terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A resposta certa é...

Muita gente acertou: a reposta certa é a letra C.

A mulher mandou o marido comprar tudo novo pra casa.

Mas é pena ver tal comportamento da mulher: ela vendeu o perdão. E o sujeito, pseudo-malandro, conhece a mulher que tem. Aprontou e depois pagou a conta.

O relacionamento desce a ladeira e não fazem nada para recuperar. Se ele vacilar, sabe que vai consertar com dinheiro.

Mas isso só acontece, porque a moça permite.

Definitivamente: A Culpa É Delas!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A condição...

A história de hoje não é exatamente sobre um artilheiro, um craque. Artilheiro de verdade não vacila como o protagonista dessa história, não faz o que ele fez. Mas o nosso post serve para ilustrar como pensam algumas mocinhas. E nós, artilheiros-boêmios-homensdebem, sabemos que são pensamentos assim que afrouxam relações e fazem romper os laços mais firmes. Pelo menos os do coração. As fachadas de bom relacionamento permanecem quase que sem abalo, mas o calor do sentimento nunca mais é o mesmo... Tudo por Culpa Delas!!!

O nosso personagem é casado há anos. Com certeza, seus ponteiros já passaram dos 40. Sem medo de ser feliz, ele vive a ciscar por aí. Dia sim, dia não acaba fisgando uma. E foi o que aconteceu naquela semana triste.

A mulher dele tinha uma viagem a trabalho. Ficaria o final de seman inteiro fora e ia voltar ou no domingo à noite ou na segunda bem cedo.

O pseudo malandro não pensou duas vezes: levou a amante para casa.

O rala e rola aconteceu na tarde de sábado. O protagonista aproveitou cada minuto. De fato, sua conquista era bem interessante, pelo menos, para quem curte a categoria Master da Azaração.

O fato é que malandro é malandro e mané é mané, já dizia o mestre Bezerra. Quando nosso personagem engatava a terceira (É, ele tinha tomado um Trovão Azul), a porta da casa se abriu. Tan-Tan-Tannnnnnn.

Sim, claro, era ela. A mulher dele.

Sem chances de disfarçar, tomou aquele Fla-Flu da patroa. Foram meia hora só de palavrões e tentativas insanas de agressão.

Ele pedia calma e ela se enfurecia mais ainda. A outra pulou fora (Elas sempre fazem isso, né?).

Depois de uma hora de confusão e muita água com açúcar, ela começou o discurso.

- Você vai querer continuar nessa casa?
- Quero! Por favor, me desculpe!
- Você não vale nada.
- Eu sei. Não consegui resistir.
- Tinha que ser na minha cama?
- Eu não presto. Me perdoe.
- Você só fica nessa casa com uma condição?

IIIiiiiihhhhhhhhhhhhhhhhhh..... o que será, meus caros? Que condição será essa?

É nessas horas que o cordão bem atado afrouxa.... O pseudo malandro sabe que sempre haverá remédio pra consertar o vacilo!

Bem, a diretoria do ACED formulou algumas alternativas. Entre elas está a condição que ela ofereceu, claro. Mas será que vocês conseguem adivinhar?

Lá vai:

(a) - Deixar a sogra morar com eles.
(b) - Prometer que nunca mais fará isso.
(c) - Comprar novos móveis, utensílios, aparelhos domésticos, trocar a decoração da casa e reformar o banheiro e a cozinha. Tudo novo!
(d) - Dizer que a ama de todo coração e que naquele momento ele estava mesmo era pensando nela.


Agora é com vocês!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O amor existe...

As pessoas mais pessimistas dirão que o amor não existe. Que nada! Nossos artilheiros encontraram, numa das maravilhosas praias do nosso Brasil, uma prova que algumas moças acreditam no amor. E essa prova é cabal! A mocinha em questão está apaixonada. Dava pra ver no sorrisão que ela estampava naquele dia de sol!

Ela deve ser uma daquelas que gosta mesmo é da beleza interior, não está nem aí pra conta bancária do seu companheiro. Ela quer mesmo é amar e ser amada. Alías, um rápido passeio por uma quadra de escola de samba te mostra isso. É possível ver mulher com corpos esculturais, cheias de amor e abraçadas a homens que há anos não se preocupam com a balança e com a aparência. Sim, eles usam grossos cordões e pulseiras de ouro e pagam tudo para a moça. Mas isso é mero detalhe, não é inimigas do Blog? O que importa mesmo é o amor.

Vejam a foto abaixo (Alías, o ACED vai passar a publicar fotos. Portanto, contruibuições pelo aculpaedelas@gmail.com serão úteis):



Mas, aos amigos do Blog e céticos em geral, segue a pergunta: O que ela mais ama nele?


(a) - O jeitinho especial de ser.
(b) - A conta bancária. (Que maldade!).
(c) - A sinceridade.
(d) - A lancha, que ele deixou a alguns metros da orla.
(e) - Outras

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quando menos se espera...

Era mais um daqueles finais de tarde de uma terça-feira de muito calor no Rio de Janeiro. Depois da praia, a solução era parar para tomar um chope. E nosso protagonista da história de hoje, o bravo Camisa 14, rumou para um bar no Jardim Botânico, com mais dois amigos.

Papo vai, papo vem e nosso amigo avista uma mocinha solitária em uma mesa próxima. Craque na arte da azaração, ele iniciou, de forma incisiva, o contato visual com a moça.

Em determinado momento, levantou a tulipa na direção dela, como se propusesse um brinde. Era o ataque do artilheiro. E não é que a sapeca sorriu.

Feliz com a receptividade da danada, nosso Don Juan do Trópicos desviou o olhar, conversou mais um pouco com os amigos e tomou um gole do gélido líquido dourado. Dois minutos depois, bem ao seu estilo, escreveu algumas palavras no guardanapo e pediu que o garçom entregasse à mocinha.

Tirando pelo nome do post, vocês devem estar pensando: "Será que ele vai faturar a moça dessa forma? Afinal de contas, quando menos se espera..."

Acertamos? Mas, no caso, o título não se aplica a esse momento. Bola pra frente.

Não tardou e o garçom trouxe a boa notícia:

- Ela disse que se o senhor quiser, pode sentar lá com ela.

Ágil, nosso personagem logo se acomodou ao lado da bela morena de corpo torneado. Foram alguns minutos de elogios, sorrisos, carícias, até que rolou o primeiro beijo. Nosso matador ficou impressionado. A danada era impulsiva, cheia de vontade.

Sem delongas, ela fez aquela tão sonhada e almejada pergunta:

- Quer ir lá em casa? Moro aqui pertinho...

E nosso amigo foi com tudo. Ele não dava nada por aquele final de tarde, mas eis que surge uma chance de gol... e que gol!

Quando entrou no apartamento da sapequinha, ele notou algumas caixas de papelão e muitas coisas embrulhadas. Juntou uma coisa com a outra e logo pensou: -"Ela deve estar de mudança do Rio e eu sou uma espécie de despedida da cidade. Que maravilha".

É, caros leitores e inimigas do blog, mas quando menos se espera elas nos surpreendem.

Quando entrou no quarto da moça, notou uma foto na parede. Era ela, vestida de noiva, e abraçada a um carinha. Nosso amigo juntou uma coisa com a outra e pensou: "Caramba, ela, na verdade, acabou de se separar e eu estou participando da volta dela à vida da azaração... Maneiro".

Pois é, nobres leitores, mas quando menos se espera elas nos surpreendem.

- "Que foto é essa?", perguntou o jogador.

A moça olhou para a foto e beijou o craque mais uma vez.

- "Era seu marido?", continuou nosso amigo.

Toda-toda afim de jogo e partindo pra cima do atacante, ela, já sem roupa, soltou a pérola:

- "Na verdade, ele é o meu marido. Casamos no final de semana passado. Só que ele teve que viajar no dia seguinte a trabalho e me deixou no Rio. Fica tranquilo, ele só chega depois de amanhã" - sentenciou a sapeca.

***

Então, diz aí: quando menos se espera...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Os argumentos

Vocês já devem ter ouvido algo parecido. Apostamos nisso! Vamos aos fatos...

Dias desses, um dos nossos artilheiros enfrentou a imensa fila do Maraca atrás de um ingresso antecipado para um jogo de futebol. E a fila era imensa. Passavam dez minutos e era impossível não olhar o relógio e reclamar da demora. Como pode?

Pois bem... lá pelas tantas um grupinho de adolescentes começa a gesticular para o final da fila. O sinal era aquele do balançar as mãos ao alto, numa espécie de convite. Isso mesmo! Aos berros, um deles gritava: "Vem, vem... pode vir!"

Não tardou e um bando de seis ou oito deixaram as últimas colocações e se puseram à frente das dezenas de torcedores que há horas estavam postados sob sol. Sim, era o tradicional fura-fila.

Nosso craque presenciou a cena indócil, mas antes que interviesse surgiu um negão, que, ao final da fila, indiginou-se com a movimentação juvenil.

- Ae, mermão. Pode voltar todo mundo - decretou o cidadão.

Uma breve discussão iniciou-se, mas logo foi dissipada diante da "disposição" que o camarada apresentou. A ameaça de agressão física aos furões era clara.

Não restou outra alternativa aos jovens: minutos depois, os seis ou oito furões (havia homens e mulheres nesse grupo) deixaram as vagas que acabaram de ocupar. Só permaneceram na fila mesmo as duas pessoas que lá já estavam.

Naturalmente, a tranquilidade voltou à curva da fila, claro (ao mesmo tempo que a impaciência se tranformava em realidade).

Uns 25 minutos depois, dois casais se direcionaram às duas pessoas que outrora causaram toda a confusão. A dupla, vendo a aproximação de novos amigos, já gesticulava negativamente, indicando que aquela nova furada na fila não era uma boa ideia. Contudo, eles se aproximaram.

- Volta, é melhor - disse uma das pessoas, para logo em seguida ouvir um por quê?
- Cara, já deu mó confusão. Surgiu um cara lá do fundo. Tocou mó terror. Todos os nossos amigos tiveram que sair da fila - explicou um deles.
- É mesmo? Que eram esses amigos? - quis saber uma das mocinhas que se chegava à fila.
- Na verdade, eu só conhecia metade. Mas eram amigos dos nossos amigos - confessou a moça, que há horas estava sob o sol.
- Mas como era esse cara aí? Era forte? - interrogou a moça.
- Forte? Mais ou menos. Era gordo, grande. Mas cheio de atitude - explicou a outra.

(Chegou a hora, meus caros leitores. Uma das mocinhas que tentava furar a fila soltou a pérola).

- Deixa, po! Se ele voltar aqui, eu jogo um charme e fica tudo certo - disparou a danada, que (acreditem!) estava acompanhada.

***

Será que é assim que elas resolvem tudo? Jogando charme?

A breve passagem fez nosso artilheiro lembrar de uma antiga história dos tempos de faculdade. Ele estava numa rodinha de amigos e amigas dos amigos quando ouviu uma delas reclamar. A sapeca tinha perdido a data para fazer a matrícula das matérias dos semestre. Inicialmente, no tempo correto, ela tinha se inscrito em quatro matérias. Mas, tempos depois, decidiu fazer mais uma. Só que a decisão aconteceu depois que o tempo regulamentar para tal inscrição havia acabado. Inconformada, ela tentou convencer o funcionário da faculdade a fazer a tal matrícula. Perguntou se não tinha um jeito. Ele, claro, esclareceu que não seria possível.

