sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Amigos íntimos

Amizade é coisa primordial para nós, do A Culpa é Delas. Não é a toa que o filósofo dizia que "a amizade é o melhor remédio". Então, nobres leitores, com isso não se brinca!.

A nossa história de hoje não trata de grandes amigos. São três pessoas conhecidas que tem ligações há anos e uma relação amistosa. E no meio deles, uma mulher, que coloca em risco tão nobre sentimento.

Fulano e Ciclano estreitaram os laços há poucos meses, embora se conheçam há vários anos. Nos últimos tempos, estão sempre juntos na noite, nos bares e becos espalhados pelo Rio de Janeiro. Onde tem cerveja, lá estão eles.

Decidiram duelar em mais uma noite carioca e aquela sexta-feira parecia ser como todas as outras. Marcaram de se encontrar no bar de sempre, para biritar e, então, partirem para a noitada. Como no dia seguinte compartilhariam a tradicional pelada de sábado, ficou combinado que Ciclano dormiria na casa de Fulano para saírem pela manhã.

Entornaram algumas cervejas e partiram para uma casa de shows muito famosa na Lapa. Depois de algum tempo no local, Ciclano encontra Beltrana, sua irmã, que tem namorado. A sapeca estava com uma amiga, no meio da ferveção.

Muitos podem pensar: que mal há nisso? Nenhum, se ela não tivesse namorado. "Ora, que visão machista", podem pensar alguns leitores.

Afinal, que mal há em uma pessoa estar na noite sem o seu parceiro? Sim, sim. Mas acompanhemos, então, o desenrolar dos fatos.

A noite seguia animada, quando Beltrana engatou um longo papo com Fulano.

Ela é o que se pode chamar de uma moça receptiva, apesar de compromissada. E uma moça receptiva e bonita é um belo convite a qualquer jovem a se aventurar por terras perigosas (já que estamos falando de gente comprometida).

Pensando nisso, Fulano dirigiu-se ao seu amigo, o irmão da danadinha, e mandou a real.

- " Você é meu parceiro, mas eu quero a sua irmã. Mas ela tá namorando ainda? Afinal, eu conheço o cara, e não seria legal", abriu o jogo.

- "Mermão, minha irmã é maior e sabe da vida dela. Mas ela não tá namorando não", deu a senha Pablo.

Pronto. Estava formado o cenário. Horas mais tarde, todos decidiram ir embora. Ciclano manteve os planos de ir para a casa de Fulano, juntamente com outro amigo. Mas Fulano tinha uma nova companhia: Beltrana. Eis que todos rumaram para a casa do artilheiro da noite.

Chegando ao local, a divisão dos quartos é feita de forma natural. Ciclano e o amigo vão para um quarto e Fulano vai para outro.... com Beltrana !!! É isso mesmo, caros leitores: enquanto Ciclano dormia em um cômodo, sua irmã ficava acordada em outro, junto com um de seus amigos.

Aos que falarem que isso não tem nada a ver, adiantamos: o ACED, em sua linha editorial, não contempla irmã ou mãe sendo abatida por qualquer amigo. Ser cúmplice então...

No dia seguinte, todos seguem no carro de Fulano em direção à pelada. Beltrana ficaria em casa, mas decidiu acompanhar o grupo. O trajeto, de pouco mais de meia hora, teve um cenário constrangedor, com brincadeiras espaçadas e breves diálogos. No meio do caminho, o celular de Beltrana toca: era o namorado dela, querendo saber onde a mocinha estava.

- "Saí ontem com meu irmão, que dormiu na casa do Fulano. Peguei uma carona com eles e fiquei por lá mesmo. Fiquei com meu irmão", mandou.

Todos no carro procuravam olhar para qualquer ponto, menos para a cara do outro. Talvez para evitar a face constrangida, talvez para evitar risos sem graça.

O detalhe é que o namorado é amigo, um tanto distante, de Fulano.

No mesmo dia, após a pelada, Fulano bebia cerveja na rua em que foi criado, e eis que surge o "corno", ou melhor, o namorado. Se cumprimentam, com visível constrangimento para Ciclano e Fulano.

Para completar o cenário e o constragimento quase tomar forma humana, ainda surge a moça, que senta à mesa, e começa a papear com todos. Se não eram tão próximos assim, desde aquele dia, o artilheiro da noite e o namorado de Beltrana se tornaram amigos íntimos...

****

Não há muito o que dizer. Os erros, nesse triste episódio, são sortidos e surgem de diversas direções.

Mas se a moça tivesse mantido a postura de pessoa compromissada, nada disso teria acontecido. Alguma dúvida de quem é a culpa?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Deixa que eu anoto

Algumas mocinhas estão trabalhando com afinco a idéia de se igualar os homens. Mas, meninas, não é preciso se igualar a tudo. Tem coisas que vocês sempre foram melhores que os homens EM GERAL, como por exemplo, o recato, os bons costumes e a sinceridade.

Se ainda fossem copiar os artilheiros, tudo bem. Mas vão copiar logo os Zé Manés?! Aí não tem jeito, acaba virando post do A Culpa É Delas!

Vejam só o que aconteceu com um nobre artilheiro, amigo do blog.

Animado para mais um ensaio do "carnaval de emoções" que é a noite carioca em dia de sexta-feira, nosso nobre camarada foi ao Escravos da Mauá dia desses. Depois de saracotear de um lado ao outro encontrou uma bela mocinha sorridente. Ele logo puxou uma cerveja, ofereceu e iniciou um papo. A mocinha deu corda e caiu nos braços do craque.

Beijo pra cá, beijo pra lá. Pausa para a cerveja e um set de samba.

No fim de tudo, nosso craque pediu o telefone da moça. Ela, então, pediu o aparelho do artilheiro.

