quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A briga

Nosso craque foi à uma grande festa, em uma cidade do interior do país, e presenciou uma relação pra lá de conflitante. A festa era daquelas em que não faltava nada. Mocinhos exgugavam com velocidade garrafas de uísque e tulipas de chope, e as mocinhas nadavam em taças de pró-seco. Depois de horas e horas de bebedeira desenfreada, a única coisa que não podia se esperar era controle. Por outro lado, também não se podia esperar tamanho... descontrole.

Lá pelas tantas, nosso craque, devidamente acompanhado, deixou a festa em busca de uma única coisa: descanso. Era preciso dormir e recuperar as forças. No dia seguinte, teria mais.

Já dentro de um táxi, a caminho de casa, nosso amigo, com a primeira dama e mais uma amiga dela viram uma cena daquelas: Uma mocinha feroz, amiga das meninas que estavam com o artilheiro, vivia sua madrugada de fúria.

No estacionamento, ela e seu então namorado se embolavam. Não, nada de amor. Era guerra. Era tapa para tudo que é lado. A danada estava aos prantos, já tinha tirado o salto e atirando contra o seu amor. Partia pra cima do mocinho e era agarrada.

O craque e as mocinhas pararam o carro imediatamente e foram tentar acabar com a situação. Diante da chegada do trio, os brigões deram um tempo do bololô.

O mocinho correu para dentro do táxi. Todos concordaram que ele deveria deixar o lugar o quanto antes para acalmar os ânimos.

Enquanto isso, as mocinhas se voltaram para a amiga, um pequeno poço de fúria, que chorava sem parar. Aliás, taí um fenômeno: quando uma chora, sabe-se lá porquê, todas em volta abrem o berreiro.

- Calma, amiga. Vai ficar tudo bem!

Bêbado e mais torto que tobogã de parque aquático, nosso craque limitava-se a observar o drama até que surgiu a convocação:

- Toma. Pega a chave do carro dela (a mocinha ferroz), dirige. Ela vai dormir lá em casa - ordenou a primeira dama.

Aquela parecia mais uma missão impossível: dirigir, completamente tomado pelo álcool, em uma cidade que mal conhecia e em tempos de Lei Seca.

Nosso amigo até tentou recusar, mas...

- Vamos. Não tem mais táxi.

No caminho, dirigindo a 20km/h e torcendo para não ser parado pela polícia, a atacante tentava controlar a choradeira.

- "Por que ele faz isso comigo?", era o que a pequena ferroz mais repetia, entre um choro e outro.

Nosso amigo ficou incomodado. Afinal de contas, era um caso agressão. Depois de dirigir por uns quilômetros, ele parou o carro e sugeriu:

- Você não acha melhor a gente ir na delegacia e você dar parte dele?

(Pra que o nosso amigo tinha que dizer isso?)

A pergunta serviu como fogo na lenha e o choro aumentou. Soluçando e tentando falar ao mesmo tempo, a furiosa disparou.

- Nãããããoooo. O que que eu vou fazer na delegacia se fui eu que bati nele?

***
É minha gente, depois que o susto passou nosso craque lembrou nas cenas. Enquanto a sapeca sorteava chutes e socos, o mocinho só se defendia.

O motivo da briga? Ciúme que ela sentiu dele.

No meio da festa, todo mundo muito "alto", a mocinha cismou que seu namorado ciscara no terreno alheio. E o desfecho foi a triste sequência de sopapos.

Fim de noite atribulado, confusão por causa de ciúmes, infração à Lei Seca e sono perdido... tudo, tudo por culpa dela!!!

sábado, 14 de agosto de 2010

Fora da área de cobertura...

A história de hoje nos leva aos áureos tempos de um craque da arte da conquista. De drible fácil e fala solta, ele colecionou, no início da década, viagens pelo país em busca de diversão, música e gols, claro!

Era o primeiro grande evento que ele ia fora do Rio... uma dessas festas que param as cidades com a chegada dos jovens forasteiros e aventureiros do flerte. Todo serelepe, nosso craque carioca chegou cheio de gás.

Alías, nessas oportunidades, se aprende muito sobre esse Brasilzão de Deus, terra, digamos, dos grandes clássicos.