Ela saiu inconformada. Ao contar para amiga e diante do suspiro dela, que ouvia a história atentamente, a Sapecona da Estrela lamentou:

- Ai, logo hoje que não vim de decote.

Então, mocinhas e inimigas do blog, a dúvida paira no ar: são esses os seus "argumentos"?

Tá lançada a discussão!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A desconfiada

Às vezes (???) é difícil entender algumas atitudes das mulheres. O pessoal até se esforça, mas não dá. Algumas, como a que vamos contar no post de hoje são determinantes para o desfecho da relação. É como se diz no linguajar do futebol: “essa foi pra fechar o caixão”.

O nosso personagem tinha uma mulher ciumenta, aliás, pra lá de ciumenta. Ele trabalhava em uma transportadora e, por conta, disso tinha que viajar o país algumas vezes por mês.

Sabendo que sua namorada marcava certinho, ele nem se arriscava a ciscar em outros terrenos. Batia aquela bolinha em casa mesmo e se dava por satisfeito. Mas quem diz que ela acreditava nisso?

Pois bem, toda vez que o matador voltava de uma viagem, ela fazia uma minuciosa inspeção: procurava chupões por toda a parte do corpo do atacante e, acreditem, buscava sinais de uso da espada no guerreiro. Eh, amigos e leitores, que moça danada.

O cara se irritava, mas a desconfiada não estava nem aí. Mexia em tudo que era dele, sempre em busca de indício da traição. Nunca encontrou nada.

Certa vez, ele anunciou uma nova viagem. A sapeca sorriu e perguntou para onde seria. Conversaram e tudo estava bem. Um dia antes de o jovem atleta viajar, ela se propôs a fazer a mala do craque. Tudo ok!

Quando chegou ao seu destino, o protagonista dessa história foi desfazer a mala e colocar algumas camisas penduradas para não amarrotar ainda mais. Ele avistou algumas peças de roupa e achou algo estranho:

- “O que será isso? Será que manchou?”, questionou, sozinho.

Qual não foi a surpresa do nosso amigo ao notar que as supostas manchas em suas cuecas (em todas as cuecas que estavam na mala) não eram manchas. Sabe-se lá porque a danada da namorada do nosso personagem mandou fazer uma carimbou e mandou ver em todas as roupas íntimas dele. O carimbo dizia:

“ESSE HOMEM TEM DONA”.

***
Claro, claro. Essa foi a gota d´agua. Nos dias seguintes, ele teve que arrumar novas cuecas e uma nova namorada.

Mas por que será que elas fazem isso?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Feio é não fazer gol!

Os bravos leitores do A Culpa É Delas sabem da existência das INHAS (baixinhas, gordinhas, feinhas). Nada contra, diga-se de passagem. É que hoje vamos falar de um outro tipo de moça.

Bem... a vida de artilheiro não é fácil. Tem dia que o craque balança a rede três vezes. Tem dia que passa em branco frente ao filó. Nesses momentos, a cobrança é grande.
Mas artilheiro que é artilheiro sabe que cedo ou tarde a bola vai pingar na área e ele estará bem colocado para estufar o barbante.

O post de hoje conta a história de um amigo do blog, habilidoso matador e exímio finalizador. O nosso Camisa 30 também é conhecido como o "Destemido do Leblon".

É que ele é o tipo de craque que não dispensa desafio. Diante de um zaga mal encarada, ele parte pra cima. Gols, ele faz de tudo quanto é jeito, até de canela... Até porque, nosso nobre camarada segue o mandamento do grande artilheiro Dadá Maravilha, que um dia proferiu o mantra: "Não existe gol feio. Feio é não fazer gol".

E a história de hoje trata um desses tentos do nosso amigo.

Ele estava numa festinha e depois de enxugar algumas garrafas de cerveja partiu pra cima de uma mocinha. Quer dizer, uma moçONA.

É, gente! A danada era do time das pesos pesados, categoria GG redondo forever.

Pois bem, diante da oportunidade, nosso craque não sentiu medo. Alías, tem gente por aí que diz que homem de verdade pega mulher bonita e baranga. Só pra provar que ele gosta mesmo é de mulher, não importa o tipo. Pois bem, a festinha rolava num casarão, que fica numa rua inclinada, com piscina, uma espécie de mini-boate e tudo.

A conquista foi rápida e o passo seguinte já anunciava o gol.

A moçona sorria toda-toda e nosso amigo se desdobrava para abraçar a roliça. Quando o clima esquentou, ele convidou-a para continuar a partidinha dentro do carro.

Eles saíram da festa e foram pro carro do Destemido do Leblon, que estava quase em frente à mansão. Eles caminharam um pouco e logo retomaram os amassos.

A temperatura estava nas alturas. Nosso amigo é um verdadeiro craque dentro das quatro linhas e não dava sossêgo pra sapecona. E a moça, superofegante, pedia mais.

Na hora do vuco-vuco, ela quis ficar por cima. Mesmo já tendo sentido o peso da danada, nosso atleta topou. E lá foi ela, feliz da vida como se estivesse numa gangorra.

A moçona gostava de falar e emitir sons durante a partidinha. O Camisa 30 gosta disso. E naquele momento, ele esperava ouvir algo do tipo: "vai, vai", "não para, po#$#$%a", "me xinga" etc.

Mas, o que se ouviu em determinado momento, foi um enigmático nhec, nhec, nheeeeeeeeeec...

Não, gente! Esse barulho não era da moça. Era o carro gritando. É que o peso da danadona era tanto que o freio já não suportava o remelexo dela. (Lembre-se que eles estavam numa ladeira!).

Totalmente entregue à partida, nosso amigo demorou a sacar o que estava acontecendo. Mas, em segundos, voltou a si .

- "Para de pular, para de pular" - disse o jogador, que num elã, puxou o freio de mão com força.

Sim, amigos e nobres leitores, o carro estava começando a descer a ladeira.


***
O "nhec, nhec" do freio soou como um apito final.

Nosso amigo, o Destemido, encarou a moça GG, levou-a para o carro e partiu pra cima... Fez tudo que manda a cartilha do bom artilheiro, só que, na hora H, o peso da moçona comprometeu o andamento da partida.

A Culpa É Delas, né?!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Direitos iguais

Sabe aquela galera que confunde discriminação e pré-conceito? Você faz um comentário do tipo (a cúpula do ACED resolveu não usar um exemplo polêmico): "Aquele cara ali é baixo demais. No meu time ele não joga". Aí, a pessoa condena (muitas vezes de forma agressiva): "Nossa! Que pré-conceito!". Não, pessoa! Isso é discriminação.

Pois bem, tem gente que confunde essa história de "direitos iguais".

Numa terça-feira dessas, nosso Camisa 11 foi ao samba da Canteira, em Niterói. Lugar agradável, samba de qualidade e muitos universitários ao redor saracoteando em busca de um golzinho no final da noite (ou durante, claro!).

O único problema do cenário descrito acima é a hora de ir ao banheiro. É muita gente pra pouco sanitário.

Sem opções, nosso craque foi enfrentar a fila. A do homens, diga-se de passagem, era menor que das mulheres e andava mais rápida, por motivos óbvios. É nesse momento, nosso bravo jogador, deparou-se com a tal da confusão dos direitos iguais.

Em determinado momento, havia na fila três homens e nove mulheres. Ouriçadas e querendo resolver os seus problemas, uma sapeca soltou uma pérola:

- Acho que temos que fazer fila única. Todo mundo usa o mesmo banheiro.

Os homens ignoravam a sugestão, enquanto o movimento ia ganhando apoio feminino.

Quando vagou o banheiro masculino, a danadinha da estrela quis passar a frente do rapaz que estava esperando.

- "Na minha frente não. Esse aqui é o banheiro masculino!", bateu o martelo, entrando primeiro na cabine.

Ficou um zum-zum-zum, claro!

Enquanto o carinha estava no banheiro, outras pérolas surgiram.

- "Esses homens são uns grossos. Viu como ele falou?"
- "Nem adianta conversar com esses caras. Eles não sabem nada", disse uma outra.
- "É... tinha que ser banheiro único, gente. Queremos direitos iguais!", salpicou a tal líder do movimento, aumentando o tom de voz.

Continuou o zum-zum-zum!

Quando o mocinho saiu do banheiro, a fulana do "Banheiro, um direito de todos" ainda estava na fila.

- "Quer passar a minha frente, pede na moral. Direitos iguais são outra coisa", ensinou o craque.

- "Grosso!", repetiu ela, após o personagem ir embora.

***
Queridos leitores e inimigas do blog: que "direitos iguais" ela queria?

Mais igualdade do que cada um ter seu banheiro? Um pra cada gênero...

As mocinhas, na verdade, são prejudicadas por elas mesmos, que demoram no banheiro mais que os homens. Aí, num momento desses, surge uma sapeca e prega "direitos iguais". As feministas ficariam p%$#&* da vida com o emprego da causa em vão. Mas A Culpa É Delas, né?! Então tá!

Sim, vai ter mocinha concordando que o craque foi um grosso. Mas já cansamos de vê-las usando o banheiro masculino, com homem dentro e tudo. O contrário é que não acontece. O carinha ouviria logo o grito de "tem um tarado aqui, socorrooo!". Se os homens podem ceder nesses casos, por que elas não? Taí, direitos iguais...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ele era o campeão...

A história de hoje é forte. Antes de levá-la ao ar, o Conselho Deliberativo do ACED se reuniu durante dias para avaliar a melhor forma para abordar esse caso. Por fim, achamos que acontecimentos como o que iremos narrar em breve precisam estar à luz para que ninguém duvide de que Elas são capazes das coisas mais escabrosas dessa vida.

Até aquela noite, nosso craque ainda duvidava. Dizia que o único problema de algumas mocinhas era o temperamento instável: "uma hora tá feliz com o mundo e na outra odeia a todos". Mas naquela noite ele descobriu que pode esperar de tudo... até mesmo durante um momento é sublime!

O jogador foi à noite com uns camaradas, focado em balançar as redes. Numa festinha na Zona Sul do Rio, ele trabalhou pela esquerda, avançou pela direita e logo logo viu-se cara a cara com o gol. Que maravilha!

A mocinha era simpática, bonita e falante. Com um sorriso cativante e uma mania sensual de ajeitar o cabelo, a sapeca deixou uma boa primeira impressão... mas foi só a primeira impressão. A última foi terrível. Vocês vão entender.

Depois de trocar beijos e abraços, o atacante levou a mocinha para dentro das quatro linhas. A partida começou agitada e com a temperatura elevadíssima. Era mão pra todos os lados!

Antes do final do primeiro tempo, a mocinha estava toda toda. E em determinado momento, deixou a entender que gostava de "bater bola atrás do gol".

E lá foi nosso matador, destemido e empolgado.

O problema, caros leitores, é que a moça tinha problema.

Bem... existem mil formas de se evitar uma situação constrangedora, mil jeitos de driblar o desagradável. Mas ela sequer tentou. Pelo contrário.

