terça-feira, 24 de novembro de 2009

Quando menos se espera...

Era mais um daqueles finais de tarde de uma terça-feira de muito calor no Rio de Janeiro. Depois da praia, a solução era parar para tomar um chope. E nosso protagonista da história de hoje, o bravo Camisa 14, rumou para um bar no Jardim Botânico, com mais dois amigos.

Papo vai, papo vem e nosso amigo avista uma mocinha solitária em uma mesa próxima. Craque na arte da azaração, ele iniciou, de forma incisiva, o contato visual com a moça.

Em determinado momento, levantou a tulipa na direção dela, como se propusesse um brinde. Era o ataque do artilheiro. E não é que a sapeca sorriu.

Feliz com a receptividade da danada, nosso Don Juan do Trópicos desviou o olhar, conversou mais um pouco com os amigos e tomou um gole do gélido líquido dourado. Dois minutos depois, bem ao seu estilo, escreveu algumas palavras no guardanapo e pediu que o garçom entregasse à mocinha.

Tirando pelo nome do post, vocês devem estar pensando: "Será que ele vai faturar a moça dessa forma? Afinal de contas, quando menos se espera..."

Acertamos? Mas, no caso, o título não se aplica a esse momento. Bola pra frente.

Não tardou e o garçom trouxe a boa notícia:

- Ela disse que se o senhor quiser, pode sentar lá com ela.

Ágil, nosso personagem logo se acomodou ao lado da bela morena de corpo torneado. Foram alguns minutos de elogios, sorrisos, carícias, até que rolou o primeiro beijo. Nosso matador ficou impressionado. A danada era impulsiva, cheia de vontade.

Sem delongas, ela fez aquela tão sonhada e almejada pergunta:

- Quer ir lá em casa? Moro aqui pertinho...

E nosso amigo foi com tudo. Ele não dava nada por aquele final de tarde, mas eis que surge uma chance de gol... e que gol!

Quando entrou no apartamento da sapequinha, ele notou algumas caixas de papelão e muitas coisas embrulhadas. Juntou uma coisa com a outra e logo pensou: -"Ela deve estar de mudança do Rio e eu sou uma espécie de despedida da cidade. Que maravilha".

É, caros leitores e inimigas do blog, mas quando menos se espera elas nos surpreendem.

Quando entrou no quarto da moça, notou uma foto na parede. Era ela, vestida de noiva, e abraçada a um carinha. Nosso amigo juntou uma coisa com a outra e pensou: "Caramba, ela, na verdade, acabou de se separar e eu estou participando da volta dela à vida da azaração... Maneiro".

Pois é, nobres leitores, mas quando menos se espera elas nos surpreendem.

- "Que foto é essa?", perguntou o jogador.

A moça olhou para a foto e beijou o craque mais uma vez.

- "Era seu marido?", continuou nosso amigo.

Toda-toda afim de jogo e partindo pra cima do atacante, ela, já sem roupa, soltou a pérola:

- "Na verdade, ele é o meu marido. Casamos no final de semana passado. Só que ele teve que viajar no dia seguinte a trabalho e me deixou no Rio. Fica tranquilo, ele só chega depois de amanhã" - sentenciou a sapeca.

***

Então, diz aí: quando menos se espera...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Os argumentos

Vocês já devem ter ouvido algo parecido. Apostamos nisso! Vamos aos fatos...

Dias desses, um dos nossos artilheiros enfrentou a imensa fila do Maraca atrás de um ingresso antecipado para um jogo de futebol. E a fila era imensa. Passavam dez minutos e era impossível não olhar o relógio e reclamar da demora. Como pode?

Pois bem... lá pelas tantas um grupinho de adolescentes começa a gesticular para o final da fila. O sinal era aquele do balançar as mãos ao alto, numa espécie de convite. Isso mesmo! Aos berros, um deles gritava: "Vem, vem... pode vir!"

Não tardou e um bando de seis ou oito deixaram as últimas colocações e se puseram à frente das dezenas de torcedores que há horas estavam postados sob sol. Sim, era o tradicional fura-fila.

Nosso craque presenciou a cena indócil, mas antes que interviesse surgiu um negão, que, ao final da fila, indiginou-se com a movimentação juvenil.

- Ae, mermão. Pode voltar todo mundo - decretou o cidadão.

