sexta-feira, 25 de março de 2011

Cada um no seu...

A frase "cada um no seu quadrado", dependendo da forma que usada e da interpretação, é profunda. Torna-se mais significativa que o bizarro hit que dominou a internet e as rádios tempos atrás. É que na guerra dos sexos, como em qualquer outra, é preciso saber qual é o seu território e até que ponto você pode avançar.

Não entenderam? A gente explica. Meses atrás, um nobre artilheiro deste blog, um Apolo do Olimpo brasileiro, fez mais um ano de vida.

Músico, boêmio e profundo conhecedor das carências femininas, é daqueles que sassaricam diante de muitas moças. Para festejar seu "ano novo", decidiu comemorar numa casa da Lapa, onde há roda de samba semanal e, claro, aberta ao público. Contudo, não fez alarde. Chamou apenas os mais chegados.

Bem, só que artilheiro é notícia.

Uma pessoa comenta aqui, outra comenta acolá, e a informação chegou aos ouvidos de Fulaninha. Essa danada queria que o atacante trocasse a Copa do Mundo do Flerte pela companhia dela. Isso... trabalhava (e muito) para entrar em definitivo para a seleção do nosso craque.

Naquela altura do campeonato, ela rivalizava, mesmo sem saber, com Ciclana, a ex-namorada do nosso Hércules da Azaração.

E para sua festa de aniversário, o craque convidou apenas a ex.

Fulaninha, no entanto, sentiu-se no direito de ir, mesmo não tendo sido convidada pelo jogador.

Não deu outra. O samba comia solto, o artilheiro confraternizava com os amigos e amigas, bebia, em doses industrias, a mais gélida das cervejas até que seu olhar cruzou com o da "ex". Ele se aproximou, feliz com a data e a reunião harmoniosa, deixou de lado todas as aporrinhações do passado. Fez-se o clima e eles ficaram juntinhos, como se dançassem uma música lenta, embora saísse das caixas de som o bom e velho batuque do Fundo de Quintal.

Claro, não seria diferente. Foi nessa hora, no mais sublime dos momentos, que ela, Fulaninha, surgiu na festa. Os olhares eram capazes de fuzilar alguém a qualquer momento. A cara feia de Fulaninha logo denunciou o problema. E no centro da polêmica, entre a ex e a peguete, nosso protagonista ria pra não chorar.

Houve um esboço de conversa, apenas um esboço. Os amigos do craque, fiéis escudeiros e baluartes da boa vizinhança, logo trataram de mexer no tabuleiro. Um chegou perto da ex, outro puxou assunto com a peguete.

Nosso amigo, conhecedor do comportamento daquelas que tinha no peito, sabia que o caldo ia entornar diante de qualquer demonstração de afeto por uma... ou por outra. A solução foi olhar pro juiz e, mesmo antes dos 90 minutos, pedir o fim da partida.

- To indo embora - disse a um amigo.

***
Meninas, meninas, respeitem o espaço alheio. Nesse caso, é cada um no seu quadrado mesmo!

Pois a chegada de Fulaninha, a intrusa, deixou ao nosso craque uma única alternativa: protagonizar um aniversário sem aniversariante.

A Culpa É Delas... nem cabe recurso!

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Mande suas histórias, dúvidas ou desabafos para aculpaedelas@gmail.com

sexta-feira, 18 de março de 2011

A boxeadora

O fantástico mundo cor-de-rosa, mais uma vez, aprontou das suas pra cima de um de nossos artilheiros. O craque do flerte foi curtir um final de domingo em uma boate na Tijuca. Ao lado dos amigos e munido de sua tulipa de chope, nosso incomparável Don Juan Tupiniquim avistou uma mocinha linda, linda e, claro, partiu pra cima.

A sapeca, incapaz de resistir aos avanços do atacante, não fez "docinho" e logo caiu nos braços do nobre matador.

O problema, caros leitores, é que tem mocinha que foge do script e.... ai, ai!

Bem, o flerte, arte que nossos craques desenvolvem com maestria, chega até a perder o brilho nessas horas. Vocês vão entender.

