terça-feira, 30 de junho de 2009

Tem que ter alguma coisa!

Dois atacantes e amigos do Blog foram passar o último reveillon em Morro de São Paulo, na Bahia. (Ô... lugarzinho harmonioso e propício a grandes partidas).

Habilidosos, os atacantes cariocas foram à caça logo que chegaram. E como quem procura acha, a dupla foi feliz tão logo seus pulmões se encheram com o ar baiano. Conheceram umas mocinhas da capital paulista e iniciaram as conversas rumo às redes.

Um dos amigos, o Camisa 27, foi o primeiro a conquistar uma mocinha. Com bom papo e elogios distintos, a pequena logo caiu nas graças do matador. A amiga dela acabou nos braços do outro artilheiro. Mas elas carregavam algo de diferente...

Uma delas trabalha no mercado financeiro, a outra era advogada. As prioridades e assuntos delas, muitas das vezes, não batiam com os pensamentos dos craques. Bola pra frente...

Dois dias depois de se conhecerem, a tal do mercado financeiro, que estava pegando o Camisa 27, ficou batendo papo com o outro atacante e abriu o coraçãozinho.

- “Sabe... eu tenho um namoradinho em Sampa”, revelou a mocinha.
- É mesmo?
- É.. mas, sei lá... ele é muito diferente!
- “Como assim?”, quis saber o jogador.
- Ele é meio de devagar, sabe!?
- “Sei...”, disse o centroavante, dando corda para a danada.
- Ah... ele é feio... esquisito e muito tímido...

Nessa hora, nosso amigo já não conseguia entender mais aquele desabafo e muito menos porque a mocinha era “namoradinha” dele.

- “Tudo isso, é?”, disse nosso amigo, para ouvir a frase esclarecedora.
- É. Mas ele tem muito dinheiro!
- “Tem que ter alguma coisa...”, ironizou o craque.

***
Depois dessa, só restou torcer para nenhuma outra revelação ser feita e acabar de vez com o brilho da recente conquista. Ai, ai.... A Culpa É Delas!

terça-feira, 23 de junho de 2009

A tal da Baranga

Quando algum atacante encara uma INHA (gordINHA, baixINHA ou FeINHA), ainda é possível ver beleza no embate. Esse alvo, no entanto, é bem diferente de um outro tipo: as barangas.

Amigos e leitores do blog, tenham cuidado com as barangas! Essa espécie é capaz de tudo. Vocês vão entender!

Nosso artilheiro estava em uma festinha numa boate na Zona Sul e viu que uma sorridente baranga não parava de olhá-lo. Ele ignorou, mas, minutos depois, o maior dos aliados desse tipo de mocinha, o excesso de álcool, fez urubu virar meu louro!

Dominado, o atacante acabou nos braços daquela mocinha.

A noite teve uma esticada e muitos sorrisos pela madrugada. Mas não passou disso. A semana correu e os dois não voltaram a se encontrar.

Cerca de 20 dias depois do embate, o craque e a baranga ficaram cara a cara no tradicional samba mensal da Praça Mauá.

Nosso atacante, habilidoso conquistador da noite carioca, já estava em nova companhia. Quando resolveu circular pela multidão em busca de banheiro, acabou esbarrando na baranga. E ela foi direta ao assunto.

- Vi que você está acompanhado.
- É. Tudo bem com você?!
- É sua namorada?
- Deixa isso pra lá. Tenho que ir ao banheiro.

Babando, sabe-se lá porque, a mocinha disparou.
- Que raiva! Você não podia ter vindo acompanhado. Eu tenho ódio de você!

Estão surpresos? O atacante também ficou. Mas de uma baranga é sempre possível esperar coisa pior.

Um gingado pra cá, um drible pra lá e nosso matador deixou a danada pra trás. E só foi vê-la novamente horas depois.

Nos braços de sua nova conquista, o Don Juan dos Trópicos avistou a baranga uns dois ou três passos atrás dele.

Ele permaneceu de costas e, abraçado à sua nova paixão, deixou a nova mocinha olhando na direção da baranga, que acompanhada por uma amiga, igualmente baranga, fingia não perceber a presença do atleta.

Lá pelas tantas, num ímpeto incontrolável, uma das feiosas fingiu viver o êxtase da emoção musical. Levantou os braços, sendo que em um deles havia um copo cheio de cerveja, e abriu um sorrisão. Empolgada, ou fazendo-se de empolgada, a tribufu começou a cantar e pular. Isso, mesmo inimigas do blog, a cerveja da baranga foi lançada contra o artilheiro e contra a bela mocinha.

- “Elas jogaram cerveja na gente. Estão rindo. Você as conhece, artilheiro?”, enquadrou.
- “Vamos sair daqui. É melhor”, tentou apaziguar.
- “Que nada! Ela jogou por querer. Blá... blá... blá... blá....”, continuou a moça, até se convencida pelo jogador a sair daquele trecho.

***
Vale a pena?

O craque foi lá, mostrou serviço, fez “a alegria da galera”, mas a baranga queria mais. Inconformada com o destino, atacou o artilheiro e sua nova conquista.

Nosso amigo, ainda teve que amansar sua moça, que, feroz, pretendia trucidar a baranga.

Culpa de quem?! Ah tá...

Portanto, meus caros, se forem pegar uma baranga, que seja numa festa à fantasia!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Golpe da Soneca

Descobrimos mais um golpe, caros leitores. E quem nos revela é uma amiga do blog, uma vítima da armação. É... no caso desse delito, o também chamado de “golpe do Ops... to bêbada”, a mulherada também sofre. O artilheiro, é claro, acaba prejudicado e se vê numa situação pra lá de desconfotável.

