segunda-feira, 27 de julho de 2009

A diferença

São muitas as diferenças entre amigO e amigA. Estamos nos referindo à relação que amigos do mesmo sexo têm entre si. Homens são mais amigos dos homens do que as mulheres das mulheres? Para os artilheiros deste blog, essa pergunta é fácil de ser respondida. As inimigas do A Culpa É Delas, no entanto, discordam veementemente da nossa certeza. Bem, a história de hoje, se comparada com a última que postamos, mostra com precisão o que queremos esclarecer.

Era dia de sol e nosso craque estava inspirado, como um grande artilheiro em dia de clássico perfeito. Devidamente uniformizado, ele entrou em campo: uma micareta no Rio Centro. Veloz pelos flancos e pressionando no meio, o Camisa 9 sabia que a goleada era certa.

Aos 40 do segundo tempo, depois de muitas conquistas durante o evento de música baiana, nosso craque escolheu uma mocinha e ficou paradinho com ela.

Depois de beijos acalorados, a moça sugeriu que eles saíssem juntos da micareta. Nesse momento, nosso amigo sentiu cheiro de gol.

No estacionamento, dentro do carro dela, o Desbravador do Axé Music iniciou os trabalhos. A sapeca, deveras entusiasmada, dava corda pro atleta, enquanto esperava uma amiga sair da micareta.

A pressão aumentou e o termômetro ameaçou explodir dentro do carro.

- Calma. Você vai me comer, mas não agora. Tem muita gente passando pelo carro e minha amiga está chegando – disse a pequena.

A danada da amiga percebeu o que se passara dentro do automóvel minutos antes, mas ignorou os sinais. Entrou no carro, sentou-se e fez breves comentários sobre a micareta. Nosso amigo não conseguia tirar as mãos da perna da motorista e já se preparava para entrar em campo.

A motorista, então, questionou à amiga sobre o seu destino. Jogou uma indireta, daquelas que os amigos percebem só de se olhar nos olhos.

- Ah... vou ficar um pouco lá na sua casa esperando fulano - disse a amiga.

(NA CASA DELA????, mumurou em pensamento o jovem atleta.)

Quando chegaram na casa da mocinha, o artilheiro, é claro, ofereceu umas cinco alternativas para que as redes balançassem ainda naquele dia. No entanto, a sapeca sucumbiu à vontade da “amiga-empata jogo” e dispensou o jogador prometendo uma partidinha em breve.

Acontece, meus caros, que as jogadas dificilmente se repetem. Quando a chance surge, é preciso aproveitar. Pra que deixar para amanhã, o gol que você pode fazer hoje?

Os amigos sabem disso, já as amigas...

***
Como já previra, apesar da palavra da mocinha, aquela promessa jamais se cumpriu... A hora certa era mesmo ao fim da micareta. As redes não balançaram. Culpa de quem?

Mocinhas, por que vocês empatam o jogo alheio?

(a) – Já que eu não consegui nada, não vou deixar ninguém marcar gol.
(b) – Já empatei jogo porque minha amiga, na verdade, não queria entrar em campo.
(c) – Nunca fiz isso. Juro.
(d) – Empato o jogo porque me divirto vendo a cara do atacante nessas horas.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Amigo é amigo...

Vinte de julho. Dia do amigo. E nesta data, até certo ponto pouco lembrada, queremos reforçar que mais do que qualquer coisa a "amizade é o melhor remédio". E em homenagem ao dia, a história da vez trata dos sacrifícios que os amigos fazem para ajudar os outros.

Era uma noite chuvosa, os artilheiros ainda não tinham nenhum grande plano. Mas guerreiros são guerreiros, e após meia hora de reuniões e um breve preparatório, eis que partiram para encarar mais um desafio.

E diante da noite sem grandes planos, resolveram reviver uns tempos bem remotos, indo para uma casa noturna conhecida grande presença das INHAS (gordinhas, feinhas...)

