terça-feira, 17 de novembro de 2009

Os argumentos

Vocês já devem ter ouvido algo parecido. Apostamos nisso! Vamos aos fatos...

Dias desses, um dos nossos artilheiros enfrentou a imensa fila do Maraca atrás de um ingresso antecipado para um jogo de futebol. E a fila era imensa. Passavam dez minutos e era impossível não olhar o relógio e reclamar da demora. Como pode?

Pois bem... lá pelas tantas um grupinho de adolescentes começa a gesticular para o final da fila. O sinal era aquele do balançar as mãos ao alto, numa espécie de convite. Isso mesmo! Aos berros, um deles gritava: "Vem, vem... pode vir!"

Não tardou e um bando de seis ou oito deixaram as últimas colocações e se puseram à frente das dezenas de torcedores que há horas estavam postados sob sol. Sim, era o tradicional fura-fila.

Nosso craque presenciou a cena indócil, mas antes que interviesse surgiu um negão, que, ao final da fila, indiginou-se com a movimentação juvenil.

- Ae, mermão. Pode voltar todo mundo - decretou o cidadão.

Uma breve discussão iniciou-se, mas logo foi dissipada diante da "disposição" que o camarada apresentou. A ameaça de agressão física aos furões era clara.

Não restou outra alternativa aos jovens: minutos depois, os seis ou oito furões (havia homens e mulheres nesse grupo) deixaram as vagas que acabaram de ocupar. Só permaneceram na fila mesmo as duas pessoas que lá já estavam.

Naturalmente, a tranquilidade voltou à curva da fila, claro (ao mesmo tempo que a impaciência se tranformava em realidade).

Uns 25 minutos depois, dois casais se direcionaram às duas pessoas que outrora causaram toda a confusão. A dupla, vendo a aproximação de novos amigos, já gesticulava negativamente, indicando que aquela nova furada na fila não era uma boa ideia. Contudo, eles se aproximaram.

- Volta, é melhor - disse uma das pessoas, para logo em seguida ouvir um por quê?
- Cara, já deu mó confusão. Surgiu um cara lá do fundo. Tocou mó terror. Todos os nossos amigos tiveram que sair da fila - explicou um deles.
- É mesmo? Que eram esses amigos? - quis saber uma das mocinhas que se chegava à fila.
- Na verdade, eu só conhecia metade. Mas eram amigos dos nossos amigos - confessou a moça, que há horas estava sob o sol.
- Mas como era esse cara aí? Era forte? - interrogou a moça.
- Forte? Mais ou menos. Era gordo, grande. Mas cheio de atitude - explicou a outra.

(Chegou a hora, meus caros leitores. Uma das mocinhas que tentava furar a fila soltou a pérola).

- Deixa, po! Se ele voltar aqui, eu jogo um charme e fica tudo certo - disparou a danada, que (acreditem!) estava acompanhada.

***

Será que é assim que elas resolvem tudo? Jogando charme?

A breve passagem fez nosso artilheiro lembrar de uma antiga história dos tempos de faculdade. Ele estava numa rodinha de amigos e amigas dos amigos quando ouviu uma delas reclamar. A sapeca tinha perdido a data para fazer a matrícula das matérias dos semestre. Inicialmente, no tempo correto, ela tinha se inscrito em quatro matérias. Mas, tempos depois, decidiu fazer mais uma. Só que a decisão aconteceu depois que o tempo regulamentar para tal inscrição havia acabado. Inconformada, ela tentou convencer o funcionário da faculdade a fazer a tal matrícula. Perguntou se não tinha um jeito. Ele, claro, esclareceu que não seria possível.

Ela saiu inconformada. Ao contar para amiga e diante do suspiro dela, que ouvia a história atentamente, a Sapecona da Estrela lamentou:

- Ai, logo hoje que não vim de decote.

Então, mocinhas e inimigas do blog, a dúvida paira no ar: são esses os seus "argumentos"?

Tá lançada a discussão!

13 comentários:

Anônimo disse...

hahaa, normal.. elas gostam é de dinheiro!!

abs primo!

Danielle Lima disse...

Cada um trabalha com o que tem, os homens com as mentiras e nós com o "charme"...E só funciona porque vcs dão IBOPE!

Rafael disse...

Elas irritam... PQP...

Pablo disse...

"Charme" foi ótimo... o problema é que elas só podem usar esse "charme" por pouco tempo... os anos passam e esse "charme" vai murchando... literalmente!

Luana disse...

Cada um trabalha com o que. Há mocinhas que tem peitos. Mas há também aquelas que tem cérebro e acham mais apropriado utilizá-lo em situações onde é necessária a argumentação, do que utilizar-se de seus atributos físicos.
Aí distinguem-se as mulheres de verdade, das ordinárias.
Tenho medo desses tipinhos com os quais os artilheiros vivem topando.
Nunca topam com mulheres de verdade não?
Beijos!

Luana disse...

Ops. Errei. Cada um trabalha com o que tem*

Artilheiro disse...

Luana, tá difícil encontrar mulher de verdade por aí...

Amanda disse...

Gente, como assim mulher de verdade? Mulher de mentira é o que? Boneca inflável?

Binho disse...

Amanda, as bonecas infláveis, pelo menos, não mentem, não gastam o cartão de crédito do namorado, não traiem, não ficam de TPM, não implicam com o futebol de domingo...

Amanda disse...

Então Binho, pq vcs insistem em procurar por mulheres de verdade? Pense bem, olhe quantas vantagens vc foi capaz de listar!

Binho disse...

Pq mulher de verdade é mais equilibrada que as normais, que figuram por aí... As de borracha, para alguns (e esse não é o meu caso), são meros paliativos...

Como dizem os artilheiros: a busca (pelo milésimo gol) continua..

Fernanda disse...

cara Luana. Eu senti um leve despeito eu seu comentário. Literalmente. Sou mulher , e tenho peito , cérebro , coração , perna, bunda, enfim, todos os orgaos que uma pessoa normal tem .
Realmente tem umas que pensam ser phodonas a ponto de convencer todos a tudo , mas só isso nao as tornam "ordinárias"
E ah , acho que voce é so mais uma nerd, mal feita , e mal amada , que acha que mulher de verdade sao aquelas que os homens so se aproximam pra uma conversa, ou pra arranjar uma amiga gata :~
enfim , amei o blog.
bjos *:

Marcella disse...

que atire seu monitor pela janela quem NUNCA (homem ou mulher) usou de algum artifício para conseguir algo vai... abaixo à hipocresia!!! (ao menos neste blog!) ahahahaha