Bem, vamos aos fatos. O personagem dessa história havia terminado o namoro há alguns meses, mas a ex não se conformava. De bem com a vida, o atleta partiu para outra relação (Mas tem mocinha que não sabe perder).

Semanas depois de começar um romance, chegou o aniversário do atacante e a ex acabou sendo convidada. Afinal de contas, ela conhecia a família do rapaz há tempos, tinha afinidade com alguns amigos...

Na festinha, meus nobres, aconteceu aquela situação que todo habilidoso artilheiro tenta evitar: o encontro do passado e presente.

A ex até que se comportou. Espertinha, percebeu que seu ex-namorado tinha uma nova paixão. Ela parecia não dar bola: bateu papo com os amigos do craque, conversou com a família do artilheiro sobre a nova fase da vida, deu risadas e apresentou-se bastante a vontade.

Mas o pior, amigos e amigas do blog, estava reservado para o final.

Quando o fim da festa já se anunciava, a mocinha aplicou o golpe. Depois de entornar algumas latinhas de cerveja, a sapeca dirigiu-se ao quarto do matador, virou-se pra família do nosso protagonista e disparou:

- “Ops... to bêbada. Acho melhor dormir por aqui hoje”.

***
Quem daria aquele tapinha nas costas da bebum, acordaria a fera e pediria para ela ir embora? A família do atacante não deixou.

Com o circo armado, o discípulo de Don Juan ainda teve que enfrentar a ira da atual, que não se conformava com a manobra da ex. Mas, sinceramente, de quem é a culpa?!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pode ou não pode?

Dia desses, nosso Camisa 11 saiu de campo machucado. Longe de metáforas. No campinho de grama sintética mesmo, nosso craque acabou com uma torção no tornozelo. O jeito foi correr para o médico. Acompanhado de um amigo, o Craque Tijucano, grande artilheiro carioca, nosso protagonista passou boa parte da noite sendo examinado.

Um tempo depois de preencher a ficha de cadastro, o Camisa 11 foi chamado à sala de raio-x. O craque Tijucano, então, ficou sozinho na sala de espera e foi surpreendido por uma conversa alheia. Na salinha, além dele, duas mulheres, mãe e filha, aguardavam uma chamada para o exame.

Elas conversavam sobre a vida. Em silêncio, nosso amigo acabou escutando o que era dito do outro lado. Foi terrível.

- “Ó, já falei como fulaninho...”, tentava dizer a mãe, quando foi interrompida.
- “Você falou com ele? Quando? O que você disse?”, quis saber a pequena, que tinha entre 13 e 14 anos.
- “Bem... falei com ele: ou está namorando ou não está namorando! Não tem essa de ficar indo lá em casa sem compromisso...”, disparou.
- “Que isso, mãe?!”, esperneou a jovem mocinha.
- “É assim sim, sim!”, sentenciou.
- “E você e o Ciclanão? Estão namorando?”, provocou a filhota, fazendo a matriarca mudar de cor.

Pobre do nosso Craque Tijucano. Não tinha nada a ver com aquele papo. Não tinha para onde ir e acabou sendo testemunha do impactante desfecho daquele papinho entre mãe e filha.

- “Ué... bem, querida... estamos sim... se você quer saber: estamos sim!”, afirmou a mãe, dando a cara a tapa.
- “E como pode alguém namorar homem casado?”, tascou sem dó.

***
Ui... que tapa!

Logo após a frase da filhota, a mãe virou-se para o nosso personagem, que muito habilidosamente, olhou para cima e começou uma cantoria em assobios.

Que situação!

terça-feira, 2 de junho de 2009

A dúvida

A história de hoje é, na verdade, um grande desabafo. Um grande amigo e leitor do A Culpa É Delas resolveu contar-nos sua história. Os artilheiros desse espaço virtual, é claro, vão dividir esse momento com vocês.

Esperamos apenas que nos ajudem a solucionar a dúvida do nosso amigo.

"Artilheiro,

Antes de mais nada, gostaria de dizer que leio seu blog toda a semana. Me diverto muito com suas histórias que, hora me fazem rir, hora me fazem chorar, com a pureza das emoções humanas.

Gostaria de tirar uma dúvida, sobre um recente relacionamento.

Terminei com minha namorada, mas acabei voltando e, em minha semana de solteiro, peguei duas mulheres (balancei as redes com uma). Essa menina, do meu meio de trabalho, é bem legal, até fiquei na dúvida se voltava para a minha atual, mas a História (assim mesmo, com maiúscula) falou mais forte.

O problema, grande mestre sensei, é que, agora, a garota não pára de me ligar. Falei que ia sair com ela depois do meu futebol na segunda, mas acabei dormindo na casa da ex, que agora é a atual. Está muito confuso?

Enfim, ela me ligou 15 vezes segunda à noite, mandou torpedo, ligou para casa (meu irmão atendeu). Não satisfeita, ligou no dia seguinte, duas vezes e mandou um torpedo.

Estou triste em ter de soltar a fumaça ninja dessa maneira, mas.... será que a culpa não é dela?


Afinal, porque toda essa cobrança? A gente não ficou junto nem uma semana, apesar de estar se falando todos os dias...Mas a ex ligou segunda, mandou aquele "eu te amo", pediu desculpas....

O que eu faço?

Att,

Fiel leitor"



***

E aí, minha gente, o que o craque deve fazer?