domingo, 23 de agosto de 2009

O duelo

Conspirações do destino levaram nosso Camisa 11, mais uma vez, para uma daquelas casas de show onde o funk toca alto e a cerveja é baratíssima, em algum canto do chamado Grande Rio. Acompanhado de um amigo, bravo atacante da noite carioca, nosso Dom Juan dos Trópicos passou a analisar o cenário que se formava.

No conforto do camarote, onde se pagava pouco mais de 10 pilas para entrar, o amigo do craque apresentou ao Camisa 11 duas amigas que haviam acabado de chegar. Vestidas a caráter, com calça bem colada e decote sugestivo, as meninas chamavam atenção.

O talento de ambas ficou transparente logo na primeira música. Era coisa de dançar até o chão, chão, chão...

Quando menos se esperava, lá estava nosso craque no meio das mocinhas dançando e formando o tradicional sanduíche. Mas era tudo dança... ou provocação, vai saber?

A verdade, meus caros, é que não sabemos exatamente o que esperar das mulheres.

Na mesa ao lado, um grupo de conhecidos do amigo do craque enxugava umas garrafas do mais legítimo (???) líquido escocês. No meio do grupo, um nobre atacante se destaca pela aparência.
E Fuluna e Ciclana, as mocinhas que estavam vestidas a caráter, logo o notaram.

Ciclana, mais atrevida que a outra, deu logo um passo à frente e puxou assunto com o atleta. A partir daí, nosso Camisa 11 tornou-se mero expectador dos lances.

O tal matador sorriu e também causava risos em Ciclana.

Fulana é que não gostou muito. Na primeira oportunidade, já se aproximou do casalzinho que estava em vias de se unir. Falastrona, ela logo entrou em campo... quer dizer, no papo.

O atacante, então, abriu um sorriso ainda maior. Cumprimentou a outra mocinha e começou a bater papo com ambas.

Ciclana apelou para a ousadia e entre uma frase e outra, dava um jeito de abraçar o carinha, forçando uma clássica disputa entre amigas.

Fulana não queria perder a guerra e logo começou a dançar de forma sensual. Com as mãos no joelho, fazia questão de encostar no jogador, que parecia não acreditar na cena. Sim, ele começou a ser disputado pelas duas, segundo a segundo.

O cenário que se desenhava era tão bizarro, que nosso Camisa 11 tratou de acompanhar. “Até aonde elas iriam?”, perguntou-se nosso amigo.

Bem, como dissemos acima, não sabemos ao certo o que esperar das mulheres. Mas até que aquele desfecho não foi tão inesperado.

Irritada com a possibilidade de perder o matador para a amiga, Ciclana, num elã, partiu pra cima. Com as mãos no cabelo da colega, esbravejou:

- Piranha, tá dando em cima do meu homem!!
- Saí daqui... piranha é você. Ele não quer nada contigo!

(Mimosas essas amigas, não?!)

Sim. Baixaria total. A galera que assistia à cena de longe apressou-se em separar as danadas, que segundos depois de iniciarem a discussão, já estavam puxando os cabelos umas das outras e entrando em rota de colisão com o chão.

O matador em questão limitou-se a rir da briga das moças, que acabaram sendo expulsas da festa.

***
Pode parecer conto do fantástico mundo do flerte carioca, mas, de fato, aconteceu na noite de uma quinta-feira dessas.

Leitores, caros leitores, aonde elas vão parar assim?!

5 comentários:

Anônimo disse...

acontece nas melhores famílias... de piranhas!! hahahah

Guilherme Botelho disse...

Vida no gueto é assim!

Anônimo disse...

Via Show é isso aí...

Gabrielle disse...

acabam no chão... sem o dito cujo é óbvio...

Marcella disse...

camisa 11, camisa 11... eu conheci o blog hj, to me rachando com as estórias, to lendo uma por uma, comentando quase todas pq é mto bem escrita... mas camisa 11, que-ri-do, tu entra em cada fria hein?
je-sus