sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A fase

Nosso craque da Camisa 27 marcou um golaço recentemente. A história é de empolgar aqueles que, porventura, andam afastados da arte do flerte.

Bem... vamos aos fatos... Junto com amigos do trabalho e amigas das amigas foram para uma festinha de aniversário, em uma boate em Botafogo. Havia pessoas de todos os tipos e muitas.. muitas mocinhas, literalmente, na pista.

O alvo do nosso amigo era uma morena deslumbrante. Ele já conhecia a moça e havia revelado a amigos seus planos. Na naquela noite sentiu que chegara o momento de ficar "cara a cara" com gol. Depois de jogar conversar fora com o amigos e beber algumas tulipas de chope, viu-se lado a lado com a mocinha. Confiante, como o atacante Adriano na final da Copa América de 2004, logo puxou assunto.

Para seu delírio e explosão de felicidade, o papo foi interrompido por um beijo. Quem assistiu à cena, teve vontade de aplaudir.

Lá estava nosso matador, aos beijos e abraços com uma das mocinhas mais desejadas da festinha. É como se ele tivesse feito o gol que Pelé perdeu na Copa de 70, quando tentou um chute do meio-de-campo.

Radiante, nosso amigo tentou o "continue".

- "Essa noite não pode acabar aqui. Quer ir lá pra casa?", arriscou.

Sim, nobres leitores. A mocinha topou.

Naquela noite, o craque da Camisa 27 bateu escanteio e correu pra cabecear. Fez tudo como tudo deve ser feito e acabou agraciado com um gol digno de medalha.

No dia seguinte, acordou com o peito estufado. Teve a impressão que se passeasse pela praia, seria parado por fãs.

E a alegria durou, durou. Atravessou o domingo, segunda-feira... Até que a terça chegou. Nessa altura, ele já pensava em que tipo de mensagem mandaria para a mocinha, sua mais recente conquista.

O problema é que, conversando com amigos, descobriu algo sobre aquela noite.

- "O quê? Você também? Sério?", questionou o craque ao telefone com um amigo.

Para sua decepção, nosso amigo não foi a única conquista da mocinha naquela noite. Tudo bem que ele foi o único que balançou as redes, mas outros dois AMIGOS (reparem bem: amigos) do craque, naquela mesma boate, também "ficaram" com a mocinha. Como estavam espalhados pelo recinto, nosso amigo nem percebeu o troca-troca.

Na conversa com amigos em comum, o atacante descobriu que a mocinha acabara de sair de um relacionamento e estava se soltando por aí. Passando o rodo! (Tudo bem... cada um na sua!)

***
Bem, no papinho a dois, a mocinha nada falou sobre sua nova "fase". O centroavante chegou a ficar empolgado. Queria mais! Porém, depois das revelações, a chama esfriou. Sentiu-se "apenas mais um".

Por que será que a mocinha está agindo assim?

(a) Porque tinha bebido demais.
(b) Porque ela quer que o ex- saiba que, agora, ela é uma (pseudo) artilheira.
(c) É da natureza dela.
(d) Porque resolveu se libertar, depois de anos presa a um relacionamento.
(e) Sei lá.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A mentira olímpica

Meninas, meninas. A verdade ainda é o melhor caminho. (Sim, é difícil... sabemos!!)

Esses dias, um amigo do blog começou uma ofensiva à uma bela mocinha. Eles já tinham tido um casinho e depois de um tempo afastados, nosso nobre camarada tentou a reaproximação.

Em pleno sábado, ele fez um convite.

- "Oi, tudo bem, linda?", disse o craque.
- "E aí, tudo tranqüilo. E com você?", devolveu.

O papo correu bem. Conversaram sobre o último lançamento do cinema, sobre o show que a Velha Guarda da Portela vai fazer na Lapa esse mês, sobre uma música que lembra o casal, enfim... falaram de muitas coisas.

Quando sentiu que era a hora de aplicar o convite, ele soltou:

- Então, vamos nos ver hoje? É noite de sábado...

A mocinha ficou pensativa e disparou a pior das desculpas:

- Po, hoje? Não vai dar não...
- É mesmo?
- É... é que hoje... eu quero ver a competição do Diego Hypolito. Sabe como é, né, é a final do solo...

