sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A Fresquinha de Laranjeiras

Seguindo a nossa série "As Cariocas... que ficaram de fora da telinha", vamos contar hoje uma triste história, que há tempos aconteceu com um craque da azaração.

Mestre nas manobras do flerte, nosso amigo resolveu dar em cima de uma colega do trabalho. E ele foi com tudo... papinho pra cá, elogios pra lá e um convite pra sair selou a conquista.

E até que o primeiro encontro começou agitado. A moça era talentosa na arte do beijo e nosso artilheiro, cheio de graça, não deixava o clima baixar. Depois de saírem para dançar, o casalzinho gastou uns amassos no carro. A moça, contudo, estava um pouco devagar... evitava certas, digamos, ações invasivas...

Mas lá pelas tantas, ela concordou em ir pro cinco letras. Isso, mesmo, foram pro centro de concupiscência carnal mais próximo e... pimba? Nem tanto!

Aquela sapeca que estava em seus braços era a "Fresquinha de Laranjeiras", e isso irritou o nosso matador.

Quando a brincadeira começou, o nosso guerreiro do amor pediu que a sapeca "brincasse" com sua lança de guerra e paz! A sapeca deu um passo atrás, mas ele insistiu:

- Vai, linda.. só um beijinho!

E ela, então, começou a desafinar o soneto da paixão:
- Ah, não... pra fazer isso, só de camisinha!, condicionou.
- Po, de camisinha não tem graça. Além do mais, quem faz isso de camisinha são as profissionais, que não sabem de onde veio o parceiro...

A danada pensou, pensou... chegou a empunhar a espada, como se fosse um microfone, mas apresentou outra condição. Levantou-se, pegou o atacante pegou braço e entrou no banheiro:
- "Pra colocar a boca aí sem camisinha, só se for debaixo do chuveiro, com água corrente...", decretou.

Nosso nobre desbravador, claro, lamentou outra vez:
- A gente veio aqui pra fazer sexo ou pra você me dar banho?

***
A situação foi contornada. Mesmo decepcionado, o craque da azaração aceitou os limites impostos pela "Fresquinha de Laranjeiras" e entrou com bola e tudo. Afinal de contas, nosso artilheiro segue sua incansável busca pelo gol mil.

Mas acontece, caros leitores e inimigas do blog, que depois dessa não houve outra. Era tanto nhém-nhém-nhém, que o discípulo de Baco desistiu da sapeca...

***
O Blog A Culpa É Delas está entrando de férias. Feliz Natal a todos e que 2011 seja um ano de muitas partidinhas e golaços. Pra cima delas, artilheiros!

As histórias do ACED voltam a ser publicadas antes do carnaval, quando o Rio de Janeiro já estará fervilhando e muitas novas culpadas estarão na nossa lista!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A sapequinha da Lagoa

A série As Cariocas, que está sendo exibida na TV e é inspirada na obra de Sérgio Porto, tem feito muito sucesso. No entanto, nem todas as "cariocas" vão aparecer na telinha. É, gente boa. Mas o blog A Culpa É Delas, claro, contará uma delas para vocês. No caso: a "Sapequinha da Lagoa".

A história remete aos idos dos anos 2000, quando um de nossos craques tabalhava em uma empresa, na Lagoa. A danada em questão era colega de trabalho do nosso matador e morava pertinho do escritório. A moça tinha seu charme, curvas que atraíam mais que os peões de obra e um jeitinho cativante.

Bolinha vai, bolinha vem, e a mocinha passou a puxar assunto com nosso artilheiro. Mas quando a bola é fácil demais, o gênio da pequena área desconfia. Nosso amigo dava trela, mas não invadia a meia-lua: a danada tinha namorado.

Pois bem, parece coisa de criança, mas aconteceu. Primeiro foram uns bilhetinhos que diziam: "Oi, menino, por que vc não ri pra mim?"

Depois surgiram inscrições do tipo: "Eu gosto de vc, menino. Larga de ser mau comigo".

Ela era insistente e o Don Juan dos Trópicos resolveu entrar na brincadeira. Ao receber um e-mail da danada, ele respondeu... sempre usando expressões em duplo sentido, que poderiam ser interpretadas como um flerte ou um sinal de amizade.

A sapequinha da Lagoa, então, começou a contar um pouco da sua vida amorosa e revelou que as coisas com o namorado já não iam muito bem e blá blá blá...

O matador deitou e rolou. Mandava e-mail, sempre de interpretação ambígua, e deixava a moça estampando sorrisos.

Acontece, caros leitores, que ele foi surpreendido, semanas depois, por uma ligação:

- Que porra é essa?
- Desculpe, quem está falando?, questionou o craque.
- Acha maneiro pegar mulher comprometida, mermão?
- Cara, acho que vc ligou pra pessoa errada.
- Aí... vou te pegar. Isso não vai ficar assim, não.

Nosso amigo, então, cansado de ouvir a lenga lenga, soltou os bichos:
- Ae, vai toma#@@$ %*&*¨$. Quer me pegar, vem me encontrar, seu mané!

As ligações ainda se repetiram duas vezes durante o dia.

Na manhã seguinte, ao abrir sua caixa de e-mails, o jogador encontrou uma mensagem do namorado da Sapequinha da Lagoa. Nela, estavam copiados todos os e-mails que o matador e a moça haviam trocado nos últimos dias. O corno imaginário (ele achava que era, mas o nosso amigo, jamais finalizou naquelas redes) cobrou: "É disso que estou falando. Que porra é essa?"

***
O craque, com toda a paciência do mundo, respondeu ao e-mail. Dias depois, a sapequinha, desesperada, foi falar com o atacante. Em tom solene, nosso atleta do flerte explicou as regras do jogo e a mandou para a segunda divisão.

É que a moça, após danar a escrever ao craque, não podia esquecer que havia dado a senha de seu e-mail para o namorado. Se não sabe brincar... é, vcs sabem!

A questão é simples, amigos leitores: se antes de rolar a partidinha, já tinha dado problema, imaginem se o Camisa 11 tivesse entrado com bola e tudo?

A moça, triste, ficou sem o namorado. O artilheiro, claro, seguiu sua busca pelo gol 1000.

Culpa dela... todinha dela!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Que tipinho...

Nobres leitores, tem cada tipo de moça por aí que, sinceramente, dá vontade de armar um protesto em plena Copa do Mundo do Flerte. A história, que iremos publicar hoje, aconteceu anos atrás, durante uma chopada universitária, no Mourisco, em Botafogo.

Chopada, vocês sabem, dá todo tipo de gente. E nosso craque em questão foi ao evento cheio de expectativas. Vivendo os áureos anos da graduação, nosso amigo estava faturando gregas e troianas. Depois de ciscar pela esquerda, circular pela direita, ela avistou aquela que seria o alvo perfeito. Loira, alta, tipo exportação.

O matador chegou cheio de amor pra dar e exibindo, com um leque, seu habitual bom papo. A moça riu, deu corda. Nosso atacante, então, partiu pra cima. Era o gol de ouro!

A moça parecia estar gostando do assunto. Mas só parecia. Pegando nosso amigo totalmente desprevenido, ela mandou uma daquelas:

- Sabe o que é?
- Uhm?!, questionou o craque.
- É que você não tem braço para estar nessa festa...

***
Sim, a moça referia-se à falta de uma circunferência avantajada nos bíceps do artilheiro. Boa pinta? Bom papo? Generoso? Fiel? Amigo? Que nada... ela só queria músculos!

Bem, depois elas reclamam... mas todos sabem, né?: a culpa é delas!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mocinha sem ritmo de jogo

Temos certeza de que, às vezes, algumas mocinhas ficam pensando: o que eu vou fazer para dispensar um cara que chegar em mim? Tem uma desculpinha que irrita. É aquela que, geralmente, é dada em shows, com música ao vivo. O craque chega todo pimpão, faz a aproximação, derrama umas palavras bonitas e ouve aquela frase pronta: "Hoje eu só vim para dançar". Ou então: "Eu só quero curtir o show, tá?".

Tudo bem, tudo bem! É claro que as pessoas têm todo o direito de ir a um show para apenas curti-lo. Mas sendo assim, não dê mole pra ninguém, mocinha! Foca no palco! Ou então, dispense de forma tranquila. Como dizia o profeta: "gentileza gera gentileza".

Mas vamos lá... a missão de iniciar a conversar, o flerte é quase sempre do homem. Quase sempre. Sabemos, claro, que há uns carinhas sem noção. Por isso, são pernas-de-pau e não artilheiros, como os personagens deste valoroso blog. Pois bem... e puxar assunto nem sempre é fácil para alguns. Chega a doer, quando o cara toma a iniciativa e ganha logo uma balde de água fria: "ih, sai daqui, vaza".

É duro, caros leitores e leitoras, é duro! Algumas mocinhas de hoje em dia desenvolveram uma agressividade incomensurável. Só que o que uma danada aprontou dia desses, na Lapa, foi algo nunca antes visto na história desse país. Depois de anos num relacionamento sério, a própria admitiu que já estava desacostumada com os lances da Copa do Mundo da Azaração. Curtindo um som e bebendo o gélido líquido dourado com uma amiga, ela foi abordada por um pretendente.

Como manda a regra, o cara chegou perto, com aquele olhar que denuncia a intenção. Só que ao tocar na mocinha, para chamar sua atenção, a sapeca deu um salto pra trás.

- Que isso? Que isso? Ai, que susto!
- Susto? Desculpe, só queria falar com você. É que te achei interessante.
- Ai, moço. Que susto. Pensei que fosse um assalto.

***

Depois dessa, a lança do guerreiro, claro, apontou para outra direção. A queda de status, de galanteador para assaltante, ninguém supera. E, nesse caso, vocês sabem: a culpa é dela!

Mande sua sugestão/história/desabafo para aculpaedelas@gmail.com

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Se fosse só o grito...

As manifestações de prazer da hora H são sempre bem-vindas. Os artilheiros adoram! Mas é preciso saber onde fazer. Tem lugar que não cabe tal demonstração, chega até a ser crime, sabiam? Em outros, é apenas inapropriado, concordam? Vocês vão entender...

Recentemente, um craque das quatro linhas do amor e amigo deste blog foi tomar um chopinho inocente (???) com uma mocinha, linda, linda, daquelas que para o trânsito.

O caso era antigo, mas ainda não tinha rolado um "vamo vê". Só que logo depois do segundo chope, a vontade já estava à mesa:

- Vamos lá pra casa?, convidou o matador
- Adoraria, mas não sei.

Diante da frase, nosso craque, por alguns segundos, pensou que seria, mais uma vez, vítima do "doce" feminino. No entanto, a preocupação da sapeca era outra.

- Eu quero ir, mas sua irmã não está lá?
- Está, claro. Mas isso não é problema. Ela não se incomoda - argumentou o craque.
- Não é isso. É que fico meio envergonhada.
- Mas com o quê?
- É que eu grito muito naqueles momentos - disparou

A mocinha deixou claro que era adepta do "sexo gritaria", mas isso não afastou as intenções do nosso amigo. Pelo contrário, com ou sem som, ele queria era marcar mais um golaço.

Depois de alguns minutos, lá estavam eles dentro das quatro linhas. Bola pra cá, bola pra lá e a moça começou os urros...

- AAAAAAaaaaaaahhhhhhhhhhhhh.... vaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAiiiiiiiiiiiiiii!

