segunda-feira, 27 de abril de 2009

Isso não se faz!

O objetivo da partida de futebol é marcar gol, vencer! O que não dá para entender é aquele pessoalzinho que gosta de zero a zero... gente que não faz questão de ver ou fazer a rede balançar. Sim, estamos falando de algumas mocinhas que andam por aí. Nosso craque da camisa 27 conheceu uma linda loirinha dia desses. O atacante ficou empolgado... sentia o cheiro do gol. Saiu com a mocinha duas vezes até que o assunto sobre "bola na rede" surgiu no terceiro encontro.

Morador da Zona Sul, nosso personagem foi encontrar a mocinha em um bar na Barra da Tijuca. Como não tem carro, recorreu ao transporte coletivo, o famoso busão, para chegar até a mocinha. Foi um jantar agradável, conversaram sobre muitos assuntos, trocram beijos ardentes até que chegou a hora de se despedir. Nosso matador, então, calçou as chuteiras:

- Por que a gente não dorme junto essa noite?
- Hoje não dá. Amanhã, depois que sairmos da boate a gente resolve isso...

O sorriso que ficou estampado no rosto do nosso personagem era tão vivo quanto ao de um menino de oito anos ao ganhar a camisa oficial do seu time do coração. Ansioso por aquele que seria um dos mais belos tentos de sua carreira, o artilheiro contou as horas para a próxima noite chegar.

Pois bem... era uma noite de sábado e nosso amigo levou a mocinha à uma boate no centro do Rio. Lá pelas tantas, ela quis ir embora. E o sorissão voltou ao rosto do craque. Afinal de contas, a sensação que ele teve era a mesma que tem a torcida, quando de pé, vê o atacante driblar o goleiro e partir livre para a rede... o grito de gol sai até antecipadamente, não é?!

É, mas nem tudo são títulos.

Quando deixaram a boate, nosso craque tocou no assunto:

- Vamos lá pra casa?
- Ah não... está tarde... hoje não...
- Ué?! mas você disse que hoje, depois da boate a gente...
- "Ai, artilheiro... esse tipo de coisa não se cobra", disse a mocinha, que minutos depois se despediu e foi embora sozinha.

***
Golpe sujo, não acham?!

Depois da promessa, ela simplesmente desmarcou a partidinha sob a frágil alegação de que "é tarde".

Pra completar, a sapeca ainda reforçou que "esse tipo de coisa não se cobra".

Opa... opa... que fique claro: esse tipo coisa, que partiu da mocinha, NÃO SE FAZ!

Depois reclamam, mas a Culpa É Delas!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A "Básica"

Talvez poucos tenham parado para pensar que certas figuras caricatas têm representantes em todos os grupos dos quais você participa ou já participou. Repare bem: há sempre um gordinho engraçado, o negro bom de bola e um bonitão esquisito, aquele tipo que a mulherada olha, comenta sobre uma certa atração, mas sempre diz que ainda falta algo no rapaz. Nos grupinhos, também sempre há uma gostosona burra, um feinho que se dá bem com a mulherada e uma amiga gordinha bom de papo que todos querem por perto. Bem, acreditamos que as características físicas em nada têm relação com a personalidade ou caráter, mas esses tipos existem. Estão por aí. É só reparar bem!

Nos grupelhos de amizade, trabalho etc há também a Básica. Hein?! Não entendeu?

Vamos explicar! Ou melhor, vamos contar a explicação Delas! Afinal de contas, de quem é a culpa?

Dia desses, um de nossos artilheiros estava conversando com uma amiga. O pessoal estava marcando de ir a uma roda de samba. E em determinado ponto do papo, eles começaram a contar quantos e quem estaria no evento.

- "Ó.. Ciclano e Beltrano confirmaram também", disse o craque.
- "Que bom... das meninas vão a Fulana, Cilcrana e Beltrana... ah... a Básica tb vai"
- "Básica?", estranhou nosso amigo.
- "É aquela que todo mundo já pegou", disse a mocinha que, acreditem, é amiga da Básica.

***
É, caros leitores, a tal da Básica, segundo Elas mesmo, é aquela mocinha, que feia ou bonita, gorda ou magra, alta ou magra, passa o rodo na aquibancada, sacode a cadeira especial, invade a geral com tudo e cata no vestiário o que puder...

Alguém, por acaso, já trombou com a Básica dentro da pequena área? O juiz deu pênalti, né?! Caraaaaaaaaaaaaaaamba!

terça-feira, 14 de abril de 2009

A menina vazada...

Estamos vivendo os fins dos tempos. Acreditem: o armagedon está próximo! Uma das provas de que as trombetas do apocalipse já tocam é a história que iremos contar hoje.

O atacante foi à noite em busca de mais uma bela partida. A lua cheia anunciava que a pequena área ia brilhar. Nosso personagem chegou em uma festinha e começou mostrar suas habilidades: velocidade pelos flancos, gingado na intermediária e samba no pé cara a cara com o gol.

A mocinha nem resistiu. Na primeira tentativa de ataque do nosso craque lá estava ela em seus braços. Um bom papo, cervejinha para umedecer o argumento, som pra dar o clima e... pimba! O caminho para a pequena área estava traçado.

Como um exímio mestre-sala da azaração, nosso nobre protagonista conduziu, com leveza, a mocinha para sua casa. Trocaram beijos, tiraram as “fantasias” e partiram por vuco-vuco.

Nas altas da madrugada, depois de o artilheiro sacudir as redes, a mocinha levantou-se. O craque, inebriado de sono, virou pro lado e seguiu dormindo.

O galo cantou e nossos pombinhos continuaram curtindo a paz do silêncio até que chegou a hora de levantar. O nosso personagem foi o primeiro. Saiu da cama, espreguiçou-se, fez um carinho na mocinha e caminhou em direção à sala até que.... ops... o que é isso no chão?

Nosso amigo não entendeu. Viu uma poça no chão e, por instantes, pensou que seu quarto tinha goteiras. Mas que nada. Demorou a acreditar, mas constatou que o líquido derramado em seus aposentos era xixi... xixi da moça!

O craque sacudiu a danada e cobrou explicações. Ela fez cara de espanto, mas acabou confessando que, num desses sonhos loucos, achou que estava no banheiro, arriou as calças e mandou ver ali mesmo... no chão do quarto do craque, atrás do sofá!

Ele driblou o constrangimento, enquanto a mocinha se vestia. Ela fez cara de sem graça e prometeu que iria limpar.

- “Ok. Tem pano na cozinha. Pega lá”, orientou o matador.

A sapeca saiu do quarto e.... demorou... demorou...

Oras, o que essa culpada estaria fazendo?

Ele saiu do quatro em busca da moça e não a achou. É, queridos leitores, em vez de ir buscar o pano e limpar a sujeira, a mocinha deu no pé e fugiu da situação.

***
Diz aí: é ou não é culpa delas?!