***
Tudo bem, tudo bem... cada um tem seu jeito de lidar com essas situações...

Mas, nosso amigo acabou gostando de ter saído sem a mocinha naquela noite. Qualquer dia desses, a gente conta melhor essa história...

Qual a mentira mais fantástica você já ouviu?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Saindo "del Santiago"

Bem, nobres leitores, vamos contar mais um capítulo da gloriosa relação do nosso artilheiro com seu querido Hotel Santiago.

Certa vez, o matador da Camisa 11 levou uma mocinha para "as quatro linhas" do Santiago... Apesar do alto nível de álcool do casal, eles fizeram uma grande partida. Quando nosso artilheiro lançar o DVD sobre a carreira, certamente, alguns lances desse joguinho iram ilustrar o filme.

Pois bem... o dia clareou e nosso amigo despertou por volta das 9h40... Rapidamente pediu o café (No Santiago o café é a até as 10h... depois disso, só recomendamos o filé com fritas) e acordou a moça.

Protagonizaram mais um "ralas e rolas", decidiram tomar uma ducha e depois partir.

A moça se arrumou, pegou seus pertences e deixou o quarto.

Na saída - dessa vez, nosso amigo estava de carro -, eles foram parados na guarita. Nosso amigo temia que a incauta atendente pudesse cometer o mesmo erro que mostramos no último post. Mas para surpresa geral da nação, o susto foi outro... e maior.

- Por favor, espere só um instantinho que a moça está conferindo o quarto.
- Ok, sem problemas.

Um minuto depois.

- "Senhor, me desculpe. Mas está faltando uma toalha".
- "Toalha?, indagou o camisa 11", virando-se para sua companheira.

A mocinha abriu um sorriso amarelo e olhou para o banco de trás: lá estava a tal toalha.

- "Adoro toalha de motel", confessou a danadinha.

***
Pááááááára tudo....

Nosso amigo acabara de passar uma noite (e que noite) com um larápia de toalhas.... toalha de motel!

Para contornar a situação, rapidamente nosso amigo saiu do carro, abriu a porta de trás e pegou a toalha junto com uma blusa e um casaco.

- "Ih, acabamos pegando por engano. Veio junto com o casaco", com o "bolo" de roupa na mão.

Questão resolvida, mas com aquela mocinha nosso craque nunca mais entrou em campo!

A culpa de quem? de quem? Ah tá...

E vocês, assíduos (as) leitores (as), já passaram algum constrangimento no motel?

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Histórias do "Santiago"

Todo artilheiro tem seu campo preferido. O do "baixinho", por exemplo, é o Maraca. O artilheiro da pequena área cansou de balançar as redes, em formato de véu de noiva, do glorioso estádio jornalista Mário Filho.

Bem... o campo preferido de um de nossos artilheiros é o distinto Hotel Santiago (Nome fictício), um motelzinho na Lapa. (Calma, calma... antes de falar que é ruim - só por ser na Lapa - é melhor conhecer antes... olha o pré-conceito!!!!!)

O Santiago fica em lugar estratégico. Afinal de contas, é na Lapa que nosso artilheiro desenvolve grandes atuações. Depois de umas garrafas e outras, nada de dirigir para casa. O papo era sempre o mesmo: "acho melhor ficarmos por aqui mesmo... tem um lugar aqui pertinho..."

São incontáveis os tentos que nosso craque marcou nesse memorável ambiente.

O problema é que de tanto freqüentar aquela "pequena área", ele começou se tornar figura conhecida... da atendente.

Certa vez, entrando no referido motelzinho - que ultimamente alterou a tabela, deixando o preço salgado, salgado -, ele foi supreendido.

Nosso amigo estava com um alvo novo. Era a terceira tentativa de marcar o gol. A mocinha, por sua vez, fazia jogo duro e se fechava na retranca. Por vezes, se mostrava insegura em participar do "joguinho". Nosso amigo, então, paciente e compreensivo como sempre, tratou de acalmá-la.

Passando em frente ao seu campo preferido ele soltou:

- "Esse lugar aqui ó. Parece ser legal. Se você não se sentir bem, a gente sai", disse nosso amigo.
- "Parece? não sei..."

Nisso, nosso matador colocou a mão sobre o ombro na moça. Ela demonstrou que estava decidida e caminhou junto com ele... rumo ao "campinho".

