quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Um antídoto para o romance

Os artilheiros do A Culpa É Delas consideram que a compatibilidade intelectual é fundamental para um relacionamento duradouro. O casal pode ter mil diferenças: um gostar de rock e o outro de samba. Ok, dá pra conciliar. Ele pode adorar carne e ela ser vegetariana. Ok, é cada um no seu restaurante. Um pode torcer para a Argentina e o outro pra o Brasil. Sem problemas, Copa do Mundo é só de quatro em quatro anos. Mas quando há uma diferença intelectual abissal entre os dois, o caso fica fadado a um triste fim.

Vejam o que aconteceu com um craque carioca. Ele conhecia uma mocinha danada há algum tempo e já tinha saído com ela umas quatro ou cinco vezes. Um belo dia, o matador aceitou um convite de um casal de amigos para ir numa roda de samba na Lapa. Ele, então, chamou a fulana para ir junto.

A sapeca já tinha cometido umas gafes, mas até aí tudo bem. Até então nada que incomodasse. Às vezes, achava até que ela fazia de brincadeira. Mas a verdade ficou evidente naquela noite. Depois da roda, eles pararam para comer algo e, durante o jantar, conversaram sobre a cidade, sua beleza, os pontos turísticos e acabaram falando sobre a pobreza e desiguladade social. O casal, amigo do artilheiro, era bastante ligado ao assunto, estudiosos com pós-graduação e mestrado em temas relacionados.

Durante todo o tempo da conversa, a sapeca que acompanhava o craque ficou calada, não deu uma opinião sequer. E não pensem vocês: "tadinha, ela não estudou, não teve oportunidade". Que nada! Notem que o tema pode parecer chato para muitos, mas é algo que faz parte do cotidiano de quem vive nas grandes cidades desse país. Por bem ou por mal, alguém sempre tem opinião sobre o assunto. Menos a sapequinha.

Após o jantar, eles caminharam até a Cinelândia, onde seus carros estavam estacionados. A mocinha parecia incomodada, queria dizer algo mas não sabia o quê. O estalo surgiu, para surpresa geral, quando passaram pela grande praça que há no final da Avenida Rio Branco. Quase no final da Rua do Passeio (onde em sua esquina com a Rio Branco está o famoso Cine Odeon), ela avistou uma grande estátua: um homem magro, envolto em uma manta e caminhando com a ajuda de um bastão.

Ao ver a estátua, ela encheu o peito de ar e fez então seu grande comentário:

- Eu acho que a pobreza é um problema sério. Mas não concordo com o governo fazer uma estátua de um mendigo e colocar aqui, bem no centro da cidade - disparou.

O casal olhou para moça, que fez cara de séria. No segundo seguinte, olhou o artilheiro, que olhou para o céu, fingindo não ter percebido o comentário.

É que a estátua do tal mendigo, na verdade, era do líder pacifista indiano Mahatma Gandhi, que dá nome à praça.

***
O constrangimento só foi desfeito com o tempo. O casal ainda teve a pachorra de corrigir a desinformada: "Não, esse o Gandhi, fulana". A moça fez cara de paisagem e nosso atacante temeu que ela emendasse com: "Sei. Daquele grupo de afoxé baiano, né?!"

O romance terminou dias depois... sem deixar saudades! Por fim, ficamos com uma enquete e uma frase de Gandhi: "As enfermidades são os resultados não só dos nossos atos como também dos nossos pensamentos".

E vocês, caros leitores e inimigas do blog, também acham que essa diferença atrapalha o romance?

(a) Sim
(b) Não
(c) Que diferença? Não entendi nada da história...

9 comentários:

Anônimo disse...

simplesmente não dá pra ficar com gente burra! Eu passei pela mesma situação. O menino era uma graça, o beijo era tudo de bom, mas os únicos assuntos sobre os quais ele conversava eram futebol e... Chaves! Quando ele me obrigou a apresentá-lo pra minha mãe decidi que era hora de dar fim àquele romance, rs. O blog como sempre tá muito bom, beijos Brunet!

Anônimo disse...

Sim, atrapalha.. abs primo!

Gisele disse...

É óbvio que atrapalha, mas... sério que essa história é verdadeira? Que menina ignorante!

Anônimo disse...

Amor existe, mas tem limites, né?!

tatiane disse...

Ai q Burra da zero pra ela =]

Sibele disse...

hihihihi

Guilherme Botelho disse...

Surreal amigo...

Tatiana disse...

Se o objetivo da pessoa for apenas ficar algumas vezes com a outra, não atrapalha tanto. Agora, se o o intuito for estender o romance, não dá para vingar sem haver compatibilidade intelectual entre o casal.
Já passei por isso também, tanto em relação a erros de português como com a falta de cultura geral.
Por mais que o cara seja legal, divertido, atencioso,e etc, isso pesará no momento de bater um papo, escolher um programa. E também é difícil ter admiração por um parceiro que você considere burro.

Gabrielle disse...

ai q horror, eu ja namorei um meio burrinho, ele fazia federal e tal, mas sério, era burrinho, mas era um burrinho humilde q sabe q é burrinho e admira quem é espertinho... mas poxa dava um constrangimento ainda q ele nao tivesse a audácia de se fazer intelectual ou ao menos atualizado...