terça-feira, 27 de julho de 2010

A mocinha moderna

Desde que não fiquem buzinando que o bom da vida é "ter a mente aberta e ser moderno", os artilheiros desse blog não têm nada contra a "modernidade". A história de hoje versa sobre uma moça moderninha, que certa vez cruzou o caminho de um craque amigo do blog. Não era nada sério, desde o início. Apenas partidas amistosas!

Bem... eles estavam saindo há três semanas, quando a sapequinha da Estrela surgiu com uma ideia daquelas:

- E se a gente chamasse mais alguém para participar da nossa partidinha?, propôs.
- Um legítimo ménage à trois?
- É! Não seria bom?

O craque aceitou a proposta, mesmo quando ela soltou:
- Mas tem que ser com mais um cara, tem problema pra você?

Bola pra frente!

Marcaram de fazer a brincadeirinha na casa dela e o escolhido era um amigo da mocinha, que o craque ainda não conhecia.

Nosso baluarte das quatro linhas encarou a ideia como mais uma experiência, embora admitisse aos amigos que temia não se sentir à vontade entre quatro paredes com um desconhecido. Mas tudo bem, era a vontade da mocinha.

Na hora marcada, nosso amigo chegou à casa dela. O Beltrano, o amigo que completaria o time, chegou minutos depois e assim que deu de cara com o nosso matador exclamou em alta voz e gestos extravagantes:

- Amiiiiiiga, que bofe lindo que você arrumou pra gente... A-DO-RO!

***
Caraaaaaaaaaaaaaaaamba!

Foi preciso muita ginga para nosso amigo sair dessa sem ser grosseiro. É que apesar de explicar centenas de vezes que não era atleta de cortar dos dois lados, a mocinha e seu amigo insistiam que ele precisava "abrir a mente", que isso faz parte da "modernidade".

Irredutível e fiel ao futebol arte, o craque pulou fora da "aventura" e nunca mais quis saber da mocinha moderna...

Vale lembrar que os artilheiros respeitam qualquer opção sexual e só pedem que a deles seja respeitada também, ok?

E vocês, inimigas do blog, o que acharam da postura do artilheiro?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Hoje é dia de festa!

Leitores do blog,

Feliz dia do amigo!

Além da data mais que especial, hoje, o blog A Culpa É Delas comemora três anos de existência.

São 36 meses contando as peripécias das mocinhas e a dureza que é encontrar o grande amor. Mas artilheiro que é artilheiro sabe que enquanto "ela" não chega é preciso balançar as redes na Copa do Mundo da Azaração. Afinal de contas, que não chuta não marca gol.

A história de hoje é sobre amizade. E claro, tem uma mocinha no meio.

Vamos lá:

Fulaninha era a desejada da turma, quando nossos craques ainda jogavam na seleção sub-18. Dois legítimos discípulos de Don Juan, que costumavam formar dupla de ataque, se interessaram pela mocinha. Aos poucos, as investidas começaram e a danadinha correspondia. Sim, aos dois!

Não tardou e os dois craques conquistaram o coração da mocinha. É, nobres leitores e inimigas do blog, ela tinha um coração grande. Desde que caiu nos braços dos amigos, a vida dela passou a ser um agito só. Um dia ia ao cinema com um, no seguinte ia ao shopping com o outro. Num dia passava a tarde da casa de um, no seguinte recebia o outro para fazer o dever de casa.

A trama seguiu por semanas até que um dia...

Bem... a mocinha estava em uma lanchonete com um dos craques. E o outro ligou para ela.

- Oi, tudo bem?
- Tudo?
- Te vi entrando na lanchonete. Vou aí falar com você!
- Não, não vem não. Já to saindo daqui.

E nisso o outro craque perguntava:
- Quem é, fulaninha?

Quando ela desligou o telefone, o craque tentou abraça-la. Mas a sapeca demonstrava nervosismo. E quando ele pegou na mão dela... tan, tan taaaannnn! O outro entrou na lanchonete e viu a cena.

- "Ai, meu Deus!", chegou a exclamar virando a cabeça para os lados e tentando prever a reação dos seus amores.

Os craques se entreolharam. Um deles chegou a cerrar os punhos.

- Por favor, não briguem! Eu que fiz essa confusão toda!

E no segundo seguinte, ambos soltaram uma gargalhada. E um disse ao outro:

- Não te disse que ela ia ficar nervosa... hahahahahaha!
- Bora, tomar uma cerveja naquele boteco perto de casa?
- Vamos lá!

A mocinha ficou pasma, sem entender.
- Fulano? Ciclano? Calma aí... aonde vocês vão?

***
Os craques descobriram que estavam "balançando a mesma rede" uns dias antes e resolveram aprontar a surpresa. Amigos, não deixaram que isso influenciassem na sintonia da dupla de ataque. Depois da surpresinha, foram tomar cerveja para rir da história. E a sapeca... ficou sem os dois.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Faltou o "flow"...

Sabemos que traumas são difíceis de serem curados. Mas de nada vale estender o drama ao seu "novo amor". A história de hoje é de uma mocinha que traçou seu triste fim. Claro, culpa dela!