Enquanto nosso amigo pratica o tal ato atrás do gol, a mocinha começou a sentir algo estranho: um reboliço na barriga. E sem qualquer cerimônia, disparou (literalmente):

- "Segura essa, campeão!", disse a pequena, largando um gás venenoso.

***
Claro: ele nunca mais a procurou!

Lamentável, né?!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O craque e a ex-BBB!

O post de hoje narra um gol que um amigo e leitor do Blog, o Camisa 14, marcou há alguns anos. O bravo protagonista recebeu esse batismo em alusão ao número que o gênio holandês Johann Cruyff estampou às costas durante a Copa de 74. Ambos são craques e autores de jogadas inesquecíveis.

Pois bem, vocês bem sabem que tem mocinha que adora dizer que "o sonho de todo homem" é entrar numa partidinha com duas moças. Só que elas esquecem de um outro, não tão menos importante: o de faturar uma famosa.

E o nosso hábil Camisa 14, um craque da Zona Sul carioca, balançou as redes de uma danada que se acostumou com os flashes. Nosso jogador sacudiu uma ex-BBB. Sim, é verdade! Mas como o A Culpa É Delas não revela nome de ninguém, daremos apenas umas dicas: ela é loira (tinha os cabelos curtos na época do programa) e gostava de um tipo musical típico do Rio de Janeiro. Mas ela tinha um "jeitinho" tão especial, que por culpa dela, aquele acabou sendo apenas um "gol na raça"! Vocês vão entender!

Bem, vamos à história:

O artilheiro estava em um bar no Leme bebendo com mais quatro amigos quando avistou uma mesa com duas mulheres e um homem, todos ex-BBBs. A loira logo chamou a atenção do matador, uma espécie de conquistador intrépido e verdadeiro baloteiro do prazer.

Num ataque à moda antiga, ele pegou uma caneta, um pedaço de papel e fez um bilhetinho. Em seguida, pediu para o garçom entregar à danada.

As palavras surtiram efeito, talvez até mais do que era esperado. O garçom retornou à mesa do Camisa 14 e trouxe o seguinte recado:

- "Ela pediu para vocês sentarem lá com elas", disse o garçom, segurando o riso no canto da boca.

Vocês devem saber como é esse negócio de clima de BBB, né?! É emoção a flor da pele, amigos! Muita coisa pra viver em tão pouco tempo. Resumidamente, nossos amigos ficaram pouco mais de meia-hora à mesa com as ex-BBBs e logo estavam no apartamento da tal loira.

Um outro amigo do nosso craque faturou a outra ex-BBB. O restante ficou jogando conversa fora. Os hormônios dos atletas logo deram ao então silencioso apartamento um clima festivo. O Camisa 14 tava que tava. Partiu pra cima da mocinha com desenvoltura, deixando-a inebriada, perdidinha, tal qual o craque holandês fazia na década de 70.

Os corpos se separaram por uns segundos e a famosa foi na cozinha pegar uma cerveja. Em vez de voltar pro "rale e róla" no corredor, ela entrou na primeira porta à esquerda e, de lá, gritou pela presença do nosso artilheiro.

É aí, meus caros, que a gente comprova que (ai, ai, ai!) essas mocinhas são F@#$%¨&. Não importa se são ou não famosas, se são da Zona Sul ou da Zona Norte, pobres ou ricas... enfim...

Quando passou pela porta, nosso craque olhou a mocinha, que sentada ao vaso, fazia cara de tarada e, ao mesmo tempo, o tradicional número 1. Que desagradável!

- "Vem cá, lindão, que eu te quero agora. Chega mais perto", disse a ex-BBB, tascando a mão na lança do guerreiro brasileiro.

***
Cá entre nós: tudo tem seu tempo! Aquela era a primeira vez do casalzinho e... Tudo bem, que nada indicava que voltariam a se ver outra vez, mas tinha que ser desse jeito? Inimigas do blog, esse nosso discurso parece conservador demais ou apenas higiênico?! Hein, hein?!

Enfim... acontece que nosso amigo ficou constrangido com aquela mistura de necessidade fisiológica e física. Contudo, respirou fundo, pensou na luta pelo milésimo gol e começou os trabalhos. No peito e na raça!

Aquele poderia ter sido um golaço... ai, ai!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sem foco, sem gol!

É preciso ter foco. Quando uma escola de samba entra na avenida lá estão todos os componentes numa só voz, sorrindo e fazendo o melhor para chegar à Apoteose e merecer o grito de "é campeã", que vez ou outra, eclode das arquibancadas na dispersão.

Quando um atacante entra na área, ele quer o gol. Vai fazer de tudo por ele, com talento e ginga de corpo. Mas as mocinhas... Ó céus, que capacidade de mudar de planos ou, simplesmente, não saber realmente o que quer.

Certa vez, nosso Camisa 11 foi à uma festinha num apê na Barra da Tijuca, que tinha um ambiente propício pra ataques: havia quatro quartos no apê, todos livres. Os hormônios estavam em plena ebulição, tal qual a bateria de um escola de samba ao entrar na Marquês de Sapucaí.

Ágil, nosso craque partiu pra cima de uma mocinha que há tempos flertava com ele. Começou com um papinho morno, mas logo revelou suas intenções. Revelando igual interesse, ela caiu nos braços do Don Juan Tupiniquim.

Ficaram um tempo na varanda, conversando, trocando beijos até que o clima começou a esquentar. As mãos já não se comportavam e nosso amigo armou o plano. Antes de fazer a tal proposta, foi até os quartos, conferiu se ainda tinha algum livre e convidou a mocinha.

Já cercado pelas quatro paredes, o aquecimento teve seu início. Nosso artilheiro, como mencionamos acima, estava focado na partida. E sentia que muito em breve ia comemorar mais um gol brasileiro.

O vuco-vuco tomou conta do ambiente e o Camisa 11 começou a despir a moça, que parecia em êxtase, ofegante. Quando foi tirar a blusa da danada. A alça arrebentou. Coisas que acontecem no calor da emoção, correto?

Não para ela. A mocinha perdeu o foco no jogo e se concentrou apenas na blusa, que qualquer pontinho resolveria o problema ou até mesmo um nó tosco ligando a alça e parte da blusa, como acabou sendo feito.

- "Minha blusa da marca X. Meu Deus! Custou R$ 80!!", exclamou a moça.
- "Relaxa, a gente resolve isso depois", minimizou o craque.
- "Como depois? Minha blusa rasgou".
- "Calma... volta aqui, vem! Eu dou u jeito nisso... se for o caso eu compro outra blusa depois", insistiu o atleta.

Mas, amigos, não teve jeito. Nosso matador jamais tinha visto tanto apego a uma blusa.

Ele tentou contornar, insistiu, fez promessas, mas nada deu jeito e o desfecho foi trágico. A mocinha, após dar um nó na blusa, resolvendo o problema provisóriamente, deixou o quarto, deixando nosso craque sozinho, com o time em campo.

Um zero a zero lamentável!

Tudo por causa de uma blusa?!

domingo, 6 de setembro de 2009

A maquiavélica

Caros leitores, elas são capazes de tudo... de tudo mesmo! Prestem atenção da história de hoje.

- "Oi... você por aqui? Tudo bem?", perguntou a mocinha ao encostar seu carro próximo à calçada, onde o artilheiro caminhava.
- "Opa... tudo bem! Que coincidência...", respondeu o craque.
- "É... tá indo pra casa? Quer uma carona?", perguntou a danada, que abriu um largo sorriso após o matador aceitar o convite.

Eram pouco mais de 4h e o atacante acabara de sair de uma boate na Zona Sul carioca, quando encontrou a sapeca em seu carro. Há tempos eles haviam vivido um tórrido romance que foi minguando com o tempo.

Habilidoso, o protagonista dessa história passou a evitar a mocinha depois de uns dois meses de relação, que era totalmente informal. "Foi bom", pensava ele, "mas como tudo na vida acaba".

Quem não entendia muito bem isso era ela, que passou a telefonar e enviar mensagens insistentemente logo que os encontros tornaram-se mais espaçados. Com o tempo, o atacante simplesmente parou de atendê-la.

Naquela sexta-feira, a mocinha botou na cabeça que iria encontrar o bamba e quando o relógio marcou 17h, ela ligou para a casa do jogador. Sem ter o identificador de chamadas em seu aparelho, ele acabou atendendo à chamada.

- "E aí? Quanto tempo, né?!", disse o mestre-sala do flerte logo após a mocinha se identificar.

Ela queria marcar de sair e resolveu ligar para ele e marcar um cineminha ou algo do tipo.

- "Ih... não vai dar... hoje estou meio enrolado. Acho que nem vou fazer nada...", despistou.

Inimigas do blog, se vocês chamam um cara pra sair e ouvem "eu to meio enrolado", entendam, por favor, de uma vez por todas, que o carinha não quer nada com vocês. A expressão é um mero eufemismo, usado para não chatear as mocinhas. Se o craque fosse sincero, como algumas mocinhas juram que querem que eles sejam, a real resposta ia causar impacto e a réplica da mocinha seria algo da série: "Não acredito que você me disse isso!".

Se o craque quiser sair com a mocinha, mas realmente tiver um compromisso, ele vai oferecer uma contraproposta: "Não posso hoje por causa disso, mas amanhã nos vemos!". Ele vai deixar sua conquista segura de que o próximo encontro será em breve.

Pois bem, voltemos à história:

A danada não se conformou. Umas horas depois, ela entrou na internet para fuxicar o orkut do atleta. Algumas mocinhas adoram isso! Entrando nas páginas dos amigos dele e somando informações deixadas nos scraps, ela chegou a conclusão: "hoje eles vão para a boate X".

Quando o relógio apontou meia-noite, ela se arrumou e foi para a boate. Ao chegar na porta ficou receosa. Achou que o clima lá dentro não lhe proporcionaria um embate com o matador. Além do mais, ele teria que dividir a atenção entre ela e os amigos. Foi aí que ela traçou a estratégia.

Sim. É exatamente isso que vocês estão pensando.

Por mais de três horas, ela ficou dentro do carro, em frente à boate, esperando o jogador sair. Quando o craque finalmente deixou o agito e se dirigia pra casa, ela simulou o encontro "por acaso".

- "Oi... você por aqui? Tudo bem?".

***
O craque, claro, aplicou o gol de misericórdia.

Mas quando o matador soube da história, semanas depois, a relação caiu em profundo ocaso e nem sequer um olhar fortuito ele guardou para oferecê-la.

Culpa de quem?!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Ô dúvida cruel!

Quem trai mais: o homem ou a mulher?

A inimigas do blog têm a resposta da ponta da língua, mas uma coisa precisa ser dita: elas são mais frias e calculistas quando decidem pecar.

Vejam o que aconteceu, dia desses, com um craque da azaração.

Viajando pela América do Sul, nosso amigo conheceu uma bela francesa. Admirador do embate carnal entre as espécies, nosso atleta logo se preparou para entrar em campo.

Papinho pra cá, elogio pra lá e a mocinha caiu nos braços do bravo conquistador brasileiro. Após um dia de passeio, ele fez aquele convite:

- E aí, vamos dormir juntos hoje?
- Vamos, claro. Mas só pode ser hoje, tá?! Meu namorado tá chegando amanhã pra me encontrar aqui...