Mas para os dois artilheiros, acostumados a atuar em gramados piores do que o do estádio dos Aflitos após um temporal daqueles, aquilo não era problema. Um de nossos artilheiros, o Camisa 18, mal podia imaginar que aquela noite seria completamente atípica.

Parado no bar, Camisa 18 percebeu uma "morena daquelas", que os admiradores do chamado sexo frágil sabem muito bem como é: cabelão liso, sorriso hipnotizante, corpo pra lá de atraente, cheios de curvas. Acostumado, naquele campo, a atuar em partidinhas dignas da segunda divisão, nosso personagem não imaginava que um clássico se anunciava pra lá de fácil.

O atleta abordou a moça, e teve uma receptividade surpreendente. "Nunca foi tão fácil", pensou.

À medida em que o papo avançava, o Conquistador dos Trópicos ia ocupando espaços. E pouco tempo depois, o artilheiro já tinha aquela linda morena sob seu domínio. E as coisas estavam rolando de um jeito que ele jamais imaginara.

Entre beijos, abraços, mãos e mãos, o craque chamou a jovem para ver as estrelas, só que em outro lugar... Tal como o Rei, propôs servir o café pela manhã. A moça mostrou-se atraída pelo convite, mas tinha um empecilho: estava acompanhada por uma prima que estava no Rio de férias. Sobrando de lado, a prima empatava o jogo do craque e da bela morena...

O matador não pensou duas vezes: chamou um amigo, um discípulo de Baco, que já estava completamente tomado pelo álcool. Direto, nosso protagonista passou a missão: ele daria conta da prima, que era uma tremenda baranga, e todos iriam para seu apê. O pequeno seguidor do Deus do Vinho reclamou, mas diante da súplica do amigo, e da brilhante conquista do craque, resolveu se sacrificar.

Todos (ou quase todos...) foram felizes para o apê do Camisa 18. Trancado no quarto com a suntuosa morena, o atacante teve, enfim, sua noite de rei. Momentos que, horas antes, eram impossíveis de imaginar. Afinal de contas, ele não esperava nada daquela noite chuvosa!

O amigo, entregue ao álcool e com uma tarefa bastante árdua pela frente, também deu conta do recado. Mas diante da dificuldade da situação, marcou um gol contra: encarou a partidinha com a INHA sem a capinha de proteção. Logo ele, um rapaz sempre tão prevenido...

O resultado disso veio algum tempinho depois: foram necessárias algumas visitas ao urologista para aplicações de remédios capazes de combater alguns "bichinhos" que a Inha lhe passara...

O jogador bebum vacilou feio, mas fez o amigo feliz. E pra quem sabe o valor de uma amizade, entende que o "sacrifício" feito por ele custa muito barato.

Feliz dia do amigo!

***
Caros amigos e inimigas do blog, o A Culpa É Delas completa hoje dois anos no ar! Muito obrigado pela audiência, pelos comentários e críticas!

Às culpadas de plantão, deixaremos uma mensagem especial: "menos, meninas, menos!"

Ah... e nunca se esqueçam: "boa companhia faz o dia clarear...."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Lei Seca e o “balão”

A Lei Seca está parecendo um "destemido artilheiro da noite carioca”: tá pegando geral! E dia desses, a lei que proíbe que o motorista dirija após ingerir qualquer quantidade de álcool chegou ao miolo da Zona Norte do Rio, algo que o Camisa 11 jamais acreditou que aconteceria.

Pouco depois das 3h da manhã, nosso amigo voltava de um samba na Praça Mauá de ônibus e quase perto de casa notou a blitz: balões de ar no alto, sirenes ligadas, bafômetros etc.

Por coincidência, o ponto escolhido pelos policiais e agentes da prefeitura era ao lado da pracinha onde nosso atacante costuma comer um hambúrguer nas altas da madruga. Ao ver o tumulto, saltou do coletivo e foi comer seu tradicional “podrão” de fim de noite.