Como já tinha sido avisado de tal comportamento, nosso amigo nem pôde pensar: "Caramba, to mandando vê mesmo"

E como nem tudo são flores, os gritos não conseguiram satisfazer a sapeca. Segundos antes do clímax, ela começou a socar a parede. Isso mesmo, caros leitores. De um minuto por outro, a danada, toda rebolativa e sonora, começou a interagir com a parede. Era cada soco e grito, que os vizinhos podiam até pensar no pior.

Ele tentou domar a fera, mas não adiantou.

Era soco, grito e soco. Algo assustador, heavy metal. Para manter a política da boa vizinhança e não receber, nos elevadores, aqueles olhares que fuzilam: "Olha, dona Maria, é esse menino que gosta de bater em mulher. É o meu vizinho de cima... um horror!", nosso craque deu apito final:

- Para, para. Se controla...

***
Apesar de a partidinha ter sido suspensa, o gol foi para a conta da busca pelo milésimo. A moça se acalmou e concordou e fazer aquilo tudo, outro dia, em lugar mais apropriado.

Aliás, alguém conhece um estúdio, com acústica reforçada, que aceite ser alguado para outros fins, que não o musical?

Bola pra frente... e culpa delas, sempre delas!

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mas era hora para isso?

A sensibilidade é algo espetacular. O mundo é melhor, acreditem, porque há pessoas sensíveis às grandes e pequenas causas. Mas, nobres leitores e amigos deste espaço virtual, é preciso ter equilibrio também. Esse tem que ser (sempre) seu aliado de primeira hora! Bem, vocês vão entender... A história de hoje aconteceu com um de nossos craques, tempos atrás. Em grande fase, ele estava prestes a receber o prêmio de melhor do mundo no ano da FIFA (Federação Internacional dos Fantásticos Artilheiros). Afinal de contas, o nobre atacante se destacou em todas as partidinhas que entrou em campo.

Uma dessas começou no messenger e depois de algumas tecladas, o "clima" já era nítido. Nosso amigo, bravo e exímio matador, estava conversando com a melhor amiga de sua prima, que na época viajava pela Europa. Na resenha, onde o apito inicial do senhor juiz era iminente, nosso craque recebeu um convite da sapequinha: ir à festa de aniversário dela para representar a prima, que era a melhor amiga da aniversariante, mas estava no Velho Continente.

E assim foi feito. Depois de encarar um dia de trabalho e chegar em casa exausto, nosso camisa 17 foi logo surpreendido com a ligação da aniversariante: "Cadê você que ainda não chegou? Você tem que vir representar a fulaninha!!", disparou a danada da vez, como se fosse uma ordem.

Nosso craque vestiu a camisa, calçou as chuteiras e partiu para a boate onde o aniversário estava sendo comemorado. Apesar de só conhecer a aniversariante, o artilheiro enturmou-se rapidamente com os amigos dela. Na pista de dança, o grande momento. Dois pra lá, dois pra cá e pimba: o primeiro beijo na melhor amiga da prima. Minutos depois, o novo casalzinho, feliz da vida, voltou à mesa, onde poderiam beber e conversar mais tranquilamente. Foi quando, incríveis amigos do blog, algo aconteceu. Um misto de sensibilidade e... sensibilidade invadiu a danada. Ela se deixou levar... que erro!

Sem desconfiar de nada, o artilheiro chegou com a mocinha na mesa, onde já estava um casal de amigos dela. Para espanto do matador, a aniversariante foi mudando o semblante e iniciou uma conversa inesperada:

- "Eu gostava tanto da sua vozinha, que pena que ela morreu. E eu não fui nem no enterro" -, disse a aniversariante para a amiga.

A frase foi seguida por uma lágrima tímida, mas que segundos depois transformou-se em choro compulsivo.

Um pouco sem graça, nosso artilheiro não sabia o que fazer. Tentou "acalmar" (!!!), mas foi pior. A sapeca começou a soluçar, fazendo um estardalhaço ainda maior e já chamando a atenção de outras mesas.

Quando nosso centroavante se deu conta do tamanho do problema, o cenário era o seguinte: garçons e pessoas da mesa ao lado em volta da mesa oferecendo até guardanapo para a chorona, que continuava: "Ela era muito legal... buááááá".

Sim, era a festa de aniversário dela e nosso craque lá.... bem, sem saber o que fazer, o artilheiro fez cara de paisagem até a cena terminar. Por fim, pagaram a conta e foram embora, cada um para o seu lado.

***
Ao chegar em casa, claro, nosso craque riscou o nome da moça da listinha do mais belos gols. Repetir a dose? Nem pensar. Se na festa do próprio aniversário, a moça apronta uma dessas, imagine depois do "vamo vê"!

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domingo, 19 de setembro de 2010

Quando abriu a boca...

Lembram um post recente em que mostramos que é difícil uma relação ter sucesso se houve um abismo intelectual entre o casal? Pois bem... voltaremos a versar sobre isso. E essa é para questionar se foi verdade mesmo. Entenderemos as possíveis manifestações.

Mas o fato é que nosso craque estava em uma rodinha de amigos e amigos dos amigos. Sim, claro, havia amigas também. E uma das mocinhas, "morena, linda, linda", chamou a atenção da fera das quatro linhas.

Nosso amigo nunca a tinha visto antes e logo ficou interessando. Mas a sapeca era quietinha, quietinha... mal abria a boca!

Aliás, isso parece ser uma marca das mocinhas de intelecto débil. Ficam caladas, caladas, sem saber o que dizer. E quando abrem a boca... ai, ai, ai!

O papo da roda era sobre carros, aviões e motos. Um assunto recorrente quando se tem 16, 17 anos. Nosso amigo, inclusive, estava nessa fase. Era ainda uma mera promessa da divisão de base na Copa do Mundo da Azaração.

Lá pelas tantas, alguém soltou:

- Cara... adoro Harley-Davidson!

Foi aí que a mocinha se sentiu no direito de fazer seu primeiro aparte.

- Po, sei quem é. São meus amigos lá de Irajá. Eu gosto do Harley, mas o Davidson é cheio de marra...

***
Todos se entreolharam e houve quem não conseguiu segurar o riso, ou melhor, as gargalhadas!

Podem duvidar, mas aconteceu.

E depois disso, claro, nosso craque mudou o foco e foi tentar uma arrancada em outro terreno.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O craque da rodada

O conceito de Camisa 10 é para ser debatido (e divulgado) muitas vezes. Camisa 10 pode ser homem, pode ser mulher, não importa. Sua função principal é servir o artilheiro, dar aquele passe na medida para o craque balançar as redes. Mas independente de qualquer coisa, confiança é tudo. Vocês vão enteder...

Numa das viagens que fez por esse Brasilzão de Deus, um dos nossos craques contou com um passe daqueles. Durante o final de semana, o jogador já tinha movimentado e muito o placar. Era um encontro de estudantes e tinha moça de tudo que era lugar dessa terra fértil.

O melhor ficou para o final. Na volta para o Rio, nosso matador voltou de ônibus com mais 30 ou 40 estudantes. Foi uma efervecência só. Na rodinha dos craques da Copa do Mundo do flerte, a "ruivinha" era a mais gata da expedição. Durante o final de semana, muitos tentaram, mas ninguém invadiu aquela pequena área. E isso intrigava a todos...

Mas viagem de volta à cidade maravilhosa era longa, coisa de 23 horas, muita coisa ainda podia acontecer. Até a primeira parada, todos estavam em clima de festa. Quando o busão parou, uma amiga do artilheiro, Camisa 10 daquelas, trouxe a informação abençoada:

- A ruivinha veio perguntar se você está solteiro?
- Sério? Claro que estou...
- Acho que ela ficou interessada. Mas não diz que comentei nada com você.

Pronto. Era a senha para mais uma partidinha.

Quando todos voltaram ao ônibus, o atacante tratou de puxar assunto com a danada. Falou um pouco e ficou horas ouvindo. Lá pelas tantas, quando o parte do ônibus já dormia, ele partiu pra cima:

- "Você linda...", disparou.

A moça ficou sem graça, evitou o atacante. Acostumado com o "doce" feminino, ele continuou no ataque.

Não foi fácil. A retranca da ruivinha era de colocar inveja em time regido por Joel Santana. Mas nosso amigo enfim deu o drible fatal...

Horas depois, na segunda ou terceira parada, a tal Camisa 10 chegou perto do craque com um sorrisão.

- Caramba, você pegou a ruivinha?
- Po, ela fez mó jogo duro...

A Camisa 10, então, caiu na gargalhada, para surpresa de nosso atacante.

- Artilheiro, eu juro, ela não me disse nada. Eu inventei aquela história de que ela tinha perguntado por você...

***
O craque voltou daquela viagem ovacionado pelos amigos. Afinal de contas, foi ele quem beijou a mais gata da expedição. E tudo por culpa dela!

São por essas e por outras, que a cúpula do ACED recomenda: aconteça o que acontecer, o importante é ter confiança!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um antídoto para o romance

Os artilheiros do A Culpa É Delas consideram que a compatibilidade intelectual é fundamental para um relacionamento duradouro. O casal pode ter mil diferenças: um gostar de rock e o outro de samba. Ok, dá pra conciliar. Ele pode adorar carne e ela ser vegetariana. Ok, é cada um no seu restaurante. Um pode torcer para a Argentina e o outro pra o Brasil. Sem problemas, Copa do Mundo é só de quatro em quatro anos. Mas quando há uma diferença intelectual abissal entre os dois, o caso fica fadado a um triste fim.

Vejam o que aconteceu com um craque carioca. Ele conhecia uma mocinha danada há algum tempo e já tinha saído com ela umas quatro ou cinco vezes. Um belo dia, o matador aceitou um convite de um casal de amigos para ir numa roda de samba na Lapa. Ele, então, chamou a fulana para ir junto.

A sapeca já tinha cometido umas gafes, mas até aí tudo bem. Até então nada que incomodasse. Às vezes, achava até que ela fazia de brincadeira. Mas a verdade ficou evidente naquela noite. Depois da roda, eles pararam para comer algo e, durante o jantar, conversaram sobre a cidade, sua beleza, os pontos turísticos e acabaram falando sobre a pobreza e desiguladade social. O casal, amigo do artilheiro, era bastante ligado ao assunto, estudiosos com pós-graduação e mestrado em temas relacionados.

Durante todo o tempo da conversa, a sapeca que acompanhava o craque ficou calada, não deu uma opinião sequer. E não pensem vocês: "tadinha, ela não estudou, não teve oportunidade". Que nada! Notem que o tema pode parecer chato para muitos, mas é algo que faz parte do cotidiano de quem vive nas grandes cidades desse país. Por bem ou por mal, alguém sempre tem opinião sobre o assunto. Menos a sapequinha.

Após o jantar, eles caminharam até a Cinelândia, onde seus carros estavam estacionados. A mocinha parecia incomodada, queria dizer algo mas não sabia o quê. O estalo surgiu, para surpresa geral, quando passaram pela grande praça que há no final da Avenida Rio Branco. Quase no final da Rua do Passeio (onde em sua esquina com a Rio Branco está o famoso Cine Odeon), ela avistou uma grande estátua: um homem magro, envolto em uma manta e caminhando com a ajuda de um bastão.

Ao ver a estátua, ela encheu o peito de ar e fez então seu grande comentário:

- Eu acho que a pobreza é um problema sério. Mas não concordo com o governo fazer uma estátua de um mendigo e colocar aqui, bem no centro da cidade - disparou.

O casal olhou para moça, que fez cara de séria. No segundo seguinte, olhou o artilheiro, que olhou para o céu, fingindo não ter percebido o comentário.

