terça-feira, 24 de maio de 2011

Mulher Coca-Cola

Ao contrário do post anterior, este não tem nada a ver com piada antiga. No caso da história de hoje, a "Mulher Coca-Cola" não é aquela que é "só pressão". Vocês vão entender.

Dia desses, caros e amados leitores do blog, um artilheiro deste Brasilzão, de incontáveis tentos pela nação brasofeminina, marcou um gol de placa. A sapeca, seu alvo maior nos últimos tempos, o provocava com vontade.

Açulava, com requintes de crueldade, o nosso matador. Ele segurou firme. Apesar de ela ter declinado da "partidinha a dois" por duas vezes quando os times, acreditem, já estavam quase em campo, ele manteve o foco.

Chamou a danada para tomar um chope com uns amigos do trabalho. Foram a um bar no Centro do Rio e começaram a bebedeira. A mocinha, com todo seu instinto provocador, esfregava um dos pés nas pernas do atacante por debaixo da mesa, claro.

Ele gostou e previu: é hoje que marco esse gol!

Com o tempo, os amigos foram se despedindo até que restaram o craque, a mocinha e mais um amigo.

De repente, a mocinha vai ao banheiro e lança ao nosso Don Juan Tupiniquim um olhar 43, aquele saindo de lado...

Claro, ele foi atrás.

Não havia fila no banheiro. Eles se olharam, ele pegou-a pela mão e ao pé do ouvido soltou:

- Vai ser agora!

O sorriso, safado e preso ao canto da boca, soou como um sim.

Trancaram-se no banheiro e feminino e.... ai, ai, ai.... mais um goooooool brasileiro!

Como aquela era a primeira vez do casal, aconteceu cheia de vontade. Natural.

Excitação nas alturas e movimentos bruscos, contato contínuo e muito suor com a fragância da luxúria. Bem, vocês sabem como é, né?!

A partidinha foi interrompida por insistentes batidas à porta do banheiro e seguidas peguntas de "Tem gente aí? ou "morreu aí dentro?"

O casal se recompôs e, para evitar o constrangimento, saíram do banheiro, um atrás do outro, em passos largos, sem olhar para quem estava na fila. Ufa!

Deram um tempinho, cada um de um lado e depois voltaram à mesa.

Aí, vem a história da Coca-Cola... sabe quando alguém balança a garrafa e depois abre? Pois bem...

O ritmo alucinado do vuco-vuco deixou a moça mareada.

Quando nosso amigo percebeu, a sapeca já estava meio e verde e... uaaaaaarrrrrhhhh!

"Devolveu" os chopes e afins sobre a mesa do bar.

Lamentável!


***
Nosso centroavante, cavalheiro que só, não se abalou. Ajudou a moça a se recompor e a levou pra casa dela... mas aquele segundo tempo que era tão esperado, não aconteceu! A culpa é... vocês sabem!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Leitura recomendada

Queridos leitores e inimigas do blog, a foto ao lado, que circula (há anos, nós sabemos!) pelo fantástico mundo virtual da internet, levanta uma dúvida: afinal de contas, o que o camarada ao lado realmente está lendo?

(a) - Um livro sobre a revolução digital
(b) - Uma tese de doutorado
(c) - O incrível e necessário manual "Como entender as mulheres"


O que vocês acham?







***
Registro: piada boa até fica velha, mas nunca deixa de ser boa!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Dois mundos

O romance de Dé e Nina, o menino pobre que namorou a menina rica da Zona Sul carioca, é encantador. Mas, claro, coisa de filme. Este enlace fez sucesso nos cinemas brasileiros, em 2008, em "Era uma vez...", de Breno Silveira, lembra?!

Pois bem... na vida real, a história é outra. E a prova disso, caros leitores e inimigas do blog, aconteceu recentemente com um artilheiro da Cidade Maravilhosa. Por dois anos, ele deixou a Copa do Mundo da Azaração de lado e foi viver "seu grande amor".

E, vejam, a distância entre "esses mundos" nem era grande como a dos personagens do filme!.

Nosso craque, legítimo boêmio da Zona Norte, tem um salário razoável e sempre fez os caprichos da amada. Mas ela, uma mocinha linda e sapeca da Zona Sul, ganhava mais que ele. E isso, contudo, nunca pareceu ser um problema. E por que seria?

Mas, amigos e amigas deste espaço virtual, após dois anos de namoro, o assunto "casamento" começou a rondar o casal. Parecia uma vontade mútua até que ela (e quem mais seria?) surgiu com suas certezas e indagações.

- Casar... complicado, né?
- Você acha?, perguntou o nobre matador.

E nesse momento (livrai-me São Baixinho, o santo dos gols impossíveis), ela mostrou que razão e emoção, distantes como o Maracanã e o Camp Nou, estavam prestes a dar uma lição no danado do amor:

- Acho. É que se eu ganho R$ 3 mil e você ganha R$ 2 mil, na verdade, meu salário é de R$ 2,5 mil - soltou sem medo, fazendo uma conta que lhe desfavorecia.

- Não, que isso... - ainda tentou argumentar.

E acreditem, destemidos leitores, não era tudo. Ela (ai, ai, que dor!) ainda tinha mais o que dizer:

- Outra coisa... eu cresci na Zona Sul, sabe... Com esse salário, a gente não conseguiria morar por aqui, onde tem praia e os lugares que gosto de frequentar...

***
A distância entre esses mundos, que parecia pequena, ganhou dimensões inimagináveis e o namoro, claro, foi parar na fossa do mais imundo dos estádios.

Agora, cá entre nós, o ACED quer saber:

Se ele ganhasse mais, ela diria: "Não, amor, não podemos. Seu padrão de vida vai cair e como eu te amo, quero que você siga com uma pessoa que ganhe mais..." ?