homenagem a esse ser tão importante vamos postar uma música do Fundo de Quintal.

E como muitas mocinhas (as boas de alma e espírito) também travam com os artilheiros relações de amizade, não iremos publicar nenhuma das peripécias que algumas delas andam aprontando por aí...

Portanto, queridos leitores, curtam o clima:

A amizade

Meu amigo
Amigo, hoje a minha inspiração
Se ligou em você
E em forma de samba
Mandou lhe dizer
Tom, outro argumento
Qual nesse nomento
Me faz penetrar
Por toda nossa amizade
Esclarecendo a verdade

Sem medo de agir
Em nossa intimidade
Você vai me ouvir
Foi bem cedo na vida
Que procurei
Encontrar novos rumos
Num mundo melhor
Com você
Fiquei certo que jamais falhei
Pois ganhei muita força
Tornando maior

A amizade
Nem mesmo
A força do tempo irá destruir
Somos verdade
Nem mesmo este samba de amor pode resumir
Quero chorar o seu choro
Quero sorrir seu sorriso
Valeu por você existir amigo

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A mocinha dependente...

Cresce a cobrança. Ataques ao blog são cada vez mais freqüentes. A mulherada reclama que apenas "mocinhas do mal" são retratadas neste espaço virtual. Não é bem assim: só entram as culpadas, ora! Simples!

Hoje vamos falar de mais um tipinho que anda por aí e de quebra, iremos, fazer uma mea-culpa de gênero, mas não de "espécie". Traduzindo: há homens que cometem erros, falhas. Artilheiros balançam a rede, fazem a alegria da torcida. Embora haja diferenças entre as espécies, os homens por mais distintos que sejam, conseguem se dar bem.

Pois bem... toda essa mini-introdução serve para apresentar alguns elementos da história de hoje, meros coadjuvantes da estrela do post: "a dependente". Não, não iremos abordar casos de mocinhas usuárias de alguma substância química, não é isso. O conto de hoje versa sobre as mocinhas que dependem dos mocinhos.

Nossas mães sempre nos ensinam que não devemos sair por aí com dinheiro contado e/ou aceitar coisas de estranhos. As meninas deste post, ao que parece, jamais aprenderam essa lição.
Era mais um sábado à noite e um grupo de amigos se preparava para mais uma partida do campeonato. Um de nossos artilheiros estava no grupo, formado por toda a sorte de atletas , entre eles o "mocinho afoito", aquele que "quer porque quer" marcar um gol. É tipo aquele meio-campo incauto que todo escanteio vai à àrea tentar a cabeçada.

A bola passa e ele se joga meio que sem jeito, tentando desviar de qualquer forma. Enfim... No "time" tinha de tudo, jogadores de muitos gols, sejam eles bonitos ou feios. Assim como o memorável Dadá Maravilha, o importante era o gol para aquele plantel. À época, eles estavam com os hormônios explodindo, tal qual fogos de Copacabana em noite de revéillon.
Chegando ao palco de mais um confronto, numa das maiores casas de shows do Grande Rio, o cenário era tudo que eles queriam.

Bem, o fato era que o cenário era convidativo: música, cerveja e moças... muitas moças! Não importava a procedência, religião, cor ou qualquer coisa do tipo. Eram mulheres. E isso bastava. A noite transcorreu normalmente e a pegação foi geral. Perto do fim da noite, um dos jovens se aproxima dos outros dois e começa a dissecar o plano para o desfecho da noitada. Sem rodeios, ele foi logo propondo:

- "Estou com uma moça e tem mais duas amigas com ela. Vocês chegam, a gente conversa e as leva para o play do meu prédio. Vamos promover uma festinha", sentenciou.

O papo durou cerca de uma hora. As moças provocavam, faziam doce, provocavam... até que o "mocinho afoito" entrou em cena comentando que tinha carro, que distância é o de menos... Eles, então, sempre fazer qualquer tipo de promessa (apenas que a noite seria boa!), convenceram as moças. Mas havia um detalhe: os artilheiros moravam na Zona Norte do Rio de Janeiro, e elas, em Belford Roxo. Ou seja: elas moravam looooooonge...

A festinha no play foi agitada. Era um com uma, outra com outro, troca dali, destroca acolá... A noite tinha sido fechada com chave de ouro. Amigos, é nessas horas que vale a independência! Bem... às 7 horas da manhã e virados, os mocinhos não tinham condições de levá-las.

Depois de um tempo, dois dos jovens, entre eles o "mocinho afoito", desapareceram. As moças, então, viraram para um de nossos artilheiros querendo saber como iriam pra casa. Ele argumentou que não tinha carro e, portanto, não poderia levá-las. As mocinhas se alteraram e para se livrar do abacaxi - e aplicar um castigo no "mocinho afoito" -, ele apontou para a casa próxima e disparou:

- "Toca lá que o fulano atende e te leva", afirmou, com a maldade no olhar.

O papo é reto e artilheiro, hábil. Vocês podem imaginar o que aconteceu em seguida. As três moças sendo atendidas pela mãe do afoito, que o chama. O rapaz bate o pé, diz que não vai levá-las, mas elas não aceitam. Para sanar a situação, lança uma solução final:

- "Tenho esses vales-transporte. Peguem o ônibus e voltem pra casa", disparou.

A sugestão foi aceita na hora, as moças pegaram os vales (na época, de papel) e voltaram para suas casas.

***
Ahh... vocês podem argumentar que a culpa é do afoito, por ter deixado a carona subentendida. Mas o rapaz fora provocado. Tudo o que ele "esperava de um sábado à noite" estava se desenhando...

As mocinhas não tinham sequer grana para voltar pra casa. O artilheiro fez seu papel e, de quebra, ajudou a resolver o caso.