Depois de anos de namoro, seu romance terminou. Ela encarou a vida de solteira e após alguns meses, começou a namorar de novo. Sim, com outro atacante.

O problema, caros leitores, é que os planos da mocinha pareciam continuar os mesmos. Depois de tanto tempo comprometida (com o ex), ela já pensava em subir ao altar. Só que seu "novo amor" sequer se preocupava com isso, ao menos, até então... Afinal de contas, era só o início do namoro!

Mas, sapeca que só, a mocinha começou a apresentá-lo de uma "forma pra lá carinhosa", diriam algumas inimigas do blog.

- Oi, tudo bem? Conhece meu futuro marido?


Futuro marido? A definição doeu mais que soco no estômago. Como assim? Claro, claro! Não somos contra o casamento. Sabemos que até existe coisa pior... morrer queimado, por exemplo! Mas acontece que o namoro era recente e a mocinha já fazia aquela pressão!

- "Esse aqui é o fulano. A gente vai casar logo, logo...", dizia sem que ninguém tivesse perguntado.

Cada vez mais colocado contra a parede e sem querer acreditar na situação, o jovem atacante resolveu, claro, pular fora...

***
Como gosta de dizer um grande artilheiro deste blog, o nosso idolatrado Camisa 27, é preciso levar tudo no "flow".

Ou seja: deixem fluir, queridos leitores, sem pressão, tramas e joguinhos... e principalmente sem pressão!

Culpada e sem direito a recurso, a sapeca, agora, tem um ex-futuro marido. Sinistro!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O velho conflito...

Nosso craque jogava nas categorias de base da seleção, era apenas uma mera promessa da Copa do Mundo do Flerte sub-14, quando começou a enfrentar alguns conflitos com o sexo oposto. Ele jamais entendeu e tolerou as mocinhas que gostam de se impor, autoritariamente, diante dos mocinhos. Vocês vão entender...

Assim que acabou o recreio da escola, o artilheiro foi convocado à sala da diretora. A moçona estava uma fera, acusava nosso amigo de ser indisciplinado e ameaçava dar-lhe uma advertência na caderneta (isso tem tempo, deu pra perceber, né?)

- O que você fez é inadimissível!, disparou a diretora.

Contudo, antes de aplicar a sanção, quis ouvir a explicação do craque. E ele foi direto ao ponto.

Era mais um curto recreio de sua adolescência e o jovem atleta queria aproveitar o tempo para se divertir. No caso, a diversão era proporcionada pelos jogos de totó (que em alguns rincões desse Brasilzão de Deus também é chamado de "penbolim").

Para não perder a vez na partida, que vinha vencendo seguidamente, ele pediu que um colega buscasse seu lanche: um cachorro-quente e um copo de refrigerante.

Minutos depois, o amigo retornou, mas esqueceu-se de pedir o "dogão" sem molho. O atacante mirim jogou ainda por mais uns minutos e, ao perder o jogo, pegou seu cachorro-quente e foi até a cantina:

- Tia, dá pra tirar o molho pra mim e colocar mais batata palha?
- Tirar? Por que você pediu com molho então?
- Na verdade, eu pedi para o Fulano pegar pra mim e ele acabou pegando com molho.

Aí, fiéis leitores, a "Tia da cantina", por algum motivo até hoje desconhecido, resolveu bancar a durona, a mandona, a "quem sabe das coisas", e, num elã, disparou:

- Se você quisesse do seu jeito, não tinha mandado ninguém buscar para você.

O jovem Don Juan dos Trópicos ficou estarrecido com a decisão dela. Mas, sem se abalar, foi até a lixeira e retirou o molho. Acabou tendo que comer seu dogão sem a saborosa batata palha, que foi junto com o molho.

Determinado, ele contou o acontecido aos seus amigos de sala e aos colegas das outras turmas. Silenciosamente, iniciou uma campanha na escola. Foi colecionando apoio e solidariedade dos amiguinhos. Todos, em um discurso único, concordavam: a tia da cantina passou dos limites.

Em protesto, nosso camarada ficou uns dias sem comer na escola e uma semana depois do acontecido, tendo alcançado o objetivo de sua campanha, voltou a pedir um cachorro-quente.

- Quanto tá o cachorro, tia?
- R$ 1,50
- Vou querer um.

Quando a tia da cantina abriu a mão, esperando a grana, o pequeno jogador puxou uma sacola e despejou 150 moedas de um centavo de Real. As pratinhas tinham sido recolhidas durante todo aquele tempo, com a ajuda dos amiguinhos, que se amontoavam por perto para ver a cena.

Quando a tia olhou o tanto de moeda, arregalou os olhos. E os coleguinhas de turma riam, com a alegria de uma torcida que comemora o gol da virada. Ao pegar o ticket do lanche, o matador juvenil acrescentou:

- Pode contar, tia, tá certinho!, disse ele, que minutos depois foi convocado à sala da diretora.

Diante da manda-chuva da escola, ele contou sua versão e quis saber:

- Então, sra. Diretora, você acha que eu tenho alguma culpa?

***

E vocês, caros leitores e inimigas do blog, o que acham?