É que a estátua do tal mendigo, na verdade, era do líder pacifista indiano Mahatma Gandhi, que dá nome à praça.

***
O constrangimento só foi desfeito com o tempo. O casal ainda teve a pachorra de corrigir a desinformada: "Não, esse o Gandhi, fulana". A moça fez cara de paisagem e nosso atacante temeu que ela emendasse com: "Sei. Daquele grupo de afoxé baiano, né?!"

O romance terminou dias depois... sem deixar saudades! Por fim, ficamos com uma enquete e uma frase de Gandhi: "As enfermidades são os resultados não só dos nossos atos como também dos nossos pensamentos".

E vocês, caros leitores e inimigas do blog, também acham que essa diferença atrapalha o romance?

(a) Sim
(b) Não
(c) Que diferença? Não entendi nada da história...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A briga

Nosso craque foi à uma grande festa, em uma cidade do interior do país, e presenciou uma relação pra lá de conflitante. A festa era daquelas em que não faltava nada. Mocinhos exgugavam com velocidade garrafas de uísque e tulipas de chope, e as mocinhas nadavam em taças de pró-seco. Depois de horas e horas de bebedeira desenfreada, a única coisa que não podia se esperar era controle. Por outro lado, também não se podia esperar tamanho... descontrole.

Lá pelas tantas, nosso craque, devidamente acompanhado, deixou a festa em busca de uma única coisa: descanso. Era preciso dormir e recuperar as forças. No dia seguinte, teria mais.

Já dentro de um táxi, a caminho de casa, nosso amigo, com a primeira dama e mais uma amiga dela viram uma cena daquelas: Uma mocinha feroz, amiga das meninas que estavam com o artilheiro, vivia sua madrugada de fúria.

No estacionamento, ela e seu então namorado se embolavam. Não, nada de amor. Era guerra. Era tapa para tudo que é lado. A danada estava aos prantos, já tinha tirado o salto e atirando contra o seu amor. Partia pra cima do mocinho e era agarrada.

O craque e as mocinhas pararam o carro imediatamente e foram tentar acabar com a situação. Diante da chegada do trio, os brigões deram um tempo do bololô.

O mocinho correu para dentro do táxi. Todos concordaram que ele deveria deixar o lugar o quanto antes para acalmar os ânimos.

Enquanto isso, as mocinhas se voltaram para a amiga, um pequeno poço de fúria, que chorava sem parar. Aliás, taí um fenômeno: quando uma chora, sabe-se lá porquê, todas em volta abrem o berreiro.

- Calma, amiga. Vai ficar tudo bem!

Bêbado e mais torto que tobogã de parque aquático, nosso craque limitava-se a observar o drama até que surgiu a convocação:

- Toma. Pega a chave do carro dela (a mocinha ferroz), dirige. Ela vai dormir lá em casa - ordenou a primeira dama.

Aquela parecia mais uma missão impossível: dirigir, completamente tomado pelo álcool, em uma cidade que mal conhecia e em tempos de Lei Seca.

Nosso amigo até tentou recusar, mas...

- Vamos. Não tem mais táxi.

No caminho, dirigindo a 20km/h e torcendo para não ser parado pela polícia, a atacante tentava controlar a choradeira.

- "Por que ele faz isso comigo?", era o que a pequena ferroz mais repetia, entre um choro e outro.

Nosso amigo ficou incomodado. Afinal de contas, era um caso agressão. Depois de dirigir por uns quilômetros, ele parou o carro e sugeriu:

- Você não acha melhor a gente ir na delegacia e você dar parte dele?

(Pra que o nosso amigo tinha que dizer isso?)

A pergunta serviu como fogo na lenha e o choro aumentou. Soluçando e tentando falar ao mesmo tempo, a furiosa disparou.

- Nãããããoooo. O que que eu vou fazer na delegacia se fui eu que bati nele?

***
É minha gente, depois que o susto passou nosso craque lembrou nas cenas. Enquanto a sapeca sorteava chutes e socos, o mocinho só se defendia.

O motivo da briga? Ciúme que ela sentiu dele.

No meio da festa, todo mundo muito "alto", a mocinha cismou que seu namorado ciscara no terreno alheio. E o desfecho foi a triste sequência de sopapos.

Fim de noite atribulado, confusão por causa de ciúmes, infração à Lei Seca e sono perdido... tudo, tudo por culpa dela!!!

sábado, 14 de agosto de 2010

Fora da área de cobertura...

A história de hoje nos leva aos áureos tempos de um craque da arte da conquista. De drible fácil e fala solta, ele colecionou, no início da década, viagens pelo país em busca de diversão, música e gols, claro!

Era o primeiro grande evento que ele ia fora do Rio... uma dessas festas que param as cidades com a chegada dos jovens forasteiros e aventureiros do flerte. Todo serelepe, nosso craque carioca chegou cheio de gás.

Alías, nessas oportunidades, se aprende muito sobre esse Brasilzão de Deus, terra, digamos, dos grandes clássicos.

O artilheiro das multidões começou a perceber, por exemplo, que o jogo da azaração é diferente em cada canto desse país. Se no Rio de Janeiro, o mocinho chega na mocinha, fala de suas intenções e consegue um beijo, um gol... na primeira noite, em outros lugares, no máximo, você consegue um número de telefone.

Mas para sua surpresa, uma mocinha de Porto Alegre chamou sua atenção. No primeiro momento, ele ficou na dúvida: será que no Sul é assim ou será que estar longe de casa mexe com as pessoas? Ao telefone, a loira do Sul conversava com uma amiga, que tinha ficado em casa. Nosso amigo estava bem atrás dela, na fila pra comprar cerveja.

- Isso aqui tá trilegal. Tem muito homem lindo, disse a gaúcha, empolgadíssima.
A pessoa do outro lado da linha falou algo e ela completou:
- Que namorado? Ele ficou em Porto Alegre, e você sabe, né? Eu estou fora da área de cobertura!

***
É, amigos do blog e fiéis leitores, fica o debate: será que todas as gaúchas são como a mocinha da história, que confunde fidelidade com cobertura de telefone celular?

O fato é que assim que nosso protagonista percebeu que a mocinha havia deixado a marcação solta e dispensado a zaga inteira, ele partiu pra cima para abrir a contagem da noite. Afinal de contas, artilheiro em campo quer ver a rede balançar...

E coitado do namorado, acabou ganhando um par de... antenas!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Doida, doida...

Sabe aquela mocinha que adora fazer um tipinho? Dizer que é isso, que é aquilo? Pois bem... a moça da história de hoje é assim. E a cúpula do A Culpa É Delas nada tem contra os mais diversos de tipinhos, mas se a mocinha disser que é, tem que ser... Vamos aos fatos!

Nosso craque das quatro linhas da azaração estava em uma festinha na Casa Rosa, em Laranjeiras. Naquela noite de sábado, o cenário era um dos mais lindos e propícios ao abate: moças alegres e cheias de graça por todos os lados.

O atacante não perdeu tempo. Ver o tradicional reconhecimento do campo e partiu pra cima de uma belo exemplar do sexo feminino. A danada era do tipo patricinha, cheia de gestos e gírias. O matador aprovou. Contudo, no meio da conversa, ela soltou:

- Cara, eu adoro "doce" - numa referência ao ácido, droga bem comum em raves.

O problema é que a sapeca ficou 30 minutos repetindo seu gosto e contado suas viagens alucinógenas. O Don Juan tuipiniquim sabia que tinha que ouvir os relatos e se mostrar interessado, se quisesse balançar as redes. Porém, atrevido que só, resolveu testar a mocinha.

- Ah é, você gosta tanto assim? Então, calma aí - disse o atleta do flerte, deixando a mocinha com as amigas, por uns minutinhos.

O craque abriu um maço de cigarro e pegou aquele papelzinho prateado que protege os filtros. Cortou um quadradinho bem pequeno e - acredite - colocou embaixo do suvaco, bem sobre a mancha do desodorante, que ainda fazia efeito.

Segundo depois, ele tirou, soprou para secar logo (arg!!) e colocou dentro da carteira.

Dez minutos após se despedir da "sapequinha doceira", ele voltou cheio de amor. Com a atitude dos deuses consagrados da pequena área, agarrou a sapeca, tascou um beijão daqueles e ficaram naquele vuco-vuco sem amarras e protegidos pela escuridão do salão. Assim que o beijo acabou, o artilheiro mandou de primeira:

- Tenho um presente para você - disse o jovem atacante, tirando o papelzinho da carteira.
- Nossa.. que maravilha! - exclamou ela, que sem pensar duas vezes tacou o "doce" na lingua e completou em seguida.
- Uhm? Forte, né?
- É, mocinha... esse aí é novo doce do momento: veleidades de Shiva!, inventou nosso protagonista, achando que ela desconfiaria da brincadeira.

Mas que nada, para surpresa geral da nação, a danadinha, 20 minutos depois, pulava mais que milho em panela quente.

- Iraaaaaaaaaaaaaaaaaaado. To muuuuuuuuuuito doooooooooida - disse, jogando os braços para o alto e pulando sem parar.

***
Ao ver a cena, nosso amigo não acreditou. Afinal de contas, papel e desodorante não são alucinógenos. Diante do "show" da mocinha, uma farsa completa, ele foi driblar em outro campinho. Ali, o gol já não teria tanta graça...

terça-feira, 27 de julho de 2010

A mocinha moderna

Desde que não fiquem buzinando que o bom da vida é "ter a mente aberta e ser moderno", os artilheiros desse blog não têm nada contra a "modernidade". A história de hoje versa sobre uma moça moderninha, que certa vez cruzou o caminho de um craque amigo do blog. Não era nada sério, desde o início. Apenas partidas amistosas!

Bem... eles estavam saindo há três semanas, quando a sapequinha da Estrela surgiu com uma ideia daquelas:

- E se a gente chamasse mais alguém para participar da nossa partidinha?, propôs.
- Um legítimo ménage à trois?
- É! Não seria bom?

O craque aceitou a proposta, mesmo quando ela soltou:
- Mas tem que ser com mais um cara, tem problema pra você?

Bola pra frente!

Marcaram de fazer a brincadeirinha na casa dela e o escolhido era um amigo da mocinha, que o craque ainda não conhecia.

Nosso baluarte das quatro linhas encarou a ideia como mais uma experiência, embora admitisse aos amigos que temia não se sentir à vontade entre quatro paredes com um desconhecido. Mas tudo bem, era a vontade da mocinha.

Na hora marcada, nosso amigo chegou à casa dela. O Beltrano, o amigo que completaria o time, chegou minutos depois e assim que deu de cara com o nosso matador exclamou em alta voz e gestos extravagantes:

- Amiiiiiiga, que bofe lindo que você arrumou pra gente... A-DO-RO!

***
Caraaaaaaaaaaaaaaaamba!

Foi preciso muita ginga para nosso amigo sair dessa sem ser grosseiro. É que apesar de explicar centenas de vezes que não era atleta de cortar dos dois lados, a mocinha e seu amigo insistiam que ele precisava "abrir a mente", que isso faz parte da "modernidade".

Irredutível e fiel ao futebol arte, o craque pulou fora da "aventura" e nunca mais quis saber da mocinha moderna...

Vale lembrar que os artilheiros respeitam qualquer opção sexual e só pedem que a deles seja respeitada também, ok?

E vocês, inimigas do blog, o que acharam da postura do artilheiro?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Hoje é dia de festa!

Leitores do blog,

Feliz dia do amigo!

Além da data mais que especial, hoje, o blog A Culpa É Delas comemora três anos de existência.

