quarta-feira, 20 de julho de 2011

O último apito

Queridos leitores e inimigas do blog, o "A Culpa É Delas" completa hoje quatro anos de vida.

São 48 meses usando este espaço virtual para mostrar as peripécias e travessuras do incrível mundo cor de rosa.


Apesar do momento feliz, a história de hoje não é nada, nada alegre. Sejam fortes! Lá vai:



Talentoso que só, nosso Camisa 11 entrou, em dezembro de 2007, numa partida daquelas. Veloz pelos flancos e com presença de área ganhou uma importante dividida e marcou um golaço na Copa do Mundo do Flerte. Foi saudado pela multidão, arrancou aplausos e provocou sorrisos extasiados. Era a glória. Só não podia imaginar que aquele gol, aquela conquista era também o seu auge.

E como se sabe, não existe para aonde subir após o último degrau. Ao se dar conta da máxima, perdeu os sentidos e... aaaaaah!... recebeu uma entrada criminosa. Nem viu de onde veio.

"Falta, falta", gritaram desesperados seus amigos de ataque.

Era cena de filme, com ambulâncias em volta e a imprensa tentando registrar lance a lance.

Nosso craque tentou voltar, mas acabou impedido pelo departamento médico. A contusão era grave e nosso gênio da pequena área precisou ficar em recuperação intensiva. Repouso total e longe, muito longe dos gramados. Foram meses, anos assim...

Os companheiros de ataque rezavam e pediam pela saúde do jogador a São Baixinho, o craque dos gols impossíveis. Uma corrente de fé e esperança tomou a equipe. Todos acreditavam em seu retorno.

Mas a notícia fatal emergiu das profundezas do inacreditável para desconforto de uma nação de amigos e fãs.

A contusão é, sim, mais grave do que se imaginava e nosso Camisa 11 corre o risco de nunca se recuperar. Ciente do drama, viu o fantástico sonho do milésimo gol acabar. E diante de tantos acontecimentos, só lhe restou uma saída: abandonar a carreira e deixar a Copa do Mundo do Flerte àqueles que, de forma sagaz e valente, conseguem fugir das faltas mais duras. Nosso craque não conseguiu.

Em breve, assim que dizer "sim", nosso Camisa 11 se juntará ao seleto grupo de artilheiros-boêmios-cariocas-aposentados desse Brasilzão de Deus.

Pendurou as chuteiras, mas não de mãos vazias. Exibe, orgulhoso, seu troféu... uma argolinha de dedo feita a ouro...


***

É isso, queridos e amados leitores, este valoroso blog comunica, não sem dor, a aposentadoria de mais um craque. E quando os artilheiros abandonam a Copa do Mundo do Flerte, vocês sabem, a Culpa é Delas.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Onde a dor não tem razão

Naquela tarde, a resenha, o famoso bate-papo na gíria dos boleiros, era sobre um atacante que, tentou ser artilheiro, mas atuou como mais um perna de pau desse Brasilzão.

O cara, vejam caros leitores, resolveu levar a ex-namorada para casa. Dormiu com a moça, relembrou os bons velhos tempos e... foi acordado, ai, ai, ai, pela atual... num daqueles FlaxFlus que nem o experiente MacGyver ou um ninja-samurai das arapucas seriam capazes de se livrar.

Diante do flagrante, o atacante mal das pernas não tentou dar uma de esperto. Pelo contrário: admitiu a culpa, aceitou o golpe e sugeriu que, a partir dali, cada um seguisse seu caminho. Era o fim!

E quem disse, que a mocinha se deu por satisfeita?

É que tem um tipo de mulher, amigos do blog e fieis leitores, que não sabe perder, vocês devem saber! A doida, num elã que Freud e Balzac explicam, começou a quebrar o apartamento do cara... quadros, TV, armário, pratos e copos etc.

Pois bem, o grupo que estava na tal resenha falando do caso passou a debater a reação da "danada, traída e invocada, destruidoras de patrimônio".

Foi aí (ai meu São Baixinho, o santo dos gols impossíveis!!!) que uma mocinha da roda resolveu defender a sapeca feroz.

- Pooo... o cara trai a mulher e simplesmente diz que vai terminar?? E vocês não querem que ela faça nada?
- Ué... claro que não. Ele vacilou e terminou o namoro. Queria que ele pedisse perdão ou sugerisse viver com as duas?
- Vocês são muito engraçados...
- É só um ponto de vista, calma - disse um outro amigo na roda.

E, então, a defensora das chifradas, disparou... daquele jeito: sem medo e sem piedade:

- É por isso que eu digo: se não doi no coração, TEM QUE DOER NO BOLSO!


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A lógica da moça, claro, gerou medo e o assunto rapidamente foi trocado. Vai que... enfim!

Faz algum sentido isso, inimigas do blog?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Patrimônio

Caros leitores e artilheiros deste país bonito por natureza, temos que confessar: "apesar de saber que serão boas histórias para o blog, às vezes é duro saber de algumas delas".

É que cada vez que algo desse tipo acontece, aumenta o descrédito a certos tipos de mocinhas.

Pois bem, dia desses, duas mulheres, na faixa dos 38, 40 anos conversavam alegremente. Uma delas contava que a filha mais velha, de 16 anos, estava "namorando firme", como diziam nossos antepassados.

Nisso, a amiga, ai, ai, sábia, como defendem as inimigas do blog, soltou, mas, assim, sem pensar duas vezes:

- Ó, mas você tem que ensinar sua filha a não receber presentinho barato, bobo.
- É?
- Claro... ela tem que cobrar do namorado, presentes que provem o tamanho do amor...
- Você acha? Mas ela só tem 16 aninhos?
- Acho... ela tem que pedir uma joia para ele. Nada de bijuteria, tem que ser joia e das pesadinhas...
- Ai, não sei...

E foi aí que a frase mais pareceu um torpedo estourando perto dos ouvidos, daqueles que são capazes de desnotear o sujeito.

- Menina, não seja boba. É assim que fazemos patrimônio.


***
Às custas do mocinho?

Fala sério!