Depois dos primeiros beijos, a danada resolveu se soltar. Olhou para o centroavante - que, como certa vez uma mocinha definiu, é espadaúdo - e soltou, sem dó:

- Você luta boxe?, disse, simulando um gingado no "ringue".
- Não.
- Eu luto, sabia?
- É mesmo? Legal!
- Quer ver?
- Ver o quê?, perguntou o atleta, enquanto o Dj detonava nas picapes.
- Olha só. Eu aguento soco.

Nosso amigo parecia não acreditar no rumo que a conversa estava tomando.
- Soco? poxa...
- Vem cá... bate, bate aqui - pediu a sapeca, dando tapinhas na própria barriga.
- Não. Que isso? - tentou desconversar o artilheiro, enquanto olhava para o lados procurando saber se os movimentos da mocinha chamavam a atenção do público.
- Bate, pô! Eu aguento. Bate aqui, ó! - insistiu a louca, aumentando o tom de voz.
- Estamos dentro da boate, para com isso.
- Soca, artilheiro! - clamou a moça, batendo na própria barriga com mais força.

Aí, inimigas do blog, não dá, né?!

Nosso matador, crente, crente que ia ter uma noite de chamego, viu um triste cenário diante de seus olhos. A única alternativa que lhe restou, foi a clássica:

- Calma aí. Vou ali pegar um chope... - disse o Camisa 7, tirando o time de campo.

***
O conquistador dos Trópicos, claro, desistiu da mocinha e resolveu atacar na direção de outra pequena área.

Bem, culpa dela, né?!

Valha-me Deus!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ela gostava mesmo é de...

Queridos leitores desse Brasilzão de Deus e do exterior, o blog A Culpa É Delas está de volta das férias. O carnaval (ufa!) foi pra lá de desgastante e olha que, para alguns artilheiros, ele ainda nem acabou. Chegou a hora de voltar a contar as peripécias do mundo cor de rosa!

A história de hoje é impressionante. E não poderia ser diferente, né?! É a trama que marcará o retorno do ACED. E por mais que surjam dúvidas, a gente responde antes que a questão se levante: sim, como todas as histórias do blog, essa aconteceu. Verdade verdadeira.

Vamos lá:

A mocinha, sapeca que só, acordou num dia de sol com uma vontade bastante incomum (ou será que não é?): queria ser garota de programa por uma noite.

Isso mesmo! A danadinha, de classe média, resolveu vestir uma saia curta, carregar na maquiagem e no decote e ir pra pista.... ou melhor, pra Avenida Atlântica.

Ela parou o carro perto de onde algumas moças oferecem seus serviço. Nova na área, teve algumas rejeições e acabou se afastando um pouco das "colegas". Nada que a impedisse de realizar sua vontade.

A danada deu a escolher cliente. Quando vinha um que ela não gostava, colocava o preço lá em cima. Mas teve um, amigos e amigas do blog, que ela foi com a cara. Depois de um papinho cheio de saliência, ela fechou o preço: R$ 200 por duas horas. E lá foram eles pro cinco letras.

O programa transcorreu às mil maravilhas. A moça se soltou e fez daquela uma noite quente. O jovem rapaz nem podia imaginar que ela não era do ofício.

Para uma amiga, ela revelou os detalhes e fez uma confissão.

- Não acredito que você fez isso - disse a amiga.
- Fiz, sim. Foi legal. Não quero fazer de novo, sei lá... - argumentou a protagonista.
- Mas você não ficou com medo de o cara tentar algo estranho, te bater?
- Não. Escolhi bem, amiga.
- E do que você mais gostou?

Aí, queridos leitores e inimigas do blog, ela fez a confissão reveladora, estarrecedora para alguns:

- O sexo foi bom. Ele era gatinho, mas eu gozei mesmo foi quando ele colocou os duzentos reais na cama - disparou sem dó.

***
Caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaamba. Falta fôlego!

Dias depois, um carinha com quem ela saía soube da história e pulou fora. E olha que ela só contou para UMA amiga, que jurou não contar pra ninguém.

Não, não vamos fazer juízo de valor. Nada contra a profissão, nada contra a decisão da mocinha.

Cada leitor, em paz com sua consciência, que tente entender... ou não!