São 36 meses contando as peripécias das mocinhas e a dureza que é encontrar o grande amor. Mas artilheiro que é artilheiro sabe que enquanto "ela" não chega é preciso balançar as redes na Copa do Mundo da Azaração. Afinal de contas, que não chuta não marca gol.

A história de hoje é sobre amizade. E claro, tem uma mocinha no meio.

Vamos lá:

Fulaninha era a desejada da turma, quando nossos craques ainda jogavam na seleção sub-18. Dois legítimos discípulos de Don Juan, que costumavam formar dupla de ataque, se interessaram pela mocinha. Aos poucos, as investidas começaram e a danadinha correspondia. Sim, aos dois!

Não tardou e os dois craques conquistaram o coração da mocinha. É, nobres leitores e inimigas do blog, ela tinha um coração grande. Desde que caiu nos braços dos amigos, a vida dela passou a ser um agito só. Um dia ia ao cinema com um, no seguinte ia ao shopping com o outro. Num dia passava a tarde da casa de um, no seguinte recebia o outro para fazer o dever de casa.

A trama seguiu por semanas até que um dia...

Bem... a mocinha estava em uma lanchonete com um dos craques. E o outro ligou para ela.

- Oi, tudo bem?
- Tudo?
- Te vi entrando na lanchonete. Vou aí falar com você!
- Não, não vem não. Já to saindo daqui.

E nisso o outro craque perguntava:
- Quem é, fulaninha?

Quando ela desligou o telefone, o craque tentou abraça-la. Mas a sapeca demonstrava nervosismo. E quando ele pegou na mão dela... tan, tan taaaannnn! O outro entrou na lanchonete e viu a cena.

- "Ai, meu Deus!", chegou a exclamar virando a cabeça para os lados e tentando prever a reação dos seus amores.

Os craques se entreolharam. Um deles chegou a cerrar os punhos.

- Por favor, não briguem! Eu que fiz essa confusão toda!

E no segundo seguinte, ambos soltaram uma gargalhada. E um disse ao outro:

- Não te disse que ela ia ficar nervosa... hahahahahaha!
- Bora, tomar uma cerveja naquele boteco perto de casa?
- Vamos lá!

A mocinha ficou pasma, sem entender.
- Fulano? Ciclano? Calma aí... aonde vocês vão?

***
Os craques descobriram que estavam "balançando a mesma rede" uns dias antes e resolveram aprontar a surpresa. Amigos, não deixaram que isso influenciassem na sintonia da dupla de ataque. Depois da surpresinha, foram tomar cerveja para rir da história. E a sapeca... ficou sem os dois.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Faltou o "flow"...

Sabemos que traumas são difíceis de serem curados. Mas de nada vale estender o drama ao seu "novo amor". A história de hoje é de uma mocinha que traçou seu triste fim. Claro, culpa dela!

Depois de anos de namoro, seu romance terminou. Ela encarou a vida de solteira e após alguns meses, começou a namorar de novo. Sim, com outro atacante.

O problema, caros leitores, é que os planos da mocinha pareciam continuar os mesmos. Depois de tanto tempo comprometida (com o ex), ela já pensava em subir ao altar. Só que seu "novo amor" sequer se preocupava com isso, ao menos, até então... Afinal de contas, era só o início do namoro!

Mas, sapeca que só, a mocinha começou a apresentá-lo de uma "forma pra lá carinhosa", diriam algumas inimigas do blog.

- Oi, tudo bem? Conhece meu futuro marido?


Futuro marido? A definição doeu mais que soco no estômago. Como assim? Claro, claro! Não somos contra o casamento. Sabemos que até existe coisa pior... morrer queimado, por exemplo! Mas acontece que o namoro era recente e a mocinha já fazia aquela pressão!

- "Esse aqui é o fulano. A gente vai casar logo, logo...", dizia sem que ninguém tivesse perguntado.

Cada vez mais colocado contra a parede e sem querer acreditar na situação, o jovem atacante resolveu, claro, pular fora...

***
Como gosta de dizer um grande artilheiro deste blog, o nosso idolatrado Camisa 27, é preciso levar tudo no "flow".

Ou seja: deixem fluir, queridos leitores, sem pressão, tramas e joguinhos... e principalmente sem pressão!

Culpada e sem direito a recurso, a sapeca, agora, tem um ex-futuro marido. Sinistro!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O velho conflito...

Nosso craque jogava nas categorias de base da seleção, era apenas uma mera promessa da Copa do Mundo do Flerte sub-14, quando começou a enfrentar alguns conflitos com o sexo oposto. Ele jamais entendeu e tolerou as mocinhas que gostam de se impor, autoritariamente, diante dos mocinhos. Vocês vão entender...

Assim que acabou o recreio da escola, o artilheiro foi convocado à sala da diretora. A moçona estava uma fera, acusava nosso amigo de ser indisciplinado e ameaçava dar-lhe uma advertência na caderneta (isso tem tempo, deu pra perceber, né?)

- O que você fez é inadimissível!, disparou a diretora.

Contudo, antes de aplicar a sanção, quis ouvir a explicação do craque. E ele foi direto ao ponto.

Era mais um curto recreio de sua adolescência e o jovem atleta queria aproveitar o tempo para se divertir. No caso, a diversão era proporcionada pelos jogos de totó (que em alguns rincões desse Brasilzão de Deus também é chamado de "penbolim").

Para não perder a vez na partida, que vinha vencendo seguidamente, ele pediu que um colega buscasse seu lanche: um cachorro-quente e um copo de refrigerante.

Minutos depois, o amigo retornou, mas esqueceu-se de pedir o "dogão" sem molho. O atacante mirim jogou ainda por mais uns minutos e, ao perder o jogo, pegou seu cachorro-quente e foi até a cantina:

- Tia, dá pra tirar o molho pra mim e colocar mais batata palha?
- Tirar? Por que você pediu com molho então?
- Na verdade, eu pedi para o Fulano pegar pra mim e ele acabou pegando com molho.

Aí, fiéis leitores, a "Tia da cantina", por algum motivo até hoje desconhecido, resolveu bancar a durona, a mandona, a "quem sabe das coisas", e, num elã, disparou:

- Se você quisesse do seu jeito, não tinha mandado ninguém buscar para você.

O jovem Don Juan dos Trópicos ficou estarrecido com a decisão dela. Mas, sem se abalar, foi até a lixeira e retirou o molho. Acabou tendo que comer seu dogão sem a saborosa batata palha, que foi junto com o molho.

Determinado, ele contou o acontecido aos seus amigos de sala e aos colegas das outras turmas. Silenciosamente, iniciou uma campanha na escola. Foi colecionando apoio e solidariedade dos amiguinhos. Todos, em um discurso único, concordavam: a tia da cantina passou dos limites.

Em protesto, nosso camarada ficou uns dias sem comer na escola e uma semana depois do acontecido, tendo alcançado o objetivo de sua campanha, voltou a pedir um cachorro-quente.

- Quanto tá o cachorro, tia?
- R$ 1,50
- Vou querer um.

Quando a tia da cantina abriu a mão, esperando a grana, o pequeno jogador puxou uma sacola e despejou 150 moedas de um centavo de Real. As pratinhas tinham sido recolhidas durante todo aquele tempo, com a ajuda dos amiguinhos, que se amontoavam por perto para ver a cena.

Quando a tia olhou o tanto de moeda, arregalou os olhos. E os coleguinhas de turma riam, com a alegria de uma torcida que comemora o gol da virada. Ao pegar o ticket do lanche, o matador juvenil acrescentou:

- Pode contar, tia, tá certinho!, disse ele, que minutos depois foi convocado à sala da diretora.

Diante da manda-chuva da escola, ele contou sua versão e quis saber:

- Então, sra. Diretora, você acha que eu tenho alguma culpa?

***

E vocês, caros leitores e inimigas do blog, o que acham?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A mulher berro

Trabalhar em dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo é ruim demais. Mas há coisas piores.

Bem... para amenizar o sofrimento de quem gosta de futebol, algumas empresas colocam telões em suas dependências para que seus funcionários assistam aos jogos. E nosso Camisa 11 trabalha em uma empresas dessas. O problema, amigos e amigas do blog, é que tudo que tipo de gente, até quem não gosta de futebol, se junta ao grupo de admiradores da seleção e da Copa do Mundo.

Com dois amigos de trabalho, nosso artilheiro foi, ao auditório da empresa onde havia um telão, assistir à Brasil x Portugal, último jogo da primeira fase, partida que vai decidir se a seleção canarinho fica ou não em primeiro lugar. Como diria o (#cala a boca) Galvão: jogo dramááááático.

Só que a "mulher berro" também estava por lá. A gente explica: são as mocinhas que pouco se importam com futebol e gritam mais que torcem. Ou gritam descontroladamente como forma de torcer!

Os jogadores portugueses nem precisavam entrar na área do Brasil para a gritaria ensadecida começar. Bastava chegar a 15 metros da meia-lua e "aaaaaaahhhhhhhhhhh".

Elas devem acreditar que os gritos são capazes de mudar o rumo do jogo. É a única explicação para esse fenômeno.

Mas ainda tem coisa pior. O primeiro tempo foi tenso, muitos cartões amarelos e algumas chances de gol. Mas elas queriam gritar, gritar e elogiar a "formosura" de alguns craques.

Aos 25 minutos, quando Cristiano Ronaldo isolou uma bola ao bater uma falta. Uma mocinha, sentada atrás do Camisa 11, soltou:

- Vai, Ronaldo... leva essa bola lá para casa!

E toma gritaria. Era algo tão ensurdecedor, que ficava difícil se concentrar na partida. Nosso protagonista temia ser surpeendido pela berrante a qualquer momento.

No final do primeiro tempo, o Brasil ganhou um escanteio e Maicon foi cobrar. Quando o lateral brasileiro apareceu na TV, a sapeca soltou outra pérola:

- Vai, gostoso. Mete essa!

Futebol e sexo? Ao contrário do Dunga, o A Culpa É Delas aprova. E bateu aquela curiosidade. Quem seria essa berrante da fala solta? Nosso amigo levantou-se e olhou a mocinha.

Bem... mas era uma ONA (que tem proporções maiores que a "INHA" = baixINHA, gordINHA ou feiINHA...) e ostentava um bambolê dourado no anelar esquerdo. E dá-lhe Maicon!

Para não sofrer com a gritaria das "mulheres berro", nosso Camisa 11 resolveu abrir mão do telão e ver o jogo em outra TV. Por culpa delas...

***
Mocinhas, cá entre nós, por que gritar desesperadamente diante de um ataque?

Vocês acreditam que o grito vai mudar a direção da bola ou que vai dar força para o zagueiro desarmar o adversário?

Imaginem se o mesmo acontecesse na Copa do Mundo do Flerte: o atacante chega, diz: "nossa, você é linda", e a mocinha retribui: "AAAAaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh". Seria terrível.

E o segundo tempo tá começando... Boa sorte, Brasil!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ruptura no menisco

Primeiro foi o inglês Beckham. Depois, o alemão Balack se machucou e foi cortado. Drogba, o craque da Costa do Marfim, ameaçou. Mas o Camisa 9... esse juntou-se aos dois primeiros.

Quando a notícia correu, nem todos acreditaram. Como? É verdade? O que aconteceu?

Diante de tantas especulações, o Conselho Deliberativo do A Culpa É Delas vem a público confirmar: o craque da Camisa 9 está fora da Copa do Mundo do Flerte, que não é na África do Sul e não acontece apenas de quatro em quatro anos.

