quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mocinha sem ritmo de jogo

Temos certeza de que, às vezes, algumas mocinhas ficam pensando: o que eu vou fazer para dispensar um cara que chegar em mim? Tem uma desculpinha que irrita. É aquela que, geralmente, é dada em shows, com música ao vivo. O craque chega todo pimpão, faz a aproximação, derrama umas palavras bonitas e ouve aquela frase pronta: "Hoje eu só vim para dançar". Ou então: "Eu só quero curtir o show, tá?".

Tudo bem, tudo bem! É claro que as pessoas têm todo o direito de ir a um show para apenas curti-lo. Mas sendo assim, não dê mole pra ninguém, mocinha! Foca no palco! Ou então, dispense de forma tranquila. Como dizia o profeta: "gentileza gera gentileza".

Mas vamos lá... a missão de iniciar a conversar, o flerte é quase sempre do homem. Quase sempre. Sabemos, claro, que há uns carinhas sem noção. Por isso, são pernas-de-pau e não artilheiros, como os personagens deste valoroso blog. Pois bem... e puxar assunto nem sempre é fácil para alguns. Chega a doer, quando o cara toma a iniciativa e ganha logo uma balde de água fria: "ih, sai daqui, vaza".

É duro, caros leitores e leitoras, é duro! Algumas mocinhas de hoje em dia desenvolveram uma agressividade incomensurável. Só que o que uma danada aprontou dia desses, na Lapa, foi algo nunca antes visto na história desse país. Depois de anos num relacionamento sério, a própria admitiu que já estava desacostumada com os lances da Copa do Mundo da Azaração. Curtindo um som e bebendo o gélido líquido dourado com uma amiga, ela foi abordada por um pretendente.

Como manda a regra, o cara chegou perto, com aquele olhar que denuncia a intenção. Só que ao tocar na mocinha, para chamar sua atenção, a sapeca deu um salto pra trás.

- Que isso? Que isso? Ai, que susto!
- Susto? Desculpe, só queria falar com você. É que te achei interessante.
- Ai, moço. Que susto. Pensei que fosse um assalto.

***

Depois dessa, a lança do guerreiro, claro, apontou para outra direção. A queda de status, de galanteador para assaltante, ninguém supera. E, nesse caso, vocês sabem: a culpa é dela!

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Se fosse só o grito...

As manifestações de prazer da hora H são sempre bem-vindas. Os artilheiros adoram! Mas é preciso saber onde fazer. Tem lugar que não cabe tal demonstração, chega até a ser crime, sabiam? Em outros, é apenas inapropriado, concordam? Vocês vão entender...

Recentemente, um craque das quatro linhas do amor e amigo deste blog foi tomar um chopinho inocente (???) com uma mocinha, linda, linda, daquelas que para o trânsito.

O caso era antigo, mas ainda não tinha rolado um "vamo vê". Só que logo depois do segundo chope, a vontade já estava à mesa:

- Vamos lá pra casa?, convidou o matador
- Adoraria, mas não sei.

Diante da frase, nosso craque, por alguns segundos, pensou que seria, mais uma vez, vítima do "doce" feminino. No entanto, a preocupação da sapeca era outra.

- Eu quero ir, mas sua irmã não está lá?
- Está, claro. Mas isso não é problema. Ela não se incomoda - argumentou o craque.
- Não é isso. É que fico meio envergonhada.
- Mas com o quê?
- É que eu grito muito naqueles momentos - disparou

A mocinha deixou claro que era adepta do "sexo gritaria", mas isso não afastou as intenções do nosso amigo. Pelo contrário, com ou sem som, ele queria era marcar mais um golaço.

Depois de alguns minutos, lá estavam eles dentro das quatro linhas. Bola pra cá, bola pra lá e a moça começou os urros...

- AAAAAAaaaaaaahhhhhhhhhhhhh.... vaaaaaaaaaAAAAAAAAAAAAiiiiiiiiiiiiiii!

Como já tinha sido avisado de tal comportamento, nosso amigo nem pôde pensar: "Caramba, to mandando vê mesmo"

E como nem tudo são flores, os gritos não conseguiram satisfazer a sapeca. Segundos antes do clímax, ela começou a socar a parede. Isso mesmo, caros leitores. De um minuto por outro, a danada, toda rebolativa e sonora, começou a interagir com a parede. Era cada soco e grito, que os vizinhos podiam até pensar no pior.

Ele tentou domar a fera, mas não adiantou.

Era soco, grito e soco. Algo assustador, heavy metal. Para manter a política da boa vizinhança e não receber, nos elevadores, aqueles olhares que fuzilam: "Olha, dona Maria, é esse menino que gosta de bater em mulher. É o meu vizinho de cima... um horror!", nosso craque deu apito final:

- Para, para. Se controla...

***
Apesar de a partidinha ter sido suspensa, o gol foi para a conta da busca pelo milésimo. A moça se acalmou e concordou e fazer aquilo tudo, outro dia, em lugar mais apropriado.

Aliás, alguém conhece um estúdio, com acústica reforçada, que aceite ser alguado para outros fins, que não o musical?

Bola pra frente... e culpa delas, sempre delas!

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