terça-feira, 25 de maio de 2010

O beijo estranho

Tem mocinha que não tem noção, concordam? Há tempos, um craque da pelota conheceu uma moça numa festa. Propositivo e cheio de gás, o atacante foi pra cima.

Claro, ela adorou. Deu bola e encheu o cenário de sorrisos. Mas, minha gente, é preciso cuidado.

Sabe... não existe mocinha que evita uma partidinha quando passa por "aqueles dias"? Pois bem, tem dia que é preciso evitar até mesmo o primeiro beijo.

Vocês vão entender...

Depois de jogar muita conversa fora e encher a moça de elogios, nosso protagonista colou seu corpo ao da moça e tascou um beijo.

A sapeca abraçou o "Don Juan dos Trópicos" mais apertado e caprichou no beijo.

Acontece que no vai e vem, o artilheiro percebeu que havia algo estranho no lábio superior da mocinha. Algo que o batom cobria, algo que era... um machucadinho!

Ao final do beijo, ele quis saber:

- Machucou a boca, né? Foi o frio?

Aí, amigos do blog, a mocinha, sem medo de ser feliz, foi sincera. Mas, nessas horas, a sinceridade só traz desespero. Era melhor se a sinceridade tivesse vindo antes...

- Não. Eu peguei isso na praia. To achando que é alguma micose, sei lá...

***
Pânico, terror e aflição!

Não, não houve o segundo beijo. Dois minutos depois, nosso amigo se despediu e começou a voltar para casa. Ao avistar o primeiro bar, ele entrou e foi logo pedindo:

- Amigão, desce uma 51!

Pro precaução, ele fez um gargarejo com cachaça!

Se foi a "boa ideia" ou a proteção dos deuses da azaração, ele não sabe. O certo é que o artilheiro saiu ileso do "beijo estranho".

A moça era bonita, parecia interessante, mas depois dessa, o matador das quatro linhas nunca mais quis saber dela. Com razão, né?!

sábado, 15 de maio de 2010

A aeromoça de TPM

É difícil. Nós, homens-de-bem-cavalheiros-artilheiros, sabemos o quão difíceis são "aqueles dias". Mas, minhas caras, é preciso controle, equilibrio. Entendam: se você é uma pessoa que lida com o público é preciso que tenha paciência extra. Sabemos que não é fácil tratar bem as mais diversas pessoas desse mundo, mas se isso faz parte de seu trabalho, tenha paciência. Ou então mude de emprego, claro!

Pois bem... voando por esse brasilsão de Deus, um de nosso craques topou com uma aeromoça um pouco irritada. Ele era um dos últimos do avião e estava ansioso pela chegada da aeromoça. Tinha um pouco de fome e não via a hora de encarar um daqueles sandubas que são oferecidos durante a viagem.

Só que ainda no meio da aeronave, a moça já não estampava mais aquele tradiocional sorriso das aeromoças. E quando se aproximou dele, nada de "boa noite, senhor". Ela foi direto ao ponto, no seco mesmo:

- Então?, disse ela.
- Boa noite.
- Vai querer jantar?

E nosso amigo pensou: "po, não vai rolar o sanduba". E em seguida, quis saber:

- Quais são as opções, aeromoça?, questionou o craque.

A danada fez cara de nojinho, coçou a cabeça, respirou fundo e soltou sem dó:

- Sim ou não.

***
Aí, não dá, né?

Um pouco espantado com a resposta, nosso protagonista imaginou o que se passava com a aeroTPMoça. E para que não sobrasse pra ele, achou melhor recusar o jantar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A volta da Possessiva

Vocês a conhecem. A Possessiva sumiu e quando menos se esperava, ela voltou a cruzar o caminhos dos artilheiros. Só que dessa vez não foi o do Camisa 11, que penou tentando se livrar da "menina babaloo", como vocês podem relembrar no link: http://aculpaedelas.blogspot.com/2007/08/possessiva-parte-i.html

Dessa vez, quem sofreu foi nosso destemido Camisa 7, que conhece a moça há anos. Na virada de 2009 para 2010, a turminha que a Possessiva e o Camisa 7 fazem parte resolveram festejar juntos a chegada do novo ano.