***
Nosso amigo, claro, cumpriu seu dever esportivo e balançou as redes, com um belo gol internacional. No dia seguinte, amanheceu com a certeza de que é cada vez mais difícil largar a Copa do Mundo do Flerte e ser exclusivo de uma só mocinha.

E aí, fiéis leitores, elas são ou não são mais frias que os homens nessas horas?

domingo, 23 de agosto de 2009

O duelo

Conspirações do destino levaram nosso Camisa 11, mais uma vez, para uma daquelas casas de show onde o funk toca alto e a cerveja é baratíssima, em algum canto do chamado Grande Rio. Acompanhado de um amigo, bravo atacante da noite carioca, nosso Dom Juan dos Trópicos passou a analisar o cenário que se formava.

No conforto do camarote, onde se pagava pouco mais de 10 pilas para entrar, o amigo do craque apresentou ao Camisa 11 duas amigas que haviam acabado de chegar. Vestidas a caráter, com calça bem colada e decote sugestivo, as meninas chamavam atenção.

O talento de ambas ficou transparente logo na primeira música. Era coisa de dançar até o chão, chão, chão...

Quando menos se esperava, lá estava nosso craque no meio das mocinhas dançando e formando o tradicional sanduíche. Mas era tudo dança... ou provocação, vai saber?

A verdade, meus caros, é que não sabemos exatamente o que esperar das mulheres.

Na mesa ao lado, um grupo de conhecidos do amigo do craque enxugava umas garrafas do mais legítimo (???) líquido escocês. No meio do grupo, um nobre atacante se destaca pela aparência.
E Fuluna e Ciclana, as mocinhas que estavam vestidas a caráter, logo o notaram.

Ciclana, mais atrevida que a outra, deu logo um passo à frente e puxou assunto com o atleta. A partir daí, nosso Camisa 11 tornou-se mero expectador dos lances.

O tal matador sorriu e também causava risos em Ciclana.

Fulana é que não gostou muito. Na primeira oportunidade, já se aproximou do casalzinho que estava em vias de se unir. Falastrona, ela logo entrou em campo... quer dizer, no papo.

O atacante, então, abriu um sorriso ainda maior. Cumprimentou a outra mocinha e começou a bater papo com ambas.

Ciclana apelou para a ousadia e entre uma frase e outra, dava um jeito de abraçar o carinha, forçando uma clássica disputa entre amigas.

Fulana não queria perder a guerra e logo começou a dançar de forma sensual. Com as mãos no joelho, fazia questão de encostar no jogador, que parecia não acreditar na cena. Sim, ele começou a ser disputado pelas duas, segundo a segundo.

O cenário que se desenhava era tão bizarro, que nosso Camisa 11 tratou de acompanhar. “Até aonde elas iriam?”, perguntou-se nosso amigo.

Bem, como dissemos acima, não sabemos ao certo o que esperar das mulheres. Mas até que aquele desfecho não foi tão inesperado.

Irritada com a possibilidade de perder o matador para a amiga, Ciclana, num elã, partiu pra cima. Com as mãos no cabelo da colega, esbravejou:

- Piranha, tá dando em cima do meu homem!!
- Saí daqui... piranha é você. Ele não quer nada contigo!

(Mimosas essas amigas, não?!)

Sim. Baixaria total. A galera que assistia à cena de longe apressou-se em separar as danadas, que segundos depois de iniciarem a discussão, já estavam puxando os cabelos umas das outras e entrando em rota de colisão com o chão.

O matador em questão limitou-se a rir da briga das moças, que acabaram sendo expulsas da festa.

***
Pode parecer conto do fantástico mundo do flerte carioca, mas, de fato, aconteceu na noite de uma quinta-feira dessas.

Leitores, caros leitores, aonde elas vão parar assim?!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A danadinha

A tal da mentira tem perna curta. E se a pessoa que a profere entornou algumas doses de álcool, a perna é curtíssima.

Um amigo do blog pode comprovar isso da pior forma. Numa grande festa da empresa em que trabalha, nosso craque escolheu seu alvo, calçou as chuteiras e partiu pra cima de uma mocinha sorridente.

A papo nem foi longo e nosso amigo faturou a danada sem dificuldades. Ficaram mais um tempinho trocando beijos ardentes até que cada um foi prum canto bater papo com os respectivos amigos. Meia hora depois, eles se encontraram outra vez e partiram pros beijos e abraços. E tudo corria bem.

A pequena então falou que iria ao banheiro e nosso craque voltou pra roda de amigos. Mais ou menos uma hora depois, ele procurou a mocinha. Como já havia faturado os beijos da sapeca, ele já chegou colocando a mão na cintura dela. Mas a mocinha refugou.

- Então... é que hoje é meu último dia na empresa. Quero aproveitar para passar mais tempo com minhas amigas, tá?!
- "Beleza então. Valeu", despediu-se o jogador, sem entender muito a decisão dela.

No caso (e os juristas do flerte concordam), não houve ali uma dispensa clássica. O argumento era até plausível, apesar de nosso atacante ter certeza de que em nada atrapalharia a moça.

O problema, meus caros, é que a mocinha não estava muito afim de ficar com as amigas.

Dez minutos depois de se despedir do atleta, ela pegou um outro colega de trabalho. E fez isso metros de distância de onde havia se agarrado com o artilheiro.

- "Quem entende as mulheres?", comentou nosso amigo ao ver a cena.

***
E o A Culpa É Delas quer saber: por que será que ela fez isso?

(a) Porque ela achou que estava numa micareta.
(b) Era o último dia dela e ela queria aproveitar.
(c) Porque ela não gostou de ficar com o artilheiro.
(d) Sei lá, po! Não dá pra entender a mulheres!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A perigosa

Era noite de sábado, por volta das 3h, quando o artilheiro entrou em um barzinho em Copacabana. O recinto em questão era conhecido por receber pela madrugas algumas garotas de programa em fim de expediente. Atrás de um lanchinho, mais uma cerva ou algo mais, elas sempre dão pinta por lá. Nosso craque sabia disso e logo percebeu a entrada de uma loira estonteante, que chegou ao bar olhando para os clientes.

Acompanhado de dois amigos, nosso amigo tratou de analisar a moça e dividir suas impressões com os colegas de mesa.

A loiraça sentou-se perto dos protagonistas e, minutos depois, se convidou para sentar com eles. Além do sorriso iluminado, uma mania de toda hora olhar para a porta do bar chamou a atenção do nosso conquistador das madrugadas.

Dez minutos depois, já entretida com os jogadores, a danada pede um favor ao artilheiro:

- Você poderia me levar em casa? É aqui pertinho...

Criado em meio à malandragem da Zona Norte do Rio e velha-guarda da azaração, o protagonista logo achou que algo estava errado com a moça. Afinal de contas, quando a esmola é demais, o santo desconfia.

- Ó.. você chegou aqui, sentou com a gente. Não para de olhar para a porta. Abre o jogo, você está metida com algo errado?
- Sabe que é... faz dois meses que meu pai começou a desconfiar que eu sou garota de programa.
- E...?
- Então.. ele é sargento do batalhão de Copa, e sempre fica passando por aqui para ver se me encontra!

***
Sujeira total, não acham?!

Algumas mocinhas, não satisfeitas em menear por situações tumultuadas, ainda fazem questão de colocar os artilheiros em apuros.

Xô, mulher perigo!


(Mas ó!, cá entre nós, vocês acham que o artilheiro dessa história levou ou não levou a perigosa em casa?)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Reserva ou titular?

A história de hoje aconteceu com um amigo do Blog e nos leva a pensar sobre a real intenção de algumas mocinhas. É aquele velho conto do "no início era tudo diferente..." Pois bem, vamos aos fatos:

Flanando por uma festinha na Zona Sul do Rio, nosso protagonista reencontrou uma velha conquista. Conversaram sobre amenidades até que a moça, mesmo sabendo que nosso craque estava namorando, partiu para o ataque. O matador carioca resistiu de todas as formas. No final, ela sugeriu:

- “Não vai me levar em casa?”, quis saber.
- "Não, você não veio comigo. Pode muito bem voltar sem mim”, disparou o jogador.

A danada não ficou satisfeita. Antes de partir, foi se despedir do nosso amigo e largou um belo beijo no rapaz, que com exímia habilidade conseguiu escapar, depois de alguns instantes.

Nosso personagem estava vivendo um momento ruim na relação. Ele morava no Rio e a sua namorada em Florianópolis. Portanto, não era sempre que se viam. Fora isso, as coisas já não iam tão bem. Mesmo assim, ele manteve seu compromisso.

O tempo passou e dias depois, a moçoila reapareceu, desta vez por e-mail.

No primeiro contato virtual, a sapeca disse que tinha mudado muito depois que parou de sair com ele e que sempre gostou da companhia do nobre artilheito. A mocinha reforçou ainda que eles tinham muito a ver um com o outro.

Abalado e sem saber de seu futuro, o jogador aceitou um convite para um chopp. Num sábado de lua cheia, o casalzinho se encontrou em uma choperia tradicionalíssima em Vila Isabel. Durante o chope, o atleta se conteve e a bola não rolou. Da choperia, eles foram para um evento de blocos de carnaval, na Lapa, e depois de algumas cervejas, começou o papinho sobre o ‘relacionamento’.

- “Você tá muito sério com o seu namoro, não é?!”, disse ela.
- “Eu só estava tratando como eu gostaria que fosse tratado. Nada demais. Coisa de respeito”, respondeu.
- “Estava?”, disse ela, bem curiosa.
- “Pois é, estamos vivendo uma crise e o relacionamento, para mim, não vai seguir adiante. Se não fosse isso, não estaria aqui com você”, esclareceu o matador.

A sapeca, então, emendou de prima, surpreendendo nosso amigo:

- “Não precisa se preocupar, não. Terminando ou não, eu quero ficar com você. Sua namorada não mora aqui mesmo e a gente pode se ver bastante. Eu posso ser sua namorada aqui, quando você não estiver com ela, e continuar sendo, quando ela estiver presente. Eu te divido, não tem problema”.

Nosso amigo ficou estático, voando em pensamentos:

- "Essa mocinha é muito bonita, mas nunca foi atenciosa assim. Ela sempre deixou claro que as "nossas partidas" eram amistosas. Agora, que estou namorando, ela mostrou um interesse inacreditável e ainda não se importou com o fato de eu ter a número 1, a titular. Ela quer ser a reserva, mesmo podendo ter uma vaga de titular em outro time. Como pode isso?!", questionou-se o craque.

Estupefato, o protagonista partiu pra cima e passou uma bela noite com a moça. No dia seguinte, ela foi pra casa e o nosso partiu para o Maraca. Logo após ao jogo, ele recebeu a seguinte mensagem: “Adorei o chopp, a companhia e, principalmente a noite. Por mim, repetiremos quantas vezes você quiser. É só marcar. Qualquer dia”.

Em parafusos, nosso craque não sabia exatamente o que fazer. Mas porque será que Elas fazem isso?