Isso mesmo, nosso nobre atacante sentiu a fisgada recentemente. E os médicos diagnosticaram: foi ruptura no menisco, e foi sério. Sim, namoro sério, na tradução das amigas do blog.

Portanto, o anúncio é esse: Camisa 9, Rei da pequena área, está fora das partidas... e por culpa de uma mocinha (é sempre culpa delas!!).

As inimigas do blog podem até pensar: "mais um artilheiro namorando. Agora o blog acaba".

Que nada! A vida segue e o ACED, firme e forte, continuará alertando aos jogadores desse mundão de Deus sobre as peripécias das mocinhas de hoje em dia!

Se cair na área é pênalti, hein!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pedir o telefone? Eis a questão!

Pedir ou não o número de telefone da mocinha? Essa é uma dúvida que muitos jogadores tem durante o primeiro encontro casual. É que, às vezes, todos os lances da partidinha e da aproximação podem ter sido legais, mas não tão legais para serem repetidos, entendem?

Pois bem. Certa vez, um craque brasileiro ficou nessa dúvida. Ele conheceu a mocinha durante uma festa e começou uma conversa sem pretensões.

Uma brincadeirinha aqui, um sorrisinho acolá e nosso amigo percebeu que tinha grandes chances de faturar a moça.

No final da festa, como quem não quer nada, ele soltou uma gracinha e a mocinha já foi logo beijando o matador. Aliás, tudo aconteceu com tamanha empolgação que parecia que o gol rolaria nas escadas do prédio, onde acontecia a festa.

O casal se controlou e partiu para o centro de convenções carnais mais próximo. Nosso atacante atuou como nunca e a mocinha (que sapeca!) era boa de jogo. Nosso bravo atleta jogou nas 11 e aplicou diversos esquema táticos madrugada adentro.

Pela manhã, lá pelas 9h, o casal despertou e nosso amigo começou a refletir sobre a dúvida: peço ou não o telefone dela?

Bem, todo o jogo tinha sido digno de Copa do Mundo, mas o papo da mocinha não era lá dos melhores. E a dúvida é natural, já que "artilheiros de verdade", quando pedem o telefone da mocinha, ligam para ela dias depois.

O discípulo de Baco ficou medindo as considerações, quando o celular dela tocou. A mocinha levantou-se pegou o telefone na bolsa e voltou para a cama:

- Oi, tudo bem com você?, disse ela.
E o papo continuou:
- To na casa da fulana. É que tenho uma prova na Barra da Tijuca hoje, não te contei? Aqui é mais perto, disse a sapeca enquanto acariciava o craque.

Segundos depois, a moça resolveu a dúvida do nosso jogador:
- Também estou com saudade, meu amor. Hoje a noite a gente se encontra. Te amo tanto, lindo!

Ao desligar o telefone, ela soltou:

- Meu noivo sempre me liga de manhã.

***
O artilheiro não sabia. E diante da informação, surgida assim... meio que sem querer, resolveu seguir a vida... sem pedir, é claro, o telefone de sua recente conquista.

Semanas depois, graças a um amigo em comum, o conquistador das quatro linhas soube que a mocinha tinha reclamado: "E seu amigo, hein? Sumiu... nunca mais me procurou"

É mole?

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A atriz

Talvez esse seja o sonho de 9 em cada 10 atacantes desse Brasil de Deus: conquistar uma atriz. Uma daquelas meninas lindas que aparecem na TV e encantam a todos. Heroínas num dia, vilã no outro. Pouco importa, elas continuam desejadas.

Só que o mundo da fantasia é deveras perigoso. E um craque carioca, titã da azaração, sabe bem disso. Anos atrás, ele se envolveu com uma mocinha dessas. Não, não era famosa. Muito menos da TV ou do teatro, mas era uma atriz. E que atriz!

A mocinha era linda, simpática, cheia de vida; e a relação engrenou após um tempinho. Só que o nosso "matador das quatro linhas" sabia que ela era "enrolada" e até sabia com quem, já que meses antes de engatar a relação a tinha visto passendo com o outro.

A mocinha, contudo, tinha jurado vinda longa à relação com o atacante. Doce ilusão... se algumas mulheres são capazes de enganar o diabo, imaginem uma que é atriz. Vocês vão entender.

Numa tarde de sábado, o casal decidiu ir numa roda de samba, no anexo da Fundição Progresso.

O craque e a mocinha entraram na fila para comprar os ingressos, só que dois minutos depois, o nosso personagem decidiu comprar algo para beber. Quando voltou à fila, sua musa não estava mais. Depois de olhar para os lados avistou-a, um pouco distante, ao telefone. A expressão dela estava fechada e a mocinha gesticulava muito, como se estivesse discutindo.

Assim que nosso atacante se aproximou, ela desligou o telefone:
- Ai, artilheiro. Minha prima vai se meter em confusão.
- Por quê? O que aconteceu?
- O ex namorado dela é metido com a bandidagem, sabe. E ele ligou pra ela, e ela acabou dizendo que estava em casa. Aí ele está indo pra lá agora.
- Tá. E...?
- Ai... eu tenho que ir pra lá...
- Você?
- É. Ela é muito boba, vai acabar deixando ele subir no apartamento. Você não entende...

Quando nosso amigo tentou argumentar, a mocinha ficou furiosa (Sabe quando você, homem de bem, acha que sua conquista é maluca, que fala coisas sem sentido? pois bem... nem sempre é sem sentido!).
O atacante queria, claro, o bem da prima, mas queria também que isso não significasse acabar com o seu programa de sábado. Contudo, meus caros leitores e amigos do blog, a musa do artilheiro deu a gritar:

- Você não está entendendo? Eu preciso ajudar minha prima! Ela precisa de mim.

O Don Juan do Trópicos respirou fundo e conformou-se. Ainda num gesto de gentileza, levou a mocinha na casa da prima. Após isso, resolveu voltar para a roda de samba. Quando entrou no anexo da Fundição, quem ele avistou?

O outro craque.

Nosso amigo não, mas ela sabia. É que as paredes externas do anexo à Fundição, eram compostas apenas por grades, sendo possível, da fila, ver o público dentro do lugar. E a mocinha, ao perceber que ficaria em situação complicada, armou todo aquele drama, a história da prima em apuros, necessidade de ajudá-la urgentemente e blá blá blá...

***
Mas como os atletas da Copa do Mundo da Azaração não são como o personagem da música "As atrizes", de Chico Buarque (Sem nem olhar a minha cara / tomavam banho na minha frente / para sair com outro cara / porém nunca me importei / com tais amantes / os meus olhos infantis / só cuidavam delas), nosso craque percebeu que aquele era o capítulo final... e por culpa dela, sem sombra de dúvidas!

Nosso jogador pulou fora, claro, mas triste por ter sido essa sua experiência com uma "atriz"!

terça-feira, 25 de maio de 2010

O beijo estranho

Tem mocinha que não tem noção, concordam? Há tempos, um craque da pelota conheceu uma moça numa festa. Propositivo e cheio de gás, o atacante foi pra cima.

Claro, ela adorou. Deu bola e encheu o cenário de sorrisos. Mas, minha gente, é preciso cuidado.

Sabe... não existe mocinha que evita uma partidinha quando passa por "aqueles dias"? Pois bem, tem dia que é preciso evitar até mesmo o primeiro beijo.

Vocês vão entender...

Depois de jogar muita conversa fora e encher a moça de elogios, nosso protagonista colou seu corpo ao da moça e tascou um beijo.

A sapeca abraçou o "Don Juan dos Trópicos" mais apertado e caprichou no beijo.

Acontece que no vai e vem, o artilheiro percebeu que havia algo estranho no lábio superior da mocinha. Algo que o batom cobria, algo que era... um machucadinho!

Ao final do beijo, ele quis saber:

- Machucou a boca, né? Foi o frio?

Aí, amigos do blog, a mocinha, sem medo de ser feliz, foi sincera. Mas, nessas horas, a sinceridade só traz desespero. Era melhor se a sinceridade tivesse vindo antes...

- Não. Eu peguei isso na praia. To achando que é alguma micose, sei lá...

***
Pânico, terror e aflição!

Não, não houve o segundo beijo. Dois minutos depois, nosso amigo se despediu e começou a voltar para casa. Ao avistar o primeiro bar, ele entrou e foi logo pedindo:

- Amigão, desce uma 51!

Pro precaução, ele fez um gargarejo com cachaça!

Se foi a "boa ideia" ou a proteção dos deuses da azaração, ele não sabe. O certo é que o artilheiro saiu ileso do "beijo estranho".

A moça era bonita, parecia interessante, mas depois dessa, o matador das quatro linhas nunca mais quis saber dela. Com razão, né?!

sábado, 15 de maio de 2010

A aeromoça de TPM

É difícil. Nós, homens-de-bem-cavalheiros-artilheiros, sabemos o quão difíceis são "aqueles dias". Mas, minhas caras, é preciso controle, equilibrio. Entendam: se você é uma pessoa que lida com o público é preciso que tenha paciência extra. Sabemos que não é fácil tratar bem as mais diversas pessoas desse mundo, mas se isso faz parte de seu trabalho, tenha paciência. Ou então mude de emprego, claro!

Pois bem... voando por esse brasilsão de Deus, um de nosso craques topou com uma aeromoça um pouco irritada. Ele era um dos últimos do avião e estava ansioso pela chegada da aeromoça. Tinha um pouco de fome e não via a hora de encarar um daqueles sandubas que são oferecidos durante a viagem.

Só que ainda no meio da aeronave, a moça já não estampava mais aquele tradiocional sorriso das aeromoças. E quando se aproximou dele, nada de "boa noite, senhor". Ela foi direto ao ponto, no seco mesmo:

- Então?, disse ela.
- Boa noite.
- Vai querer jantar?

E nosso amigo pensou: "po, não vai rolar o sanduba". E em seguida, quis saber:

- Quais são as opções, aeromoça?, questionou o craque.

A danada fez cara de nojinho, coçou a cabeça, respirou fundo e soltou sem dó:

- Sim ou não.

***
Aí, não dá, né?

Um pouco espantado com a resposta, nosso protagonista imaginou o que se passava com a aeroTPMoça. E para que não sobrasse pra ele, achou melhor recusar o jantar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A volta da Possessiva

Vocês a conhecem. A Possessiva sumiu e quando menos se esperava, ela voltou a cruzar o caminhos dos artilheiros. Só que dessa vez não foi o do Camisa 11, que penou tentando se livrar da "menina babaloo", como vocês podem relembrar no link: http://aculpaedelas.blogspot.com/2007/08/possessiva-parte-i.html

Dessa vez, quem sofreu foi nosso destemido Camisa 7, que conhece a moça há anos. Na virada de 2009 para 2010, a turminha que a Possessiva e o Camisa 7 fazem parte resolveram festejar juntos a chegada do novo ano.

O local escolhido foi uma praia do Rio de Janeiro. Tudo corria como pede um bom reveillon: champanhe, cerveja, boa música e amigos por perto.

A azaração corria solta, mas nosso craque estava devagar. Equilibrando as doses de álcool e o bate papo com os amigos. Na festa, havia uma amiga da amiga do artilheiro. Era bonita, cheia de charme e estava no Rio pela primeira vez. Ela era da Bahia e veio à Cidade Maravilhosa apenas para passar o Reveillon.

Um outro craque que estava na festa logo fez as honras da casa e partiu pra cima. Ah... ela adorou. A baianinha esbaldou-se nos braços do carioca galanteador.

Enquanto isso, a Possessiva enchia a cara.

