segunda-feira, 11 de maio de 2009

O jogo da Balzaca

A noite de sexta-feira exibia uma linda lua cheia. Um de nossos artilheiros calçou as chuteiras douradas, aquela usada em grandes clássicos, foi partiu para a Estudantina. O cenário era favorável a goleadas e nosso amigo sabia disso. Além de algumas mocinhas da idade do craque, o velho salão de madeira estava repleto de Balzacas. Com essas, nosso amigo sabia, que não haveria o tradicional doce.

Ele monitorou o cenário, escolheu seu alvo e vou com tudo. Diante da balzaca apresentou suas habilidades no salão, desenvolveu sua estratégia e partiu pra dentro. O papo foi interessante e nosso amigo descobriu algumas coincidências com a moça.

- "Também moro no bairro tal! Em que rua você mora?", quisa saber a sapeca.
- "Moro na Rua A", disse o jogador.
- "Poxa... eu moro na Rua C... pertinho de você".
- "É mesmo. E a gente nuca tinha se visto", completou o craque.
- "Você mora em casa ou em apartamento?", indagou o alvo.
- "Moro naquele apartamento azul que fica em frente à escola", explicou.
- "Ah sei...", disse ela.

E assim o papo foi fluindo e nosso amigo acabou faturando a Balzaca. Em um cantinho da Estudantina trocaram beijos ardentes. Tudo indicava que as redes iriam balançar, mas a mocinha armou a retranca.

Nosso craque pegou uma carona com a danada e sugeriu a partidinha. Ela fez doce, recuou e descartou a proposta do nosso Dom Juan carioca.

O velho discípulo de Baco insistiu, tentou uma manobra ousada, mas ela não cedeu. Sem perspectiva de seguir a busca pelo milésimo gol, ele foi pra casa dormir. Afinal de contas, o dia seguinte era sábado e a Copa do Mundo do Flerte prometia mais uma rodada eletrizante.

Durante o dia, nosso craque foi jogar bola e beber cerveja com os amigos. Quando a noite caía, ela voltou para casa e foi interpelado pro sua progenitora.

- Quem é fulana?
- "Fulana? Não sei", respondeu o craque, que, na hora, não ligou o nome à pessoa.
- É. Essa tal de Fulana esteve aqui mais cedo.
- É mesmo?
- Sim. Ficou fazendo perguntas ao porteiro. Ela queria saber onde você estava. Depois falou comigo e pediu seu telefone. Você anda pegando coroa, meu filho? Ela tinha quase a minha idade...

***
O artilheiro desconversou, driblou a mãe com argumentos até que o assunto foi jogado pra escanteio.

Pensemos: a moça nega fogo e depois bate à porta do artilheiro. Se não bastasse, ainda trava um insistente diálogo com a mãe do jogador. Se queria gol, por que armou a retranca?

E nosso amigo ainda teve que ouvir sua mãe reclamando da idade da mocinha.... que situação!

3 comentários:

Diego Peixoto disse...

foi vacilo dele dizer em que apartamento morava.. rs

abraço primo!

Anônimo disse...

Quanta carência! Pelo visto ela não queria ser só mais uma, queria algo mais... Tadinha!

craque juvenil disse...

Não é por nada não, mas morar com a mãe nessa altura do campeonato tb já é demais né não?
Afinal, o artilheiro tá em busca do gol 1000, ou ainda quer aparecer para um clube grande e fazer seu pé de meia?