Uma breve discussão iniciou-se, mas logo foi dissipada diante da "disposição" que o camarada apresentou. A ameaça de agressão física aos furões era clara.

Não restou outra alternativa aos jovens: minutos depois, os seis ou oito furões (havia homens e mulheres nesse grupo) deixaram as vagas que acabaram de ocupar. Só permaneceram na fila mesmo as duas pessoas que lá já estavam.

Naturalmente, a tranquilidade voltou à curva da fila, claro (ao mesmo tempo que a impaciência se tranformava em realidade).

Uns 25 minutos depois, dois casais se direcionaram às duas pessoas que outrora causaram toda a confusão. A dupla, vendo a aproximação de novos amigos, já gesticulava negativamente, indicando que aquela nova furada na fila não era uma boa ideia. Contudo, eles se aproximaram.

- Volta, é melhor - disse uma das pessoas, para logo em seguida ouvir um por quê?
- Cara, já deu mó confusão. Surgiu um cara lá do fundo. Tocou mó terror. Todos os nossos amigos tiveram que sair da fila - explicou um deles.
- É mesmo? Que eram esses amigos? - quis saber uma das mocinhas que se chegava à fila.
- Na verdade, eu só conhecia metade. Mas eram amigos dos nossos amigos - confessou a moça, que há horas estava sob o sol.
- Mas como era esse cara aí? Era forte? - interrogou a moça.
- Forte? Mais ou menos. Era gordo, grande. Mas cheio de atitude - explicou a outra.

(Chegou a hora, meus caros leitores. Uma das mocinhas que tentava furar a fila soltou a pérola).

- Deixa, po! Se ele voltar aqui, eu jogo um charme e fica tudo certo - disparou a danada, que (acreditem!) estava acompanhada.

***

Será que é assim que elas resolvem tudo? Jogando charme?

A breve passagem fez nosso artilheiro lembrar de uma antiga história dos tempos de faculdade. Ele estava numa rodinha de amigos e amigas dos amigos quando ouviu uma delas reclamar. A sapeca tinha perdido a data para fazer a matrícula das matérias dos semestre. Inicialmente, no tempo correto, ela tinha se inscrito em quatro matérias. Mas, tempos depois, decidiu fazer mais uma. Só que a decisão aconteceu depois que o tempo regulamentar para tal inscrição havia acabado. Inconformada, ela tentou convencer o funcionário da faculdade a fazer a tal matrícula. Perguntou se não tinha um jeito. Ele, claro, esclareceu que não seria possível.

Ela saiu inconformada. Ao contar para amiga e diante do suspiro dela, que ouvia a história atentamente, a Sapecona da Estrela lamentou:

- Ai, logo hoje que não vim de decote.

Então, mocinhas e inimigas do blog, a dúvida paira no ar: são esses os seus "argumentos"?

Tá lançada a discussão!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A desconfiada

Às vezes (???) é difícil entender algumas atitudes das mulheres. O pessoal até se esforça, mas não dá. Algumas, como a que vamos contar no post de hoje são determinantes para o desfecho da relação. É como se diz no linguajar do futebol: “essa foi pra fechar o caixão”.

O nosso personagem tinha uma mulher ciumenta, aliás, pra lá de ciumenta. Ele trabalhava em uma transportadora e, por conta, disso tinha que viajar o país algumas vezes por mês.

Sabendo que sua namorada marcava certinho, ele nem se arriscava a ciscar em outros terrenos. Batia aquela bolinha em casa mesmo e se dava por satisfeito. Mas quem diz que ela acreditava nisso?

Pois bem, toda vez que o matador voltava de uma viagem, ela fazia uma minuciosa inspeção: procurava chupões por toda a parte do corpo do atacante e, acreditem, buscava sinais de uso da espada no guerreiro. Eh, amigos e leitores, que moça danada.

O cara se irritava, mas a desconfiada não estava nem aí. Mexia em tudo que era dele, sempre em busca de indício da traição. Nunca encontrou nada.

Certa vez, ele anunciou uma nova viagem. A sapeca sorriu e perguntou para onde seria. Conversaram e tudo estava bem. Um dia antes de o jovem atleta viajar, ela se propôs a fazer a mala do craque. Tudo ok!

Quando chegou ao seu destino, o protagonista dessa história foi desfazer a mala e colocar algumas camisas penduradas para não amarrotar ainda mais. Ele avistou algumas peças de roupa e achou algo estranho:

- “O que será isso? Será que manchou?”, questionou, sozinho.