(a) No início são todas assim. Mas na verdade, ela só está fazendo um tipinho. O que ela quer mesmo é a vaga de titular.
(b) Ela apenas quer diversão casual. Escolheu o craque, pois, como ele é comprometido, não vai ficar no pé dela.
(c) Algumas mocinhas têm tara por homem comprometido. Entrar em campo com algum deles é um grande desafio.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A diferença

São muitas as diferenças entre amigO e amigA. Estamos nos referindo à relação que amigos do mesmo sexo têm entre si. Homens são mais amigos dos homens do que as mulheres das mulheres? Para os artilheiros deste blog, essa pergunta é fácil de ser respondida. As inimigas do A Culpa É Delas, no entanto, discordam veementemente da nossa certeza. Bem, a história de hoje, se comparada com a última que postamos, mostra com precisão o que queremos esclarecer.

Era dia de sol e nosso craque estava inspirado, como um grande artilheiro em dia de clássico perfeito. Devidamente uniformizado, ele entrou em campo: uma micareta no Rio Centro. Veloz pelos flancos e pressionando no meio, o Camisa 9 sabia que a goleada era certa.

Aos 40 do segundo tempo, depois de muitas conquistas durante o evento de música baiana, nosso craque escolheu uma mocinha e ficou paradinho com ela.

Depois de beijos acalorados, a moça sugeriu que eles saíssem juntos da micareta. Nesse momento, nosso amigo sentiu cheiro de gol.

No estacionamento, dentro do carro dela, o Desbravador do Axé Music iniciou os trabalhos. A sapeca, deveras entusiasmada, dava corda pro atleta, enquanto esperava uma amiga sair da micareta.

A pressão aumentou e o termômetro ameaçou explodir dentro do carro.

- Calma. Você vai me comer, mas não agora. Tem muita gente passando pelo carro e minha amiga está chegando – disse a pequena.

A danada da amiga percebeu o que se passara dentro do automóvel minutos antes, mas ignorou os sinais. Entrou no carro, sentou-se e fez breves comentários sobre a micareta. Nosso amigo não conseguia tirar as mãos da perna da motorista e já se preparava para entrar em campo.

A motorista, então, questionou à amiga sobre o seu destino. Jogou uma indireta, daquelas que os amigos percebem só de se olhar nos olhos.

- Ah... vou ficar um pouco lá na sua casa esperando fulano - disse a amiga.

(NA CASA DELA????, mumurou em pensamento o jovem atleta.)

Quando chegaram na casa da mocinha, o artilheiro, é claro, ofereceu umas cinco alternativas para que as redes balançassem ainda naquele dia. No entanto, a sapeca sucumbiu à vontade da “amiga-empata jogo” e dispensou o jogador prometendo uma partidinha em breve.

Acontece, meus caros, que as jogadas dificilmente se repetem. Quando a chance surge, é preciso aproveitar. Pra que deixar para amanhã, o gol que você pode fazer hoje?

Os amigos sabem disso, já as amigas...

***
Como já previra, apesar da palavra da mocinha, aquela promessa jamais se cumpriu... A hora certa era mesmo ao fim da micareta. As redes não balançaram. Culpa de quem?

Mocinhas, por que vocês empatam o jogo alheio?

(a) – Já que eu não consegui nada, não vou deixar ninguém marcar gol.
(b) – Já empatei jogo porque minha amiga, na verdade, não queria entrar em campo.
(c) – Nunca fiz isso. Juro.
(d) – Empato o jogo porque me divirto vendo a cara do atacante nessas horas.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Amigo é amigo...

Vinte de julho. Dia do amigo. E nesta data, até certo ponto pouco lembrada, queremos reforçar que mais do que qualquer coisa a "amizade é o melhor remédio". E em homenagem ao dia, a história da vez trata dos sacrifícios que os amigos fazem para ajudar os outros.

Era uma noite chuvosa, os artilheiros ainda não tinham nenhum grande plano. Mas guerreiros são guerreiros, e após meia hora de reuniões e um breve preparatório, eis que partiram para encarar mais um desafio.

E diante da noite sem grandes planos, resolveram reviver uns tempos bem remotos, indo para uma casa noturna conhecida grande presença das INHAS (gordinhas, feinhas...)

Mas para os dois artilheiros, acostumados a atuar em gramados piores do que o do estádio dos Aflitos após um temporal daqueles, aquilo não era problema. Um de nossos artilheiros, o Camisa 18, mal podia imaginar que aquela noite seria completamente atípica.

Parado no bar, Camisa 18 percebeu uma "morena daquelas", que os admiradores do chamado sexo frágil sabem muito bem como é: cabelão liso, sorriso hipnotizante, corpo pra lá de atraente, cheios de curvas. Acostumado, naquele campo, a atuar em partidinhas dignas da segunda divisão, nosso personagem não imaginava que um clássico se anunciava pra lá de fácil.

O atleta abordou a moça, e teve uma receptividade surpreendente. "Nunca foi tão fácil", pensou.

À medida em que o papo avançava, o Conquistador dos Trópicos ia ocupando espaços. E pouco tempo depois, o artilheiro já tinha aquela linda morena sob seu domínio. E as coisas estavam rolando de um jeito que ele jamais imaginara.

Entre beijos, abraços, mãos e mãos, o craque chamou a jovem para ver as estrelas, só que em outro lugar... Tal como o Rei, propôs servir o café pela manhã. A moça mostrou-se atraída pelo convite, mas tinha um empecilho: estava acompanhada por uma prima que estava no Rio de férias. Sobrando de lado, a prima empatava o jogo do craque e da bela morena...

O matador não pensou duas vezes: chamou um amigo, um discípulo de Baco, que já estava completamente tomado pelo álcool. Direto, nosso protagonista passou a missão: ele daria conta da prima, que era uma tremenda baranga, e todos iriam para seu apê. O pequeno seguidor do Deus do Vinho reclamou, mas diante da súplica do amigo, e da brilhante conquista do craque, resolveu se sacrificar.

Todos (ou quase todos...) foram felizes para o apê do Camisa 18. Trancado no quarto com a suntuosa morena, o atacante teve, enfim, sua noite de rei. Momentos que, horas antes, eram impossíveis de imaginar. Afinal de contas, ele não esperava nada daquela noite chuvosa!

O amigo, entregue ao álcool e com uma tarefa bastante árdua pela frente, também deu conta do recado. Mas diante da dificuldade da situação, marcou um gol contra: encarou a partidinha com a INHA sem a capinha de proteção. Logo ele, um rapaz sempre tão prevenido...

O resultado disso veio algum tempinho depois: foram necessárias algumas visitas ao urologista para aplicações de remédios capazes de combater alguns "bichinhos" que a Inha lhe passara...

O jogador bebum vacilou feio, mas fez o amigo feliz. E pra quem sabe o valor de uma amizade, entende que o "sacrifício" feito por ele custa muito barato.

Feliz dia do amigo!

***
Caros amigos e inimigas do blog, o A Culpa É Delas completa hoje dois anos no ar! Muito obrigado pela audiência, pelos comentários e críticas!

Às culpadas de plantão, deixaremos uma mensagem especial: "menos, meninas, menos!"

Ah... e nunca se esqueçam: "boa companhia faz o dia clarear...."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Lei Seca e o “balão”

A Lei Seca está parecendo um "destemido artilheiro da noite carioca”: tá pegando geral! E dia desses, a lei que proíbe que o motorista dirija após ingerir qualquer quantidade de álcool chegou ao miolo da Zona Norte do Rio, algo que o Camisa 11 jamais acreditou que aconteceria.

Pouco depois das 3h da manhã, nosso amigo voltava de um samba na Praça Mauá de ônibus e quase perto de casa notou a blitz: balões de ar no alto, sirenes ligadas, bafômetros etc.

Por coincidência, o ponto escolhido pelos policiais e agentes da prefeitura era ao lado da pracinha onde nosso atacante costuma comer um hambúrguer nas altas da madruga. Ao ver o tumulto, saltou do coletivo e foi comer seu tradicional “podrão” de fim de noite.

Depois de fazer seu pedido, o Camisa 11 notou que uma mocinha, que devorava um hambúrguer e um refrigerante, não parava de repetir a pergunta:

- “O que eu faço agora? O que eu faço agora?”, dizia a sapeca, baixinho.

- “Tá tudo bem, mocinha?”, indagou o Camisa 11.
- “Não. Eu fui parada na blitz da Lei Seca. E eu bebi à noite. Não sei o que eu faço agora”.

As barraquinhas ficavam uns 50 metros de onde acontecia a blitz. Assim que a moça foi parada pelos agentes, um motociclista tentou furar o cerco e um policial disparou um tiro pro alto. A confusão se estabeleceu. Assustada, a mocinha tratou de correr, deixando seu carro para trás.

- “Você bebeu pouco. Vai lá e faz o teste no bafômetro”, sugeriu uma pessoa que comia na barraquinha.
- “Não. Eu tenho medo. Vou perder a carteira”, disse a mocinha.
- “Olha... acho que você deveria deixar seu carro lá e ir pra casa. Eles vão rebocar, mas você se livra do teste e da possibilidade de ser presa”, sugeriu outra pessoa.
- “Será?”, pensou a danadinha.
- “É. Amanhã você tira o carro...”, completou.

Queridos leitores e inimigas do blog, uma rodinha de “eu acho” surgiu em volta da motorista. Todos, cheios de boa intenção, tentavam aconselhá-la. Mas aquela danada ainda tinha algo escondido.

- “Não sei o que fazer. Esse não é o principal problema”, disse a motorista, dando uma longa golada no refri.
- “Ainda tem mais problema?”, quis saber o Camisa 11.
- “Eu falei pro meu namorado que eu ia dormir e fui pro Olimpo com minhas amigas. Como vou explicar isso agora?”.

***
Jovens, jovens, que cenário triste pra mocinha. Ela deu um balão no namorado, um balão bem maior do que aquele que a Lei Seca exibe em suas operações, bebeu, dirigiu e foi pega. Seja lá qual tenha sido o desfecho da blitz e do namoro, a culpa foi dela! Todinha dela!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O conselho da mãe

Dia desses, dois amigos conversavam sobre as dificuldades de se encontrar uma mocinha capaz de tirá-los da Copa do Mundo do Flerte. Um dos craques, inclusive, estava completamente cético quanto à existência do par perfeito.

- “Não é pra tanto, atacante. Nem todas são assim”, tentou amenizar um amigo.
- “Como não?”, insistiu o craque, para em seguida narrar uma história que presenciou dias atrás.

No fumódromo do trabalho, um grupo de colegas aproveitava o tempo em que o tabaco queimava para colocar o papo em dia. Uma mocinha, bem danada, acabou sendo a atração da conversa. É que a sapeca começou a dividir com seus amigos uma dúvida que carregava há algumas semanas: colocar silicone nos seios ou dar entrada em um carro.

- “Compra o carro. É melhor. Essa vida de andar de ônibus é muito ruim”, disse Fulana.
- “Se fosse eu, colocava o silicone...”, emendou Beltrana.

Como não havia outro fumódromo, nosso amigo não tinha para onde ir e ficou ouvindo o papo. Nem se atreveu a opinar sobre a dúvida da danada. Depois de muito bla blá blá, a mocinha encerrou o papo de forma impactante. Aos colegas, ela contou que no dia anterior havia consultado sua mãe sobre o que deveria fazer.

- “E o que ela disse?”, quis saber uma amiga.
- “Ah... ela me disse: “minha filha, se você colocar silicone, vai poder entrar no carro que quiser”, disparou.

