terça-feira, 3 de maio de 2011

Dois mundos

O romance de Dé e Nina, o menino pobre que namorou a menina rica da Zona Sul carioca, é encantador. Mas, claro, coisa de filme. Este enlace fez sucesso nos cinemas brasileiros, em 2008, em "Era uma vez...", de Breno Silveira, lembra?!

Pois bem... na vida real, a história é outra. E a prova disso, caros leitores e inimigas do blog, aconteceu recentemente com um artilheiro da Cidade Maravilhosa. Por dois anos, ele deixou a Copa do Mundo da Azaração de lado e foi viver "seu grande amor".

E, vejam, a distância entre "esses mundos" nem era grande como a dos personagens do filme!.

Nosso craque, legítimo boêmio da Zona Norte, tem um salário razoável e sempre fez os caprichos da amada. Mas ela, uma mocinha linda e sapeca da Zona Sul, ganhava mais que ele. E isso, contudo, nunca pareceu ser um problema. E por que seria?

Mas, amigos e amigas deste espaço virtual, após dois anos de namoro, o assunto "casamento" começou a rondar o casal. Parecia uma vontade mútua até que ela (e quem mais seria?) surgiu com suas certezas e indagações.

- Casar... complicado, né?
- Você acha?, perguntou o nobre matador.

E nesse momento (livrai-me São Baixinho, o santo dos gols impossíveis), ela mostrou que razão e emoção, distantes como o Maracanã e o Camp Nou, estavam prestes a dar uma lição no danado do amor:

- Acho. É que se eu ganho R$ 3 mil e você ganha R$ 2 mil, na verdade, meu salário é de R$ 2,5 mil - soltou sem medo, fazendo uma conta que lhe desfavorecia.

- Não, que isso... - ainda tentou argumentar.

E acreditem, destemidos leitores, não era tudo. Ela (ai, ai, que dor!) ainda tinha mais o que dizer:

- Outra coisa... eu cresci na Zona Sul, sabe... Com esse salário, a gente não conseguiria morar por aqui, onde tem praia e os lugares que gosto de frequentar...

***
A distância entre esses mundos, que parecia pequena, ganhou dimensões inimagináveis e o namoro, claro, foi parar na fossa do mais imundo dos estádios.

Agora, cá entre nós, o ACED quer saber:

Se ele ganhasse mais, ela diria: "Não, amor, não podemos. Seu padrão de vida vai cair e como eu te amo, quero que você siga com uma pessoa que ganhe mais..." ?

4 comentários:

Cama das Gatas disse...

Respondendo a sua pergunta, mas sem falar por mim:

Pois é, se o cara ganhasse mais, provavelmente a menina não falaria nada.

Em contrapartida, se a mesma menina descobre que seu príncipe encantado pegou a sua amiga... provavelmente ficaria com ódio da amiga e continuaria com ele como se a amiga fosse a maior piranha do universo, e tivesse praticamente estuprado seu nobre e inocente amor.
Já se o mesmo pobre homem na zona norte descobre que sua patricinha da zona sul DEU pro seu amigo, nunca mais vai olhar na cara dela e vai achar que ELA é a maior piranha do universo que estuprou seu inocente amigo.

É fácil falar de estereótipos!

Pedro disse...

Hein, moça aí de cima, uma coisa não tem nada a ver com a outra...

Anônimo disse...

Bom, há mulheres que dão valor a dinheiro mais do que ao amor, assim como há homens que pensam da mesma forma.
Desde que o mundo é mundo é desse jeito. Não há como generalizar e achar que toda mulher (ou toda carioca da zona sul , ou toda bem-nascida) agirá da mesma forma.
Fora isso, interessante a história.

Carlos Alberto disse...

Boa história... hehehehehe