Lá pelas tantas, o craque resolveu ir embora, deixando a mocinha na festa, sozinha.

De boba ela não tinha nada. A sapeca resolveu sassaricar pelo terreno fértil dos festejos cariocas. Gingou pra esquerda, gingou pra direita e acabou dando de frente com quem? Sim, como o nosso Camisa 7... garoto bom!

A madrugada já avançava quando nosso Dom Juan dos Trópicos começou a papear com a danadinha. E que papo!

Já aquecida, ela era só sorrisos para o artilheiro, que com faro de gol apurado, pressentiu que abriria 2010 em grande estilo.

Quando o fim da festa ameaçou chegar, a turminha decidiu ir embora. A baianinha ficaria na casa da tal amiga, que era casada com um grande amigo do Camisa 7. Os quatro e a Possessiva, que era do mesmo grupinho, rumaram ao lar do casal, perto de onde acontecia a festa de fim de ano.

Quando chegaram no apê, o clima subiu. O casal foi dormir, a Possessiva ficou entornando mais umas na sala e nosso craque manobrava com a mocinha na cozinha. A partidinha começa a ter início e eles decidiram que iriam para o quarto. No apê, só havia dois quatros: um era do casal, claro, e o outro era para receber os amigos, quando necessário. Era exatamente pra lá que nosso amigo vislumbrava ir.

Mas no meio do caminho tinha a Possessiva.

- Ô, Possessiva, eu vou ficar lá no quarto com ela, tá?, tentou avisar nosso jogador.
- Como assim? Eu to com sono, quero dormir lá.
- Pô, fica aí na sala. Deixa a gente lá no quatro.
- Não. Não acho isso certo.
- Certo? Do que você tá falando? É ano novo...
- Ué... isso que você está fazendo é anti-ético. A baianinha estava ficando com outro cara na festa e agora você tá pegando ela.
- E daí? Ela tá afim... Será que você não percebeu?
- Não importa, eu é que vou dormir naquele quarto!, disse, parecendo sem convicção.
- Não faz isso não. Vou lá na cozinha buscar a baianinha...

Quando nosso atleta voltou, claro, a Possessiva já estava no quarto, roncando...

Jogo de cintura é uma coisa que essa danada já havia desmonstrado não ter. Mas espírito de "empata" era algo novo no currículo da chicletinho.

Nosso amigo, então, tentou seguir o jogo na sala mesmo, mas a baiana ficou sem jeito, receosa de alguém aparecer e ver. Resultado: 0 a 0 em pleno Reveillon.

Culpa de quem?

***

Caros leitores, por que será que a Possessiva empatou o jogo?

(a) - Porque ela já estava no zero a zero e não queria ser a única.
(b) - Porque ficou com ciúme do Camisa 7.
(c) - Porque na cabeça dela uma mocinha de fora não pode chegar no Rio e, de cara, faturar um artilheiro.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A 007 terrorista - Parte II

Foram dias difíceis aqueles que o "craque ao estilo inglês" viveu com sua nova paixão. Cercado de muito perto pela ex, a 007 terrorista, o nosso provocador de suspiros teve que ter muita habilidade para contornar a situação e não deixar o velho romance estragar seu novo momento.

Depois de ver falhar seu plano de minar o bom relacionamento que "sua arquiinimiga" tinha com amigas e amigos, a doida da ex resolveu intensificar as investidas. Em dias alternados passou a seguir sua rival, que nem podia imaginar o que estava acontecendo. A mocinha ia de casa para o trabalho, do trabalho pra casa, de casa para o cinema, de casa para a casa do namorado; e por perto, sempre de butuca, estava a 007 terrorista.

Não tardou e a mocinha passou a receber cartas em seu trabalho. Sim, eram anônimas. Em uma delas, a autora (vocês, claro, sabem que é) dizia:

- "Cuidado, muitas vezes uma batida de carro pode parecer acidental"

Em outra, a louquíssima da ex apelava para forças ocultas:

- "Lua de mel na Europa? Tomara que seu avião caia..."

Após receber as correspondências e se sentir ainda mais acuada, a moça serelepe resolveu entrar na Justiça contra a doida. O craque, que a todo tempo garantia proteção e tentava acalmar seu grande amor, deu todo apoio necessário (Aliás, não pensem que nosso craque não sofreu diretamente com as perseguições. Certa vez, a ex ficou plantada na porta do apê do jogador, e quando ele saiu com o carro, ela lançou-se à frente do quatro rodas, na tentativa de fazê-lo parar, saltar e conversar. Se não fosse o reflexo e a facilidade com manobras, a doida não estaria mais entre nós).

Voltando ao assunto: processo na 007 terrorista, aquela que investiga sua vida e depois te ataca.

O casal queria apenas recuperar a paz de outrora e não ter mais que enfrentar a tal da perseguição imposta pela sapeca que não sabia perder. O processo rolou, as audiências começaram. A defesa da doida era boa e tudo progredia lentamente, quando a advogada da atual paixão do nosso atleta fez uma proposta (reparem que era uma advogaDA). Ela chamou sua cliente num canto e soltou o planinho:

- Você quer resolver essa situação de uma vez por todas?
- Claro. É tudo que mais quero - disse a mocinha.
- Então... termina com seu namorado que ela nunca mais vai te perturbar!

***
Meu Deus, e o amor? E aquela história de que "juntos, tudo venceremos"?

A "mocinha das leis" ignorou tudo isso e tacou pedra na paixão. "Pânico, terror e aflição" ... foram essas as sensações que a mocinha sentiu.

Se já não bastasse sofrer com as perseguições, a namorada do craque inglês ainda tinha que ouvir isso de quem era paga para defendê-la.

É o que costumamos dizer: "quando o mundo cor de rosa vira-se contra si, é melhor sair de perto!"

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A 007 terrorista

É impressionante, caros leitores e leitoras, como algumas mocinhas atraentes, legais, conseguem se transformar numas... loucas! Como pode? Descontrole hormonal? Crise existêncial?

Bem... que Deus nos projeta! Vamos aos fatos.

O craque da história de hoje, um legítimo atacante ao estilo inglês, acabara de se envolver com sua nova paixão. A vida, agora, seguia o rumo que lhe agradava. A última relação tinha terminado há semanas, deixando ranhuras. Mas não, não no coraçãozinho dele. No coração da "ex" do craque, no caso.

Mas quem sofreu mesmo, de fato, de verdade, foi a atual namorada do matador. Pelo que se sabe, a tal da "ex" não sabia lidar com o sentimento de perda, de derrota. E essa história é mais uma daquelas em que o mundo de cor de rosa vira-se contra si mesmo. E a culpa só pode ser... vocês sabem!

A atual namorada do "provocador de paixões" é uma mocinha simpática e toda serelepe. Contudo, apesar de toda sua desenvoltura, não conseguiu se livrar com facilidade do fantasma da ex de seu namorado.

Os ataques começaram nas semanas seguintes em que o craque começou a namorar a "mocinha simpática". Conversando com uma amiga, a atual do Don Juan tupiniquim começou a descobrir as investidas daquela que a considerava sua maior rival.

- "Poxa, amiga. Não gostei do que você colocou no meu orkut", lamentou a mocinha.
- "O que foi?", quis saber a atual do craque.

Quando a amiga disse, ela não pôde acreditar. E nos dias seguintes, outras amigas e amigos lhe disseram a mesma coisa. Ela começou a juntar as coisas, os fatos, informações e suspeitas e chegou à conclusão: "a doida da ex do meu namorado está me perseguindo!!!"

É, amigos, às vezes é muito dura a vida no mundo cor de rosa.

Descobriu-se depois que a "ex" criou três perfis falsos no Orkut, como se ela fosse a atual namorada do jogador. Em alguns dias já havia adicionado amigos e amigas da mocinha, alegando que estava como novo perfil.

Em pouco tempo começou a mandar os seguintes scraps para os contatos: "Uhmm... ficou feia nessa foto, hein", "Ih... engordou, amiga? Ficou baranga. Se cuida" ou então, "sua namorada não te merece, amigo. Se ela soubesse de ontem... hihihihi"

***
Meninas do nosso Brasil, há alguma explicação para tamanha loucura? Na escala Richter da doidera, essa aí estava com os ponteiros batendo na casa do 7.9, quase o auge.

A confusão foi desfeita, e a mocinha, perseguida pela ex de seu namorado, conseguiu salvar sua relação com os amigos. Mas engana-se quem pensa que essa era a única carta na manga da Mulher 007 terrorista, aquela que investiga sua vida e depois de ataca.

No próximo post vamos contar a continuação dessa história. Aguardem!

E você, culpadinha de plantão, já aprontou algo do tipo?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A RESPOSTA DE "Dá pra entender?"

Insegurança é algo que acaba com qualquer relação. O jogador até hoje não sabe quem ligou para ele naquele dia, mas o episódio serviu para descobrir que sua companhia era pra lá insegura.

As pregoeiras do armagedom da fidelidade masculina e as inimigas do blog certamente tentarão defender a moça e dirão: "Ela já sofreu isso antes. Homem não presta. Normal ela desconfiar".

Normal pode ser. Mas se agarrar à suspeita e partir pro ataque não é normal. Partir do princípio que "todos os homens são iguais" e que "se aconteceu uma vez, vai acontecer de novo" é o "início do fim", caras leitoras. Aí, a culpa é... (Tudo bem! Eu sei que vocês sabem)!

Acertou quem apostou na opção "(d) - O craque contornou a situação, saiu com a moça mais uma vez e acabou com a relação semana depois".

Atuando como um legítimo "diretor de harmonia" da relação, ele deixou o fogo baixar e explicou para a danadinha que estava em busca de "uma relação mais tranquila".

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dá pra entender?

Outrora já publicamos aqui uma dica que deve ser usada para algumas mocinhas: "não tente entender, decore". Cada uma age de um jeito e elas esperam que atuemos do mesmo ou de outro... ou coisa que o valha. Pois bem, inimigas do blog, essas eu quero ver vocês explicarem. Os amigos do blog também podem ajudar.

Um craque das quatro linhas do amor estava há tempos com uma mocinha. Ela era ciumenta e até certo ponto o jogador gostava disso. Era sinal de que ela se importava com a relação.. enfim!

Os artilheiros do A Culpa É Delas entendem as pequenas doses de ciúme. Mas se passar dos limites, é melhor mudar o rumo da prosa e o caminho do coração. Do ciúme pra loucura, caros leitores, é um pulo... um pulinho!

Vejam o que aconteceu com o atacante. Ele estava na casa da mocinha, curtindo um clima intimista. O casal havia acabado de assistir um filme e conversavam sobre o que eles fariam mais tarde: poderiam ir a um samba, sair pra jantar, comer em casa e ver outro filme etc.

Em determinado momento, o telefone do craque tocou. Ele olhou o número e como não o conhecia resolveu não atender. Afinal de contas, estava ali com a mocinha, feliz, curtinho o chamado "love". Mas a decisão do craque, mal ele sabia, gerou uma reação incompreensível na danada:

- Não vai atender?
- Não.
- Por quê?
- Por nada. Não conheço o número, sei lá... Não deu vontade de atender...
- Você não conhece o número ou, simplesmente, não o tem anotado na sua agenda?
- Que isso, mocinha? O que você está insinuando?
- Não atendeu porque era uma de suas amiguinhas?