***
Doeu. Nosso craque ficou tão atordoado que acendeu outro cigarro. Depois dessa, ela se agarrou à certeza de que ainda está para nascer a mocinha que vai tirá-lo dos torneios da azaração.

E aí, caros leitores, o que vocês acharam do conselho da mãe da mocinha?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Tem que ter alguma coisa!

Dois atacantes e amigos do Blog foram passar o último reveillon em Morro de São Paulo, na Bahia. (Ô... lugarzinho harmonioso e propício a grandes partidas).

Habilidosos, os atacantes cariocas foram à caça logo que chegaram. E como quem procura acha, a dupla foi feliz tão logo seus pulmões se encheram com o ar baiano. Conheceram umas mocinhas da capital paulista e iniciaram as conversas rumo às redes.

Um dos amigos, o Camisa 27, foi o primeiro a conquistar uma mocinha. Com bom papo e elogios distintos, a pequena logo caiu nas graças do matador. A amiga dela acabou nos braços do outro artilheiro. Mas elas carregavam algo de diferente...

Uma delas trabalha no mercado financeiro, a outra era advogada. As prioridades e assuntos delas, muitas das vezes, não batiam com os pensamentos dos craques. Bola pra frente...

Dois dias depois de se conhecerem, a tal do mercado financeiro, que estava pegando o Camisa 27, ficou batendo papo com o outro atacante e abriu o coraçãozinho.

- “Sabe... eu tenho um namoradinho em Sampa”, revelou a mocinha.
- É mesmo?
- É.. mas, sei lá... ele é muito diferente!
- “Como assim?”, quis saber o jogador.
- Ele é meio de devagar, sabe!?
- “Sei...”, disse o centroavante, dando corda para a danada.
- Ah... ele é feio... esquisito e muito tímido...

Nessa hora, nosso amigo já não conseguia entender mais aquele desabafo e muito menos porque a mocinha era “namoradinha” dele.

- “Tudo isso, é?”, disse nosso amigo, para ouvir a frase esclarecedora.
- É. Mas ele tem muito dinheiro!
- “Tem que ter alguma coisa...”, ironizou o craque.

***
Depois dessa, só restou torcer para nenhuma outra revelação ser feita e acabar de vez com o brilho da recente conquista. Ai, ai.... A Culpa É Delas!

terça-feira, 23 de junho de 2009

A tal da Baranga

Quando algum atacante encara uma INHA (gordINHA, baixINHA ou FeINHA), ainda é possível ver beleza no embate. Esse alvo, no entanto, é bem diferente de um outro tipo: as barangas.

Amigos e leitores do blog, tenham cuidado com as barangas! Essa espécie é capaz de tudo. Vocês vão entender!

Nosso artilheiro estava em uma festinha numa boate na Zona Sul e viu que uma sorridente baranga não parava de olhá-lo. Ele ignorou, mas, minutos depois, o maior dos aliados desse tipo de mocinha, o excesso de álcool, fez urubu virar meu louro!

Dominado, o atacante acabou nos braços daquela mocinha.

A noite teve uma esticada e muitos sorrisos pela madrugada. Mas não passou disso. A semana correu e os dois não voltaram a se encontrar.

Cerca de 20 dias depois do embate, o craque e a baranga ficaram cara a cara no tradicional samba mensal da Praça Mauá.

Nosso atacante, habilidoso conquistador da noite carioca, já estava em nova companhia. Quando resolveu circular pela multidão em busca de banheiro, acabou esbarrando na baranga. E ela foi direta ao assunto.

- Vi que você está acompanhado.
- É. Tudo bem com você?!
- É sua namorada?
- Deixa isso pra lá. Tenho que ir ao banheiro.

Babando, sabe-se lá porque, a mocinha disparou.
- Que raiva! Você não podia ter vindo acompanhado. Eu tenho ódio de você!

Estão surpresos? O atacante também ficou. Mas de uma baranga é sempre possível esperar coisa pior.

Um gingado pra cá, um drible pra lá e nosso matador deixou a danada pra trás. E só foi vê-la novamente horas depois.

Nos braços de sua nova conquista, o Don Juan dos Trópicos avistou a baranga uns dois ou três passos atrás dele.

Ele permaneceu de costas e, abraçado à sua nova paixão, deixou a nova mocinha olhando na direção da baranga, que acompanhada por uma amiga, igualmente baranga, fingia não perceber a presença do atleta.

Lá pelas tantas, num ímpeto incontrolável, uma das feiosas fingiu viver o êxtase da emoção musical. Levantou os braços, sendo que em um deles havia um copo cheio de cerveja, e abriu um sorrisão. Empolgada, ou fazendo-se de empolgada, a tribufu começou a cantar e pular. Isso, mesmo inimigas do blog, a cerveja da baranga foi lançada contra o artilheiro e contra a bela mocinha.

- “Elas jogaram cerveja na gente. Estão rindo. Você as conhece, artilheiro?”, enquadrou.
- “Vamos sair daqui. É melhor”, tentou apaziguar.
- “Que nada! Ela jogou por querer. Blá... blá... blá... blá....”, continuou a moça, até se convencida pelo jogador a sair daquele trecho.

***
Vale a pena?

O craque foi lá, mostrou serviço, fez “a alegria da galera”, mas a baranga queria mais. Inconformada com o destino, atacou o artilheiro e sua nova conquista.

Nosso amigo, ainda teve que amansar sua moça, que, feroz, pretendia trucidar a baranga.

Culpa de quem?! Ah tá...

Portanto, meus caros, se forem pegar uma baranga, que seja numa festa à fantasia!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Golpe da Soneca

Descobrimos mais um golpe, caros leitores. E quem nos revela é uma amiga do blog, uma vítima da armação. É... no caso desse delito, o também chamado de “golpe do Ops... to bêbada”, a mulherada também sofre. O artilheiro, é claro, acaba prejudicado e se vê numa situação pra lá de desconfotável.

Bem, vamos aos fatos. O personagem dessa história havia terminado o namoro há alguns meses, mas a ex não se conformava. De bem com a vida, o atleta partiu para outra relação (Mas tem mocinha que não sabe perder).

Semanas depois de começar um romance, chegou o aniversário do atacante e a ex acabou sendo convidada. Afinal de contas, ela conhecia a família do rapaz há tempos, tinha afinidade com alguns amigos...

Na festinha, meus nobres, aconteceu aquela situação que todo habilidoso artilheiro tenta evitar: o encontro do passado e presente.

A ex até que se comportou. Espertinha, percebeu que seu ex-namorado tinha uma nova paixão. Ela parecia não dar bola: bateu papo com os amigos do craque, conversou com a família do artilheiro sobre a nova fase da vida, deu risadas e apresentou-se bastante a vontade.

Mas o pior, amigos e amigas do blog, estava reservado para o final.

Quando o fim da festa já se anunciava, a mocinha aplicou o golpe. Depois de entornar algumas latinhas de cerveja, a sapeca dirigiu-se ao quarto do matador, virou-se pra família do nosso protagonista e disparou:

- “Ops... to bêbada. Acho melhor dormir por aqui hoje”.

***
Quem daria aquele tapinha nas costas da bebum, acordaria a fera e pediria para ela ir embora? A família do atacante não deixou.

Com o circo armado, o discípulo de Don Juan ainda teve que enfrentar a ira da atual, que não se conformava com a manobra da ex. Mas, sinceramente, de quem é a culpa?!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pode ou não pode?

Dia desses, nosso Camisa 11 saiu de campo machucado. Longe de metáforas. No campinho de grama sintética mesmo, nosso craque acabou com uma torção no tornozelo. O jeito foi correr para o médico. Acompanhado de um amigo, o Craque Tijucano, grande artilheiro carioca, nosso protagonista passou boa parte da noite sendo examinado.

Um tempo depois de preencher a ficha de cadastro, o Camisa 11 foi chamado à sala de raio-x. O craque Tijucano, então, ficou sozinho na sala de espera e foi surpreendido por uma conversa alheia. Na salinha, além dele, duas mulheres, mãe e filha, aguardavam uma chamada para o exame.

Elas conversavam sobre a vida. Em silêncio, nosso amigo acabou escutando o que era dito do outro lado. Foi terrível.

- “Ó, já falei como fulaninho...”, tentava dizer a mãe, quando foi interrompida.
- “Você falou com ele? Quando? O que você disse?”, quis saber a pequena, que tinha entre 13 e 14 anos.
- “Bem... falei com ele: ou está namorando ou não está namorando! Não tem essa de ficar indo lá em casa sem compromisso...”, disparou.
- “Que isso, mãe?!”, esperneou a jovem mocinha.
- “É assim sim, sim!”, sentenciou.
- “E você e o Ciclanão? Estão namorando?”, provocou a filhota, fazendo a matriarca mudar de cor.

Pobre do nosso Craque Tijucano. Não tinha nada a ver com aquele papo. Não tinha para onde ir e acabou sendo testemunha do impactante desfecho daquele papinho entre mãe e filha.

- “Ué... bem, querida... estamos sim... se você quer saber: estamos sim!”, afirmou a mãe, dando a cara a tapa.
- “E como pode alguém namorar homem casado?”, tascou sem dó.

***
Ui... que tapa!

Logo após a frase da filhota, a mãe virou-se para o nosso personagem, que muito habilidosamente, olhou para cima e começou uma cantoria em assobios.

Que situação!

terça-feira, 2 de junho de 2009

A dúvida

A história de hoje é, na verdade, um grande desabafo. Um grande amigo e leitor do A Culpa É Delas resolveu contar-nos sua história. Os artilheiros desse espaço virtual, é claro, vão dividir esse momento com vocês.

Esperamos apenas que nos ajudem a solucionar a dúvida do nosso amigo.

"Artilheiro,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que leio seu blog toda a semana. Me diverto muito com suas histórias que, hora me fazem rir, hora me fazem chorar, com a pureza das emoções humanas.

Gostaria de tirar uma dúvida, sobre um recente relacionamento.

Terminei com minha namorada, mas acabei voltando e, em minha semana de solteiro, peguei duas mulheres (balancei as redes com uma). Essa menina, do meu meio de trabalho, é bem legal, até fiquei na dúvida se voltava para a minha atual, mas a História (assim mesmo, com maiúscula) falou mais forte.

O problema, grande mestre sensei, é que, agora, a garota não pára de me ligar. Falei que ia sair com ela depois do meu futebol na segunda, mas acabei dormindo na casa da ex, que agora é a atual. Está muito confuso?

Enfim, ela me ligou 15 vezes segunda à noite, mandou torpedo, ligou para casa (meu irmão atendeu). Não satisfeita, ligou no dia seguinte, duas vezes e mandou um torpedo.

Estou triste em ter de soltar a fumaça ninja dessa maneira, mas.... será que a culpa não é dela?


Afinal, porque toda essa cobrança? A gente não ficou junto nem uma semana, apesar de estar se falando todos os dias...Mas a ex ligou segunda, mandou aquele "eu te amo", pediu desculpas....

O que eu faço?

Att,

Fiel leitor"



***

E aí, minha gente, o que o craque deve fazer?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ele falhou?

