segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ele falhou?

Horas depois do fato, a notícia já havia se espalhado pela Zona Norte. No final de semana seguinte, a história circulava pelas rodas de papo na Lapa e Zona Sul. O triste desfecho de uma noite a dois aconteceu com um amigo do blog, um legítimo artilheiro carioca, um guerreiro da noite do Rio e Velha Guarda da Azaração. Nosso nobre amigo ficou cara a cara com o gol e não conseguiu chutar, balançar as redes. Isso mesmo, inimigas do blog: ele falhou!

Não faltaram analistas tentando descobrir a razão de o craque não ter conseguido colocar o time em campo. "Tão novo", disseram algumas. "Mas ele está no auge da carreira", tentavam compreender outras.

De fato, nosso pequeno e destemido craque vivia o auge de sua trajetória pela Copa do Mundo da Pegação quando tudo aconteceu. Apesar de contar com exímia habilidade na área e a certeza de um futuro brilhante na seleção, o atacante foi alvo de todo tipo de chacota durante semanas e semanas. A galera que gosta de botar pilha reforçava a todo tempo que nosso jogador só voltaria a marcar, se entrasse em campo a base de remédios!

Taciturno, ele evitava falar sobre o assunto. À boca das torcidas, a história passou a ganhar contornos e capítulos que nunca existiram. Vendo que sua carreira estava em xeque, o bravo matador de outrora decidiu abrir o coração para um dos nossos craques. Num fim de tarde de muito samba e cerveja, no centro do Rio, o pequeno notável falou do momento mais difícil de sua carreira.

Ela havia faturado a mocinha e logo nos primeiros beijos sentiu que era noite de partidinha. A moça tinha um jeitão meio estranho. "Autêntico", diriam algumas defensoras. Nosso craque, então, retocou a cal do gramado e iniciou o jogo. Com a calma que a situação lhe permitia, nosso amigo deitou-se ao lado da danada e retomou os beijos. Com uma das mãos alisou a mocinha, admirando cada pedacinho de sua mais recente conquista.

Em determinado momento, ele começou a passar a mão na barriga da moça. Foi a deixa.

- "Ai, não passa a mão aí não. Tem muita gordurinha", disse a moça.
- "Que nada! Você é maravilhosa", elogiou o craque.
A mocinha deu uma risada e completou de prima:
- "É que não é só gordurinha não... Tem muito coco aí dentro", disparou sem dó.

A única reação de nosso amigo foi soltar um "Hã?" com pouca sonoridade. Estupefado, ele arregalou os olhos sem acreditar no que ouvira. A mocinha não parou.

- "É que só vou ao banheiro uma vez por semana", disse a sapeca.

***
Tá explicado! Depois dessa nosso amigo não chutou a gol mesmo! E quem poderia?!

A Culpa É Delas... alguém discorda?!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A aposta

Dia desses o nosso camisa 11 levou uma velha conquista ao Samba do Ouvidor, onde o talentoso Gabriel da Muda relembra grandes samba. Depois de tomar cerveja e ouvir boa música, nosso craque deu aquela tradicional gingada pra cima da velha conquista. Ela riu, entendeu o avanço do matador e, simplesmente, se deixou levar.

Trocaram beijos e um bom papo. Embora a imagem do craque e da mocinha abraçados e aos beijos pudesse causar inveja aos esfriados "namoros da praça", aquela relação tinha o fim marcado. Em algumas semanas, por conta de projetos pessoais, eles passariam a viver em cidades diferentes e ambos já haviam decidido que não iam encarar uma relação à distância. Portanto, era um romance efêmero, mas com paixão efervescente.

Pois bem... o samba acabou e o atacante, além de levar a mocinha em casa, deu carona a duas amigas. Uma ficou em Laranjeiras e a próxima a descer seria a Velha Conquista. A outra amiga do craque ficaria uns bairros à frente.

Quando foi deixar sua efêmera paixão, nosso amigo parou o carro e desceu para se despedir com calma da mocinha. Conversaram mais um pouco, se beijaram e decidiram segurar a emoção antes que fosse tarde de demais. Ok, trato feito, ele seguiu seu rumo.

No meio do caminho, quanda ainda dava carona para a última amiga, a sapeca sugeriu parar para fazer um lanchinho. O jogador já havia faturado essa mocinha meses antes, mas tudo ficou pra trás. Durante o lanche, ela puxou um papo mais animado... com o tempo, o assunto foi esquentando.

- Agora só falta você dizer que gosta de sexo tanto assim - provocou o craque.
- Gosto muito se você quer saber - respondeu a mocinha, com um malicioso sorriso no rosto.
- Então vamos prum centro de lazer agora! Vamos?! - disparou o atleta.

O convite foi aceito e lá foi nosso artilheiro mudar o placar na busca pelo miléssimo gol.

Dois dias depois, o protagonista desta história foi tomar um chope com a outra amiga que foi ao Samba do Ouvidor. Depois de diversos assuntos, a moça soltou:

- "Po... eu tenho uma amiga que é sinistra. Ela diz que vai fazer e faz mesmo", disse rindo, deixando a charada no ar.

O craque captou. Sentiu que era com ele e partiu rumo à elucidação.
- É mesmo, é?! Tá falando da fulana? O que ela disse?
- Disse que ia ficar com você, mesmo depois de você ter ficado com a aquela velha conquista. Ela apostou comigo que ia conseguir e conseguiu mesmo!