O artilheiro das multidões começou a perceber, por exemplo, que o jogo da azaração é diferente em cada canto desse país. Se no Rio de Janeiro, o mocinho chega na mocinha, fala de suas intenções e consegue um beijo, um gol... na primeira noite, em outros lugares, no máximo, você consegue um número de telefone.

Mas para sua surpresa, uma mocinha de Porto Alegre chamou sua atenção. No primeiro momento, ele ficou na dúvida: será que no Sul é assim ou será que estar longe de casa mexe com as pessoas? Ao telefone, a loira do Sul conversava com uma amiga, que tinha ficado em casa. Nosso amigo estava bem atrás dela, na fila pra comprar cerveja.

- Isso aqui tá trilegal. Tem muito homem lindo, disse a gaúcha, empolgadíssima.
A pessoa do outro lado da linha falou algo e ela completou:
- Que namorado? Ele ficou em Porto Alegre, e você sabe, né? Eu estou fora da área de cobertura!

***
É, amigos do blog e fiéis leitores, fica o debate: será que todas as gaúchas são como a mocinha da história, que confunde fidelidade com cobertura de telefone celular?

O fato é que assim que nosso protagonista percebeu que a mocinha havia deixado a marcação solta e dispensado a zaga inteira, ele partiu pra cima para abrir a contagem da noite. Afinal de contas, artilheiro em campo quer ver a rede balançar...

E coitado do namorado, acabou ganhando um par de... antenas!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Doida, doida...

Sabe aquela mocinha que adora fazer um tipinho? Dizer que é isso, que é aquilo? Pois bem... a moça da história de hoje é assim. E a cúpula do A Culpa É Delas nada tem contra os mais diversos de tipinhos, mas se a mocinha disser que é, tem que ser... Vamos aos fatos!

Nosso craque das quatro linhas da azaração estava em uma festinha na Casa Rosa, em Laranjeiras. Naquela noite de sábado, o cenário era um dos mais lindos e propícios ao abate: moças alegres e cheias de graça por todos os lados.

O atacante não perdeu tempo. Ver o tradicional reconhecimento do campo e partiu pra cima de uma belo exemplar do sexo feminino. A danada era do tipo patricinha, cheia de gestos e gírias. O matador aprovou. Contudo, no meio da conversa, ela soltou:

- Cara, eu adoro "doce" - numa referência ao ácido, droga bem comum em raves.

O problema é que a sapeca ficou 30 minutos repetindo seu gosto e contado suas viagens alucinógenas. O Don Juan tuipiniquim sabia que tinha que ouvir os relatos e se mostrar interessado, se quisesse balançar as redes. Porém, atrevido que só, resolveu testar a mocinha.

- Ah é, você gosta tanto assim? Então, calma aí - disse o atleta do flerte, deixando a mocinha com as amigas, por uns minutinhos.

O craque abriu um maço de cigarro e pegou aquele papelzinho prateado que protege os filtros. Cortou um quadradinho bem pequeno e - acredite - colocou embaixo do suvaco, bem sobre a mancha do desodorante, que ainda fazia efeito.

Segundo depois, ele tirou, soprou para secar logo (arg!!) e colocou dentro da carteira.

Dez minutos após se despedir da "sapequinha doceira", ele voltou cheio de amor. Com a atitude dos deuses consagrados da pequena área, agarrou a sapeca, tascou um beijão daqueles e ficaram naquele vuco-vuco sem amarras e protegidos pela escuridão do salão. Assim que o beijo acabou, o artilheiro mandou de primeira:

- Tenho um presente para você - disse o jovem atacante, tirando o papelzinho da carteira.
- Nossa.. que maravilha! - exclamou ela, que sem pensar duas vezes tacou o "doce" na lingua e completou em seguida.
- Uhm? Forte, né?
- É, mocinha... esse aí é novo doce do momento: veleidades de Shiva!, inventou nosso protagonista, achando que ela desconfiaria da brincadeira.

Mas que nada, para surpresa geral da nação, a danadinha, 20 minutos depois, pulava mais que milho em panela quente.

- Iraaaaaaaaaaaaaaaaaaado. To muuuuuuuuuuito doooooooooida - disse, jogando os braços para o alto e pulando sem parar.

***
Ao ver a cena, nosso amigo não acreditou. Afinal de contas, papel e desodorante não são alucinógenos. Diante do "show" da mocinha, uma farsa completa, ele foi driblar em outro campinho. Ali, o gol já não teria tanta graça...