terça-feira, 23 de novembro de 2010

A sapequinha da Lagoa

A série As Cariocas, que está sendo exibida na TV e é inspirada na obra de Sérgio Porto, tem feito muito sucesso. No entanto, nem todas as "cariocas" vão aparecer na telinha. É, gente boa. Mas o blog A Culpa É Delas, claro, contará uma delas para vocês. No caso: a "Sapequinha da Lagoa".

A história remete aos idos dos anos 2000, quando um de nossos craques tabalhava em uma empresa, na Lagoa. A danada em questão era colega de trabalho do nosso matador e morava pertinho do escritório. A moça tinha seu charme, curvas que atraíam mais que os peões de obra e um jeitinho cativante.

Bolinha vai, bolinha vem, e a mocinha passou a puxar assunto com nosso artilheiro. Mas quando a bola é fácil demais, o gênio da pequena área desconfia. Nosso amigo dava trela, mas não invadia a meia-lua: a danada tinha namorado.

Pois bem, parece coisa de criança, mas aconteceu. Primeiro foram uns bilhetinhos que diziam: "Oi, menino, por que vc não ri pra mim?"

Depois surgiram inscrições do tipo: "Eu gosto de vc, menino. Larga de ser mau comigo".

Ela era insistente e o Don Juan dos Trópicos resolveu entrar na brincadeira. Ao receber um e-mail da danada, ele respondeu... sempre usando expressões em duplo sentido, que poderiam ser interpretadas como um flerte ou um sinal de amizade.

A sapequinha da Lagoa, então, começou a contar um pouco da sua vida amorosa e revelou que as coisas com o namorado já não iam muito bem e blá blá blá...

O matador deitou e rolou. Mandava e-mail, sempre de interpretação ambígua, e deixava a moça estampando sorrisos.

Acontece, caros leitores, que ele foi surpreendido, semanas depois, por uma ligação:

- Que porra é essa?
- Desculpe, quem está falando?, questionou o craque.
- Acha maneiro pegar mulher comprometida, mermão?
- Cara, acho que vc ligou pra pessoa errada.
- Aí... vou te pegar. Isso não vai ficar assim, não.

Nosso amigo, então, cansado de ouvir a lenga lenga, soltou os bichos:
- Ae, vai toma#@@$ %*&*¨$. Quer me pegar, vem me encontrar, seu mané!

As ligações ainda se repetiram duas vezes durante o dia.

Na manhã seguinte, ao abrir sua caixa de e-mails, o jogador encontrou uma mensagem do namorado da Sapequinha da Lagoa. Nela, estavam copiados todos os e-mails que o matador e a moça haviam trocado nos últimos dias. O corno imaginário (ele achava que era, mas o nosso amigo, jamais finalizou naquelas redes) cobrou: "É disso que estou falando. Que porra é essa?"

***
O craque, com toda a paciência do mundo, respondeu ao e-mail. Dias depois, a sapequinha, desesperada, foi falar com o atacante. Em tom solene, nosso atleta do flerte explicou as regras do jogo e a mandou para a segunda divisão.

É que a moça, após danar a escrever ao craque, não podia esquecer que havia dado a senha de seu e-mail para o namorado. Se não sabe brincar... é, vcs sabem!

A questão é simples, amigos leitores: se antes de rolar a partidinha, já tinha dado problema, imaginem se o Camisa 11 tivesse entrado com bola e tudo?

A moça, triste, ficou sem o namorado. O artilheiro, claro, seguiu sua busca pelo gol 1000.

Culpa dela... todinha dela!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Que tipinho...

Nobres leitores, tem cada tipo de moça por aí que, sinceramente, dá vontade de armar um protesto em plena Copa do Mundo do Flerte. A história, que iremos publicar hoje, aconteceu anos atrás, durante uma chopada universitária, no Mourisco, em Botafogo.

Chopada, vocês sabem, dá todo tipo de gente. E nosso craque em questão foi ao evento cheio de expectativas. Vivendo os áureos anos da graduação, nosso amigo estava faturando gregas e troianas. Depois de ciscar pela esquerda, circular pela direita, ela avistou aquela que seria o alvo perfeito. Loira, alta, tipo exportação.

O matador chegou cheio de amor pra dar e exibindo, com um leque, seu habitual bom papo. A moça riu, deu corda. Nosso atacante, então, partiu pra cima. Era o gol de ouro!

A moça parecia estar gostando do assunto. Mas só parecia. Pegando nosso amigo totalmente desprevenido, ela mandou uma daquelas:

- Sabe o que é?
- Uhm?!, questionou o craque.
- É que você não tem braço para estar nessa festa...

***
Sim, a moça referia-se à falta de uma circunferência avantajada nos bíceps do artilheiro. Boa pinta? Bom papo? Generoso? Fiel? Amigo? Que nada... ela só queria músculos!

Bem, depois elas reclamam... mas todos sabem, né?: a culpa é delas!