Horas depois do fato, a notícia já havia se espalhado pela Zona Norte. No final de semana seguinte, a história circulava pelas rodas de papo na Lapa e Zona Sul. O triste desfecho de uma noite a dois aconteceu com um amigo do blog, um legítimo artilheiro carioca, um guerreiro da noite do Rio e Velha Guarda da Azaração. Nosso nobre amigo ficou cara a cara com o gol e não conseguiu chutar, balançar as redes. Isso mesmo, inimigas do blog: ele falhou!

Não faltaram analistas tentando descobrir a razão de o craque não ter conseguido colocar o time em campo. "Tão novo", disseram algumas. "Mas ele está no auge da carreira", tentavam compreender outras.

De fato, nosso pequeno e destemido craque vivia o auge de sua trajetória pela Copa do Mundo da Pegação quando tudo aconteceu. Apesar de contar com exímia habilidade na área e a certeza de um futuro brilhante na seleção, o atacante foi alvo de todo tipo de chacota durante semanas e semanas. A galera que gosta de botar pilha reforçava a todo tempo que nosso jogador só voltaria a marcar, se entrasse em campo a base de remédios!

Taciturno, ele evitava falar sobre o assunto. À boca das torcidas, a história passou a ganhar contornos e capítulos que nunca existiram. Vendo que sua carreira estava em xeque, o bravo matador de outrora decidiu abrir o coração para um dos nossos craques. Num fim de tarde de muito samba e cerveja, no centro do Rio, o pequeno notável falou do momento mais difícil de sua carreira.

Ela havia faturado a mocinha e logo nos primeiros beijos sentiu que era noite de partidinha. A moça tinha um jeitão meio estranho. "Autêntico", diriam algumas defensoras. Nosso craque, então, retocou a cal do gramado e iniciou o jogo. Com a calma que a situação lhe permitia, nosso amigo deitou-se ao lado da danada e retomou os beijos. Com uma das mãos alisou a mocinha, admirando cada pedacinho de sua mais recente conquista.

Em determinado momento, ele começou a passar a mão na barriga da moça. Foi a deixa.

- "Ai, não passa a mão aí não. Tem muita gordurinha", disse a moça.
- "Que nada! Você é maravilhosa", elogiou o craque.
A mocinha deu uma risada e completou de prima:
- "É que não é só gordurinha não... Tem muito coco aí dentro", disparou sem dó.

A única reação de nosso amigo foi soltar um "Hã?" com pouca sonoridade. Estupefado, ele arregalou os olhos sem acreditar no que ouvira. A mocinha não parou.

- "É que só vou ao banheiro uma vez por semana", disse a sapeca.

***
Tá explicado! Depois dessa nosso amigo não chutou a gol mesmo! E quem poderia?!

A Culpa É Delas... alguém discorda?!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A aposta

Dia desses o nosso camisa 11 levou uma velha conquista ao Samba do Ouvidor, onde o talentoso Gabriel da Muda relembra grandes samba. Depois de tomar cerveja e ouvir boa música, nosso craque deu aquela tradicional gingada pra cima da velha conquista. Ela riu, entendeu o avanço do matador e, simplesmente, se deixou levar.

Trocaram beijos e um bom papo. Embora a imagem do craque e da mocinha abraçados e aos beijos pudesse causar inveja aos esfriados "namoros da praça", aquela relação tinha o fim marcado. Em algumas semanas, por conta de projetos pessoais, eles passariam a viver em cidades diferentes e ambos já haviam decidido que não iam encarar uma relação à distância. Portanto, era um romance efêmero, mas com paixão efervescente.

Pois bem... o samba acabou e o atacante, além de levar a mocinha em casa, deu carona a duas amigas. Uma ficou em Laranjeiras e a próxima a descer seria a Velha Conquista. A outra amiga do craque ficaria uns bairros à frente.

Quando foi deixar sua efêmera paixão, nosso amigo parou o carro e desceu para se despedir com calma da mocinha. Conversaram mais um pouco, se beijaram e decidiram segurar a emoção antes que fosse tarde de demais. Ok, trato feito, ele seguiu seu rumo.

No meio do caminho, quanda ainda dava carona para a última amiga, a sapeca sugeriu parar para fazer um lanchinho. O jogador já havia faturado essa mocinha meses antes, mas tudo ficou pra trás. Durante o lanche, ela puxou um papo mais animado... com o tempo, o assunto foi esquentando.

- Agora só falta você dizer que gosta de sexo tanto assim - provocou o craque.
- Gosto muito se você quer saber - respondeu a mocinha, com um malicioso sorriso no rosto.
- Então vamos prum centro de lazer agora! Vamos?! - disparou o atleta.

O convite foi aceito e lá foi nosso artilheiro mudar o placar na busca pelo miléssimo gol.

Dois dias depois, o protagonista desta história foi tomar um chope com a outra amiga que foi ao Samba do Ouvidor. Depois de diversos assuntos, a moça soltou:

- "Po... eu tenho uma amiga que é sinistra. Ela diz que vai fazer e faz mesmo", disse rindo, deixando a charada no ar.

O craque captou. Sentiu que era com ele e partiu rumo à elucidação.
- É mesmo, é?! Tá falando da fulana? O que ela disse?
- Disse que ia ficar com você, mesmo depois de você ter ficado com a aquela velha conquista. Ela apostou comigo que ia conseguir e conseguiu mesmo!

***
A danada quis provar seu poder de sedução em cima de um artilheiro em busca do gol mil. Já viu atacante que se recusa a fazer gol de canela? Se a bola pinga na área, a função do matador é botar pra dentro! E assim o nosso craque fez.

Bem, a mocinha mostrou para a amiga que era capaz (???). Mas para o nosso craque, após tal revelação, a sapeca mostrou ser outra coisa. Restou ao atacante, então, contabilizar o tento e seguir a Copa do Mundo da Concupiscência Carnal.

Afinal de contas, por que será que a danadinha fez isso?

(a) - Porque ficou com ciúmes da Velha Conquista
(b) - Porque estava afim de entrar pra lista do craque
(c) - Porque não tinha nada melhor pra fazer, o artilheiro estava ali e...
(d) - Sei lá

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O jogo da Balzaca

A noite de sexta-feira exibia uma linda lua cheia. Um de nossos artilheiros calçou as chuteiras douradas, aquela usada em grandes clássicos, foi partiu para a Estudantina. O cenário era favorável a goleadas e nosso amigo sabia disso. Além de algumas mocinhas da idade do craque, o velho salão de madeira estava repleto de Balzacas. Com essas, nosso amigo sabia, que não haveria o tradicional doce.

Ele monitorou o cenário, escolheu seu alvo e vou com tudo. Diante da balzaca apresentou suas habilidades no salão, desenvolveu sua estratégia e partiu pra dentro. O papo foi interessante e nosso amigo descobriu algumas coincidências com a moça.

- "Também moro no bairro tal! Em que rua você mora?", quisa saber a sapeca.
- "Moro na Rua A", disse o jogador.
- "Poxa... eu moro na Rua C... pertinho de você".
- "É mesmo. E a gente nuca tinha se visto", completou o craque.
- "Você mora em casa ou em apartamento?", indagou o alvo.
- "Moro naquele apartamento azul que fica em frente à escola", explicou.
- "Ah sei...", disse ela.

E assim o papo foi fluindo e nosso amigo acabou faturando a Balzaca. Em um cantinho da Estudantina trocaram beijos ardentes. Tudo indicava que as redes iriam balançar, mas a mocinha armou a retranca.

Nosso craque pegou uma carona com a danada e sugeriu a partidinha. Ela fez doce, recuou e descartou a proposta do nosso Dom Juan carioca.

O velho discípulo de Baco insistiu, tentou uma manobra ousada, mas ela não cedeu. Sem perspectiva de seguir a busca pelo milésimo gol, ele foi pra casa dormir. Afinal de contas, o dia seguinte era sábado e a Copa do Mundo do Flerte prometia mais uma rodada eletrizante.

Durante o dia, nosso craque foi jogar bola e beber cerveja com os amigos. Quando a noite caía, ela voltou para casa e foi interpelado pro sua progenitora.

- Quem é fulana?
- "Fulana? Não sei", respondeu o craque, que, na hora, não ligou o nome à pessoa.
- É. Essa tal de Fulana esteve aqui mais cedo.
- É mesmo?
- Sim. Ficou fazendo perguntas ao porteiro. Ela queria saber onde você estava. Depois falou comigo e pediu seu telefone. Você anda pegando coroa, meu filho? Ela tinha quase a minha idade...

***
O artilheiro desconversou, driblou a mãe com argumentos até que o assunto foi jogado pra escanteio.

Pensemos: a moça nega fogo e depois bate à porta do artilheiro. Se não bastasse, ainda trava um insistente diálogo com a mãe do jogador. Se queria gol, por que armou a retranca?

E nosso amigo ainda teve que ouvir sua mãe reclamando da idade da mocinha.... que situação!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Em plena decisão

Jovens leitores, a passagem que vamos retratar no blog aconteceu ontem minutos antes de Flamengo e Botafogo se enfrentarem no jogo decisivo do campeonato estadual. Dois de nossos artilheiros estavam no lado de fora do Maracanã tentando entrar no estádio.

A confusão era grande e faltavam 10 minutos pro início do jogo. Os portões, sabe-se lá porque, foram fechados e as pessoas ficaram encurraladas. Fora isso, havia uma onda de assaltos. Bastava um torcedor descuidado deixar seu ingresso à mostra, que corria o sério risco de ser assaltado.

Perto do Bellini, um grupo de torcedores tentou roubar um cambista, que pedia mais de R$ 100 no ingresso. O cambista saiu correndo para o meio da rua e chamou a polícia. Do outro lado, os jatos de extintor de pimenta (não eram apenas sprays!!!) tomavam conta do ar.

Enquanto assistiam ao triste cenário, nossos artilheiros viram um casal passar. A mocinha estava bastante assustada com toda aquela confusão e fez um pedido... indefinível:

- Amor, vamos embora, vamos?! A confusão tá grande.

O nobre torcedor Rubro-Negro virou para mocinha, com aquela cara de cachorro abandonado, e suplicou:

- Pelo amor de Deus, meu amor. Não faz isso comigo não. É a grande final!

***
Alguns engraçadinhos e algumas engraçadinhas até podem forçar a barra dizendo que o erro foi do mocinho por ter levado a namorada ao Maraca em dia de final. Mas nós, fanáticos torcedores-homens de bem-artilheiros brasileiros, achamos que todos devem ir ao estádio. No caso, se a moça for pé frio, que fique no outro lado da arquibancada.

Mas o fato, meus nobres, é que numa altura daquelas, a mocinha jamais poderia sugerir ir para casa. Perder o espetáculo quando o árbitro já tava com o apito na mão? Nem pensar... bem, só Elas pra pensar nisso...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Isso não se faz!

O objetivo da partida de futebol é marcar gol, vencer! O que não dá para entender é aquele pessoalzinho que gosta de zero a zero... gente que não faz questão de ver ou fazer a rede balançar. Sim, estamos falando de algumas mocinhas que andam por aí. Nosso craque da camisa 27 conheceu uma linda loirinha dia desses. O atacante ficou empolgado... sentia o cheiro do gol. Saiu com a mocinha duas vezes até que o assunto sobre "bola na rede" surgiu no terceiro encontro.