O craque ficou indignado (Detalhe: não era namoro, os dois apenas saíam há tempos) e pensando: "antes tivesse atendido e passasse horas ao telefone com algum amigo ou amiga". Se bem que se soubesse que a mocinha reagiria daquela forma, mesmo que fosse um desconhecido, o craque iria puxar um assunto. Sei lá... perguntar o que a pessoa achou da premiação do Oscar! Vocês vão concordar: qualquer coisa é melhor do que ser acusado daquela forma!

A discussão continuou por minutos e minutos, já o clima morreu naqueles segundos. Será que vocês conseguem adivinhar o desfecho da história?

(a) A mocinha sustentou até o final que estava sendo traída e o 'namorico' terminou.
(b) A mocinha pediu desculpas, disse estar insegura, e o craque a perdoou.
(c) Ela retornou a ligação e descobriu que o número era do trabalho de um amigo dele.
(d) O craque contornou a situação, saiu com a moça mais uma vez e acabou com a relação semanas depois.

***
Mande sugestões, desabafos e histórias para aculpaedelas@gmail.com

Siga o ACED no twitter, onde sempre anunciamos as boas e quando o blog é atualizado: Aculpa_delas

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Quanta inocência

Essa aconteceu a pouquíssimo tempo e nós, do A Culpa É Delas, ficamos sabendo após uma conversa pelo MSN. Um amigo do blog e artilheiro da noite carioca resolveu começar a namorar com uma das mocinhas que estava saindo. Menos de um mês após a difícil 'decisão', a ex o procurou. Coração mole que é, aceitou o pedido para um reencontro num jantar. A conversa se estendeu ao cinco letras mais próximo e o camisa 17 acabou traindo a atual namorada.

Ao acordar - no dia primeiro de abril -, ainda meio incomodado com a situação, ligou para a atual e resolveu dar um ponto final na relação:

"Olha, tá tudo muito legal entre nós, mas eu quero terminar, não estou confortável com a situação".

A menina, que não sabia o que estava acontecendo, reagiu:

"Ahh bobo, para, você está zoando. Hoje é o Dia da Mentira, eu sei.. Engraçadinho...".

Sem reação, o matador acabou por concordar com a danada e desistiu de terminar o relacionamento, pelo menos por enquanto.

------- X ------------ X ------------ X ------------

Custava a atual entender que o nosso Camisa 17 estava querendo dar um basta na relação? Será que ela só adiou a decisão

tomada pelo nosso amigo? Em breve, cenas da próxima partida desta Copa do Mundo do Flerte!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Ela gosta é de confusão

Nobres amigos e leitores do blog, é preciso muito cuidado com certas mocinhas! Como muitos já devem saber a paz, infelizmente, não é para todos. Isso porque - e entre tantos outros motivos -, existe moça que gosta mesmo é de uma laúza, de uma confusão, de um burburinho! Tem mocinha por aí (cuidado com elas, craques do Brasil) que são sanhosas. E quando o atacante menos espera, elas aprontam.

O nobre atacante da noite carioca conheceu esse tipinho ao vivo e a cores. Ele fora à uma festinha na casa de um conhecido, onde o número de atacantes e mocinhas estava equilibrado. Depois de abastecer-se com o mais gélido líquido dourado, nosso mestre da pequena área resolveu partir para o ataque. Fez uma pré-seleção dos alvos e disparou o primeiro torpedo.

- "Oi, mocinha. Tá sozinha?"

Ela gostou, apesar de ter prendido aquele risinho bobo no canto da boca e feito cara de desinteressada. Ouviu a pergunta do artilheiro e seguiu para o outro lado da festa. Ok, ok... isso faz parte da arte do flerte e nosso amigo sabia bem disso.

Dez minutos depois, ele preparou novo ataque. Pressionando pelos flancos, chegou perto dela e começou a conversa. Em poucos minutos a vontade de ambos era visível, mas quando nosso matador colocou a mão na citura dela e projetou uma aproximação física maior, ela soltou:

- "Aqui não, eu tenho namorado. Vamos lá embaixo!", disse a danadinha, dando a planta da situação.

O centroavante, legítimo solteiro e discípulo de Baco, ignorou o fato. Afinal de contas, ele era livre e é daqueles que gosta de disputar um jogo amistoso.

No térreo na casa, o clima esquentou, era beijo pra cá, mão acolá e nosso craque "quase, quase" marcou mais um golaço. Depois de um tempinho juntos, eles começaram a conversar, a mocinha disse que passava por uma fase ruim na relação e estava para terminar. Na hora de se despedir, trocaram telefone e nosso amigo foi pra casa feliz.

No dia seguinte, o telefone dele tocou. Não, não era ela. Era o namorado da mocinha que, como se soube depois, adorava uma confusão:

- "Ô, mermão. Tá pegando minha mulher? To sabendo... tu vai morrer", disse enfurecido.

***
Depois soubemos que a própria mocinha é quem tinha passado o número do celular do craque para o namorado. Numa confusão, horas depois da festinha, ela soltou: "Vai me largar, é? Sozinha eu não fico! Já tem até homem atrás de mim".

Nosso artilheiro teve um trabalho daqueles para reverter a situação e pôr fim à ameça de morte.

Por isso, meus craques, evitem esse tipinho de moça. Primeiro, evitem as comprometidas. E ao mínimo sinal de que a moça gosta de um barraco, de um sanhaço, pulem fora! Afinal de contas, o show tem que continuar!

A Culpa É Delas no jornal Extra




Clique na imagem acima e leia a matéria sobre os tipos de mulher que os artilheiros têm que evitar!




quarta-feira, 24 de março de 2010

Nas páginas do ACED...


A primeira edição do livro A Culpa É Delas esgotou em apenas uma hora de venda (Na foto ao lado, as amigas do blog esbanjam simpatia).
Com cerveja gelada e amigos e leitores reunidos, o jeito foi passar o restante do evento batendo papo e debatendo as aventuras e desventuras dos artilheiros da noite carioca. Quem não conseguiu comprar o livro, não se preocupe: a segunda edição já foi para o forno. Em breve, informaremos onde o livro pode ser comprado, tá?!
Mudando de assunto... nos comentários do último post, uma leitora do ACED (amiga ou inimiga do blog? hehehe), que se apresenta como Monique, disse o seguinte: "às vezes fica meio dificil de acreditar que algumas coisas aconteceram de verdade!"

A cúpula do A Culpa É Delas responde: "Monique, às vezes é difícil acreditar que elas realmente tomam certas posturas ou dizem certas frases".

E para ilustrar mais um caso, vamos contar uma história que um amigo do blog nos enviou. Dois craques tinham conhecido duas mocinhas em uma festa no Jardim Botânico. Depois de muito papo, eles resolveram tomar uma saideira no Baixo Gávea.
Um delas era bem comportada e quase não falava. A outra era pra mais soltinha e tinha atitudes que, por vezes, flertavam com a vulgaridade. Se é verdade ou não, essa segunda disse morar em Ipanema. A outra era do Grajaú.
Papo vai, papo vem e mais dois amigos se juntam à dupla de atacantes. Os quatro ficaram num papo paralelo, enquanto as mocinhas cochichavam. Em determinado momento, um deles começou a falar de um amigo em comum. Um dos atacantes não conseguia associar o nome à pessoa, então o amigo deu uma pista.
- É um que na sexta passada estava com uma camisa da FERRARI.
O nome da marca italiana ecoou com ar esperança no ouvido da mocinha de Ipanema, que despertou e perguntou:
- Ferrari? Quem de vocês têm uma Ferrari?
Os quatro se olharam e um deles desfez o mal entendido. E a mocinha, com carinha de triste, mas sem deixar a peteca cair, emendou de prima:

- Que pena... Por isso eu gosto de São Paulo. Lá sempre tem um gato andando de Ferrari...
***
Foi duro de ouvir, mas foi verdade. Há testemunhas!

O Culpa É Delas agradece a presença de todos que foram à festa de lançamento do livro!

terça-feira, 23 de março de 2010

O lançamento é hoje!

Amigos leitores e inimigas do blog: chegou o grande dia!

Como vocês podem ler no post abaixo, o lançamento do livro A Culpa É Delas, uma realização deste maravilhoso espaço virtual, será hoje, às 20h.

Apesar de termos recebido informações de que um grupo de "mocinhas-culpadas-barangas" irá fazer uma manifestação pelas ruas da Lapa, craques de todos os cantos do Rio se preparam para mais uma grande partida da Copa do Mundo da Azaração. É aguardar pra ver!
Na mídia...

Os artilheiros do ACED participaram, ontem à noite, do programa FM O Dia on line, dos bem-humorados e inteligentes Vitor Júnior (de camisa preta) e Viviane Tenório. Nas ondas da FM 100,5, os craques contaram algumas de suas histórias e ouviram outras incríveis. Desde já fica um agradecimento especial aos apresentadores e aos ouvintes. O programa é de segunda a sexta, a partir das 22h.

Aliás, teve uma mocinha que deixou alguns com uma pulga atrás da orelha. De dentro de uma van, voltando para casa após o trabalho, ela entrou ao vivo para falar com Vitor Júnior. A mocinha disse ter namorado e até deu o nome do rapaz. Falou da vida e acho que até ganhou uns convites para algum evento. Na hora de mandar um beijo especial, aquele de despedida, enviou-o para o . . . motorista da van!

Ela teve uma senhora chande de dar moral pro namorado, mas... Depois elas reclamam!

É ou não é? Diz aí...
(mande histórias, desabafos e sugestões para aculpaedelas@gmail.com)

terça-feira, 16 de março de 2010

A Culpa É Delas vira livro

As inimigas no blog não vão suportar a notícia: o A Culpa É Delas virou livro.

Juntamos histórias inéditas à uma seleção de melhores crônicas já publicadas no blog para compor o livro, que será lançado dia 23 de março, às 20h, na Rua Mem de Sá 126, na Lapa (o Maracanã da azaração).

É uma boa oportunidade para mais uma partidinha da Copa do Mundo do Flerte, não acham?!


Estão todos convidados!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Festa no morro

A atração física é envolvente, mas nenhuma relação é bem-sucedida se baseada só nisso. É imprescindível, ao menos para os artilheiros-homens-de-bem, que haja uma interação cultural, intelectual... que um surpreenda o outro com suas ações e ideias.

Pois bem, nosso Camisa 7 conheceu uma mocinha dia desses. Ela era linda, linda, linda, mas quando abria a boca...

A gota d´água do romance que acabara de começar foi uma resposta da mocinha. A frase acabou com todo o brilho da atração, que nem as bem definidas curvas da sapeca foram capazes de manter aceso.

- "Vou te levar numa festa muito boa...", começou a dizer o craque.
- "É mesmo? Adoro festa", disse a moça
- "Vai ser no próximo final de semana... no Morro da Urca, vamos?", propôs o Don Juan dos trópicos.

Nesse momento, a menina fez cara de espanto. Nosso amigo não entendeu nada, até que ela disparou a pérola.

- "Morro? Ah não... não subo em morro, não. É muito perigoso", respondeu ela.

***
Para quem não é no Rio (se bem que muitos que não são daqui sabem disso), o que não era o caso da mocinha, a cúpula do ACED explica que o Morro da Urca é aquele que fica ao lado do Pão de Açúcar, por onde passa o famoso bondinho. E lá, regularmente, acontecem shows incríveis com estrelas da MPB, do samba, do funk...

Diante da resposta, o craque decidiu não insistir... fim de jogo!

quarta-feira, 3 de março de 2010

O "não" do artilheiro...

Quando o juiz apita dando início a mais uma disputa da Copa do Mundo Flerte, os craques começam a preparar os dribles e belas jogadas que vão fazer, rumo ao gol. As mocinhas, no entanto, ficam apenas esperando. A cúpula do A Culpa É Delas lamenta que na grande maioria dos casos o pontapé inicial seja dado pelos mocinhos.