***
A danada quis provar seu poder de sedução em cima de um artilheiro em busca do gol mil. Já viu atacante que se recusa a fazer gol de canela? Se a bola pinga na área, a função do matador é botar pra dentro! E assim o nosso craque fez.

Bem, a mocinha mostrou para a amiga que era capaz (???). Mas para o nosso craque, após tal revelação, a sapeca mostrou ser outra coisa. Restou ao atacante, então, contabilizar o tento e seguir a Copa do Mundo da Concupiscência Carnal.

Afinal de contas, por que será que a danadinha fez isso?

(a) - Porque ficou com ciúmes da Velha Conquista
(b) - Porque estava afim de entrar pra lista do craque
(c) - Porque não tinha nada melhor pra fazer, o artilheiro estava ali e...
(d) - Sei lá

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O jogo da Balzaca

A noite de sexta-feira exibia uma linda lua cheia. Um de nossos artilheiros calçou as chuteiras douradas, aquela usada em grandes clássicos, foi partiu para a Estudantina. O cenário era favorável a goleadas e nosso amigo sabia disso. Além de algumas mocinhas da idade do craque, o velho salão de madeira estava repleto de Balzacas. Com essas, nosso amigo sabia, que não haveria o tradicional doce.

Ele monitorou o cenário, escolheu seu alvo e vou com tudo. Diante da balzaca apresentou suas habilidades no salão, desenvolveu sua estratégia e partiu pra dentro. O papo foi interessante e nosso amigo descobriu algumas coincidências com a moça.

- "Também moro no bairro tal! Em que rua você mora?", quisa saber a sapeca.
- "Moro na Rua A", disse o jogador.
- "Poxa... eu moro na Rua C... pertinho de você".
- "É mesmo. E a gente nuca tinha se visto", completou o craque.
- "Você mora em casa ou em apartamento?", indagou o alvo.
- "Moro naquele apartamento azul que fica em frente à escola", explicou.
- "Ah sei...", disse ela.

E assim o papo foi fluindo e nosso amigo acabou faturando a Balzaca. Em um cantinho da Estudantina trocaram beijos ardentes. Tudo indicava que as redes iriam balançar, mas a mocinha armou a retranca.

Nosso craque pegou uma carona com a danada e sugeriu a partidinha. Ela fez doce, recuou e descartou a proposta do nosso Dom Juan carioca.

O velho discípulo de Baco insistiu, tentou uma manobra ousada, mas ela não cedeu. Sem perspectiva de seguir a busca pelo milésimo gol, ele foi pra casa dormir. Afinal de contas, o dia seguinte era sábado e a Copa do Mundo do Flerte prometia mais uma rodada eletrizante.

Durante o dia, nosso craque foi jogar bola e beber cerveja com os amigos. Quando a noite caía, ela voltou para casa e foi interpelado pro sua progenitora.

- Quem é fulana?
- "Fulana? Não sei", respondeu o craque, que, na hora, não ligou o nome à pessoa.
- É. Essa tal de Fulana esteve aqui mais cedo.
- É mesmo?
- Sim. Ficou fazendo perguntas ao porteiro. Ela queria saber onde você estava. Depois falou comigo e pediu seu telefone. Você anda pegando coroa, meu filho? Ela tinha quase a minha idade...

***
O artilheiro desconversou, driblou a mãe com argumentos até que o assunto foi jogado pra escanteio.

Pensemos: a moça nega fogo e depois bate à porta do artilheiro. Se não bastasse, ainda trava um insistente diálogo com a mãe do jogador. Se queria gol, por que armou a retranca?

E nosso amigo ainda teve que ouvir sua mãe reclamando da idade da mocinha.... que situação!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Em plena decisão

Jovens leitores, a passagem que vamos retratar no blog aconteceu ontem minutos antes de Flamengo e Botafogo se enfrentarem no jogo decisivo do campeonato estadual. Dois de nossos artilheiros estavam no lado de fora do Maracanã tentando entrar no estádio.

A confusão era grande e faltavam 10 minutos pro início do jogo. Os portões, sabe-se lá porque, foram fechados e as pessoas ficaram encurraladas. Fora isso, havia uma onda de assaltos. Bastava um torcedor descuidado deixar seu ingresso à mostra, que corria o sério risco de ser assaltado.

Perto do Bellini, um grupo de torcedores tentou roubar um cambista, que pedia mais de R$ 100 no ingresso. O cambista saiu correndo para o meio da rua e chamou a polícia. Do outro lado, os jatos de extintor de pimenta (não eram apenas sprays!!!) tomavam conta do ar.

Enquanto assistiam ao triste cenário, nossos artilheiros viram um casal passar. A mocinha estava bastante assustada com toda aquela confusão e fez um pedido... indefinível:

- Amor, vamos embora, vamos?! A confusão tá grande.

O nobre torcedor Rubro-Negro virou para mocinha, com aquela cara de cachorro abandonado, e suplicou:

- Pelo amor de Deus, meu amor. Não faz isso comigo não. É a grande final!

***
Alguns engraçadinhos e algumas engraçadinhas até podem forçar a barra dizendo que o erro foi do mocinho por ter levado a namorada ao Maraca em dia de final. Mas nós, fanáticos torcedores-homens de bem-artilheiros brasileiros, achamos que todos devem ir ao estádio. No caso, se a moça for pé frio, que fique no outro lado da arquibancada.

Mas o fato, meus nobres, é que numa altura daquelas, a mocinha jamais poderia sugerir ir para casa. Perder o espetáculo quando o árbitro já tava com o apito na mão? Nem pensar... bem, só Elas pra pensar nisso...