Morador da Zona Sul, nosso personagem foi encontrar a mocinha em um bar na Barra da Tijuca. Como não tem carro, recorreu ao transporte coletivo, o famoso busão, para chegar até a mocinha. Foi um jantar agradável, conversaram sobre muitos assuntos, trocram beijos ardentes até que chegou a hora de se despedir. Nosso matador, então, calçou as chuteiras:

- Por que a gente não dorme junto essa noite?
- Hoje não dá. Amanhã, depois que sairmos da boate a gente resolve isso...

O sorriso que ficou estampado no rosto do nosso personagem era tão vivo quanto ao de um menino de oito anos ao ganhar a camisa oficial do seu time do coração. Ansioso por aquele que seria um dos mais belos tentos de sua carreira, o artilheiro contou as horas para a próxima noite chegar.

Pois bem... era uma noite de sábado e nosso amigo levou a mocinha à uma boate no centro do Rio. Lá pelas tantas, ela quis ir embora. E o sorissão voltou ao rosto do craque. Afinal de contas, a sensação que ele teve era a mesma que tem a torcida, quando de pé, vê o atacante driblar o goleiro e partir livre para a rede... o grito de gol sai até antecipadamente, não é?!

É, mas nem tudo são títulos.

Quando deixaram a boate, nosso craque tocou no assunto:

- Vamos lá pra casa?
- Ah não... está tarde... hoje não...
- Ué?! mas você disse que hoje, depois da boate a gente...
- "Ai, artilheiro... esse tipo de coisa não se cobra", disse a mocinha, que minutos depois se despediu e foi embora sozinha.

***
Golpe sujo, não acham?!

Depois da promessa, ela simplesmente desmarcou a partidinha sob a frágil alegação de que "é tarde".

Pra completar, a sapeca ainda reforçou que "esse tipo de coisa não se cobra".

Opa... opa... que fique claro: esse tipo coisa, que partiu da mocinha, NÃO SE FAZ!

Depois reclamam, mas a Culpa É Delas!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A "Básica"

Talvez poucos tenham parado para pensar que certas figuras caricatas têm representantes em todos os grupos dos quais você participa ou já participou. Repare bem: há sempre um gordinho engraçado, o negro bom de bola e um bonitão esquisito, aquele tipo que a mulherada olha, comenta sobre uma certa atração, mas sempre diz que ainda falta algo no rapaz. Nos grupinhos, também sempre há uma gostosona burra, um feinho que se dá bem com a mulherada e uma amiga gordinha bom de papo que todos querem por perto. Bem, acreditamos que as características físicas em nada têm relação com a personalidade ou caráter, mas esses tipos existem. Estão por aí. É só reparar bem!

Nos grupelhos de amizade, trabalho etc há também a Básica. Hein?! Não entendeu?

Vamos explicar! Ou melhor, vamos contar a explicação Delas! Afinal de contas, de quem é a culpa?

Dia desses, um de nossos artilheiros estava conversando com uma amiga. O pessoal estava marcando de ir a uma roda de samba. E em determinado ponto do papo, eles começaram a contar quantos e quem estaria no evento.

- "Ó.. Ciclano e Beltrano confirmaram também", disse o craque.
- "Que bom... das meninas vão a Fulana, Cilcrana e Beltrana... ah... a Básica tb vai"
- "Básica?", estranhou nosso amigo.
- "É aquela que todo mundo já pegou", disse a mocinha que, acreditem, é amiga da Básica.

***
É, caros leitores, a tal da Básica, segundo Elas mesmo, é aquela mocinha, que feia ou bonita, gorda ou magra, alta ou magra, passa o rodo na aquibancada, sacode a cadeira especial, invade a geral com tudo e cata no vestiário o que puder...

Alguém, por acaso, já trombou com a Básica dentro da pequena área? O juiz deu pênalti, né?! Caraaaaaaaaaaaaaaamba!

terça-feira, 14 de abril de 2009

A menina vazada...

Estamos vivendo os fins dos tempos. Acreditem: o armagedon está próximo! Uma das provas de que as trombetas do apocalipse já tocam é a história que iremos contar hoje.

O atacante foi à noite em busca de mais uma bela partida. A lua cheia anunciava que a pequena área ia brilhar. Nosso personagem chegou em uma festinha e começou mostrar suas habilidades: velocidade pelos flancos, gingado na intermediária e samba no pé cara a cara com o gol.

A mocinha nem resistiu. Na primeira tentativa de ataque do nosso craque lá estava ela em seus braços. Um bom papo, cervejinha para umedecer o argumento, som pra dar o clima e... pimba! O caminho para a pequena área estava traçado.

Como um exímio mestre-sala da azaração, nosso nobre protagonista conduziu, com leveza, a mocinha para sua casa. Trocaram beijos, tiraram as “fantasias” e partiram por vuco-vuco.

Nas altas da madrugada, depois de o artilheiro sacudir as redes, a mocinha levantou-se. O craque, inebriado de sono, virou pro lado e seguiu dormindo.

O galo cantou e nossos pombinhos continuaram curtindo a paz do silêncio até que chegou a hora de levantar. O nosso personagem foi o primeiro. Saiu da cama, espreguiçou-se, fez um carinho na mocinha e caminhou em direção à sala até que.... ops... o que é isso no chão?

Nosso amigo não entendeu. Viu uma poça no chão e, por instantes, pensou que seu quarto tinha goteiras. Mas que nada. Demorou a acreditar, mas constatou que o líquido derramado em seus aposentos era xixi... xixi da moça!

O craque sacudiu a danada e cobrou explicações. Ela fez cara de espanto, mas acabou confessando que, num desses sonhos loucos, achou que estava no banheiro, arriou as calças e mandou ver ali mesmo... no chão do quarto do craque, atrás do sofá!

Ele driblou o constrangimento, enquanto a mocinha se vestia. Ela fez cara de sem graça e prometeu que iria limpar.

- “Ok. Tem pano na cozinha. Pega lá”, orientou o matador.

A sapeca saiu do quarto e.... demorou... demorou...

Oras, o que essa culpada estaria fazendo?

Ele saiu do quatro em busca da moça e não a achou. É, queridos leitores, em vez de ir buscar o pano e limpar a sujeira, a mocinha deu no pé e fugiu da situação.

***
Diz aí: é ou não é culpa delas?!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Perguntinha básica

Algo deve ter no sol que aquece Búzios em janeiro e fevereiro. Quem passa por esse paraíso nos dias (e noites) de verão guarda histórias para todo o sempre. Não foi e nem poderia ser diferente com o nosso bravo camisa 9. Nos dias que completaram a última semana de 2008, nosso craque meneava pelo balneário junto com um amigo, que passaremos a chamar de Camisa 21.

O atacante que passa a fazer parte da nossa história era dotado de habilidade, daqueles que cara a cara com o goleiro não desperdiçam a jogada. Pois bem, o rapaz havia conhecido uma mocinha de outro estado e esta foi a Búzios passar uns dias com o centroavante. Era algo como um casal de namoradinhos, nada tão sério e nem tão à toa... será que esse meio termo é compreensível?

Nosso querido Camisa 9 encontrara duas amigas, Fulana e Ciclana. Ambas foram apresentadas ao Camisa 21 e à sua “namoradinha”.

Camisa 21 era daqueles que gostavam das chuteiras de marca e faixa de capitão à vista. O rapaz, de certo modo, chamava atenção.

Alguns dias depois, nosso craque e o amigo foram a uma boate na Rua das Pedras. A namoradinha do Camisa 21, no entanto, preferiu fazer outro programa com as amigas conterrâneas.

Na porta da boate, a dupla de ataque encontrou Fulana, toda serelepe. O trio ficou conversando por alguns minutos. Estava difícil entrar na boate, até que Camisa 21 resolveu “dar um jeito”.

Quando o feroz jogador se afastou, a mocinha fez uma perguntinha danada ao nosso destemido Camisa 9, que estremeceu.

- Esse seu amigo tem dinheiro?

***
O quê? Não acreditam? Juro pelo mais perfeito drible na pequena área!

Nosso craque respondeu à pergunta afirmando que sim e depois saiu para comprar uma cervejinha. Quando voltou Camisa 21 e Fulana já estavam aos beijos.

E tem gente que ainda acredita em destino!

segunda-feira, 23 de março de 2009

O tal do "deslumbre"

A felicidade está nas pequenas coisas. Essa é uma das filosofias dos artilheiros do A Culpa É Delas e, portanto, respeitamos e admiramos quem também pensa assim. Mas existem coisas pequenas (pra ela não deve ter sido.. vcs vão entender!) que quando geram deslumbramento, beiram ao ridículo. E foi mais ou menos isso que o nosso camisa 9 vivenciou quando foi passar o reveillon em Búzios, o balneário carioca dos corpos dourados e excelente local para torneios de pré-temporada.

O ano de 2008 contava suas últimas horas, quando nosso indomável craque, farejador dos tentos gloriosos, conheceu a mocinha que estrela esse post. Serelepe, a pequena danava a falar. Até aí tudo bem... "que mulher não dana a falar?!", questionam alguns de nossos leitores.

O problema, nobres amigos virtuais, é o deslumbramento.

A protagonista havia - acreditamos que há pouquíssimos dias - turbinado os seios. Eram 250ml de cada lado (por isso, no início do post consideramos que a coisa poderia não ser "pequena" na visão da mocinha)... pis bem... afim de ressaltar a nova aquisição, a nossa personagem, deslumbrada, se apresentava aos quatro ventos:

- Prazer, peito!

Sim, caros leitores, a moça não se apresentava pelo nome de batismo ou apelido de infância. Ela simplismente dizia: "Prazer, peito!", numa incisiva manobra de salientar a protuberância do silico que estufava o apertado sutiã que vestia.

***
O que a mocinha queria?

Será que ela queria envolver a galera na brincaderia e ouvir a resposta:

- "Oi! prazer, pintão... aquela ali é a minha amiga, bundinha... ????"

Mocinhas, mocinhas... menos, né?!

Afinal de contas, é vantagem mostrar que tem silico ou é melhor deixar a rapaziada imaginando que o cenário é natural?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mais do mesmo... versão 2009!

As férias do A Culpa É Delas (ACED) foram longas. Era preciso. Até pensamos em ficar mais um tempo "fora do ar", mas o dever nos chama. De janeiro até hoje, recebemos 389 e-mails, mensagens e pedidos pessoais para que o blog voltasse a mostrar as peripécias da mulherada nesse nosso mundo contemporâneo.

De tudo que recebemos, chamaram a nossa atenção pedidos de duas leitoras. De Pernambuco, Flavinha Abelha, como a própria se apresenta no e-mail, nos mandou uma indação com certa dose de humor:

"O Ronaldo já voltou. Quando vocês vão voltar?"

Desconcertante foi o pedido de "Cris_80":

"Não vão voltar? Não deviam fazer isso. Me sentia melhor lendo as histórias do blog. É que os posts mostram que há mulheres piores que eu...".

***
Caros e queridos leitores, ELAS pediram e o blog está de volta... A cUlPA é DeLAs !!!! Estamos voltando cheio de novas histórias, surpreendentes e lastimáveis ao mesmo tempo.
É impressionante como o período entre dezembro e feveiro é fértil... algumas mocinhas se soltam mesmo e acabam nos posts desta atacada página virtual!

Salve-se quem puder!