quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Direitos iguais

Sabe aquela galera que confunde discriminação e pré-conceito? Você faz um comentário do tipo (a cúpula do ACED resolveu não usar um exemplo polêmico): "Aquele cara ali é baixo demais. No meu time ele não joga". Aí, a pessoa condena (muitas vezes de forma agressiva): "Nossa! Que pré-conceito!". Não, pessoa! Isso é discriminação.

Pois bem, tem gente que confunde essa história de "direitos iguais".

Numa terça-feira dessas, nosso Camisa 11 foi ao samba da Canteira, em Niterói. Lugar agradável, samba de qualidade e muitos universitários ao redor saracoteando em busca de um golzinho no final da noite (ou durante, claro!).

O único problema do cenário descrito acima é a hora de ir ao banheiro. É muita gente pra pouco sanitário.

Sem opções, nosso craque foi enfrentar a fila. A do homens, diga-se de passagem, era menor que das mulheres e andava mais rápida, por motivos óbvios. É nesse momento, nosso bravo jogador, deparou-se com a tal da confusão dos direitos iguais.

Em determinado momento, havia na fila três homens e nove mulheres. Ouriçadas e querendo resolver os seus problemas, uma sapeca soltou uma pérola:

- Acho que temos que fazer fila única. Todo mundo usa o mesmo banheiro.

Os homens ignoravam a sugestão, enquanto o movimento ia ganhando apoio feminino.

Quando vagou o banheiro masculino, a danadinha da estrela quis passar a frente do rapaz que estava esperando.

- "Na minha frente não. Esse aqui é o banheiro masculino!", bateu o martelo, entrando primeiro na cabine.

Ficou um zum-zum-zum, claro!

Enquanto o carinha estava no banheiro, outras pérolas surgiram.

- "Esses homens são uns grossos. Viu como ele falou?"
- "Nem adianta conversar com esses caras. Eles não sabem nada", disse uma outra.
- "É... tinha que ser banheiro único, gente. Queremos direitos iguais!", salpicou a tal líder do movimento, aumentando o tom de voz.

Continuou o zum-zum-zum!

Quando o mocinho saiu do banheiro, a fulana do "Banheiro, um direito de todos" ainda estava na fila.

- "Quer passar a minha frente, pede na moral. Direitos iguais são outra coisa", ensinou o craque.

- "Grosso!", repetiu ela, após o personagem ir embora.

***
Queridos leitores e inimigas do blog: que "direitos iguais" ela queria?

Mais igualdade do que cada um ter seu banheiro? Um pra cada gênero...

As mocinhas, na verdade, são prejudicadas por elas mesmos, que demoram no banheiro mais que os homens. Aí, num momento desses, surge uma sapeca e prega "direitos iguais". As feministas ficariam p%$#&* da vida com o emprego da causa em vão. Mas A Culpa É Delas, né?! Então tá!

Sim, vai ter mocinha concordando que o craque foi um grosso. Mas já cansamos de vê-las usando o banheiro masculino, com homem dentro e tudo. O contrário é que não acontece. O carinha ouviria logo o grito de "tem um tarado aqui, socorrooo!". Se os homens podem ceder nesses casos, por que elas não? Taí, direitos iguais...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ele era o campeão...

A história de hoje é forte. Antes de levá-la ao ar, o Conselho Deliberativo do ACED se reuniu durante dias para avaliar a melhor forma para abordar esse caso. Por fim, achamos que acontecimentos como o que iremos narrar em breve precisam estar à luz para que ninguém duvide de que Elas são capazes das coisas mais escabrosas dessa vida.

Até aquela noite, nosso craque ainda duvidava. Dizia que o único problema de algumas mocinhas era o temperamento instável: "uma hora tá feliz com o mundo e na outra odeia a todos". Mas naquela noite ele descobriu que pode esperar de tudo... até mesmo durante um momento é sublime!

O jogador foi à noite com uns camaradas, focado em balançar as redes. Numa festinha na Zona Sul do Rio, ele trabalhou pela esquerda, avançou pela direita e logo logo viu-se cara a cara com o gol. Que maravilha!

A mocinha era simpática, bonita e falante. Com um sorriso cativante e uma mania sensual de ajeitar o cabelo, a sapeca deixou uma boa primeira impressão... mas foi só a primeira impressão. A última foi terrível. Vocês vão entender.

Depois de trocar beijos e abraços, o atacante levou a mocinha para dentro das quatro linhas. A partida começou agitada e com a temperatura elevadíssima. Era mão pra todos os lados!

Antes do final do primeiro tempo, a mocinha estava toda toda. E em determinado momento, deixou a entender que gostava de "bater bola atrás do gol".

E lá foi nosso matador, destemido e empolgado.

O problema, caros leitores, é que a moça tinha problema.

Bem... existem mil formas de se evitar uma situação constrangedora, mil jeitos de driblar o desagradável. Mas ela sequer tentou. Pelo contrário.

Enquanto nosso amigo pratica o tal ato atrás do gol, a mocinha começou a sentir algo estranho: um reboliço na barriga. E sem qualquer cerimônia, disparou (literalmente):

- "Segura essa, campeão!", disse a pequena, largando um gás venenoso.

***
Claro: ele nunca mais a procurou!

Lamentável, né?!