Qual não foi a surpresa do nosso amigo ao notar que as supostas manchas em suas cuecas (em todas as cuecas que estavam na mala) não eram manchas. Sabe-se lá porque a danada da namorada do nosso personagem mandou fazer uma carimbou e mandou ver em todas as roupas íntimas dele. O carimbo dizia:

“ESSE HOMEM TEM DONA”.

***
Claro, claro. Essa foi a gota d´agua. Nos dias seguintes, ele teve que arrumar novas cuecas e uma nova namorada.

Mas por que será que elas fazem isso?

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Feio é não fazer gol!

Os bravos leitores do A Culpa É Delas sabem da existência das INHAS (baixinhas, gordinhas, feinhas). Nada contra, diga-se de passagem. É que hoje vamos falar de um outro tipo de moça.

Bem... a vida de artilheiro não é fácil. Tem dia que o craque balança a rede três vezes. Tem dia que passa em branco frente ao filó. Nesses momentos, a cobrança é grande.
Mas artilheiro que é artilheiro sabe que cedo ou tarde a bola vai pingar na área e ele estará bem colocado para estufar o barbante.

O post de hoje conta a história de um amigo do blog, habilidoso matador e exímio finalizador. O nosso Camisa 30 também é conhecido como o "Destemido do Leblon".

É que ele é o tipo de craque que não dispensa desafio. Diante de um zaga mal encarada, ele parte pra cima. Gols, ele faz de tudo quanto é jeito, até de canela... Até porque, nosso nobre camarada segue o mandamento do grande artilheiro Dadá Maravilha, que um dia proferiu o mantra: "Não existe gol feio. Feio é não fazer gol".

E a história de hoje trata um desses tentos do nosso amigo.

Ele estava numa festinha e depois de enxugar algumas garrafas de cerveja partiu pra cima de uma mocinha. Quer dizer, uma moçONA.

É, gente! A danada era do time das pesos pesados, categoria GG redondo forever.

Pois bem, diante da oportunidade, nosso craque não sentiu medo. Alías, tem gente por aí que diz que homem de verdade pega mulher bonita e baranga. Só pra provar que ele gosta mesmo é de mulher, não importa o tipo. Pois bem, a festinha rolava num casarão, que fica numa rua inclinada, com piscina, uma espécie de mini-boate e tudo.

A conquista foi rápida e o passo seguinte já anunciava o gol.

A moçona sorria toda-toda e nosso amigo se desdobrava para abraçar a roliça. Quando o clima esquentou, ele convidou-a para continuar a partidinha dentro do carro.

Eles saíram da festa e foram pro carro do Destemido do Leblon, que estava quase em frente à mansão. Eles caminharam um pouco e logo retomaram os amassos.

A temperatura estava nas alturas. Nosso amigo é um verdadeiro craque dentro das quatro linhas e não dava sossêgo pra sapecona. E a moça, superofegante, pedia mais.

Na hora do vuco-vuco, ela quis ficar por cima. Mesmo já tendo sentido o peso da danada, nosso atleta topou. E lá foi ela, feliz da vida como se estivesse numa gangorra.

A moçona gostava de falar e emitir sons durante a partidinha. O Camisa 30 gosta disso. E naquele momento, ele esperava ouvir algo do tipo: "vai, vai", "não para, po#$#$%a", "me xinga" etc.

Mas, o que se ouviu em determinado momento, foi um enigmático nhec, nhec, nheeeeeeeeeec...

Não, gente! Esse barulho não era da moça. Era o carro gritando. É que o peso da danadona era tanto que o freio já não suportava o remelexo dela. (Lembre-se que eles estavam numa ladeira!).

Totalmente entregue à partida, nosso amigo demorou a sacar o que estava acontecendo. Mas, em segundos, voltou a si .

- "Para de pular, para de pular" - disse o jogador, que num elã, puxou o freio de mão com força.

Sim, amigos e nobres leitores, o carro estava começando a descer a ladeira.


***
O "nhec, nhec" do freio soou como um apito final.

Nosso amigo, o Destemido, encarou a moça GG, levou-a para o carro e partiu pra cima... Fez tudo que manda a cartilha do bom artilheiro, só que, na hora H, o peso da moçona comprometeu o andamento da partida.

A Culpa É Delas, né?!