Isso mesmo, na estúpida maioria das vezes, são sempre os homens que vão à caça, puxam assunto, falam primeiro das suas intenções. As mocinhas, em posição pra lá de cômoda, dizem sim ou não.

Sim, sabemos que algumas mocinhas driblam essa cultura e partem pro ataque (Salve elas!), mas elas não sabem lidar com algo que os heróis da azaração se acostumaram a colecionar desde a categoria juvenil: o toco, o não, o “sai pra lá”.

Um bravo artilheiro da noite carioca foi com um amigo, num chopinho de aniversário de uma amiga dele, no Centro do Rio. A cena era a tradicional: pessoas em volta da mesa empunhando com prazer suas canecas preenchidas com o líquido dourado e sagrado.

Lá pelas tantas e depois de muitas tulipas, a aniversariante, que era uma mocinha bem feinha, sentiu-se pronta para azarar (no sentido carioca da palavra) nosso amigo.

A danada partiu pra cima: encostou o corpinho dela no dele, ajeitou o cabelo, fez cara de sapeca e tudo mais.

O craque quase ficou sem graça e logo tratou de contornar o constrangimento.

- Calma ae, mocinha!
- Eu quero te dar um beijo...
- Não é assim, afasta um pouquinho.

O toco faz parte da vida. Nós, homens-de-bem-artilheiros-destemidos, sabemos disso. Um dia se ganha, um dia se perde. Mas a tal da danadinha aniversariante não soube lidar com isso. Vendo a recusa do nosso protagonista, ela aumentou a pressão.

- Eu sou aniversariante, tenho direito de escolher o meu presente...
- Deixa disso. Escolhe outro presente...
- Não. Eu quero você!
- Não vai rolar...

O clima já estava chato. E inconformada em ser dispensada, a mocinha atacou, apelando.

- Não quer ficar comigo? Por quê? Você é gay?
- Não. Só não quero... afasta um pouquinho vai...

Triste da vida, ela ainda insistiu:
- Você é padre? Só pode...

***
Faltou aquela malemolência à mocinha (ou álcool ao rapaz). No final das contas (ou das festas), é sempre possível encontrar um “campo maltratado para um atacante cansado”, ou melhor: um chinelo velho para um pé cansado...

Mas a mocinha preferiu questionar a masculinidade do artilheiro...

Agora vejam se isso tem sentido: mulher quando dá toco é seletiva. Homem que dá toco é gay... só na cabeça delas mesmo!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A perguntinha

Caros leitores, amigos e inimigas do blog, o A Culpa É Delas volta de suas férias cheio de novas histórias e com uma novidade, que em breve revelaremos.

Dia desses, uma amiga do blog testemunhou uma conversa entre dois amigos, durante uma almoço, em um restaurante da movimentada Copacabana.

Os craques entre 27 e 30 anos conversavam sobre a vida, futebol e acabaram entrando naquele assunto: mulher.

Um deles quis saber como estava o romance do amigo com a Fulaninhas, uma danada que ele conheceram há cerca de um mês. A pergunta do atleta, no entanto, desencadeou uma certa onda de desconforto na mesa.

- Po, meu amigo. Que decepção com essa aí...
- É mesmo?
- Essas mulheres, cara. Não sei o que elas têm na cabeça!
- O que foi dessa vez?
- Mermão, nesse final de semana era a terceira vez que eu estava saindo com ela, sabe? A gente ainda estava se conhecendo direito e ela me vem com uma pergunta...
- Que pergunta, camarada? Diz aí..
- Na maior cara de pau, ela me perguntou: "Quando você vai mudar de carro?"

***
Fiéis leitores e destemidos artilheiros do século XXI, sabemos que muitos de vocês já passaram por isso também. Algumas moças tem verdadeira atração por carros. Elas dizem, inclusive, que alguns homens ficam mais bonitos se estão dentro de uma BMW.

Mas, mocinhas, cá entre nós, por que vocês fazem isso?

Notando o tipo de interesse que a mocinha tinha, o artilheiro, claro, nunca mais a procurou.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Isso que é amor

Um amigo do Blog tomou um pé na bunda dia desses. Ele não se conformou quando a mocinha ensaiou o adeus. Nosso craque levava a relação a serio, e fazia questão de dizer isso pra ela.

O romance ainda estava no início e cada dia havia uma nova descoberta no casinho. Mas a que encerrou o romance foi pra lá de reveladora.

Depois de perceber que a moça estava um pouco mudada, que já não atendia mais as ligações dele, o jogador resolveu conversar com a sapeca. Afinal de contas, se é pra acabar a relação que seja algo bem claro para os dois.

Ele tentou que a conversa fosse pessoalmente, mas ela já não queria mais vê-lo. Então, o único jeito era conversar por telefone:

- Mas por que você está agindo assim?, quis saber o protagonista dessa história.
- Ah, não sei, artilheiro. É que eu já estou com outra pessoa...
- Mas por que isso? Sempre te tratei bem. Nunca te faltou nada.
- Eu sei, mas é que é diferente agora.
- Poxa... te dei amor, carinho, a melhor companhia. Te levei nos melhores restaurantes, em todas as festas que você queria ir. Viajamos juntos para lugares que você sempre quis conhecer e nunca pode ir.
- "Você nunca vai me entender", disse a danadinha, tentando encerrar a conversa.
O craque continuou:
- Você está sendo ingrata comigo. Te apresentei minha família, fiz com que você se sentisse a mais amada. Sempre que você pedia uma coisa eu te dava: roupa de marca, perfume importado... Tudo!
Mas aí, veio a tal descoberta reveladora:
- Eu sei, artilheiro. Ele também me dá tudo isso. E ainda por cima está pagando a minha faculdade...

***
GAME OVER!

Depois dessa, só restou ao nosso craque desligar o telefone e dar outro rumo à vida.

Que coisa, não?!

***
FÉRIAS: amados leitores e Inimigas do Blog, o A Culpa É Delas está entrando de férias por conta do carnaval. Esse Rio de Janeiro anda muito agitado.

Fica o recado para as mocinhas que não são daqui, mas pretendem pular a folia nos blocos mais animados do mundo: podem vir que serão muito bem-vindas.
Mas cuidado: nossos artilheiros já estão com o time em campo e mais habilidosos do que nunca. Mantenham a disciplina e os bons costumes. Um deslize e pronto: vira post no ACED.

Depois do carnaval, a gente volta, contando os detalhes do fantástico e incompreensível mundo cor-de-rosa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A dupla interpretação

Nem só de vitórias vivem nossos craques. Sim, também saímos sem o tão sonhado gol em algumas partidas, mas nem por isso deixamos de contá-las aos nossos leitores, e muito menos deixamos de acreditar que elas não sejam as culpadas.

Vejam só o que aconteceu com um artilheiro que comemorava o aniversário de sua prima numa casa de shows, na Lapa.

Assim que ficou sabendo do evento, nosso camisa 9 foi questionado por uma amiga sobre qual seria a 'boa do fds'. Ele convidou e ela aceitou, avisando: vou levar uma prima minha! "ótimo, tudo bem", falou.

No dia da festa, tudo corria muito bem, todos chegaram até o ponto de encontro, entraram na casa de shows com os nomes na lista e começaram a beber freneticamente. Os amigos do artilheiro (as duas meninas e mais um camarada), e a galera convidada da aniversariante. A casa não estava muito cheia e nosso artilheiro começou a rodear a prima da sua amiga. Musicas depois, o Homem-gol já estava aos beijos com a morena, de sorriso lindo.

Fim de noite e nosso atacante conseguiu convencer a moça, e a prima, de que poderia levá-la em casa. Tudo esquematizado! Já no carro, os beijos foram aumentando, até que na porta do prédio da moça, ela sugeriu:

"Não para o carro aqui não, fica ali que não tem muito movimento". Como o nível alcoólico do artilheiro não era dos melhores (NÃO, A LEI SECA AINDA NÃO EXISTIA), ele aceitou a ordem e deu partida no carro.

Assim que estacionou ele partiu para cima da mocinha e, num ato de insanidade, abaixou as calças! hahahaha. Ela, no desespero, só teve tempo de gritar. "O que é isso? Guarda isso. Vou embora!".

E nosso matador tinha lá que adivinhar que o carro parado na frente do prédio da menina atrapalharia o trânsito de uma das principais ruas do Flamengo?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Uma prova de amor

Feliz 2010, queridos leitores e adoradas leitoras! Todo ano que nasce já começa com a promessa de ser especial. E esse, de fato, é muito especial. 2010, caros amigos e inimigas do blog, é ano de Copa do Mundo! É ano de belas jogadas, jogos memoráveis e gols inesquecíveis.

Culpadinhas de plantão, fiquem ligadas! Mediante qualquer vacilo vocês serão eternizadas na calçada da fama do A Culpa É Delas.

Pra começar o ano, a comissão técnica do ACED escolheu uma historinha daquelas. Aconteceu dia desses em um bar do Leblon.

Em uma mesinha no centro do bar, um grupo de amigas bebia e conversava. Estavam empolgadas e mal podiam imaginar o desfecho daquela noite. Na mesa ao lado, um casal, mais pra lá do que pra cá, também jogava conversa fora e alguns beijos apaixonados.

Em determinado momento, o carinha levantou-se e foi ao banheiro. Para chegar ao toillet, ele teve que cruzar a mesa das mocinhas alegres por duas vezes, quando foi e quando voltou. Mas sabe-se lá por conta de quê, a namorada dele cismou que uma das mocinhas tinha dado em cima do cara. Coitado, ele era só mais uma vítima Delas!

O tempo fechou.

A mulher ficou incontrolável. Aos berros, insultava a moça da mesa ao lado. As outras não entendiam o que estava acontecendo. E a sapecona começou a baixar o nível.

- Sua piranha... tá dando mole pro meu namorado!, esbravejava.

O cara se apressou para acalmar a situação. Nessa altura, os garçons já estavam em volta, tentando ajudar de alguma fora. Num elã, a danada, que continuava gritando, pegou uma tulipa cheia de chope e jogou em cima da mocinha!

Aí ficou complicado. As amigas da mocinha partiram pra cima da brigona. Garçons em cena tentando apartar e as portas começaram a ser fechadas. Barraco no Leblon! Coisa que não passa nas tramas de Manoel Carlos!

Usando sua força, o namorado começou a gritar com a namorada, pedindo calma e explicando que nada tinha acontecido, que a mocinha, em momento algum, mexeu com ele. Foi aí, já sem força para lutar e para levar a confusão adiante, ela pediu uma prova de amor.

Se fosse uma cena bonita, a gente até que pedia para tocar de fundo a música "Uma prova de amor", de Toninho Geraes e Nelson Rufino, que faz sucesso na voz de Zeca Pagodinho. Mas não é o caso...

A danada disse o seguinte, sem prestanejar:

- Se você me ama, vai lá e dá um soco nela... na cara dela!

***
Aí é demais, né?!

A prova de amor da mocinha era nada mais nada menos que uma agressão física a uma pobre inocente. Nobres leitores, elas estão descontroladas.... e em ano de Copa do Mundo, ai, ai, ai... nem se fala! É melhor pedir ajuda aos céus!

Ah... a brigona não saiu ilesa. Uma das amigas da mocinha inocente resolveu se vingar e derramou uma tulipa com chope na cabeça da sapeca. Mulheres... vai entender!

Feliz 2010!