Depois de fazer seu pedido, o Camisa 11 notou que uma mocinha, que devorava um hambúrguer e um refrigerante, não parava de repetir a pergunta:

- “O que eu faço agora? O que eu faço agora?”, dizia a sapeca, baixinho.

- “Tá tudo bem, mocinha?”, indagou o Camisa 11.
- “Não. Eu fui parada na blitz da Lei Seca. E eu bebi à noite. Não sei o que eu faço agora”.

As barraquinhas ficavam uns 50 metros de onde acontecia a blitz. Assim que a moça foi parada pelos agentes, um motociclista tentou furar o cerco e um policial disparou um tiro pro alto. A confusão se estabeleceu. Assustada, a mocinha tratou de correr, deixando seu carro para trás.

- “Você bebeu pouco. Vai lá e faz o teste no bafômetro”, sugeriu uma pessoa que comia na barraquinha.
- “Não. Eu tenho medo. Vou perder a carteira”, disse a mocinha.
- “Olha... acho que você deveria deixar seu carro lá e ir pra casa. Eles vão rebocar, mas você se livra do teste e da possibilidade de ser presa”, sugeriu outra pessoa.
- “Será?”, pensou a danadinha.
- “É. Amanhã você tira o carro...”, completou.

Queridos leitores e inimigas do blog, uma rodinha de “eu acho” surgiu em volta da motorista. Todos, cheios de boa intenção, tentavam aconselhá-la. Mas aquela danada ainda tinha algo escondido.

- “Não sei o que fazer. Esse não é o principal problema”, disse a motorista, dando uma longa golada no refri.
- “Ainda tem mais problema?”, quis saber o Camisa 11.
- “Eu falei pro meu namorado que eu ia dormir e fui pro Olimpo com minhas amigas. Como vou explicar isso agora?”.

***
Jovens, jovens, que cenário triste pra mocinha. Ela deu um balão no namorado, um balão bem maior do que aquele que a Lei Seca exibe em suas operações, bebeu, dirigiu e foi pega. Seja lá qual tenha sido o desfecho da blitz e do namoro, a culpa foi dela! Todinha dela!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O conselho da mãe

Dia desses, dois amigos conversavam sobre as dificuldades de se encontrar uma mocinha capaz de tirá-los da Copa do Mundo do Flerte. Um dos craques, inclusive, estava completamente cético quanto à existência do par perfeito.

- “Não é pra tanto, atacante. Nem todas são assim”, tentou amenizar um amigo.
- “Como não?”, insistiu o craque, para em seguida narrar uma história que presenciou dias atrás.

No fumódromo do trabalho, um grupo de colegas aproveitava o tempo em que o tabaco queimava para colocar o papo em dia. Uma mocinha, bem danada, acabou sendo a atração da conversa. É que a sapeca começou a dividir com seus amigos uma dúvida que carregava há algumas semanas: colocar silicone nos seios ou dar entrada em um carro.

- “Compra o carro. É melhor. Essa vida de andar de ônibus é muito ruim”, disse Fulana.
- “Se fosse eu, colocava o silicone...”, emendou Beltrana.

Como não havia outro fumódromo, nosso amigo não tinha para onde ir e ficou ouvindo o papo. Nem se atreveu a opinar sobre a dúvida da danada. Depois de muito bla blá blá, a mocinha encerrou o papo de forma impactante. Aos colegas, ela contou que no dia anterior havia consultado sua mãe sobre o que deveria fazer.

- “E o que ela disse?”, quis saber uma amiga.
- “Ah... ela me disse: “minha filha, se você colocar silicone, vai poder entrar no carro que quiser”, disparou.

***
Doeu. Nosso craque ficou tão atordoado que acendeu outro cigarro. Depois dessa, ela se agarrou à certeza de que ainda está para nascer a mocinha que vai tirá-lo dos torneios da azaração.

E aí, caros leitores, o que vocês acharam do conselho da mãe da mocinha?