O local escolhido foi uma praia do Rio de Janeiro. Tudo corria como pede um bom reveillon: champanhe, cerveja, boa música e amigos por perto.

A azaração corria solta, mas nosso craque estava devagar. Equilibrando as doses de álcool e o bate papo com os amigos. Na festa, havia uma amiga da amiga do artilheiro. Era bonita, cheia de charme e estava no Rio pela primeira vez. Ela era da Bahia e veio à Cidade Maravilhosa apenas para passar o Reveillon.

Um outro craque que estava na festa logo fez as honras da casa e partiu pra cima. Ah... ela adorou. A baianinha esbaldou-se nos braços do carioca galanteador.

Enquanto isso, a Possessiva enchia a cara.

Lá pelas tantas, o craque resolveu ir embora, deixando a mocinha na festa, sozinha.

De boba ela não tinha nada. A sapeca resolveu sassaricar pelo terreno fértil dos festejos cariocas. Gingou pra esquerda, gingou pra direita e acabou dando de frente com quem? Sim, como o nosso Camisa 7... garoto bom!

A madrugada já avançava quando nosso Dom Juan dos Trópicos começou a papear com a danadinha. E que papo!

Já aquecida, ela era só sorrisos para o artilheiro, que com faro de gol apurado, pressentiu que abriria 2010 em grande estilo.

Quando o fim da festa ameaçou chegar, a turminha decidiu ir embora. A baianinha ficaria na casa da tal amiga, que era casada com um grande amigo do Camisa 7. Os quatro e a Possessiva, que era do mesmo grupinho, rumaram ao lar do casal, perto de onde acontecia a festa de fim de ano.

Quando chegaram no apê, o clima subiu. O casal foi dormir, a Possessiva ficou entornando mais umas na sala e nosso craque manobrava com a mocinha na cozinha. A partidinha começa a ter início e eles decidiram que iriam para o quarto. No apê, só havia dois quatros: um era do casal, claro, e o outro era para receber os amigos, quando necessário. Era exatamente pra lá que nosso amigo vislumbrava ir.

Mas no meio do caminho tinha a Possessiva.

- Ô, Possessiva, eu vou ficar lá no quarto com ela, tá?, tentou avisar nosso jogador.
- Como assim? Eu to com sono, quero dormir lá.
- Pô, fica aí na sala. Deixa a gente lá no quatro.
- Não. Não acho isso certo.
- Certo? Do que você tá falando? É ano novo...
- Ué... isso que você está fazendo é anti-ético. A baianinha estava ficando com outro cara na festa e agora você tá pegando ela.
- E daí? Ela tá afim... Será que você não percebeu?
- Não importa, eu é que vou dormir naquele quarto!, disse, parecendo sem convicção.
- Não faz isso não. Vou lá na cozinha buscar a baianinha...

Quando nosso atleta voltou, claro, a Possessiva já estava no quarto, roncando...

Jogo de cintura é uma coisa que essa danada já havia desmonstrado não ter. Mas espírito de "empata" era algo novo no currículo da chicletinho.

Nosso amigo, então, tentou seguir o jogo na sala mesmo, mas a baiana ficou sem jeito, receosa de alguém aparecer e ver. Resultado: 0 a 0 em pleno Reveillon.

Culpa de quem?

***

Caros leitores, por que será que a Possessiva empatou o jogo?

(a) - Porque ela já estava no zero a zero e não queria ser a única.
(b) - Porque ficou com ciúme do Camisa 7.
(c) - Porque na cabeça dela uma mocinha de fora não pode chegar no Rio e, de cara, faturar um artilheiro.