- "Deixa que eu anoto", falou a danadinha, pegando o aparelho e apertando as teclas.

Minutos depois, na hora de se despedir, a mocinha mostrou seu lado sapeca. (Ou será que mostrou a lado ruim do que ensinam por aí?).

- Ah... eu tenho namorado.

Nosso amigo não gostou da idéia. (Sim, artilheiros, de fato, se preocupam com isso).

- "Que isso? Por que não falou antes?!", quis saber nosso amigo.

A mocinha desconversou. (Não sabemos ao certo se era uma brincadeira ou uma revelação).

Entre risos, ela disse:

- "É brincadeira, artilheiro. To brincado", soltou, para logo em seguida mudar o assunto.

Nosso nobre Don Juan Tupiniquim deixou a história de lado. No dia seguinte, foi mexer na agenda do telefone e:

- Ué, cadê o telefone da Fulana?

***
Que triste. Muito triste. (e engraçado também, confessamos!!)

A mocinha fingiu ter anotado seu número de telefone no aparelho do nosso amigo. Fato esse que, inclusive, reforça a suspeita de que realmente ela tinha namorado e não poderia ter ninguém ligando e chamando pra sair.

Tanta coisa boa para imitar na guerra dos sexos e as mocinhas aprendem logo isso. Lastimável, não acham?

Ser ludibriada é uma coisa. Repetir erros é outra. A Culpa É Delas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Reações ao blog...

Há alguns meses esse blog completou um ano e continua colecionando (e vivendo) boas histórias. Dessa vez, iremos publicar duas reações que algumas mocinhas tiveram a este animado espaço virtual, onde homens de todo o mundo podem perceber que não é só com eles que as mocinhas aprontam.

O primeiro caso aconteceu na roda de samba que acontece próximo ao aeroporto, no Aterro do Flamengo. No meio da baticada, nosso craque encontrou uma velha conhecida, com quem tivera um lacônico romance. A mocinha iniciou uma conversa com o atacante no meio do salão. De repente, pegou nosso matador pela mão e o levou para uma parte do clube onde não havia ninguém. Continuaram o papo até que ela começou os disparos.

- "E aquele blog, hein?", começou ela.
- Que que tem.
- Você tem que parar de escrever aquelas coisas.
- Por que, meu Deus?
- Não te fazem bem, você não percebe? Você precisa encontrar alguém, namorar, para com essas coisas.

Como nosso artilheiro é um jovem autor de boas ações, Deus o salvou daquele momento constrangedor. Uma amiga da mocinha surgiu em meio ao nada procurando-a.

- "Beleza, beleza. Vamos beber cerveja", desconversou nosso amigo deixando para atrás aquele "ataque" ao blog e à Copa do Mundo do flerte.

***
Agora vejam! A mocinha numa só tacada sugere o fim do blog e uma brusca de interrupção no Torneio Carioca de Flerte...


***
Outro caso, aconteceu no início do ano. Nosso "Mestre de Bateria da Azaração" estava conversando com uma bela mocinha, com quem trava um emocionante relacionamento. Assim que se conheceram, ele comentou do blog. A doce conquista achou a idéia engraçada e, dias depois, confessou ter lido mais de 50 posts num só dia.

Dois meses depois, a relação entre nosso atacante e a bela moça estava a todo vapor. Durante uma conversa, o casal voltou a falar sobre o blog.

- "E o blog, lindo? Continua escrevendo?"
- "Claro", respondeu prontamente.
- Ah tá.
- "Ué, você não tem mais lido?", quis saber.

Para surpresa geral da nação, a mocinha revelou:
- Não. Tenho medo!

***
Ai, ai... não queremos o medo de ninguém!


***

E vocês, queridas leitoras, que reações costumam ter às histórias deste blog?

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O sacrifício...

Esse blog é simpático à luta pela igualdade de gênero. De verdade, achamos que homens e mulheres têm que ter os mesmo direitos.

O problemas é que muitas mocinhas não estão nem aí para isso. Preferem a desigualdade.

ALGUMAS mocinhas tentam... tentam... e tentam se igualar a alguns homens. Mas, em muitos nos casos, não conseguem.

Veja o caso que vamos abordar nesse post.

Durante um almoço com amigos e amigas de trabalho, nosso atilheiro teve que passar muitos minutos ouvindo as mocinhas falarem em D.R. (Discussão de relação). Se não bastasse, fazer a tal da DR com seus namorados, peguetes e afins, as mocinhas confessaram que tinham "DRs" com as próprias amigas.

Nosso nobre amigo, então, fez uma brincadeira.

- Enquanto as mulheres se perdem em DR, os artilheiros fazem a famosa DT.

As pessoas se entreolharam curisosas. E para saciar a demanda, nosso camisa 11 continua o raciocínio.

- "DT, gente. Discussão de Tática!", disse o craque numa clara alusão ao papo que atacantes travam antes de ir a campo em busca do gol.

Dias depois, uma das mocinhas soltou a pérola durante papo por e-mail:

- "E mais: mulheres também fazem DT".

Ok, ok. Não iremos discordar disso.

Mas muitas das vezes a tática discutida requer SACRIFÍCIO. E disso, pouquíssimas são capazes.

Não entenderam? Então iremos ilustrar.

Dois atacantes chegam numa festa e analisam o cenário. Um deles se encanta com uma loira, alta, com corpão e bem produzida. A loira está em companhia de uma amiga, um INHA. (Isso mesmo: baixINHA, gordINHA ou feINHA).

Eles conversam e o outro centroavante define:

- Tá bom, eu vou na INHA.

***
Agora, cá entre nós, vocês conhecem alguma mocinha que vai pro sacrifício?

Sério, vamos lá, desabafem!