domingo, 6 de setembro de 2009

A maquiavélica

Caros leitores, elas são capazes de tudo... de tudo mesmo! Prestem atenção da história de hoje.

- "Oi... você por aqui? Tudo bem?", perguntou a mocinha ao encostar seu carro próximo à calçada, onde o artilheiro caminhava.
- "Opa... tudo bem! Que coincidência...", respondeu o craque.
- "É... tá indo pra casa? Quer uma carona?", perguntou a danada, que abriu um largo sorriso após o matador aceitar o convite.

Eram pouco mais de 4h e o atacante acabara de sair de uma boate na Zona Sul carioca, quando encontrou a sapeca em seu carro. Há tempos eles haviam vivido um tórrido romance que foi minguando com o tempo.

Habilidoso, o protagonista dessa história passou a evitar a mocinha depois de uns dois meses de relação, que era totalmente informal. "Foi bom", pensava ele, "mas como tudo na vida acaba".

Quem não entendia muito bem isso era ela, que passou a telefonar e enviar mensagens insistentemente logo que os encontros tornaram-se mais espaçados. Com o tempo, o atacante simplesmente parou de atendê-la.

Naquela sexta-feira, a mocinha botou na cabeça que iria encontrar o bamba e quando o relógio marcou 17h, ela ligou para a casa do jogador. Sem ter o identificador de chamadas em seu aparelho, ele acabou atendendo à chamada.

- "E aí? Quanto tempo, né?!", disse o mestre-sala do flerte logo após a mocinha se identificar.

Ela queria marcar de sair e resolveu ligar para ele e marcar um cineminha ou algo do tipo.

- "Ih... não vai dar... hoje estou meio enrolado. Acho que nem vou fazer nada...", despistou.

Inimigas do blog, se vocês chamam um cara pra sair e ouvem "eu to meio enrolado", entendam, por favor, de uma vez por todas, que o carinha não quer nada com vocês. A expressão é um mero eufemismo, usado para não chatear as mocinhas. Se o craque fosse sincero, como algumas mocinhas juram que querem que eles sejam, a real resposta ia causar impacto e a réplica da mocinha seria algo da série: "Não acredito que você me disse isso!".

Se o craque quiser sair com a mocinha, mas realmente tiver um compromisso, ele vai oferecer uma contraproposta: "Não posso hoje por causa disso, mas amanhã nos vemos!". Ele vai deixar sua conquista segura de que o próximo encontro será em breve.

Pois bem, voltemos à história:

A danada não se conformou. Umas horas depois, ela entrou na internet para fuxicar o orkut do atleta. Algumas mocinhas adoram isso! Entrando nas páginas dos amigos dele e somando informações deixadas nos scraps, ela chegou a conclusão: "hoje eles vão para a boate X".

Quando o relógio apontou meia-noite, ela se arrumou e foi para a boate. Ao chegar na porta ficou receosa. Achou que o clima lá dentro não lhe proporcionaria um embate com o matador. Além do mais, ele teria que dividir a atenção entre ela e os amigos. Foi aí que ela traçou a estratégia.

Sim. É exatamente isso que vocês estão pensando.

Por mais de três horas, ela ficou dentro do carro, em frente à boate, esperando o jogador sair. Quando o craque finalmente deixou o agito e se dirigia pra casa, ela simulou o encontro "por acaso".

- "Oi... você por aqui? Tudo bem?".

***
O craque, claro, aplicou o gol de misericórdia.

Mas quando o matador soube da história, semanas depois, a relação caiu em profundo ocaso e nem sequer um olhar fortuito ele guardou para oferecê-la.

Culpa de quem?!

6 comentários:

Digo disse...

Caramba... essa moça pode se tornar um perido para esse artilheiro!

Diego Peixoto disse...

é.. a vida é dura!

abs primo!

Anônimo disse...

tô fora!

Danielle Lima disse...

Caraca...esse cara tem P* de ouro?
É ruim, hein!

Bruno disse...

Ô, Danielle... ele nem deve ter, mas a mocinha acredita que sim!!! hehehehehehe... Deus me livre!

Saada disse...

Essa é sem caráter..aff