segunda-feira, 5 de julho de 2010

O velho conflito...

Nosso craque jogava nas categorias de base da seleção, era apenas uma mera promessa da Copa do Mundo do Flerte sub-14, quando começou a enfrentar alguns conflitos com o sexo oposto. Ele jamais entendeu e tolerou as mocinhas que gostam de se impor, autoritariamente, diante dos mocinhos. Vocês vão entender...

Assim que acabou o recreio da escola, o artilheiro foi convocado à sala da diretora. A moçona estava uma fera, acusava nosso amigo de ser indisciplinado e ameaçava dar-lhe uma advertência na caderneta (isso tem tempo, deu pra perceber, né?)

- O que você fez é inadimissível!, disparou a diretora.

Contudo, antes de aplicar a sanção, quis ouvir a explicação do craque. E ele foi direto ao ponto.

Era mais um curto recreio de sua adolescência e o jovem atleta queria aproveitar o tempo para se divertir. No caso, a diversão era proporcionada pelos jogos de totó (que em alguns rincões desse Brasilzão de Deus também é chamado de "penbolim").

Para não perder a vez na partida, que vinha vencendo seguidamente, ele pediu que um colega buscasse seu lanche: um cachorro-quente e um copo de refrigerante.

Minutos depois, o amigo retornou, mas esqueceu-se de pedir o "dogão" sem molho. O atacante mirim jogou ainda por mais uns minutos e, ao perder o jogo, pegou seu cachorro-quente e foi até a cantina:

- Tia, dá pra tirar o molho pra mim e colocar mais batata palha?
- Tirar? Por que você pediu com molho então?
- Na verdade, eu pedi para o Fulano pegar pra mim e ele acabou pegando com molho.

Aí, fiéis leitores, a "Tia da cantina", por algum motivo até hoje desconhecido, resolveu bancar a durona, a mandona, a "quem sabe das coisas", e, num elã, disparou:

- Se você quisesse do seu jeito, não tinha mandado ninguém buscar para você.

O jovem Don Juan dos Trópicos ficou estarrecido com a decisão dela. Mas, sem se abalar, foi até a lixeira e retirou o molho. Acabou tendo que comer seu dogão sem a saborosa batata palha, que foi junto com o molho.

Determinado, ele contou o acontecido aos seus amigos de sala e aos colegas das outras turmas. Silenciosamente, iniciou uma campanha na escola. Foi colecionando apoio e solidariedade dos amiguinhos. Todos, em um discurso único, concordavam: a tia da cantina passou dos limites.

Em protesto, nosso camarada ficou uns dias sem comer na escola e uma semana depois do acontecido, tendo alcançado o objetivo de sua campanha, voltou a pedir um cachorro-quente.

- Quanto tá o cachorro, tia?
- R$ 1,50
- Vou querer um.

Quando a tia da cantina abriu a mão, esperando a grana, o pequeno jogador puxou uma sacola e despejou 150 moedas de um centavo de Real. As pratinhas tinham sido recolhidas durante todo aquele tempo, com a ajuda dos amiguinhos, que se amontoavam por perto para ver a cena.

Quando a tia olhou o tanto de moeda, arregalou os olhos. E os coleguinhas de turma riam, com a alegria de uma torcida que comemora o gol da virada. Ao pegar o ticket do lanche, o matador juvenil acrescentou:

- Pode contar, tia, tá certinho!, disse ele, que minutos depois foi convocado à sala da diretora.

Diante da manda-chuva da escola, ele contou sua versão e quis saber:

- Então, sra. Diretora, você acha que eu tenho alguma culpa?

***

E vocês, caros leitores e inimigas do blog, o que acham?

8 comentários:

Leandro Chamma disse...

SENSACIONAL! Lembro como se fosse hj!haha Que saudade daquela época!

Sandro disse...

hahahahaha... mto bom!!!

Anônimo disse...

hahahhaa, foda.. deve ter sido uma cena épica!

abs primo! e a culpa é SEMPRE delas!

Mari disse...

Se tem culpa eu não sei.. só sei que as histórias são bem melhores quando se trata de relacionamentos rs...

Pedro disse...

Pelo visto, a Mari (acima) gosta de uma confussão a dois, hein!? hahahahaha... vcs tem razão: a culpa é delas!!! hahahahaha

Denis disse...

Esse artilheiro é lesk!

Anônimo disse...

isso aqui tá parado...

Gabrielle disse...

ouvi uma historia semelhante, eram 2 estudantes que pagaram o lanche com moedas de 1 centavo em protesto ao horário apertado do recreio, que foi encerrado sem q todas as moedas fossem de fato contadas...