segunda-feira, 13 de junho de 2011

A despedida

A decisão de casar mexe com qualquer pessoa. Quem leva a nova fase à sério, encara que dali pra frente, ou enquanto durar o matrimônio, só terá uma pessoa em sua vida. Uma decisão e tanto, e que em alguns casos vale muito a pena!

Foi o que aconteceu anos atrás com um casalzinho desse Brasilzão de Deus. Em determinado momento da relação, os pombinhos acharam que era a hora de juntar as escovas de dente. Estavam decididos, animados e apaixonados. Mobilizaram a família, juntaram dinheiro, marcaram a data e... disseram sim diante do padre. Que lindo!

O início foi uma maravilha. Todo dia tinha aquela "partidinha" animada, passeios românticos e muitos planos. Bem, pra melhorar, nos primeiros meses de casamento, a mocinha descobriu que estava grávida. Alegria geral, uma benção divina.

O atacante aposentado, feliz da vida, deu ao rebento o nome de um familiar. Uma homenagem e tanto. O craque, assim como a mocinha, estava realizando aquele sonho: ter uma família feliz!

O problema é que os anos passaram e o matador de antigamente percebeu que seu pequeno pupilo era um pouco diferente dele. Aos dois anos de idade, o miúdo era mais moreno, não tinha o cabelo tão liso como o do pai.

Achou estranho e, sem pestanejar, foi tirar a prova real. Silenciosamente, cortou uns fios de cabelo do pequeno e procurou um laboratório de genética:

- Por favor, um teste de DNA.

Pimba... a suspeita agora era certeza. O craque do passado, que abandonara a Copa do Mundo do Flerte em nome do "grande amor", não era o pai daquela criança.

A revolta tomou conta, os questionamentos não foram pacíficos. E a mocinha, triste e arrependida, confessou:

- Desculpe, meu amor. Dias antes de a gente se casar, eu fiz uma despedida de solteira com o meu ex-namorado e... você sabe! Foi um descuido!


***
Descuido?! No livro de regras do Jogo da Conquista isso tem outro nome!

Numa bicuda daquelas, o casamento, claro, foi lançado pra fora do estádio. E a culpa, caros amigos do blog, é... vocês sabem!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A fugitiva

Não sabemos dizer ao certo o porquê, mas as partidas casuais ainda são um tabu na nossa sociedade. Acreditem, até mesmo entre algumas mocinhas de 20 e poucos anos.

Vejam o que aconteceu com o admirado Camisa 27 dia desses, na Casa Rosa, na Zona Sul do Rio. Lá pelas tantas, apesar de estar acompanhado por um grupo de amigos, ele resolveu dar um giro sozinho pelo recinto. Quando se dirigia ao segundo ambiente da casa, o quartinho de funk que tem nos fundos, deparou-se com uma bela mocinha parada na escada.

- “É ela”, pensou o artilheiro.

Subiu um degrau, riu pra mocinha e se apresentou. Começaram a conversar e ele quis saber um pouco mais sobre seu alvo.

Foram ao salão principal e... bimpa! Começaram a trocar beijos e carinhos. Devido à vontade que a mocinha deixava transparecer, nosso craque logo previu que a noite lhe reservava uma grande partida, só não imaginava que seria preciso um drible daqueles. Vocês vão entender!

A mocinha estava acompanhada da irmã e umas amigas, um grupinho que se mostrava contrário às “partidinhas casuais-amistosas-semcompromisso”.

Pois bem, a festa já estava no fim e nosso artilheiro, bastante interado com sua conquista, convidou-a para dormir em sua casa.

- “Ai, eu quero ir mas...”, disse ela.

- “Mas o quê?. Vamos pegar um táxi e ir lá para casa”, reforçou o convite.

O problema, caros leitores, era que a irmã da mocinha marcava em cima. Era um zagueirão e não gostava que suas amigas e a irmã se aventurassem em braços alheios. O matador ficou pensando no que fazer, mas o plano foi da própria moça.

- “Faz o seguinte: vai lá pra fora. Vou dizer que vou ao banheiro e já te encontro na porta”, propôs a danada.


***

O que foi marcado, foi feito. E a mocinha da história teve que fugir da irmã para cair nos braços do nosso Camisa 27. Mais um gol brasileiro!

Mocinhas, será que preciso disso tudo?! Ai, ai!






(Essa história faz parte do livro A Culpa É Delas, lançado pela editora Multifoco)