Mocinhas, como é?! Pelo menos o da passagem...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

São Paulo, torpedo e mentiras...

Certa vez, um de nossos artilheiros foi almoçar com os amigos do trabalho: bolinho de bacalhau de entrada e cabrito com arroz e brócolis de prato principal. Espetacular!

O prazeroso almoço foi interrompido por uma mensagem de telefone.

- "Oi, lindo. Estou com saudades. Já chegou de São Paulo?", dizia a mensagem.

Como estava almoçando nosso amigo deixou para responder mais tarde. E entre uma garfada e outra no cabrito ele lembrava da estória de "ir pra São Paulo".

Há tempos ele estava saindo com uma menina... era bonita, tinha um beijo daqueles, bom gosto para se vestir, mas deixava a desejar em outros aspectos. Intelectualmente havia um abismo entre eles.

Um pouco cansado das exaustivas tentativas da moça, ele resolveu dar um tempo nessa relação. Só que, vocês hão de concordar, quando alguém pede um tempo, na verdade, quer dizer que tudo acabou. E não era esse o caso. Então nosso artilheiro teve a idéia de dizer que estava indo para São Paulo passar dez dias trabalhando. Nesse tempo, sem a pressão da mocinha, ele poderia decidir se iria continuar com ela ou dar um basta.

No dia do almoço citado acima, esses dez dias já tinham vencido e a moça voltou à cena, ainda que por meio eletrônicos.

Vinte minutos após receber a primeira mensagem, surgiu outra e outra dois minutos depois. Elas diziam o seguinte:

- "Oi, gato. Não vai responder não? Sabia que é muito feio deixar uma mulher sem resposta?".

- "Você é ou está se fazendo de difícil? Você tem namorada?".

O número que enviava as mensagens era um número desconhecido, mas como ele só tinha dito para uma mocinha que iria para São Paulo, ele tinha certeza que ela era autora das mensagens.

Outros dois torpedos surgiram. Dessa vez, em tom de cobrança: "Vai responder ou não?"

Afim de dar um basta, ele respondeu: "Sim. Tenho namorada".

Inicialmente ela respondeu: "Bom... então não quero mais nada com vc".

Incomodado em encerrar o casinho por mensagem de celular, ele resolveu ligar para a mocinha. Só que ligou para o celular dela e não para o que estava enviando os torpedos.

- "Oi, fulana, tudo bem?", disse nosso amigo.
- "Oi, como foi de viagem?"
- "Bem... vem cá, é vc que está me enviando umas mensagens?"
- "Eu? eu não, por quê? Que mensagens?", disse como se não soubesse de nada.
- "Nada.. deixa pra lá. Depois a gente se fala", disse o craque, encerrando a ligação.

***
Mal sabia que nosso craque tinha certeza que era ela que estava mandando os torpedos: só ela pensava que nosso camarada estava em São Paulo!

Horas depois, um amigo do artilheiro ligou para o número misterioso e descobriu que pertencia a uma amiga de trabalho da fulana. E as msgs não pararam.. Em uma delas a moça, mesmo depois de saber do estado civil do centroavante, disparou: "Você quer ser meu?... beijos".

[se outra mensagem surgir, a gente jura que conta pra vocês]

Mas, por que será que ela não assumiu a autoria dos torpedos?

Mentira por mentira... a dela selou o fim do romance...

sábado, 5 de julho de 2008

Tem a Lei do Shortinho?

Juventude desse meu Brasil, essa tal de Lei Seca está deixando muita gente de cabelo em pé. Acho que não é o caso de discutí-la nesse espaço virtual, voltado para histórias sobre a guerra dos sexos!

Mas, pegando carona na lei recentemente sancionada, resolvemos falar de outra coisa que também atrapalha o motorista: o shortinho.

A história de hoje aconteceu há muito tempo, quando um de nossos artilheiros era um recém motorista habilitado.

Aproveitando que seu pai estava tirando aquela soneca tradicional das tardes de domingo, ele pegou as chaves do carro da família e saiu para dar um passeio. Ao passar na casa de um amigo, fez um convite: "Aí, vamos dar um voltinha?".

Nos maravilhosos anos da adolescência/juventude, uma simples voltinha de carro já era o auge para nosso artilheiro em desenvolvimento.

Junto com o amigo de colégio ficaram dando voltas pelo bairro em que moravam, estudam e se divertiam... Ô tempo bom!

Pois bem... em determinado momento da aventura notaram à frente uma linda loirinha... a moça parecia que flutuava, em vez de caminhar. Cheia de graça e balançando cabelo, que estava preso no formato rabo de cavalo, ela exibia um shortinho mínimo: atração fatal!

Deslumbrante, a bela loira chamava a atenção dos traseuntes... Parecia que o tempo havia parado e só ela se mexia... Só parecia... pois o momento que se mostrava mágico e encantador foi rispidamente interrompido pelo grito do amigo, que estava no carona: "Olha a calçada, P@#$@!"

Deu tempo de puxar o volante pra esquerda, mas a lanterna do carro raspou no "gelo baiano" e ficou estraçalhada.

Nervoso, nosso amigo continuou acelerando e decidiu voltar pra casa imaginando como explicaria ao pai o porque de a lanterna estar em cacos... A mocinha ficou pra trás, rindo, como se decifrasse o motivo da colisão!

***
Por isso, meu amigos, é que alertamos: além do álcool, o shortinho que as mocinhas costumam usar por aí também são prejudiciais ao fluxo do trânsito.

Nosso craque ficou com um problemão pra resolver, mas foi sincero com seu "técnico mor": Pai, você não vai acreditar, mas a culpa foi dela..."