Como estavam a pé, tinham que pagar pelo quarto antes de entrar. (É, amigos, tem disso na Lapa...)

Nosso amigo puxou o cartão. Aí, a atendente, antes que o pegasse, disparou:

- "Boa noite, sr. Camisa 11!", cumprimentou a atendente, dizendo o nome do artilheiro.
- "opa... um quarto, por favor".

A caminho do cafofo, a mocinha quis saber:

- "Ela falou seu nome? como ela sabe seu nome? você vem aqui sempre?".

***
Se não fosse o gingado carioca, a indecisão da moça teria voltado à cena e aquela noite entraria para o ranking das histórias tristes!

- "Ela deve ter lido no cartão! Você está linda, sabia?", disse o camisa 11.

Pronto. A moça abriu um sorriso, ajeitou o cabelo e apertou a mão do nosso matador bem forte.

Ufa... e a busca pelo milésimo continua!

sábado, 2 de agosto de 2008

A festa

Caramba é cada uma que acontece, que às vezes as histórias parecem meros contos retirados de um livro de fábulas. Mas a verdade é uma e precisa ser dita sempre: A Culpa É Delas.

A história de hoje aconteceu com dois amigos do blog há alguns anos.

Certa vez, foram convidados por um colega de trabalho a irem em seu aniversário, em Santa Teresa. O aniversariante era gente boa, um profissional notável, dono de bom humor e sua orientação sexual o direcionava a pessoas do mesmo sexo que o seu. (ATENÇÃO: esse blog não se propõem a discriminar ou preconceituar as pessoas por conta de suas opções e orientações).

Continuando a história...

A dulpa de amigos é heterosexual. Pois bem... eles estavam receosos com o "clima" da festa, mas acabaram convencidos por duas amigas, também heteros, e marcaram de ir juntos.. os quatro...

No dia da festa, já subindo Santa, eles ligaram para uma das amigas:

- "E aí, cadê vocês?", perguntou um deles.
- "Vamos chegar um pouco mais tarde... podem ir na frente", disse a danada.

Queriam chegar lá com mais alguém conhecido. Mas era tarde para desistir, eles já haviam confirmado presença. E além do mais, pensavam eles, o que deveriam temer? Ninguém os obrigaria a nada e eles eram pessoas determinadas a viver com as diferenças. "Tranquilo. Vamos em frente", disse um deles.

Chegando na festa, a alegria tomava conta. O aniversariante os recebeu com extrema alegria, ofereceu bebidas e pediu que se sentissem à vontade.

Os amigos, então, adentraram na festinha, pegaram uma cerveja, bateram um papo e começaram a analisar o cenário: a idéia era encontrar um alvo para aquela sexta-feira.

Mas o pior, para eles, aconteceu.

Havia muitas pessoas na festa. Homens e mulheres. Mais homens que mulheres. Não importa. O que marcou para os nobres amigos era que todos preferiam se relacionar, afetiva e sexualmente, com pessoas do mesmo sexo. Nada de heteros na pista. Apenas eles. De repente começaram a ganhar olhares. Olhares incisivos.

- "Não há alvos", proferiu um deles.
- "Pior: nós somos os alvos", resmungou.
- "Se as fulanas estivessem por aqui... ".
- "Ok, ok. Sem problemas. Viemos por causa do nosso amigo", disse o outro.
- "Isso, isso. Tá tudo tranquilo. Vamos pegar mais cerveja".

Eles interagiram, bateram papo, discutiram problemas do trabalho... e nada de as amigas chegarem.

O problema, amigos, é que uma hora depois, algum conviva, elétrico, assumiu o controle do som. A primeira a tocar foi YMCA, do Village People. O público presente se animou. Os movimentos passaram a ser mais intensos; os saltos mais altos e os gritos mais estridentes.

Até que, no auge do caldeirão, começa a tocar "It´s raining man". As pessoas se agitaram de uma forma inexplicável. E de repente, uma voz no fundo da sala solta:

- Uhuuuu... APAGA A LUUUUUZ!

Foi a senha.

Um dos amigos correu pra cozinha, o outro colou na parede, enquanto a galera se agarrava.

***

Um minuto depois estavam fora da festa... descendo Santa Teresa.... correndo ..... e xingando as amigas furonas!